Radialista de Campo Maior responde a processo no Piauí por acusações gravíssimas e sem provas contra prefeito de Miguel Alves

Prefeito Veim da Fetrap e radialista Ítalo Sousa

O radialista Ítalo Souza, natural de Campo Maior, responde a processo judicial no Piauí após a divulgação de vídeos com acusações consideradas gravíssimas e sem qualquer comprovação contra o prefeito de Miguel Alves, Francisco Antônio Rebelo de Paiva, conhecido como Veim da Fetrap.

De acordo com a ação, os fatos ocorreram em 2024, quando o radialista publicou vídeos em grupos do WhatsApp, nos quais teria ultrapassado os limites da crítica política e passado a atacar diretamente a honra e a imagem do gestor municipal.

Em petição criminal, o advogado da vítima informou à Justiça que o vídeo divulgado pelo radialista contém acusações graves e infundadas, com a clara intenção de atingir a honra e a credibilidade do prefeito. A defesa sustenta que, de forma leviana e sem qualquer prova, Ítalo Souza acusou o gestor de envolvimento em crimes como desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Na queixa-crime, a defesa ainda informou que o radialista acusou, de maneira absurda, que o prefeito teria adquirido um posto de combustíveis em nome de “laranjas”, baseando-se apenas em supostos “comentários da população”, o que evidenciaria a total ausência de seriedade das denúncias. Além disso, atribuiu falsamente aos pregoeiros do município a condição de sócios administradores do referido posto, criando uma narrativa fantasiosa sobre uma suposta licitação fraudulenta, fato que, segundo os autos, é comprovadamente inverídico, conforme documentação juntada ao processo.

Segundo a defesa, sem qualquer comprovação, Ítalo Souza também mencionou um consumo exagerado de combustíveis — “quase 1 milhão de litros” — e sugeriu que tais recursos públicos estariam sendo utilizados para fins ilícitos. Para o advogado do gestor, as alegações são manifestamente absurdas e dissociadas da realidade, além de acompanhadas por linguagem agressiva e ofensiva, ao acusar o prefeito de “roubar o suor do povo” e praticar “safadeza”.

Ainda conforme os autos, o uso reiterado dessas expressões demonstra clara intenção de difamar, descredibilizar e abalar a confiança da população no chefe do Executivo municipal.

A defesa ainda informou que a conduta atribuída a Ítalo Souza tomou grandes proporções, causando danos à imagem e ao psicológico do prefeito, uma vez que os vídeos foram amplamente difundidos em diversos grupos do aplicativo WhatsApp no município de Miguel Alves.

A magistrada responsável pelo caso recebeu a queixa-crime, reconhecendo que a denúncia preenche todos os requisitos legais, além de apontar a existência de indícios de autoria e materialidade dos crimes, determinando o regular prosseguimento da ação penal.

O processo segue em tramitação no Judiciário piauiense, onde as provas estão sendo analisadas. A defesa do prefeito afirma que a ação busca restabelecer a verdade dos fatos e preservar a honra, a imagem e a credibilidade institucional do gestor municipal.