
O vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (27) rebatendo o blogueiro Marco Silva após a publicação de uma matéria envolvendo seu nome.
Durante a gravação, o parlamentar governista afirmou que não responde a nenhum processo na Justiça. A declaração acontece no momento em que o nome do vereador aparece em uma ação protocolada pela Procuradoria da República na Justiça Federal.
O processo tramita sob nº 1006369-66.2026.4.01.3702 e não está sob segredo de justiça, sendo de acesso público. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal no dia 13 de maio de 2026 e inclui Raimundo Leonel entre os citados em investigação relacionada a supostas irregularidades envolvendo recursos públicos durante a gestão anterior do município de Codó.
Segundo a ação apresentada pela Procuradoria da República, o vereador é apontado como beneficiário de repasses financeiros no valor de R$ 15 mil que, conforme consta nos autos, teriam como finalidade garantir apoio político e evitar críticas à administração do ex-prefeito Dr. Zé Francisco.
O Blog do Leonardo Alves teve acesso ao conteúdo da ação por meio de documentos públicos disponibilizados pela Justiça Federal. O blog também possui cópia integral da petição inicial utilizada como base documental das informações divulgadas.
Na ação, o Ministério Público Federal pede a indisponibilidade de bens dos investigados, condenação por improbidade administrativa, ressarcimento integral dos danos ao erário e pagamento das custas processuais.
A denúncia apresentada pela Procuradoria da República também menciona outros investigados e apresenta resumos individualizados sobre a suposta participação de cada citado no processo.
O caso ganhou repercussão após a divulgação do vídeo nas redes sociais, principalmente pelo fato de Raimundo Leonel afirmar que não responde processos judiciais, enquanto seu nome já consta em ação protocolada perante a Justiça Federal.
A ação tramita na Subseção Judiciária Federal de Caxias/MA. Os citados no processo têm direito à ampla defesa e ao contraditório, cabendo à Justiça Federal analisar as acusações apresentadas pelo Ministério Público Federal.

