Mical Damasceno protocola Projeto de Lei que estabelece as igrejas e os templos como atividade essencial em períodos de calamidade pública no Maranhão

Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Mical Damasceno (PTB)  que reconhece as igrejas e templos como atividade essencial em períodos de calamidade pública no Maranhão  foi protocolado nesta terça-feira (14) na Assembleia Legislativa.

O objetivo do projeto é assegurar o atendimento às pessoas que mais precisam neste difícil momento por qual passa o Brasil em meio à  pandemia do novo coronavírus.

 

                                  Mical Damasceno

Reconhecendo o relevante papel social das igrejas e a responsabilidade das instituições religiosas em nosso Estado, protocolamos hoje o Projeto de Lei da nossa autoria que estabelece as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em períodos de calamidade pública no Maranhão. A Igreja seguirá caminhando e cumprindo com o seu papel”, afirmou Mical.

 

CORONAVÍRUS: Adiada a I Cavalgada entre amigos em Timbiras

Estava programada para ocorrer dia 05 de abril, por ocasião do aniversário de 100 anos de Timbiras, uma grande Cavalgada entre amigos. Todavia, em decorrência da Pandemia do Covid 19, e seguindo as orientações das autoridades de saúde, o evento foi adiado, com o fim de evitar a aglomeração de pessoas, e preservar a saúde de todos.


O evento conta com o apoio cultural de Dra Ana Thamires, da Multiclínica Branco e Oliveira, que ressalta a importância desse encontro por ser tradição do povo nordestino. O evento irá acontecer tão logo a pandemia cesse, de maneira que tudo ocorra com segurança e tranquilidade para todos os brincantes.

Assim que as autoridades de saúde emitirem sinal de normalidade da situação epidemiológica no País, será divulgada nova data de realização desse esperado evento por toda comunidade Timbirense.

Ascom

Mais de 60 profissionais da saúde testaram positivo para Covid-19 no Maranhão, diz SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou nesta segunda-feira (13) que o Maranhão possui 64 profissionais da área da saúde que testaram positivo para a Covid-19. Os servidores infectados trabalham em hospitais da rede estadual e estão afastados das suas atividades.

Um profissional da saúde veio a óbito, segundo a SES. A paciente é a auxiliar de enfermagem Maria Madalena Barbosa Souza, de 61 anos, que morreu no domingo (12). Ela trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais e no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I) em São Luís.

Por conta do risco de contaminação, causado pelo contato com pacientes com suspeita de infecção por Covid-19, a secretaria destinou o atendimento exclusivo para os servidores da área da saúde no Centro de Testagem da Beira-Mar, em São Luís. O local funciona de segunda a sexta-feira, durante o dia e, tem capacidade realizar até 250 coletas diárias.

Número pode ser maior

O número de casos de profissionais da saúde infectados por Covid-19 pode ser bem maior, já que os dados divulgado pela SES se refere somente aos que trabalham na rede estadual. Em São Luís, por exemplo, existem três grandes hospitais da rede privada que estão recebendo e tratando pacientes com o novo coronavírus.

Em entrevista à TV Mirante, a enfermeira Ana Rosa Lindoso, que trabalha em dois hospitais da rede privada, afirmou que começou a perceber os sintomas semelhantes à Covid-19 ainda durante o expediente. Ela procurou por ajuda médica, realizou exames e foi afastada. Nove dias após o afastamento, a enfermeira recebeu a confirmação que estava infectada com o novo coronavírus.

Recuperada da Covid-19, a enfermeira Ana Rosa Lindoso falou sobre a experiência durante o tratamento contra a doença. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Recuperada da doença, ela afirma que teme pelos outros colegas que trabalham na área e que estão ficando doentes por conta da Covid-19. A enfermeira afirma que mesmo após ter sido curada, tem medo de ser contaminada novamente durante o trabalho e com isso, acabar contaminando outras pessoas.

“A preocupação maior neste momento são com os profissionais da área da saúde também que estão adoecendo, além dos idosos. Todos nós temos um idoso na nossa família, todos nós temos alguém na família que tem uma hipertensão, uma diabete e uma cardiopatia. Isso tá se aproximando, tá chegando perto de nós, e precisamos nos resguardar. Infelizmente a gente tem que sair do isolamento, ir pros hospitais e ter que conviver com nossos familiares. Isso é um risco muito grande, esse é meu maior medo e, poder contaminar outras pessoas.

