Bolsonaro: “se eu for presidente, ideologia de gênero vai deixar de existir”

O candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), foi entrevistado nesta semana pela Rede Gospel de Televisão. Em sua residência, na Barra da Tijuca, RJ, falou sobre as metas e planos de governo que pretende implementar caso seja eleito.

Ele destacou alguns dos temas onde há mais divergências entre a sua candidatura e a de Fernando Haddad (PT): família, respeito à criança em sala de aula, ideologia de gênero, combate à violência e respeito às religiões.

Ao citar a necessidade do resgate de valores cristãos históricos, ele afirmou: “Sei do tamanho da responsabilidade que recairá sobre nós, caso venhamos a nos eleger”.

Homofobia

Bolsonaro garantiu não ser homofóbico e reiterou que só queria rebater o material patrocinado pelo Ministério da Educação que, segundo ele, é composto de livros, cartazes e filmes “que deixariam qualquer um de cabelo em pé”.

“Eu denunciei isso de forma bastante pesada, no final de 2010. Em 2011, eu já tinha o apoio das bancadas católica e evangélica”, lembra.

Embora Dilma Rousseff, que era presidente na época, tenha reconhecido que o material era inadequado o vetou, “eles seguiram em frente e trocaram o nome, passando a utilizar o termo ideologia de gênero”.

“Se eu for presidente isso vai deixar de existir”, garante.

Novo jeito de governar

“No Brasil quem não mente não consegue sucesso na política, é quase que uma norma isso. E eu resolvi fazer exatamente o contrário”, disparou.

Com 28 anos de atuação parlamentar, Bolsonaro tem o apoio de mais de 70% dos evangélicos, segundo algumas pesquisas. Ao ser questionado sobre o que os cristãos devem esperar dele, tem respostas que prometem respeito às famílias e em especial às crianças.

“Está na Constituição que o casamento é entre homem e mulher”, inicia. “Ideologia de gênero, com isso eu não posso concordar, com esse seminário LGBT infantil que ficou conhecido como kit gay”, mencionou.

Além disso, justificou que ao valorizar a família, o próprio Estado é fortalecido. “Uma família bem estruturada é lucrativa para o próprio Estado”, emendou.

Frases polêmicas

“Falam que eu prego a violência, só que quem levou a facada fui eu”, se defendeu. E ao se referir às suas “frases” tão lembradas atualmente pela mídia, reconheceu que são pesadas.

“Eu reconheço, mas foi dentro da Comissão de Direitos Humanos, junto com o Marco Feliciano, jogando no mesmo time”, assegurou que foi em momentos de grande tensão.

Um milagre de Deus

“Os médicos dizem que a cada 100 pessoas que recebem uma facada como essa, apenas 1 sobrevive. Então eu sou um sobrevivente, segundo eles. Mas eu acho que isso foi um milagre de Deus”, disse.

Entre os últimos temas da entrevista, comentou sobre as fake news e disse não ter tido acesso a nenhuma delas. “O que foi disparado contra o PT? Eu queria ver um vídeo ou uma imagem. Disseram que foi para derrubar o PT, mas não precisa de fake news pra isso, o PT se derruba com a verdade”, apontou.

Finalizou dizendo que, se for presidente, terá uma equipe com muitos cristãos, desde que sejam competentes para o cargo. “O PT aparelhou quase todas as instituições com gente que pensa diferente de nós, que não tem sentimento cristão como nós temos”, mencionou. “No primeiro dia de mandato pretendo formar um time que pode ser campeão”, concluiu.

VÍDEO

 

Fonte: Gospel Prime

Meio ambiente e agricultura familiar caminharam juntos nos anos Lula

Durante o seu governo, Lula sempre procurou o equilíbrio entre o meio ambiente e as mudanças necessárias para que o Brasil crescesse. E conquistou coisas muito substanciais. Em 2010, seu último ano de governo o Brasil teve a menor taxa de desmatamento em 23 anos de monitoramento  do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 6.451 quilômetros quadrados (km²) de floresta, em 2003, primeiro ano do governo Lula, o desmate atingiu 25,3 mil km².

