
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (03), foi lida em plenário a mensagem de veto parcial encaminhada pelo prefeito Chiquinho Oliveira (PT) ao Projeto de Lei nº 17/2025, de autoria da vereadora Leda Torres, que institui a Política Municipal de Apoio e Incentivo à Mulher no Esporte no âmbito do município de Codó.
O veto parcial foi analisado pela Comissão de Constituição, Legislação, Justiça, Redação e Administração Pública que emitiu parecer favorável à manutenção do veto apresentado pelo Executivo municipal. A comissão tem como presidente, o vereador Araújo Neto (PP), que votou pela manutenção do veto ao projeto de autoria da vereadora Leda Torres. O filho do vereador Araújo Neto ocupa o cargo de secretário adjunto da Casa Civil, órgão responsável por orientar tecnicamente a elaboração de pareceres e manifestações jurídicas que subsidiam decisões do Executivo. Assim, o voto pela manutenção do veto também pode ser interpretado como uma forma de não contrariar o trabalho técnico do filho desenvolvido no âmbito da Casa Civil.
Durante a discussão em plenário, a vereadora Leda Torres informou que o Executivo alegou que o projeto gera despesas para o município. Apesar de ser autora do projeto, a parlamentar não se posicionou de forma contrária ao veto, por ser aliada política do prefeito.
O vereador Pastor Max (Republicanos) saiu em defesa do projeto, destacando a relevância da iniciativa para fortalecer a participação feminina no esporte e para garantir políticas públicas voltadas às mulheres.
Na mesma linha, o vereador Domingos Reis (PRD) criticou a postura do Executivo, afirmando que o prefeito tem vetado de forma recorrente projetos aprovados pelo Legislativo municipal. Já o vereador Valber Cabral (PRD) também se posicionou contra o veto.
Apesar das manifestações contrárias de parte dos parlamentares oposicionistas, o veto parcial foi mantido conforme o parecer da Comissão de Constituição, Legislação, Justiça, Redação e Administração Pública.

