Deputado Dr. Yglésio afirma que CPI contra Felipe Camarão é legítima

Durante discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) nessa quarta-feira (25), o deputado Dr. Yglésio (PRTB) afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a ser instaurada no âmbito do Parlamento Estadual tem legitimidade para investigar o vice-governador Felipe Camarão (PT) em virtude das denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro que existem não apenas contra o gestor, mas também contra servidores públicos lotados na vice-governadoria.

“Dizer que uma CPI não pode atingir servidores públicos, policiais que movimentaram aproximadamente 10 milhões de reais para conta do vice-governador? Movimentações que foram feitas para membros da família do vice-governador. Então, o discurso não encontra a prática. Ele não se encontra com a realidade. É vexatório isso aqui. É constrangedor”, iniciou o parlamentar, ao criticar deputadosu da base de Felipe Camarão, que se posicionaram contra a abertura da CPI.

Yglésio afirmou também que o fato de Felipe Camarão ser aliado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, não o torna “investigável” ou “acima do bem e do mal”. Como exemplo, o parlamentar destacou que existe uma investigação em curso do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) com fortes indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo vice-governador.

O parlamentar aproveitou ainda para expor ironicamente as articulações que são feitas pelo grupo oposicionista.

“A Assembleia é altiva e não pode se esconder do debate público, paradoxalmente, mas, válida é a palavra de Gilson Cesar Júnior, válida é a palavra da página apócrifa da internet que foi utilizada para colocar o Weverton Rocha em um inquérito no Supremo para Flávio Dino puxar para ele, para chantagear como fez com Josimar de Maranhãozinho, para chantagear como fez com Juscelino Filho, para chantagear como tenta fazer com Pedro Lucas Fernandes, para chantagear e fazer favor como o Metrópoles mostrou ontem com Davi Alcolumbre, tirando até o prefeito e o vice de Macapá”, disse.

Por fim, o deputado assegurou que a CPI será realizada, uma vez que é o papel do Parlamento Estadual e dos deputados fazerem as investigações necessárias, independentemente dos envolvidos.

“E essa CPI vai acontecer, a verdade vai aparecer e a lamúria de vossas excelências, que é assentada apenas nos princípios do interesse próprio e da sobrevivência política. No final, essa Assembleia Legislativa vai fazer única e exclusivamente o que já deveria ter feito muitas outras vezes, que é o seu papel de investigar, de colaborar, de devolver ao povo do Maranhão os milhões de reais que são investidos aqui todo ano”, destacou.

Mical Damasceno critica projeto que propõe criminalização da misoginia

Na sessão plenária desta quinta-feira (26), a deputada Mical Damasceno criticou o Projeto de Lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), em discussão no Congresso Nacional, que propõe a criminalização da misoginia, equiparando-a ao crime de racismo.

O projeto define misoginia como atitudes de ódio ou aversão contra mulheres e altera a legislação para que essas condutas passem a ser punidas como crime. Para Mical, a matéria é um “absurdo”.

“Para que criar mais um crime no Brasil? Nós já temos instrumentos legais suficientes para proteger as mulheres. Existe a Lei Maria da Penha, uma das legislações mais rigorosas do mundo no combate à violência contra a mulher. O Código Penal já prevê punições como injúria, ameaça, difamação, perseguição, e existe, ainda, o feminicídio, que pune com rigor máximo o assassinato de mulheres”, frisou Mical Damasceno.

Na opinião da deputada, não há necessidade de criar uma nova tipologia penal, o que levaria a diversas interpretações, haja vista a amplitude e subjetividade do conceito de misoginia. Segundo Damasceno, diferentes interpretações poderiam gerar insegurança jurídica e abrir margem para enquadramentos controversos.

“Dependendo da interpretação, amanhã podem tentar enquadrar como crime uma crítica política. Eu vejo aqui, por exemplo, alguns deputados da esquerda que fazem críticas ferozes contra a administração da presidente da Assembleia, Iracema Vale. Logo, se esse projeto de lei for aprovado, esse comportamento poderá ser enquadrado no crime de misoginia”, exemplificou.

DA COMUNICAÇÃO AO SOPÃO: Assessora de Comunicação da Câmara aparece vestida no uniforme da Prefeitura em entrega de sopa e sem uso de máscara, luvas e touca

Um vídeo que circulou nas redes sociais na noite desta quinta-feira (26) mostra a empresária Rejane Araújo Lisbino (Rejane da Pousada) participando de entrega de sopa, vinculado à Prefeitura Municipal de Codó.