O meio ambiente brasileiro vive dias peculiares, neste momento rumores de terríveis retrocessos ecoam por todos os lados . A luta ambiental é dura e marcada por embates ainda mais difíceis . Mas não podemos nos abater. Muita coisa foi feita e ainda mais pode ser. 

Nos anos Lula foram 20 leis aprovadas, 11 decretos e inúmeras medidas que visaram melhorar nossa relação com a Terra. Lula criou a Política Nacional de Segurança de Barragens, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Política Nacional da Mudança do Clima.

Criou-se o Fundo Nacional do Clima, a Política Nacional de Aquicultura e Pesca. Regulamentou o

seguro desemprego durante o período de defeso e dezenas de outras ações para melhorar a vida de todas e todos e nossa relação com o meio ambiente.

Tiveram críticas também, não podemos esquecer, nem esconder. Mas o diálogo sempre esteve aberto. Em uma democracia o diálogo sempre tem que estar à frente.

Assim como Lula, temos que fortalecer o trabalho do MST. O maior produtor de arroz orgânico da América do Sul . Que poderia fortalecer ainda a produção da agricultura familiar, que já fornece 70% da nossa alimentação e poderia ser muito mais. 

Fonte: institutolula

Com edital do governo, Codó recebe atrações culturais neste sábado (27)

A edição deste sábado (27) do projeto Ocupação Artística, no município de Codó, levará ao público apresentações que evidenciarão as raízes do Leste Maranhense e a multidiversidade cultural dessa região. Atrações como a Quadrilha Unidos da Vila, Capoeira Raiz na Cadencia da Ginga e o show do cantor Mano Lopes garantirão a diversão dos visitantes.

As atividades acontecem, a partir das 18h30, no Parque Ambiental de Codó, espaço onde tem acontecido, permanentemente, ações culturais e de lazer do projeto Ocupação Artística, organizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur).

A programação é gratuita e diversificada para públicos de todas as idades. Entre os objetivos da ação, a descentralização as ações culturais e ocupar o espaço público, criando opções de lazer e diversão para turistas e moradores da cidade.

Com a voz marcante, o cantor Mano Lopes se apresentará levando um pouco das músicas de compositores do cenário maranhense e nacional, incentivando a diversidade cultural dos ritmos brasileiros. Desde que o Parque Ambiental de Codó foi inaugurado, a Sectur oferece uma programação cultural e permanente no local.

Programação

27/10 (sábado)
A partir das 18h30;
Quadrilha Unidos da Vila;
Capoeira Raiz na Cadencia da Ginga;
Show do cantor Mano Lopes.

Fonte: http://www.ma.gov.br

Prefeitura de Codó realiza gincana cultural em homenagem ao Dia do Servidor Público Municipal

Em mais um evento alusivo a semana do Servidor Público Municipal, a prefeitura de Codó promoveu uma criativa e animada gincana cultural, simbolizando a confraternização e socialização entre os profissionais da administração. Seis equipes, representando as secretarias de governo, receberam as camisetas temáticas e partiram com entusiasmo para as provas da gincana. As tarefas tiveram caráter artístico, cultural, recreativo, desportivo e solidário.

Na festa estavam presentes o prefeito de Codó, Francisco Nagib, a primeira-dama Agnes Oliveira, secretários de governo e representantes do legislativo municipal, como o vereador Pastor Max. “Uma homenagem muito importante, que não podemos deixar de fazer. O prefeito Nagib está de parabéns de proporcionar uma festa tão especial, e parabéns aos nossos servidores públicos, que tanto se dedicam para dar o melhor atendimento a nossa população, fazendo com que os serviços cheguem da melhor forma aos cidadãos. Foi semana inteira de atividades, uma grande festa merecida, fazendo com que os nossos servidores se sintam valorizados e homenageados”, comentou o parlamentar.

