Presidente da CAEMA afirma que órgão atua para acabar com a intermitência de água

Nesta segunda-feira (26), o programa “Em Discussão”, da Rádio Assembleia (96,7 FM), destacou a universalização do serviço de saneamento básico no Maranhão. Em conversa com os radialistas Álvaro Luiz e Henrique Pereira, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Marcos Aurélio Alves Freitas, destacou as ações desenvolvidas e investimentos para ampliar a prestação do serviço à população.

Marcos Aurélio iniciou fazendo retrospectiva da atuação da Caema no estado, desde sua fundação, em 29 de julho de 1966, destacando os desafios que a autarquia ainda enfrenta no governo Carlos Brandão. “A Caema, hoje, precisa muito mudar, inovar e entender sua missão dentro do estado, que é prover o saneamento básico aos 138 municípios nos quais operamos, com abastecimento de água, com qualidade e continuidade, coleta e tratamento de esgoto”, frisou.

O gestor disse que, atualmente, a Caema faz coleta e tratamento de esgoto, mas que ainda precisa de expansão nos municípios de São Luís, Imperatriz, Barreirinhas e alguns municípios. “O Ministério das Cidades diz que, no Maranhão, para se universalizar os serviços de água e esgoto, temos que ter um investimento de R$ 18 bilhões a 25 bilhões. Do ponto de vista interno, temos muitas coisas boas para contar e estamos avançando em vários municípios”, ressaltou.

Obras

Em relação às obras, Marcos Aurélio revelou que, no início do governo, havia mais de R$ 200 milhões do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) I e II em obras paralisadas e o governador Carlos Brandão determinou a retomada destas. “Retomamos e concluímos num tempo muito rápido, que foram a Estação de Tratamento de Água de Chapadinha, 500 m³ por hora; ETA de Pinheiro, mais 500 m³ por hora; a Estação de Tratamento de Esgoto do Anil, abrangendo toda a bacia do Anil, Liberdade, Monte Castelo, Apeadouro e Alemanha e outras em fase final de execução”, destacou.

Investimentos

Marcos Aurélio revelou que a Caema conseguiu viabilizar junto ao Governo Federal, R$ 1,8 bi, sendo R$ 700 milhões para esgoto em São Luís e Imperatriz e R$ 110 milhões para universalizar os serviços de água em 28 municípios, mas especialmente São Luís, com R$ 493 milhões; Imperatriz com 290 milhões e Barreirinhas, água e esgoto, com R$ 110 milhões.

“Esse conjunto de obras está em licitação pela Secretaria de Estado de Governo [SEGOV]. Vamos iniciar essas novas obras para tirar o desconforto da intermitência que sofre São Luís há mais de 40 anos. Esse é um problema que estamos atacando de forma muito forte”, esclareceu.

Secretária Rosa Vasconcelos ainda não explicou contrato de R$ 5 milhões da Assistência Social com empresa de Trizidela do Vale para o Cartão Codoense Empreendedor

A secretária municipal de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, Rosa Maria Vasconcelos Sales, ainda não explicou publicamente como a Prefeitura de Codó pretende utilizar os R$ 5 milhões contratados para a execução do projeto “Cartão Codoense Empreendedor”.

O contrato foi firmado por meio do Pregão Eletrônico nº 012/2026 com a empresa Executiva Consultoria, sediada em Trizidela do Vale, e prevê a realização de cursos, capacitações técnicas, treinamentos especializados, além do fornecimento de materiais didáticos, kits para alunos, estrutura logística e material gráfico.

Apesar do valor milionário já ter sido oficialmente contratado pela Secretaria de Assistência Social, até o momento não há ampla divulgação pública sobre como o programa será executado, quantas pessoas serão beneficiadas, quais cursos serão oferecidos, onde ocorrerão as capacitações e quais critérios serão utilizados para selecionar os participantes.

Outro ponto que chama atenção é que, mesmo após a publicação do contrato, a gestão municipal ainda não apresentou detalhes concretos sobre o funcionamento do chamado “Cartão Codoense Empreendedor”, programa utilizado como justificativa para a contratação milionária.

O Blog do Leonardo Alves acompanha a situação e aguarda esclarecimentos oficiais da secretária Rosa Vasconcelos sobre a destinação dos R$ 5 milhões e a execução prática do projeto.

Até agora, a Prefeitura de Codó também não informou quando o programa começará efetivamente a funcionar nem quais resultados concretos pretende alcançar com o investimento milionário.

INSS vai conceder salário-maternidade de forma automática após 30 dias

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passará a conceder o salário-maternidade em até 30 dias após o pedido, segundo nova lei publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26). A regra passa a valer imediatamente.

Se o benefício não for liberado neste prazo, a concessão deverá ser automática, mesmo que a segurada ainda não tenha provado o direito. Depois, caso a análise do órgão entenda que não há direito, a renda pode ser cortada.

A regra até então previa a concessão do benefício em até 45 dias após o pedido, conforme prevê a lei dos benefícios da Previdência Social. Depois desse prazo, os valores pagos devem ter acréscimo pela demora.

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o benefício praticamente dobrou em um ano e tem pressionado as contas da Previdência após o STF (Supremo Tribunal Federal) mudas as regras de concessão para autônomas, levando também à alta no número de pedidos e pressionando as contas públicas.