Auxiliar morre por Covid-19

No domingo (12), foi divulgada pelo governo, a morte de um profissional da saúde no Maranhão por conta da Covid-19. A paciente era auxiliar de enfermagem Maria Madalena Barbosa Souza, de 61 anos, que morreu após ficar internada no Hospital Carlos Maceira em São Luís. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), ela tinha diabetes e obesidade.

Maria Madalena trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais e no Hospital Municipal Djalma Marques em São Luís. Ela estava afastada desde o dia 20 de março do trabalho após apresentar sintomas da Covid-19. Nas redes sociais, ela chegou a participar junto com colegas da UPA do Vinhais da campanha ‘Fique em casa’.

Paciente que morreu por Covid-19 em São Luís (MA), participou da campanha 'Fique em casa' — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Quarentena

Por causa da evolução no número de casos, a proibição de funcionamento de diversos comércios e estabelecimentos no Maranhão foi mantida por tempo indeterminado, mas, segundo o Governo do Maranhão, será reavaliada semanalmente. A proibição de funcionamento afeta os seguintes segmentos:

  • Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
  • Templos, igrejas e demais instituições religiosas;
  • Museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado;
  • Academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares;
  • Lojas ou estabelecimentos que pratiquem o comércio ou prestem serviços de natureza privada;
  • “Shopping center”, galeria/centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo quanto a supermercados, farmácias e locais que prestem serviços de saúde no interior dos referidos dos estabelecimentos;
  • Feiras e exposições;
  • Indústrias, excetuadas as dos ramos farmacêutico, alimentício, de bebidas, produtos hospitalares ou laboratoriais, obras públicas, alto forno, gás, energia, água, mineral, produtos de limpeza e higiene pessoal, bem como respectivos fornecedores e distribuidores.

Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.

Cuidados

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

G1 Maranhão

Pesquisadores da UFMA produzem álcool 80% glicerinado para proteção contra a Covid-19

A UFMA está fazendo sua parte para ajudar no momento de emergência de saúde pública causada pelo novo coronavírus. Docentes, técnicos de laboratórios e estudantes do curso de Química estão trabalhando no Laboratório de Tratamento de Resíduos da UFMA para produzirem o álcool glicerinado 80%, que é tão eficaz quanto o álcool 70%. O estoque será encaminhado para o Hospital Universitário e deverá atingir a marca de 2 mil litros em apenas 15 dias.

Ascom – UFMA Campus de São Luís

Fortalecer Bolsa Família pode combater efeitos da covid-19, aponta estudo

Os inevitáveis danos econômicos motivados pela pandemia do novo coronavírus podem ter no Programa Bolsa Família um poderoso remédio. É o que afirma o consultor do Senado Henrique Pinto no Texto para Discussão 272, divulgado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa.

De acordo com o pesquisador, a paralisação da economia nesse período de crise será danosa para todos — especialmente para os pobres ou extremamente pobres. A Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania prevê que podem fazer parte do programa as famílias com renda por pessoa de até R$ 89 mensais e famílias com renda por pessoa entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Além de prover a segurança alimentar desse contingente e de contribuir decisivamente para a sua sobrevivência, o aumento do número de participantes e do valor do Bolsa Família significaria uma injeção importante de recursos no mercado consumidor. Ajudaria diretamente o pequeno comércio, que é utilizado  para a compra de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade, como remédios, prioridade para 22% dos que recebem o benefício — a alimentação é prioridade para 87%, enquanto o gás de cozinha é o destino prioritário para 10%.

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“O aprimoramento dos programas federais de transferência de renda ao longo das últimas três décadas, notadamente do Bolsa Família, tem apresentado consequências na superação da fome de grupos sociais vulneráveis”, afirma o consultor.

Ele observa que o debate mundial que já se trava sobre a necessidade de formulação de políticas de reconstrução remete ao que ocorreu na primeira metade do século passado quando a intervenção estatal era criticada por correntes liberais e tinha no economista John Maynard Keynes seu principal defensor. “No longo prazo estaremos todos mortos”, chegou a dizer Keynes aos que preconizavam deixar o tempo agir.

