Uma nova pesquisa do Instituto Americano de Cultura e Fé revelou um contraste visível entre aqueles que se declaram cristãos e os que vivem realmente de acordo com os princípios bíblicos.
Apesar de mais de 70% dos norte-americanos se identificarem como cristãos, apenas cerca de 14% desse grande grupo sabe responder questões básicas sobre a sua própria fé cristã.
Uma nova pesquisa do Instituto Americano de Cultura e Fé revelou um contraste dramático entre aqueles que vivem de acordo com os princípios cristãos e aqueles que se declaram cristãos. Ela destacou como relativamente poucos poderiam responder perguntas simples sobre a Bíblia e crenças cristãs. “Nossa pesquisa coletou informações sobre atitudes e comportamentos relacionados a questões práticas como mentir, trapacear, roubar, consumir pornografia, a natureza de Deus e as consequências do pecado não resolvido”, disse o pesquisador George Barna, que dirigiu os estudos. “Isso é o que torna a discrepância entre a porcentagem de pessoas que se consideram cristãs – mais de sete em cada 10 – e aqueles que têm de fato uma visão bíblica sobre o mundo – apenas um em cada 10. Isso é alarmante”, destacou o diretor, falando sobre um contexto geral dos cidadãos dos EUA. Dentro do contexto cristão do país na pesquisa, a porcentagem dos que realmente sabem sobre questões básicas da Bíblia representa 14%. O questionário ‘Christianity 101’ (‘Cristianismo 101’) foi respondido por 6.000 pessoas e foi dividido com 20 perguntas sobre crenças espirituais básicas e outras 20 sobre comportamento. As respostas foram então avaliadas em relação ao conteúdo bíblico e o número de respostas biblicamente consistentes foi computado para cada respondente. As pontuações foram usadas para avaliar se os entrevistados eram “discípulos integrados” – um termo usado para descrever quando as crenças indicadas de uma pessoa afetam sua própria vida. Em resposta às críticas sobre julgar a sinceridade do cristianismo das pessoas, uma
declaração de Barna destacou que realmente é uma questão delicada e que a pesquisa apenas fornece uma estimativa, nada absoluto. “Toda vez que você tenta medir a visão de mundo ou a posição espiritual das pessoas, você tem que pisar com cuidado. Reconhecemos que esta pesquisa fornece uma estimativa, não um absoluto. Somente Deus realmente sabe quem é um cristão. Só Ele sabe quem tem uma cosmovisão bíblica. Só Deus sabe o que há na mente e no coração de cada pessoa”, explicou.
Três em cada 10 casos de tumor no reto acomete pacientes com menos de 55 anos
A obesidade está relacionada com maior risco de câncer colorretal
RIO — Um estudo divulgado ontem pela Sociedade Americana de Câncer revela que o número de casos de tumor colorretal (de intestino grosso e reto) está aumentando entre adultos jovens e de meia-idade, principalmente o cancro no reto — antes mais comum entre idosos. De cada dez pacientes diagnosticados com essa doença, três têm menos de 55 anos. Entre os motivos, estão a obesidade e o estilo de vida sedentário, que fazem com que especialistas sugiram a antecipação da recomendação para exames de detecção dos tumores.
— A tendência entre os jovens serve de termômetro para o fardo futuro da doença — disse Rebecca Siegel, pesquisadora da Sociedade Americana de Câncer e líder do estudo publicado ontem no periódico “Journal of the National Cancer Institute”.
Os pesquisadores analisaram 490.305 casos diagnosticados em pacientes com mais de 20 anos nos Estados Unidos, entre 1974 e 2013. Em geral, a incidência está em declínio desde a metade da década de 1980, graças a novas técnicas de detecção, mas entre adultos de 20 a 39 anos, a taxa de incidência de câncer de intestino vem crescendo entre 1% e 2,4% anualmente desde a década de 1980. E
na faixa etária dos 40 aos 54 anos, a variação anual tem sido entre 0,5% e 1,3% desde meados da década de 1990.
O aumento nas taxas de incidência de câncer no reto é ainda mais evidente, com variação média anual de 3,2% entre 1974 e 2013 para adultos na faixa etária entre 20 e 29 anos. Entre 40 e 54 anos, o crescimento foi de 2% ao ano desde a década de 1990. Em 2013, 29% dos casos diagnosticados da doença foram em pacientes com menos de 55 anos, contra percentual de 15% registrado em 1990.