Dados do órgão mostram que, em janeiro de 2025, foram concedidos 48.888 benefícios do tipo, e, em dezembro, o total subiu para 94.708, aumento de 93,72%. Já as solicitações passaram de 115.982 em janeiro para 161.590 em novembro, alta de 39,3% no período.

A previsão é que o impacto aos cofres públicos traga gasto extra de R$ 12 bilhões em 2026, R$ 15,2 bilhões em 2027, R$ 15,9 bilhões em 2028 e de R$ 16,7 bilhões em 2029, segundo a Previdência Social.

O salário-maternidade do INSS é pago para mulheres ou homens por nascimento, ou adoção, aborto espontâneo ou legal, e parto de natimorto, desde que comprovem o pagamento mínimo como autônomo, inclusive em caso de união homoafetiva. A duração é de 120 dias.

O pedido é feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. A forma de provar que tem direito é enviando a documentação necessária, como a certidão de nascimento do filho, de adoção ou documentos referentes ao aborto. O INSS avalia e faz a concessão.

A mudança nas regras para autônomas foi definida pelo STF em março de 2024, durante o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.110. Na ocasião, os ministros derrubaram norma de 1999 que exigia das trabalhadoras autônomas, facultativas ou seguradas especiais ao menos dez contribuições à Previdência para ter direito ao salário-maternidade.

Após o julgamento, passou a valer a regra de que o pagamento de apenas uma contribuição previdenciária dá direito ao benefício, como ocorre com as profissionais que trabalham com carteira assinada, o que preocupa especialistas.

Isso porque, no caso da empregada com carteira assinada, a sustentabilidade das contas da Previdência é feita porque o empregador está contribuindo de alguma forma para um bolo maior. No caso das autônomoas, não.

Segundo a advogada Adriane Bramante, especializada em Previdência e conselheira do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário) e da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), é preciso ficar atento a golpes.

Ela afirma que há fraudadores nas redes sociais tentando se aproveitar da fragilidade dos sistemas do INSS ou mesmo da falta de conhecimento da população sobre o direito ao benefício. “É preciso conhecer as regras”, diz.

O crescimento dos pedidos de salário-maternidade foi puxado pelos benefícios rurais, que avançaram 59,3%, saltando de 63.374 para 100.993 pedidos entre janeiro e novembro do ano passado. Já os urbanos cresceram 15,1%, passando de 52.608 para 60.597.

Os dados mostram aumento maior no segundo semestre, quando as mudanças nos sistemas do INSS foram oficializadas, e o benefício com as novas regras passou a ser concedido por meio do Meu INSS. Em setembro, foram 176.930 pedidos e, em outubro, o volume atingiu 182.144, maior patamar de 2025.

No caso das concessões, o principal volume está nas liberações administrativas, feitas de forma automática no INSS. Ao todo, foram 655,5 mil concessões no acumulado do ano. Apenas em dezembro, o instituto registrou 82.351 liberações, o segundo maior resultado de 2025.

Folhapress

Prefeitura de Codó renova contratação milionária sem licitação com fundação cultural do Piauí

A Prefeitura de Codó publicou no Diário Oficial do Município, no dia 22 de maio de 2026, o termo aditivo ao contrato nº 161/2025, referente à dispensa de licitação nº 026/2025, mantendo a contratação da Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX) no valor de R$ 1 milhão.

 

O contrato, de valor milionário, está relacionado à formulação e implementação de projeto de regularização fundiária de interesse da Secretaria Municipal de Assistência Social.

O termo aditivo foi assinado pela secretária municipal de Assistência Social, Rosa Maria Vasconcelos Sales, e pelo representante da fundação, Antônio Vinícius Oliveira Ferreira.

A Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX) está inscrita no CNPJ nº 07.501.328/0001-30 e possui sede na Rua Hugo Napoleão, nº 2891, lote 0013, bairro Ininga, em Teresina.

Procuradoria da República anuncia nova ação de improbidade administrativa contra Raimundo Leonel por supostos repasses financeiros para ficar em silêncio durante gestão de Zé Francisco

O Ministério Público Federal por meio da Procuradoria da República afirmou, em petição protocolada na Justiça Federal, que o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho teria recebido valores durante a execução de contratos da Prefeitura de Codó. Segundo o órgão, os repasses teriam ocorrido “com o objetivo de comprar o apoio ou o silêncio do parlamentar”.

De acordo com a Procuradoria da República, essa não seria a única situação investigada envolvendo o parlamentar. O MPF afirma que o vereador também teria recebido outros repasses durante o mandato, tanto em conta pessoal quanto por meio de conta ligada a familiar, sempre relacionados à execução de contratos da Prefeitura de Codó.

Na própria petição, o Ministério Público Federal informa que os fatos serão tratados em uma nova ação específica de improbidade administrativa. O documento afirma:

Os fatos serão devidamente abordados em ação de improbidade administrativa específica. ”

Com isso, a Procuradoria da República sinaliza que deverá ajuizar uma nova ação voltada exclusivamente para apurar os supostos repasses financeiros atribuídos ao vereador durante a gestão do ex-prefeito Dr. Zé Francisco.

O caso já havia sido divulgado com exclusividade pelo Blog Leonardo Alves e segue ganhando repercussão no município.