Prefeitura de Codó deixa Conselho Tutelar e CMDCA fora da Campanha sobre Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

A divulgação da programação da campanha “Faça Bonito Codó”, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, gera questionamentos em Codó após a ausência do Conselho Tutelar e do CMDCA       (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) na identidade visual oficial das ações.

O card publicado nas redes sociais apresenta atividades marcadas para os dias 18, 22, 25, 26 e 27 de maio, envolvendo órgãos como assistência social, saúde, direitos humanos e Associação das Quebradeiras de Coco Babaçu. No entanto, o que chamou atenção do Blog do Leonardo Alves foi a exclusão do Conselho Tutelar e do CMDCA, órgãos considerados fundamentais na rede de proteção à infância e adolescência.

Apenas a identidade visual da assistência social e da Plan aparece na peça divulgada, fato interpretado como sinal de desorganização, falta de planejamento e ausência de diálogo institucional com os órgãos responsáveis pela fiscalização e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Outro detalhe foi um erro de português na arte oficial da campanha. Em vez de “Campanha Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, a peça trouxe texto com falhas de escrita.

A exclusão do CMDCA causou estranheza principalmente porque o Conselho possui papel central na fiscalização e formulação das políticas públicas voltadas à infância e adolescência. Definir uma programação sem ampla participação dos órgãos responsáveis demonstra falta de articulação.

A atual gestão municipal do prefeito Chiquinho Oliveira também vem sendo alvo de críticas por não realizar ações relacionadas ao Dia Municipal de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 4 de abril em homenagem à menina Márcia de Santos, vítima de um crime que abalou a sociedade codoense.

Enquanto integrantes do atual grupo político criticavam a administração anterior pela condução das políticas de proteção à infância, agora a gestão atual enfrenta dificuldades de organização justamente em uma das pautas mais sensíveis da rede de proteção social.

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