Amparados por nota técnica do Ministério Público Federal, comunicadores de Codó levarão caso de intimidação à Procuradoria Federal o mais rápido possível

Os comunicadores Renna de Sousa (Vigia Topado), Ramyria Santiago e Leonardo Alves irão encaminhar representação à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, solicitando acompanhamento institucional de fatos que consideram merecedores de análise sob a ótica da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.

A iniciativa ocorre após consulta realizada pelo jornalista Leonardo Alves, que buscou informações e documentos oficiais sobre a atuação do Ministério Público Federal em situações envolvendo possíveis práticas de intimidação contra jornalistas e comunicadores.

Entre os documentos analisados está a Nota Técnica nº 14/2026 da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que trata do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores e estabelece parâmetros para identificação de situações que possam produzir efeito intimidatório, silenciador ou inibidor sobre o exercício da atividade jornalística.

A representação também será encaminhada à Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da OAB Maranhão e tem como fundamento acontecimentos recentes envolvendo o jornalista Marco Silva, além de uma publicação feita pelo deputado estadual Francisco Nagib em rede social, na qual mencionou nominalmente os comunicadores Vigia Topado, Ramyria Santiago e Leonardo Alves.

A preocupação surgiu porque não possuem qualquer relação com o caso mencionado pelo parlamentar, mas tiveram seus nomes associados a uma publicação divulgada em meio à repercussão dos acontecimentos envolvendo o jornalista Marco Silva. Diante disso, decidiram buscar o acompanhamento de instituições responsáveis pela proteção das garantias constitucionais da liberdade de expressão e da atividade jornalística.

Leonardo Alves afirma que a decisão de recorrer ao Ministério Público Federal foi tomada após a identificação de documentos oficiais que reconhecem a necessidade de acompanhamento institucional em situações que possam gerar constrangimento, intimidação ou restrição indireta ao livre exercício da comunicação social.

 

Federação Nacional de Jornalistas cobra revogação imediata da prisão de Marco Silva e critica decisão judicial

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nesta quarta-feira (17) uma nota pública de repúdio à prisão do jornalista Marco Silva, ocorrida em Codó.

No documento, as entidades classificam a decisão que decretou a prisão preventiva do profissional como um grave atentado à liberdade de imprensa e ao Estado Democrático de Direito. A nota destaca que a utilização do aparato policial e judicial para prender um jornalista em razão de suas publicações e opiniões representa uma ameaça ao livre exercício da atividade jornalística.

As entidades também afirmam que a Constituição Federal garante o livre exercício do jornalismo e veda qualquer forma de censura. Segundo a manifestação, o encarceramento de um profissional da imprensa, em circunstâncias relacionadas à sua atuação jornalística, não afeta apenas o direito individual do comunicador, mas também compromete o direito coletivo da sociedade ao acesso à informação.

Outro ponto destacado na nota é o entendimento de que a prisão preventiva seria uma medida desproporcional para casos envolvendo supostos crimes contra a honra. Para o Sindjor-MA e a Fenaj, a utilização da segregação cautelar em situações dessa natureza pode representar um perigoso precedente para a liberdade de imprensa.

Diante do caso, as entidades exigem a imediata revogação da prisão de Marco Silva e defendem o fim da criminalização da atividade jornalística no Maranhão.

Ao final da nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão e a Federação Nacional dos Jornalistas afirmam que permanecerão vigilantes e adotarão as medidas cabíveis para assegurar que o exercício do jornalismo ocorra com independência e sem temor de retaliações judiciais.

A manifestação foi divulgada em São Luís e assinada pela diretoria do Sindjor-MA, com apoio da Fenaj.

 

Comunicadores de Codó acionam Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da OAB após deputado Nagib mandar jornalistas “configurar seus despertadores”

Os comunicadores Renna de Sousa (Vigia Topado), Ramyria Santiago e Leonardo Alves concluíram um pedido de acompanhamento institucional que será encaminhado à Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Maranhão, com sede em São Luís.

O documento foi elaborado após os acontecimentos envolvendo o jornalista e blogueiro Marco Silva, que foi alvo de busca e apreensão em sua residência e posteriormente preso por suposto descumprimento de decisão judicial. A iniciativa também foi motivada por uma publicação feita pelo deputado estadual Francisco Nagib em seu perfil no Instagram, em resposta a comentários realizados em uma postagem do vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, líder do governo na Câmara Municipal de Codó.

Segundo os comunicadores, a preocupação aumentou após a manifestação do parlamentar sobre o caso envolvendo Marco Silva. Na publicação, Francisco Nagib fez referência a uma suposta “organização criminosa” e, em seguida, mencionou nominalmente os comunicadores Vigia Topado, Ramyria Santiago e Leonardo Alves, afirmando: “Tá na hora deles configurarem o seus despertadores”.