MILLENNIALS TÊM NÍVEL DE RISCO DO SÉCULO XVIII
Esses números fazem com que pessoas nascidas em 1990 tenham o dobro do risco de desenvolver câncer no intestino e quatro vezes mais probabilidade de ter câncer no reto do que alguém nascido na década de 1950.
— Nossa constatação é que o risco de câncer colorretal para os millennials retornou para o nível daqueles nascidos no fim do século XVIII — lamentou Rebecca. — São necessárias campanhas educacionais para alertar médicos e o público em geral sobre esse aumento e, assim, reduzir atrasos no diagnóstico, que são muito prevalentes entre os jovens, além de incentivar uma alimentação mais saudável e estilos de vida mais ativos para reverter essa tendência.
O câncer colorretal está diretamente relacionado à alimentação e à obesidade. Um outro estudo, publicado ontem no “British Medical Journal”, indica que cada 5kg/m2 ganhos no índice de massa corporal representam um aumento de 9% no risco de desenvolver câncer colorretal entre homens. Para José Cláudio Casali, oncogeneticista da All Clinik e professor da PUC do Paraná, esta pode ser uma
das explicações para o aumento da incidência da doença entre a população mais jovem, uma tendência que, segundo ele, também acontece no Brasil.
— A obesidade está relacionada ao desenvolvimento de vários tumores, em particular os cânceres do intestino — disse Casali. — Mas a obesidade não é uma causa em si, ela é consequência dos maus hábitos alimentares e do estilo de vida sedentário, que se tornou padrão nas últimas décadas.
A obesidade já é considerada uma epidemia global. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 1995 existiam no mundo cerca de 200 milhões de pessoas obesas. Em 2014, eram 1,9 bilhão de pessoas com sobrepeso, sendo 600 milhões delas obesas.
EXAMES CADA VEZ MAIS CEDO
O oncologista Daniel Tabak destaca, porém, que o estudo traz um dado novo, que não pode ser explicado apenas pelo aumento da obesidade, pela prática limitada de atividade física ou pela mudança no padrão alimentar observada nos últimos anos.
— Talvez um fator esteja relacionado a uma detecção mais precoce de lesões precursoras pela realização rotineira de exames em indivíduos acima dos 50 anos — opinou Tabak. — E uma maior incidência em indivíduos que não têm a rotina dos exames.
Mas os dois médicos concordam que o diagnóstico precoce facilita o tratamento e aumenta as chances de sobrevivência. Normalmente, a doença começa com um pólipo que, se for retirado, não se desenvolve como câncer.
— O retardo na identificação precoce determina o diagnóstico de lesões em estágio mais avançado e uma maior mortalidade — disse Tabak.
A colonoscopia é o exame padrão para a detecção de pólipos e de câncer no intestino. Hoje, a recomendação para pessoas com risco médio é que ela seja realizada aos 50 anos de idade, e repetida a cada dez anos. Frente às evidências de que pessoas cada vez mais jovens estão desenvolvendo tumores, Casali sugere que cada caso seja avaliado individualmente.
— Numa pessoa obesa, por exemplo, a gente pode tomar o cuidado de realizar a colonoscopia um pouco antes — disse o especialista. — A gente fala muito sobre tratamento personalizado, mas também existe a prevenção personalizada, ajustada aos hábitos e à carga hereditária de cada pessoa.
Os autores do estudo também sugerem que a idade recomendada para o início dos exames de detecção seja reconsiderada. Para isso, destacam que em 2013 foram diagnosticados 10.400 novos casos de câncer colorretal em pacientes entre 40 a 50 anos, além de 12.800 novos casos entre pessoas que acabaram que ingressar na faixa dos 50 anos.
— Esses números são similares ao total de casos de câncer do colo do útero, para o qual são recomendados exames para 95 milhões de mulheres entre 21 e 65 anos — argumentou Rebecca.
Nesta segunda-feira (27), se é celebrado o Dia Nacional do Livro Didático.
“O livro didático faz parte da vida de todos nós. Quando pensamos em aprendizado sempre vem à memória uma página ou a figura de um livro. Ele constrói o cidadão. Que a gente ensine as novas gerações a respeitar o livro didático como instrumento de crescimento”. O pedido é da coordenadora de Habilitação e Registro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Nadja Cezar Ianzer, para o Dia Nacional do Livro Didático, celebrado hoje (27).
A autarquia investiu para este ano R$ 1,3 bilhão, para distribuir 157 milhões de exemplares para 32 milhões de alunos dos anos finais do ensino fundamental (sexto ao nono ano), além de repor e complementar exemplares para os anos iniciais e para o ensino médio. A previsão para 2018, é de R$ 1,9 bilhão em investimentos.
