Vereador Raimundo Leonel Magalhães/Leonel Filho vira réu em ação da Procuradoria da República sobre suposto desvio de recursos públicos em Codó

O vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho passou à condição de réu em uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal que apura supostos desvios de recursos públicos no município de Codó durante a gestão anterior.

O processo tramita na Justiça Federal sob nº 1006369-66.2026.4.01.3702 e não está sob segredo de justiça, sendo de acesso público. A ação foi protocolada pela Procuradoria da República no dia 13 de maio de 2026 e inclui o nome do parlamentar entre os denunciados investigados por supostas irregularidades relacionadas à gestão anterior do município.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho é apontado como beneficiário de supostos repasses financeiros no valor de R$ 15 mil que, conforme consta na investigação, teriam como finalidade garantir apoio político e evitar críticas à gestão do ex-prefeito Dr. Zé Francisco.

O Blog do Leonardo Alves teve acesso ao conteúdo da ação por meio de documentos públicos disponibilizados pela Justiça Federal. O blog também possui cópia integral da petição inicial utilizada como respaldo documental das informações divulgadas.

O Ministério Público Federal pede na ação a indisponibilidade de bens do vereador, condenação por improbidade administrativa, ressarcimento integral dos danos ao erário e pagamento das custas processuais.

A denúncia apresentada pela Procuradoria da República também menciona outros investigados e apresenta resumos individualizados sobre a suposta participação de cada citado no processo.

O caso ganhou repercussão pelo fato de Raimundo Leonel manter histórico de discursos contra blogueiros, críticas à atuação da imprensa e registros de denúncias contra comunicadores, enquanto agora passa a figurar como réu em uma ação do Ministério Público Federal que apura supostos repasses financeiros relacionados à compra de apoio político e silêncio durante a antiga gestão municipal.

A ação tramita na Justiça Federal da Subseção Judiciária de Caxias/MA. Os citados no processo têm direito à ampla defesa e ao contraditório, cabendo à Justiça Federal analisar as acusações apresentadas pelo Ministério Público Federal.

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