Pastor deixa mensagem após furtos: “Jesus te ama, mesmo sendo ladrão”

No terreno de uma igreja na região sul de Palmas (TO) há uma plantação de mandiocas que, recentemente, foi alvo de furto.

O pastor João Domingos resolveu deixar uma placa com uma mensagem especial para o ladrão de mandiocas: “Senhor ladrão, a mandioca ainda está fina e aguada, obrigado. Jesus te ama, mesmo sendo ladrão”.

O espaço da igreja é usado para o plantio de verduras e raízes e o que é produzido ali serve para alimentar membros da igreja que estão com dificuldades financeiras.

Segundo o pastor declarou à TV Anhanguera, transmissora da Globo em Tocantins, os furtos aconteceram por diversas vezes, por isso ele resolveu deixar a placa.

 

Gospel Prime

Crianças, adolescentes e jovens estão entre os grupos mais suscetíveis ao suicídio e automutilação, apontam especialistas

Inicialmente voltada para a faixa etária infantojuvenil, a campanha “Acolha a Vida” tem o objetivo de prevenir casos de automutilação e suicídio. A partir da proposta, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) ouviu especialistas, a fim de direcionar as políticas públicas voltadas aos segmentos prioritários.

“Nós vamos ter que entender o que está causando esse sofrimento. E como mudar essas realidades. Por isso a campanha conta com consultores especialistas no tema”, observa a ministra.

Sobre as temáticas, a titular do MMFDH observa que fatores como bullying e cyberbullying, abandono, abusos físicos e sexuais, além de famílias desestruturadas, podem contribuir para o aumento dos índices de suicídio e automutilação.

“Vamos lutar pelas famílias. A promoção de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares está entre os nossos principais desejos. Vamos continuar trabalhando”, ressaltou nesta quinta-feira (25).

Dados

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 5,0 a 9,9 mortes por 100 mil habitantes no Brasil tiveram o suicídio como causa no ano passado. “Estima-se que, anualmente, a cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 possuem algum tipo de ideação ou atentam contra a própria vida. O suicídio representa 1,4% das mortes em todo o mundo. Entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte”, afirmou a OMS sobre os dados referentes a 2017.

Acolhimento

De acordo com o psicólogo especialista em Prevenção do Suicídio e doutorando da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Aragão, o suicídio e a automutilação são dois importantes problemas de saúde.

“No caso da autolesão, nós vemos o método mais prevalente, que é o corte. A prevalência deste comportamento autodestrutivo está na faixa etária que vai da pré-adolescência até o adulto jovem, ou seja, dos 10 até os 25 anos, aproximadamente, onde são encontrados o maior número de casos”, explica.

Segundo o profissional, se o problema não for tratado, pode evoluir para um quadro mais grave. Ele ressalta que, “ao verificar que alguém está com esse comportamento, você precisa, imediatamente, acolher essa pessoa”.

“Nessas situações, a recomendação é não agredir, não julgar, não agir com preconceitos ou dogmas. O que essa pessoa em profunda dor precisa, naquele momento, é de alguém que se importe, que se vincule de forma sincera e pergunte como está se sentindo. Deixe a pessoa falar. O desabafo em uma hora como essa, dividir essa angústia, é essencial”, destaca.

Sinais

O psicólogo aponta, ainda, sinais que podem demonstrar riscos. “Isolamento social, a perda do prazer em atividades que a pessoa gostava, crises de choro frequentes, tristeza profunda, queda no rendimento escolar e afastamentos no trabalho sem motivos aparentes estão entre os exemplos. Completam a lista, agressividade, impulsividade e as pessoas que falam muito em morte, que tomam providências de despedida.”

O profissional afirma que também é preciso estar atento às postagens nas redes sociais. “Isso não quer dizer obrigatoriamente a pessoa está pensando em tirar sua vida, mas isto é um sinal de que alguém está em sofrimento, e nós não devemos pagar para ver”.

Automutilação

Psiquiatra da Infância e da Adolescência com atuação no Hospital Universitário de Brasília (HUB), André Salles enfatiza que fatores como depressão e ansiedade podem contribuir para a dor que motiva os sofrimentos infligidos ao próprio corpo.

Sobre a automutilação, o médico afirma que “o estado emocional tem relação com raiva, desespero, aflição, além de adotar formas menos severas de atentar contra si e com uma maior periodicidade”.

“Estima-se que um a cada cinco adolescentes já praticou a autolesão não suicida pelo menos uma vez na vida. O fenômeno da autolesão, durante muito tempo, foi associado a personalidade emocionalmente instável. Porém, pesquisas recentes tendem a atualizar esses dados, associando a diversos fatores, entre eles, a depressão, o Transtorno Obsessivo Compulsivo, a ansiedade e outros”, disse.