O FNDE é responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) que tem como principal objetivo a distribuição de coleções de livros didáticos aos alunos da educação básica. O fundo disponibiliza ainda acervos de obras literárias, obras complementares e obras em versões acessíveis (áudio, Braille e MecDaisy).
Isonomia pedagógica
O PNDL tem mais de 30 anos, mas a distribuição de livros no Brasil já acontece há mais de 80 anos. “E vem se aperfeiçoando”, disse Nadja.
A coordenadora explicou que o programa influencia o mercado editorial na busca pela qualidade física e pedagógica dos livros didáticos. “A avaliação pedagógica é gerida pelo Ministério da Educação (MEC), que permite que as obras tenham todo o conteúdo aprovado e de acordo com as diretrizes educacionais nacionais”, disse, explicando que o PNLD também respeita a autonomia pedagógica das escolas.
Após a seleção dos títulos inscritos pelas editoras, o MEC elabora o Guia do Livro Didático, que é disponibilizado às escolas participantes. “Então, quem escolhe é o professor, que conhece suas necessidades locais e escolhe o material que mais se adequa às suas turmas e sua realidade”, disse Nadja.
Ela ressaltou, entretanto, que o MEC preza pela isonomia dos estudantes, que tem acesso aos conteúdos com a mesma qualidade. “Diante da diversidade e condições, permitimos que todo o professor tenha acesso aos recursos pedagógicos mínimos. Têm muitas escolas que só tem o livro didático”, disse à Agência Brasil.
A previsão para publicação do Guia do Livro Didático para 2018 é junho de 2017. No próximo ano, aproximadamente 7 milhões de alunos, de 19,5 mil escolas de ensino médio.
Digitalização
A coordenadora do FNDE afirmou que o livro didático não é pensado apenas para conteúdo pedagógico, mas a fomenta aprendizagem, induz o desenvolvimento da escrita e da leitura e democratiza o acesso à informação e cultura. “Ele é pensado para difundir uma cultura nacional, trazer aspectos não só educativos, mas sociais, entendendo que o livro é o objeto de maior força pedagógica”, disse.
Segundo Nadja, os livros didáticos trazem instrumentos digitais para serem inseridos, mas não devem ser substituídos. Ela conta, inclusive, que escolas que se apropriaram de novas tecnologias e se digitalizaram estão retornando à utilização do livro didático, pois houve um retrocesso no aproveitamento dos conteúdos pelos alunos.
“Muitas vezes, eles [livros digitais] não estão formatados do jeito que mais alcança as crianças, talvez o instrumento em si não seja capaz de fazer as crianças aprenderem ou o professor não tenha o domínio. O livro já tem esse modelo mental”, destacou.
Cuidando do livro
O PNLD é executado em ciclos trienais alternados. Assim, a cada ano o FNDE adquire e distribui livros para todos os alunos de determinada etapa de ensino e repõe e complementa os livros reutilizáveis para outras etapas, que pode ser: anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental ou ensino médio.
Por isso, à exceção dos livros consumíveis, os livros distribuídos deverão ser conservados e devolvidos para utilização por outros alunos por um período de três anos. A devolução é fundamental para o bom funcionamento do programa.
Segundo Nadja, o FNDE envia os livros como doação, e cada rede, estadual ou municipal, é responsável pela redistribuição durante os três anos e destinação final, que pode ser a reciclagem, doação ao aluno ou outro tipo de ação.
“O material é escolhido para que resista bem os três anos e sempre enviamos informativos sobre a questão do cuidado”, disse, contando que muitas escolas têm ações que fomentam nos meninos o respeito pelo livro, como concurso de boas práticas, campanhas de encapamento e premiações pela conservação dos livros.
A reforma da passarela é uma das maiores reivindicações das pessoas que trafegam diariamente para ir ao centro, a escola, ao trabalho. O problema de infraestrutura é velho conhecido das pessoas principalmente daquelas que utilizam com maior frequência como os moradores da região da Trizidela cujo perigo é visivelmente constatado pelos moradores. É uma passarela de madeira, sabemos que não é eterna, se desgasta com o tempo. Além de estar com a parte de ferro enferrujada, ainda possui madeiras soltas, com o “mato” em volta. Segundo estudantes do turno noturno, a situação é perigosa, alguns ferros já caíram, e que durante o vento até as tábuas tremem e sugerem que as grades do lado deviam ser mais fechadas, para evitar acidentes.
Buracos perigososImprovisos, RemendosÁgua empoçadaGrande fluxo de pessoas