Para reforçar a ideia de que não se trata apenas de salvar vidas, no sentido estrito, Henrique Pinto menciona estudos que detectaram um alto potencial de estímulo do Bolsa Família à atividade econômica: para cada R$ 1 pago pelo programa, o incremento do produto interno bruto (PIB) é de R$ 1,78.

“Diante da realidade que se apresenta, medidas como o denominado voucher coronavírus contribuem com a estratégia de se impulsionarem esforços de transferência de renda como instrumento de política anticíclica. Tal decisão é bem-vinda e deve ser valorizada. No entanto, é preciso fazer mais para garantir os mínimos sociais ao público brasileiro mais vulnerável, até porque o referido voucher não prioriza, exclusivamente, esse público”, recomenda o consultor.

Henrique Pinto assinala que há espaço, por exemplo, para conceder benefício extraordinário ao público do Bolsa Família, sob o argumento de que os investimentos com o programa representam apenas algo em torno de 0,5% do PIB.

Outra forma de ampliação seria a montagem de uma força-tarefa para acelerar o registro de famílias no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que levaria a um aumento do número de participantes.

A terceira sugestão apresentada pelo pesquisador é iniciar uma política de reajuste real do benefício ordinário do programa — seja o benefício básico, seja o variável.

Em entrevista à Agência Senado, Henrique Pinto explicou que provavelmente muitos dos trabalhadores informais que vão receber o coronavoucher  por três meses precisarão do Bolsa Família no médio prazo, já que terão dificuldades para recuperar e manter sua renda mensal.

­— Por isso seria importante a estratégia de priorizar o programa. Após o período estipulado do voucher, seria muito mais fácil acompanhar a condição desses autônomos, a fim de saber se eles precisariam dos benefícios ordinários do programa por mais tempo — propôs o pesquisador.

Sobre a cobertura dos programas de renda, Henrique Pinto defende que, em tese, todo trabalhador informal que não está no CadÚnico deveria ser alvo de monitoramento da força-tarefa proposta.

— Esse é o ponto mais sensível do que percebo atualmente: há uma expectativa de que esses informais não registrados no cadastro, ou outros registros públicos, se identifiquem por meio de aplicativos de celular ou de agências físicas da Caixa Econômica Federal. Entretanto, o risco de fraude com essa metodologia é grande, razão pela qual seria imprescindível contar com os gestores estaduais e, principalmente, municipais no que se convencionou chamar de “busca ativa” desse público vulnerável — assinalou.

O consultor explicou que na rotina do Bolsa Família os entes federados tradicionalmente cooperam para o alcance de objetivo comum, que diz respeito a conceder o benefício a quem realmente precisa, aumentando o que chama de “focalização da estratégia implementada”.

— O que vejo é uma desarticulação grande entre o governo federal, de um lado, e governos estaduais e prefeituras, do outro, o que preocupa. Os canais do Bolsa Família são comprovadamente estruturados e poderiam ser melhor aproveitados nesse momento.

De acordo com o IBGE,  apesar da queda 1,7% no número de pessoas desocupadas em 2019, frente a 2018, ainda há 12,6 milhões de pessoas nessa condição, o que significa um acréscimo de 87,7%  em relação ao ponto mais baixo da série, 6,8 milhões, em 2014. Em cinco anos, a população sem trabalho quase dobrou.

“A informalidade — soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar — atingiu 41,1% da população ocupada, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas, o maior contingente desde 2016, apesar da estabilidade em relação a 2018”, segundo o IBGE.

De acordo com informe do Ministério da Cidadania de 23 de março, o Bolsa Família vai atingir um patamar histórico em abril: 14,3 milhões de famílias atendidas — acréscimo de 1,2 milhão de novas famílias, possível a partir da aplicação de R$ 2 bilhões da União naquela pasta em resposta à covid-19. O governo também anunciou a suspensão, pelo prazo de 120 dias, de bloqueios, suspensões e cancelamentos de benefícios e da averiguação e revisão cadastral.

Senadores também buscam dar respostas à crise por meio da apresentação de projetos. A intenção é minimizar os problemas gerados pelo isolamento social compulsório e seus impactos sobre a economia. Algumas propostas visam, por exemplo, garantir uma renda mínima que ajude na manutenção das famílias em períodos de epidemias e desastres ambientais. As propostas estão em Plenário, onde aguardam o seguimento da tramitação.

 Agência Senado