Os signatários afirmam que não possuem qualquer relação com o caso citado pelo deputado e entendem que a menção direta aos seus nomes, no contexto em que foi realizada, gerou preocupação entre os profissionais da comunicação. Para eles, a situação merece análise sob a ótica das garantias constitucionais da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e do livre exercício da atividade jornalística.

No pedido, os comunicadores solicitam que a Comissão acompanhe os fatos relatados, analise a situação e adote as providências institucionais que entender cabíveis, em defesa das garantias asseguradas aos profissionais da comunicação e do direito da sociedade ao acesso à informação.

O documento já foi concluído e deverá ser encaminhado à Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da OAB, Seccional Maranhão, o mais breve possível, acompanhado de capturas de tela da publicação e demais documentos considerados relevantes para a análise do caso.

 

INTIMIDAÇÃO: Citando fala de Weverton Rocha, Nagib manda blogueiros de oposição “configurarem seus despertadores” após prisão de jornalista

A prisão do jornalista e blogueiro Marco Silva, ocorrida em decorrência de suposto descumprimento de medidas judiciais relacionadas a um processo envolvendo o deputado estadual Francisco Nagib, continua repercutindo em grupos de WhatsApp e páginas de Instagram.

Após a prisão do comunicador, Nagib comentou uma publicação do vereador Raimundo Leonel, líder do governo na Câmara Municipal, fazendo referência a blogueiros que fazem oposição à atual administração municipal.

Em sua manifestação, o deputado iniciou o comentário reproduzindo uma fala do senador Weverton Rocha, dita durante uma entrevista em podcast. Na ocasião, o senador afirmou: “Se você não prestar para nada nesse mundo, abra um blog e comece a falar mal de prefeito, vereador e deputado para ganhar uma mesada por mês e depois ficar calado“.

Ao utilizar a referência à declaração de Weverton Rocha, Nagib emendou comentários relacionados ao caso envolvendo Marco Silva e, em seguida, afirmou que outros comunicadores deveriam “configurar seus despertadores”, fazendo menção a blogueiros que costumam publicar conteúdos críticos ao grupo político governista em Codó.

No comentário publicado no Instagram de Raimundo Leonel, Nagib citou nominalmente os blogueiros Vigia Topado, Ramyria Santiago e Leonardo Alves.

Embora cada profissional responda individualmente por seus atos e publicações, a mensagem é interpretada como um recado direcionado a blogueiros que exercem a atividade de fiscalização e divulgação de fatos de interesse público.

Confira o comentário do deputado:

 

 

Prefeitura de Codó contrata empresa de Coroatá criada no ano passado por R$ 700 mil para aquisição de armários de aço

A Prefeitura de Codó publicou nesta terça-feira (16) a Ata de Registro de Preços nº 73/2026, decorrente do Pregão Eletrônico nº 023/2026, prevendo a eventual contratação de empresa especializada para o fornecimento de equipamentos destinados a diversas secretarias da administração municipal.

De acordo com o documento, a empresa vencedora foi a SOLUCIONAR SERVIÇOS E EMPREENDIMENTOS LTDA, inscrita no CNPJ nº 58.768.328/0001-32, sediada no município de Coroatá (MA). O valor total registrado na ata é de R$ 700.175,54.

Os itens contemplados na contratação incluem armários de aço para armazenamento de alimentos e estantes de aço com seis prateleiras, que poderão ser adquiridos conforme a necessidade da administração municipal durante a vigência da ata.

Entre os produtos registrados estão 300 armários de aço destinados ao armazenamento de alimentos, divididos entre ampla concorrência e cota reservada para microempresas e empresas de pequeno porte. Os preços unitários variam entre R$ 964,62 e R$ 999,30.

Também foram registrados 755 unidades de estantes de aço com seis prateleiras, cujos valores unitários variam entre R$ 526,98 e R$ 536,02.

Segundo a ata, os equipamentos poderão atender demandas das Secretarias Municipais de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, Casa Civil, Segurança Pública, Desenvolvimento Econômico e Saúde.

A vigência da Ata de Registro de Preços será de um ano, contado a partir da divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), podendo ser prorrogada por igual período, desde que seja comprovada a vantajosidade dos preços registrados.

O documento foi assinado pelo secretário municipal de Educação, Ricardo Araújo Torres, e pelo representante da empresa vencedora, Laerte José Lima Roque.

A SOLUCIONAR SERVIÇOS E EMPREENDIMENTOS LTDA, empresa vencedora do Pregão Eletrônico nº 023/2026, possui pouco mais de um ano de existência. Conforme dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a empresa foi constituída em 10 de janeiro de 2025.

Sediada no município de Coroatá, a empresa teve registrada em seu favor a Ata de Registro de Preços nº 73/2026, no valor de R$ 700.175,54, para eventual fornecimento de armários de aço e estantes destinados a diversas secretarias da Prefeitura de Codó.