Nas imagens, Rejane da Pousada aparece utilizando uniforme da Prefeitura, o que tem causado estranheza, já que ela também exerce função na Câmara Municipal como Assessora de Comunicação. Essa situação vem gerando questionamentos desde o ano de 2025 sobre um possível acúmulo de vínculos entre os dois poderes (Executivo e Legislativo) – o que, se confirmado, pode configurar improbidade administrativa.

Outro ponto que chama atenção no vídeo é a forma como o sopão é manuseado. Rejane aparece sem o uso de equipamentos básicos de proteção e higiene, como luvas, máscara e touca, itens essenciais em qualquer atividade que envolva preparo ou distribuição de alimentos.

Não é a primeira vez que Rejane surge em registros relacionados ao “Sopão da Cidadania”. Em outras ocasiões, ela já havia sido vista em fotos e vídeos divulgados nas redes sociais participando da linha de frente da mesma ação.

O Blog do Leonardo Alves já deixou o espaço aberto por diversas vezes para que Rejane se manifestasse sobre possível acúmulo de funções e a mesma não demonstrou interesse em sua defesa, tendo em vista que esse questionamento vem sendo feito por diversos opositores à gestão municipal.

Prefeito Chiquinho Oliveira pode entrar para a história de Codó como o mais NEPOTISTA diante de investigação por falta de transparência

O prefeito Chiquinho Oliveira pode entrar para a história do município de Codó como um dos gestores mais associados a práticas de nepotismo. A avaliação feita pelo Blog do Leonardo Alves surge em meio a denúncias, investigações em curso e à ausência da lista de servidores comissionados e contratados no Portal da Transparência da Prefeitura.

Atualmente no exercício do mandato, o gestor é alvo de suspeitas consideradas graves envolvendo a nomeação de pessoas com vínculos familiares com agentes políticos. Um dos casos apontados envolve a atuação de uma filha de vereador como médica no Hospital Geral Municipal (HGM), em possível favorecimento indevido dentro da administração pública.

O próprio HGM está no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público, por meio de inquérito civil que apura práticas de nepotismo no âmbito da rede municipal de saúde. O hospital é dirigido por Rossana Magna, esposa do vereador Raimundo Leonel – fator que reforça as suspeitas de vínculos familiares na gestão.

As denúncias ganharam força após cobranças feitas pelo Blog do Leonardo Alves, que há mais de um ano solicita a divulgação da lista completa de servidores municipais comissionados e contratados no Portal da Transparência. A ausência dessas informações, consideradas básicas para o controle social, tem sido interpretada como grave indício de irregularidades.

Posteriormente, o caso também foi denunciado pelo médico Pedro Neres, que levou a situação ao Ministério Público. Diante disso, o órgão notificou o prefeito e expediu recomendação para que a lista de servidores seja publicada no prazo de 30 dias.

A falta de transparência e a não divulgação da lista de servidores comissionados e contratados há mais de um ano fere a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe o nepotismo na administração pública.

Prefeito Chiquinho Oliveira prometeu “melhor educação”, mas Codó fica fora do Selo Ouro de Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada

Secretário de Educação, Ricardo Torres e prefeito Chiquinho Oliveira

A Prefeitura de Codó enfrenta mais um desgaste na área da educação após o município não aparecer na lista dos contemplados com o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que reconhece redes municipais com avanços concretos na alfabetização na idade certa.

A premiação avalia critérios como gestão educacional, formação de professores, acompanhamento pedagógico e políticas voltadas ao desenvolvimento da leitura e da escrita. No Maranhão, 100 municípios alcançaram o Selo Ouro, a mais alta categoria do reconhecimento. Codó, no entanto, ficou de fora.

A relação oficial foi divulgada tanto pelo governo federal quanto pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) em seu site institucional e o nome de Codó simplesmente não aparece entre os premiados.

O resultado contrasta diretamente com o discurso do prefeito Chiquinho Oliveira, que durante a campanha prometeu transformar a educação municipal e construir “a melhor educação” da história do município.

A ausência no Selo Ouro não é apenas simbólica. Ela evidencia dificuldades da atual gestão em atender indicadores básicos de qualidade educacional, justamente em uma área considerada prioridade em qualquer administração pública.

A situação ganha ainda mais peso quando comparada à gestão anterior, que chegou a conquistar reconhecimento internacional do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por meio do Selo UNICEF, destacando políticas públicas voltadas à infância e à educação. Enquanto isso, a atual administração não conseguiu sequer atingir o nível mais alto de uma certificação considerada mais acessível dentro do programa de alfabetização.