Projeto exige cinco anos de CNPJ para que empresas participem de licitações

Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos. Dep. Fernando Rodolfo (PL - PE)

O Projeto de Lei 6580/19 inclui, como requisito para participação em licitações, o tempo mínimo de cinco anos de inscrição das empresas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A proposta tramita na Câmara dos Deputados e altera a Lei de Licitação, que hoje não especifica prazo.

O autor do projeto, deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), explica que o objetivo é evitar que empresas sejam constituídas apenas para participar de licitações com interesse político. “A proposição visa impedir que gestores contratem empresas de sua relação pessoal, fazendo com que vultosos contratos sejam assinados com firmas que muitas vezes acabaram de ser criadas e não têm experiência em fornecer bens ou serviços à administração pública”, argumenta.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

 

Entidade cristã doa 3,7 milhões de dólares para ajudar China na luta contra o coronavírus

Ações serão realizadas em 10 províncias distribuindo equipamentos de proteção individual e produtos de higiene

 

A agência humanitária evangélica internacional World Vision criou uma campanha de arrecadação para prestar assistência a quase 400.000 pessoas que estão infectadas com o Coronavírus na China.

Até o momento, mais de 2.500 pessoas morreram vítimas da doença que já tem casos confirmados em outros países do mundo.

“Estamos trabalhando com as crianças e suas famílias para garantir que elas tenham o equipamento de proteção de que precisam”, disse Erica Van Deren, gerente do programa da Visão Mundial para assuntos humanitários e de emergência.

“Então eles também precisam de educação e compreensão de como precisam se proteger disso e conversar com as crianças sobre o medo e o estresse que possam estar tendo”.

A World Vision visa ajudar 390.000 pessoas em 10 províncias chinesas, distribuindo equipamentos de proteção individual e produtos de higiene, incluindo máscaras faciais, termômetros, desinfetantes e sabão.

O custo dos esforços relacionados ao coronavírus da World Vision na China é estimado em cerca de 3,7 milhões de dólares.

Gospel Prime

ARTIGO | Graciela Nienov: A luta em defesa dos municípios não pode parar

 


Imagem

O dia 23 de fevereiro é marcado pela comemoração do Dia do Movimento Municipalista Brasileiro. Esta data foi instituída nacionalmente pela Lei 12.639/2012, como reconhecimento da força do municipalismo no Brasil. A criação da data foi uma homenagem a todos os que lutam por uma sociedade mais justa, e que se esforçam na implementação de políticas públicas que permitam ao cidadão uma vida melhor nos municípios onde vivem. Afinal, nós vivemos nos municípios, e não na União.

Infelizmente, apesar da data festiva, os municípios brasileiros não têm muito o que comemorar. Neste ano eleitoral, centenas de cidades brasileiras estão próximas do colapso financeiro. Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que 229 prefeitos devem decretar calamidade nas contas públicas em 2020. O número esperado para este ano é bem maior do que o observado em 2019, quando 69 prefeituras emitiram esse tipo de decreto.

E este pedido de calamidade financeira é só a ponta de uma profunda crise enfrentada pelos municípios brasileiros. Desde a promulgação da Constituição, em 1988, as prefeituras passaram a assumir um papel maior na prestação de serviços públicos, sem que os orçamentos, entretanto, dessem conta das novas obrigações. E isso acontece de forma cada vez mais dramática porque a maioria das cidades do país não tem autonomia financeira. Os principais tributos arrecadados pelas prefeituras não são suficientes para equilibrar os orçamentos. E quanto menor o município, pior a situação.

Com o aumento das despesas e uma baixa capacidade de arrecadação, as prefeituras se tornaram ainda mais dependentes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), por exemplo. De acordo com o estudo da CMN, 60% dos municípios brasileiros dependem do fundo para custear sua estrutura e fazer investimentos. Mas, como se os problemas fossem poucos, os repasses do FPM estão diminuindo, o que acentua o cenário de colapso e de calamidade das contas das prefeituras.

Há alguns anos, o PTB vem alertando para as dificuldades enfrentadas pelas prefeituras, e fez da luta pelo municipalismo uma de suas principais bandeiras. Nosso presidente nacional, Roberto Jefferson, estimulou o partido a se engajar na luta municipalista em todas as frentes, no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas, nas câmaras municipais, nas discussões junto à sociedade. O nosso presidente afirma sempre que a defesa do municipalismo é o discurso de pacificação política e da justiça social. E é nisso que todos nós petebistas acreditamos.

Portanto, neste dia em que comemoramos a força do Movimento Municipalismo, vamos reforçar nossa defesa de que precisamos ter municípios fortes para termos famílias fortes. Vamos lutar para ajudar os municípios a saírem desta condição de calamidade em que muitos se encontram.

Como afirma o nosso presidente Roberto Jefferson: por meio do municipalismo vamos fazer a revolução que vai permitir dar ao filho do mais humilde o tratamento do mais abastado. Se engajar na luta municipalista é querer que os impostos que são pagos pela população sejam distribuídos de forma justa, e retornem para todos na forma de serviços públicos eficientes e de qualidade.

A vida acontece nos municípios, portanto, não podemos jamais abrir mão desta luta. Fortalecer os municípios é dever de todos nós.

Graciela Nienov é a presidente nacional do PTB Mulher

Agência Trabalhista de Notícias

Criança espancada pela mãe pode ter sido abusada sexualmente pelo padastro, afirma polícia

A polícia está procurando o padastro de uma criança de dois anos que foi espancada pela própria mãe em Presidente Dutra, 347 km de São Luís. A criança foi agredida com chutes no tórax, no rosto e teve parte do couro cabeludo arrancado.

