Pesquisadores e estudantes coletam dados sobre moradias autoconstruídas no Maranhão

Para compreender a atual situação da habitação popular autoconstruída no Maranhão, desde 2017, professores e estudantes do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), iniciaram a pesquisa “A moradia popular autoconstruída no Maranhão: Regime de Propriedade, Modos de Produção, Morfologia e Tipologia Urbana e Rural”, financiada pelo Edital Universal 2017, da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).

Percorrendo todas as regiões do estado, visitando povoados – reservas indígenas, quilombos, assentamentos – e bairros periféricos, os pesquisadores e estudantes fizeram um levantamento de dados para análise e, com o resultado, pretendem contribuir para a formulação de políticas públicas compatíveis com a realidade das comunidades urbanas e rurais do Maranhão.

Para execução da pesquisa, foi adotada regionalização do Maranhão, na época dividido pelo IBGE em cinco mesorregiões e, em cada uma delas, a partir de pesquisa histórica e socioespacial, foram selecionados bairros e/ou povoados de alguns municípios maranhenses.

Em junho de 2019, foram concluídos os levantamentos de campo com visita a 34 municípios das 5 mesorregiões maranhenses: Norte (Alcântara, Cajari, Cantanhede, Miranda do Norte, Paço do Lumiar, Primeira Cruz, Raposa, São José de Ribamar, São Luis e Viana), Centro (Bacabal, Bom Lugar, Esperantinópolis, Jenipapo dos Vieiras, Lago do Junco, Pedreiras, São Mateus e Trizidela do Vale), Oeste (Bom Jardim, Imperatriz, Pindaré-Mirim, Turiaçu e Zé Doca), Leste (Aldeias Altas, Alto Alegre do Maranhão, Brejo, Caxias, Chapadinha, Mirador e Pastos Bons) e Sul (Carolina, Estreito, Loreto e São Raimundo das Mangabeiras).

Nessas áreas, foram coletados e analisados dados sobre a ocupação dos lotes, tipologia construtiva local, registro arquitetônico das moradias pesquisadas, e aplicados questionários para conhecimento de processos de titulação/regularização, ameaças de despejo, conflitos fundiários, configuração ambiental, infraestrutura, investimentos públicos e privados, serviços e formas de organização social, com destaque para os povos originários, comunidades tradicionais e bairros periféricos de áreas urbanas.

O trabalho traz dados relevantes sobre as moradias populares autoconstruídas no Maranhão. As comunidades visitadas buscam soluções para seus problemas habitacionais com a utilização de uma variedade de possibilidades construtivas como adobe, taipa, palha de babaçu, barro e madeira, que se adequam às condições de terreno e clima.

Por outro lado, grande parte das famílias vive em clima de insegurança fundiária, porque não tem documentação de propriedade da terra, além de sofrer pressões de grandes proprietários e empreendimento públicos (urbanização e modernização de áreas urbanas) ou de empreendimentos privados (pecuária extensiva e agronegócio).

A inexistência de políticas públicas de moradia compatíveis com a realidade das comunidades populares do campo e da cidade tem favorecido para que muitas pessoas construam lares de modo improvisado e, geralmente, colocam suas vidas em risco por causa da precariedade das construções.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Frederico Lago Burnett, professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional da UEMA, é necessário discutir alternativas capazes de contribuir para políticas públicas de qualificação habitacional, envolvendo as comunidades no processo de elaboração dessas políticas. Essa atuação irá proporcionar mais dignidade à vida das camadas populares, bem como a manutenção de suas identidades culturais.

“Queremos entender a questão do que é a casa para essas populações, além de ser respeitada a autonomia que os moradores têm para construir seus lares. Isso é uma forma de dar sentido ao trabalho de muitos arquitetos, além de possibilitar um maior respeito pela cultura dos povos desses municípios”, disse.

A estudante do Curso de Arquitetura e participante do projeto, Luana Barbosa, revela que, durante sua visita às casas do Parque Jair, no município de São José de Ribamar, e no Tendal Mirim, em Paço do Lumiar, teve uma perspectiva diferente sobre como pode ser a prática do profissional de Arquitetura.

“Às vezes, o que é bom para nós como futuros arquitetos não é para eles quando vão construir suas casas. Um exemplo disso é a localização de alguns cômodos das casas: para eles, a cozinha próxima ao quintal é mais viável e funcional”, comenta.

Os pesquisadores têm se reunido com agentes públicos para ações conjuntas na formulação de novas políticas na área de arquitetura popular.
“Temos conversado com secretarias do Governo para pensarmos juntos em políticas nessa área de arquitetura popular e elaborarmos programas pilotos”, disse o coordenador Frederico Lago.