De acordo com a Secretária Municipal de Administração, Délia Assem, toda a programação da Semana do Servidor 2018 tem por objetivo estreitar os laços de amizade, companheirismo e profissionalismo entre os servidores, despertando o espírito de solidariedade e união.  “É um grande evento de interação, confraternização e entretenimento. Uma festa que sempre fazemos com toda dedicação e carinho para os nossos servidores, oferecendo descontração e alegria para o bem estar de todos os colegas de trabalho. Nunca podemos deixar de enaltecer e valorizar nossos servidores, fazendo com que o dia 28 seja sempre uma data de reconhecimento e valorização desses profissionais”.

Na ocasião também foram entregues as premiações aos vencedores das Olimpíadas dos Servidores, momento que o prefeito Nagib fez questão de celebrar junto a todos na Praça Ferreira Bayma. “É uma semana de muita alegria e confraternização para nossos servidores, que tanto contribuem para atender e servir da melhor forma a nossa população. Hoje as equipes de cada secretaria estão disputando esta animada gincana cultural, em um momento de lazer, descontração e celebração. Tivemos uma semana de competições, gincana, Missa alusiva aos nossos servidores e iremos encerrar com uma grande festa dançante. É uma justa homenagem a todos aqueles que se dedicam, fazem com que as políticas públicas cheguem a todos e ajudam no desenvolvimento e crescimento de nosso município. Parabéns a todos”, agradeceu o prefeito.

Ascom – PMC

30% dos alunos praticam bullying, aponta Unicef

Crianças e adolescentes vítimas de bullying encontram na escola o ambiente mais hostil, onde a prática desse tipo de violência é reforçada. A conclusão é de um estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgado no início do mês que, além do bullying, avaliou também os prejuízos que as brigas corporais exercem sobre a educação de 150 milhões de adolescentes com idades entre 13 e 15 anos em todo o mundo. 

O relatório An Everyday Lesson: #ENDviolence in Schools, que em uma tradução livre para o português significa Uma lição diária: Pelo fim da violência nas escolas, afirma que a violência entre colegas ocupa um papel dominante na educação de jovens em todo o mundo. A agressão sofrida no ambiente escolar, física ou psicológica, tem impacto na aprendizagem e no bem-estar dos estudantes, independentemente de residirem em países pobres ou ricos. 

No documento, foi identificada uma grande variedade de formas de violência enfrentadas pelos estudantes dentro ou no entorno da sala de aula. Um em cada três alunos de 13 a 15 anos de idade é vítima de bullying e a mesma proporção tem histórico de agressões físicas. Em uma avaliação sobre o comportamento dos alunos em 39 países industrializados, 30% admitiram ter praticado bullying contra colegas. 

Embora o risco de sofrer bullying seja o mesmo tanto para meninos quanto para meninas, as meninas são mais propensas a sofrer violência psicológica e, entre os meninos, é maior o risco da violência física e ameaças. 

Além da violência entre colegas, estudantes de várias partes do mundo ainda são obrigados a conviver com a violência institucionalizada, apontou o Unicef. Um dado impressionante revelado pelo estudo é que quase 720 milhões de crianças e adolescentes em idade escolar vivem em países onde o castigo corporal na escola não é totalmente proibido. 

“A educação é a chave para construir sociedades pacíficas e, no entanto, para milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo, a própria escola não é segura”, avaliou a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, em nota encaminhada pela entidade à imprensa. “Todos os dias, os estudantes enfrentam vários perigos, incluindo brigas, pressão para participar de gangues, bullying – presencialmente e on-line -, disciplina violenta, assédio sexual e violência armada. Em curto prazo, isso afeta seu aprendizado e, em longo prazo, pode levar à depressão, à ansiedade e até ao suicídio. A violência é uma lição inesquecível que nenhuma criança precisa aprender.” 