Identificado como ‘Jeizon pintor’, o padastro é suspeito de participar do espancamento e ainda ter abusado sexualmente da menina, segundo a polícia. A mãe, Ironilde de Sousa, continua presa e a criança se recupera no hospital.

“A criança, aparentemente, está bem. O quadro dela está estável. Ela está tendo uma melhora, gradativamente”, afirmou a conselheira tutelar Liziane Cristina.

O Ministério Público do Maranhão vai propor que a guarda da menina fique com a avó materna, que diz desconhecer os maus tratos sofridos pela neta.

Entenda o caso

Ironilde de Sousa Barbosa, de 28 anos, foi presa em flagrante nessa segunda-feira (17) após dar entrada no Hospital Regional de Presidente Dutra com a filha, que estava com fortes dores na região da barriga. De acordo com a Polícia Civil, ao ser examinada, um médico perguntou a criança quem havia a agredido, e ela respondeu que ‘foi a mamãe’.

Além disso, foram encontradas várias marcas de beliscões e pancadas pelo corpo da criança. Por conta da gravidade do quadro clínico, a menina foi submetida a uma cirurgia de urgência para a retirada do baço, que foi rompido durante as agressões.

O caso foi denunciado pela assistência social do hospital ao Conselho Tutelar de Presidente Dutra, que acionou a polícia. Ironilde de Sousa foi presa em flagrante no hospital por uma equipe da 13º Delegacia Especial da Mulher do município e, em seguida, foi levada para prestar depoimento. Ao ser questionada pela polícia sobre as agressões, a mãe disse que a menina havia caído.

Segundo a delegada Elen Coelho, a suspeita é que a criança vinha sendo agredida há algum tempo, principalmente por conta da quantidade de marcas que foram encontradas pelo corpo.

“Mentiu que foi queda. As lesões são incompatíveis com queda e foram ocasionadas em momentos diversos. Há marcas de formas, dimensões e outras características que atestam terem sido realizadas em vários momentos diferentes ou em dias diferentes”, disse a delegada.

A mulher foi encaminhada para a Unidade Prisional de Presidente Dutra, onde ficará a disposição da justiça.

G1

Assembleia instala CPI da Educação para apurar práticas abusivas na rede privada de ensino

A Assembleia Legislativa do Maranhão instalou, nesta quarta-feira (19), os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que visa apurar, no prazo de 120 dias, uma série de irregularidades e práticas abusivas cometidas na rede privada de ensino do Maranhão. Os deputados Roberto Costa (MDB) e Fernando Pessoa (Solidariedade) foram eleitos presidente e vice-presidente da Comissão, respectivamente. A relatoria ficou com o deputado Rafael Leitoa (PDT). A primeira convocação da CPI está marcada para o dia 3 de março, às 14h30, na Sala das Comissões.

Além dos três parlamentares que irão dirigir os trabalhos, participaram da reunião para a composição da CPI, os deputados Duarte Júnior (Republicanos), Wendel Lages (PMN) e Zito Rolim (PDT).

De acordo com o presidente da Comissão, Roberto Costa, a CPI da Educação vai apurar diversas denúncias feitas por pais de alunos matriculados em escolas particulares. Dentre os relatos, destacam-se a aplicação de sistema bilíngue sem prévias justificativas e com valores acima dos praticados no mercado; a adoção de sistema de ensino com vendas exclusivas nas escolas; cobranças de taxas genéricas em materiais de uso exclusivo coletivo e reajustes abusivos e injustificados nos valores das mensalidades.

 A referida Comissão Parlamentar de Inquérito deriva da Resolução Administrativa 92, de 12 de fevereiro de 2019, de autoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Logo após a instalação da CPI, o deputado Roberto Costa fez o comunicado oficial ao presidente da Casa, Othelino Neto (PC do B).

“Hoje foi apenas a instalação. Iremos começar nossos trabalhos, de fato, no dia 3 de março, quando estaremos reunidos para nos debruçarmos sobre todas as propostas e elaborarmos a pauta de convocações, na qual estarão inseridos os representantes de pais de alunos e os proprietários de escolas citadas nas denúncias”, destacou Roberto Costa.

A criação da CPI da Educação começou a ser discutida a partir da sessão ordinária realizada no dia 4 deste mês, quando o deputado estadual Duarte Jr. propôs a sua instalação, com o objetivo de combater a mercantilização do ensino em escolas particulares de São Luís, conforme denúncias apresentadas ao parlamentar por mães, pais e representantes de alunos.

Entre os fatos denunciados, Duarte destacou o caso de um jovem que foi reprovado e, no entanto, a escola não permitiu que ele utilizasse os livros do ano anterior – os mesmos que foram exigidos na lista de material escolar para o atual ano letivo.

Terceirização

Outra denúncia, conforme destacou Duarte Jr, no dia 4, diz respeito à adoção de sistema de ensino bilíngue, que faz com que alguns livros cheguem a custar mais de mil reais. “Algumas escolas estão obrigando seus alunos a contratarem um serviço terceirizado de ensino da língua inglesa, pelo qual a escola cobra mais caro e não apresenta a qualidade que se espera”, assinalou o deputado.

Duarte recebeu as denúncias em janeiro, durante o recesso parlamentar, em reunião com as famílias dos estudantes na Assembleia Legislativa. Ele afirma que essa luta vai além da mera defesa de direitos consumeristas.

“A educação é um direito social fundamental que está discriminado de forma clara e cristalina na Constituição”, ressaltou, assinalando ainda o papel fundamental da CPI para a garantia de direitos dos estudantes e suas famílias”, frisou.

Agência Assembleia