
O Ministério Público do Maranhão instaurou Inquérito Civil para aprofundar a investigação sobre os contratos milionários de combustíveis firmados pela Prefeitura de Codó com a empresa Rede Sol Fuel Distribuidora S/A, após denúncia apresentada pelo médico Pedro Neres.
O Blog do Leonardo Alves consultou, às 8h38 desta terça-feira (13), o Sistema de informações do Ministério Público e identificou que a Promotoria converteu a Notícia de Fato em Inquérito Civil, demonstrando avanço nas investigações sobre os contratos de abastecimento de combustíveis da gestão do prefeito Chiquinho Oliveira.
Conforme as informações obtidas, já foi emitida certidão confirmando o envio da Portaria de Instauração do Inquérito Civil nº 13 ao setor responsável pelo Diário Eletrônico do Ministério Público. O documento deverá ser publicado oficialmente no Diário Eletrônico do MPMA.
Além disso, a Promotoria também expediu o Ofício nº 167/2026 ao novo procurador-geral do Município, Elder Souza da Cruz, requisitando informações complementares relacionadas aos contratos investigados.
A instauração do Inquérito Civil ocorreu após análise da resposta encaminhada anteriormente pela Procuradoria do Município. Na época, a manifestação foi assinada pelo então procurador-geral Esdras da Silva Guêdelha, que acabou sendo exonerado recentemente após pedir a condenação do ex-prefeito Francisco Nagib.
A abertura do inquérito é vista como um indicativo de que o Ministério Público identificou elementos considerados suficientes para aprofundar a investigação.
Diferente da fase inicial da Notícia de Fato, o Inquérito Civil representa um estágio mais avançado da apuração e permite ao promotor ampliar diligências, requisitar documentos, ouvir envolvidos e analisar possíveis irregularidades na contratação e nos aditivos milionários envolvendo combustíveis.
A denúncia apresentada por Pedro Neres aponta que a Prefeitura firmou contratos que ultrapassam R$ 20 milhões com a empresa sediada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, incluindo aditivos realizados sem, segundo a representação, ampla demonstração pública de vantajosidade econômica e transparência dos processos administrativos.
Caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo da investigação, o procedimento poderá resultar em Ação Civil Pública por improbidade administrativa.