BRASIL
O Unicef não apresenta números sobre os adolescentes brasileiros, mas com base em estudos realizados anteriormente no País, a entidade afirma que a violência dentro e no entorno das escolas também impacta meninas e meninos no Brasil. Segundo a Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), feita em 2015 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com alunos do nono ano, 14,8% dos estudantes declararam ter deixado de ir à escola, pelo menos um dia, nos 30 dias anteriores à pesquisa, por não se sentir seguros no trajeto entre a casa e a instituição de ensino. 

Sobre a prática de bullying, 7,4% dos estudantes entrevistados disseram ter sido vítima desse tipo de violência na maior parte do tempo ou todo o tempo nos 30 dias que antecederam a pesquisa e, no mesmo período, 19,8% admitiram ter praticado bullying. 

Em relação a brigas e lutas físicas, 23,4% responderam ter passado por essa situação pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 12,3% disseram ter sido seriamente feridos pelo menos uma vez no mesmo intervalo de tempo. Entre os estudantes que se envolveram em agressões físicas, 5,7% revelaram que alguém usou arma de fogo e 7,9% relataram o uso de arma branca. O percentual é maior entre meninos (10,6%) do que entre meninas (5,4%) e também entre estudantes da rede pública, com um índice de 8,4% ante 5,3% da rede particular. 

“O bullying não necessariamente é físico, ele pode ser psicológico. Não precisa ser nem uma palavra. Pode ser um jeito de olhar, um jeito de rir, isso tudo influencia e prejudica a criança como se ela estivesse apanhando porque é uma agressão psicológica”, ressaltou a advogada do Neddij (Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude) da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Miriã Pietraroia Carvalho Pinto. 

Psicóloga do Neddij, Rafaela Grumadas Machado lembra que as agressões nem sempre deixam marcas visíveis, mas muitas vezes causam danos psicológicos, como a diminuição da autoestima, isolamento, alterações no apetite, no humor e no sono. “Hoje em dia, a tecnologia e a internet entraram muito na nossa vida, tem o cyberbullying, então o bullying não vai ser só no contexto físico da escola. As crianças e os adolescentes estão muito expostos a isso e sem ferramentas para conseguir lidar com a situação.” 

PREVENÇÃO
Machado aponta que a escola precisa desenvolver um trabalho de prevenção e combate a essas práticas e que é importante que a instituição de ensino tenha políticas e projetos nesse sentido. “Crianças e adolescentes não têm preparo para lidar com isso. Por isso, é importante que possam contar com algum professor, com a direção da escola, com algum adulto para poder mediar essa situação”, sugere. 

A família também tem papel importante no acolhimento e detecção dos sinais de que algo não vai bem, mas dependendo do contexto socioeconômico e emocional em que a criança ou adolescente está inserido, há que se considerar que nem sempre a estrutura familiar favorece esse acompanhamento. 

Pietraroia alerta que as agressões psicológicas podem gerar transtornos e motivar a prática criminosa. “A gente vê as crianças devolvendo essa agressividade cada vez mais cedo. A criança é acostumada a apontar o dedo, a dar risada, é um comportamento precoce de preconceito e de agressão psicológica com o outro”, alerta. “O ser humano tem a necessidade de ser aceito e ser reconhecido minimamente. Claro que não dá para ser aceito sempre, mas também se é sempre deixado de lado ou tem os defeitos apontados, isso desencadeia reações, sentimentos e emoções que podem, sim, vir a ser transtornos”, comenta a psicóloga.

Sofrer qualquer tipo de agressão na fase de formação do caráter e da personalidade pode significar um peso a ser carregado pelo resto da vida. “Na questão da esfera penal, inclusive, temos aqui no Neddij o setor de atos infracionais e a gente identifica muito isso. As crianças que hoje estão cometendo atos infracionais foram violentadas dos mais diferentes jeitos a vida toda, se acostumaram com a vida desregrada e, às vezes, até reagem para chamar atenção”, analisa a advogada.

Fonte: folhadelondrina