Por: Débora Sousa

REJEITADOS: Eliene Rolim e Francisco Nagib amargam rejeição em Codó

A novidade no cenário político  codoense foi o nome da ex-primeira-dama Eliene Rolim como possível pré-candidata a prefeita de Codó. Nos bastidores, Eliene e Nagib estão entre os pré-candidatos que mais enfrentam rejeição popular, sem chances de vitória nas eleições municipais.

O prefeito Nagib que se diz pré-candidato à reeleição colecionou situações onde sua competência trágica como gestor foi colocada à prova e recebe sinais de um possível rompimento com seu aliado. Mesmo com a máquina nas mãos, Nagib não consegue reverter sua rejeição.

Zito quer lançar a esposa e ameaça provocar uma racha em sua aliança com o atual prefeito. Ainda não se sabe se Zito vai recuar.

Eliene Rolim tem condições de se tornar a herdeira política de Zito?

Homem mata ex, deixa 4 baleados, invade igreja e se suicida no altar

Um homem matou a ex, deixou pelo menos quatro pessoas feridas a tiros e depois se matou no altar de igreja em Dourados. O caso ocorreu na noite deste domingo.

Conforme informações, Rosemiro Fernandes de Souza foi armado até a casa da ex, Lucineide Ortega. Ela mora na rua Rangel Torres, na Vila Mary.

No local havia várias pessoas. Rosemiro fez vários disparos e atingiu Lucineide e pelo menos quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças.

A mulher não resistiu e morreu. Rosemiro estava numa moto Honda CB 300, empreendeu fuga, no entanto, parou em frente a igreja São José, região central.

O homem invadiu o local e no altar se suicidou com tiro na cabeça. Não há informações se havia missa ou se fiéis estavam na igreja.

Informações repassadas à reportagem é que o homem não aceitava o fim do relacionamento. A polícia investiga o caso.

Dourados Agora

TSE fecha parceria com Febraban, Fiesp e Ambev para doação de máscaras e álcool na eleição

Em razão da pandemia da Covid-19, o primeiro turno do pleito foi adiado para 15 de novembro. O segundo turno ocorrerá no dia 29 de novembro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, reuniu-se nesta quarta-feira (8) com empresários para discutir a doação de itens para garantir a segurança e a saúde de mesários e eleitores nas Eleições Municipais 2020. Segundo Barroso, em meio à crise fiscal que o país atravessa, não seria possível onerar ainda mais os cofres públicos com a aquisição dos itens.

Representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Ambev se comprometeram com o TSE a doar materiais e equipamentos. Nesse momento, estão sendo feitos cálculos para avaliar as quantidades necessárias para o atendimento de todos os municípios do Brasil. Também há uma logística complexa, que precisará ser articulada com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Participaram da reunião virtual com o ministro Barroso o presidente da Febraban, Isaac Sidney; o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; e o CEO da Ambev, Jean Jereissati. Durante a conversa, as entidades e a empresa afirmaram ter disponibilidade para doação de máscaras e álcool em gel ou líquido, bem como para auxiliar na logística de distribuição.

O Tribunal, que conseguiu juntar na mesma mesa os bancos e a indústria, ainda precisará de doações de materiais como lixeiras, sacos de lixo e marcadores de chão.

“Foi reconfortante ver o espírito público e o comprometimento cívico dessas entidades e empresas. E temos notícia de que mais empresários desejam participar. A pandemia é um desastre humanitário, mas produziu uma onda de solidariedade e de filantropia”, disse ao jornal Valor o ministro Luís Roberto Barroso.

Segundo o presidente do TSE, uma vez definidos todos os materiais e equipamentos, assim como as quantidades, Febraban, Fiesp e Ambev também se comprometeram, se necessário, a agregar outras entidades e empresas no esforço de propiciar o máximo de segurança para as eleições.

Embora seja o TSE o responsável por exercer a supervisão geral dos procedimentos, doações e eventuais recursos serão geridos exclusivamente pelos parceiros privados. Os materiais e os equipamentos serão distribuídos diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais nos estados, ou, por orientação desses, às próprias seções eleitorais.

Em razão da pandemia da Covid-19, o primeiro turno das eleições foi adiado para o dia 15 de novembro e o segundo, para o dia 29 de novembro. O TSE defendeu o adiamento, depois confirmado pelo Congresso, por recomendações médicas e sanitárias de que postergar a votação em algumas semanas poderia proporcionar uma votação mais segura para todos.

TSE

 

NÃO PERCA: Programa A Voz do Povo vai trazer grandes revelações nesta segunda-feira (13)

O Programa A Voz do Povo apresentado pelo radialista Daniel Sousa vai trazer grandes revelações nesta segunda-feira (13) a partir das 7h da manhã na Rádio Eldorado AM.

Você vai saber mais detalhes exclusivos  sobre a pesquisa da ESCUTEC realizada em Codó. Não perca!