O psiquiatra aponta que eventos adversos ocorridos, sobretudo, na infância e na adolescência, tornam-se tóxicos e comprometem o desenvolvimento psíquico do indivíduo. “Abuso físico e sexual, maus-tratos, separação parental, ciclo familiar instável e precário, condições sociais desfavoráveis são situações dramáticas e extremamente tóxicas”, completa.

Crianças e adolescentes

Para a psicóloga Priscila Moraes Henrique, que atualmente integra o quadro de profissionais de um centro clínico de Brasília/DF, a infância e a adolescência são fases nas quais os processos de formação vão acontecendo, do imaginário à personalidade. A especialista alerta que muitas vezes os principais atingidos não conseguem ainda ter a real noção de como a vida acontece e nem de como podem se defender em alguma situação de perigo.

“É muito mais fácil praticar certas coisas com crianças e adolescentes, uma vez que a reação pode não ser imediata, ou que eles não saberão se proteger, justamente por não entenderem que estão em uma situação perigosa. Ou, ainda, por serem amedrontados e facilmente desencorajados a recorrer a alguém que possa ajudá-los”, alerta.

Disseminação de informações

A especialista chama a atenção, ainda, para um fator que pode incidir principalmente sobre pessoas na fase da adolescência. Segundo ela, a disseminação de informações – seja pessoalmente, por WhatsApp, e-mail – e o anonimato fazem com que esse envio seja, muitas vezes, inconsequente.

“A adolescência é a fase em que a busca por grupos sociais é bem latente, com o anseio de fazer parte de um grupo, de se sentir interagindo com as outras pessoas que vivem as mesmas coisas, por essa e outras questões costuma ser uma fase delicada”, completa.

A terapeuta explica que, muitas vezes, os comportamentos dos adolescentes são formas de se sentirem parte de determinado grupo, uma questão de identificação.

“Um adolescente que possivelmente está inserido em um contexto de vida difícil, que já vive uma alta carga emocional, ao receber informações sobre casos de suicídio, de automutilação, de pessoas que vivem ou viveram um contexto parecido com o seu, essa identificação acontece. E para se ‘livrar’ de algo considerado ruim ou apenas para viver a mesma experiência que o outro, o adolescente pode agir da mesma maneira”, exemplifica.

Campanha

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou a campanha “Acolha a Vida” no último dia 12. A iniciativa visa prevenir suicídios e automutilação em todas as faixas etárias, especialmente crianças, adolescentes e jovens.

Entre os parceiros da iniciativa, está a atriz e empresária Luiza Brunet. Convidada pelo ministério, a artista não recebeu cachê para integrar a ação. “Pouca gente de fato consegue perceber que por trás de uma rotina aparentemente normal pode haver um profundo sentimento”, observa.

Observatório

Visando incentivar o desenvolvimento de estudos e pesquisas relacionados à temática da família, além de ser referência para a elaboração de políticas públicas, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou o Observatório Nacional da Família (ONF). Entre os objetivos, a ferramenta tem a proposta de acompanhar casos, situações e fatores que influenciam os índices de automutilação e suicídio, a fim de direcionar as ações necessárias.

O Observatório integra as ações da campanha “Acolha a Vida”. O ONF está estruturado em nove eixos temáticos. Entre eles, a conciliação família-trabalho e projeção social e econômica; saúde, demografia e família; direitos humanos, sistema de proteção social e políticas familiares; a família no contexto da educação; desenvolvimento e fortalecimento de vínculos familiares e parentalidade contemporânea.

Integram os temas, casamento e conjugalidade; mudanças do ciclo de vida familiar e relações intergeracionais; políticas de prevenção ao suicídio e autolesão provocada sem intenção suicida entre adolescentes e jovens; e o impacto da tecnologia nas relações familiares.

mdh.gov.br

Em meio à crise na Venezuela, grupo de imigrantes chega em São Luís

Um grupo de 31 venezuelanos viajou por milhares de quilômetros e resolveu se estabelecer em São Luís após a crise em sua terra natal. Há dois dias, uma casa foi oferecida pelo poder público e virou abrigo provisório dos imigrantes após eles passarem dias dormindo na rodoviária e pedindo esmolas na rua.

A residência é dividida por 7 famílias com muitas crianças. A casa possui um terraço, sala de estar, três quartos, apenas um banheiro, copa e cozinha.

De acordo com o venezuelano Rafael Rattia, o grupo saiu da Venezuela há três anos e, desde então, peregrina pelo Brasil em busca de trabalho e melhores condições de vida. Eles chegaram ao Maranhão depois de passar pelos estados de Roraima, Amazonas e Pará.

O sonho do grupo é conseguir voltar para ajudar o restante da família, que ficou no país mergulhada na profunda crise econômica e política.

“Não podemos ficar sem trabalho, sem emprego, sem dinheiro… Nós também precisamos de dinheiro para voltar para Venezuela”, contou o venezuelano Rafael Rattia.

“Sem dinheiro para comprar remédio, roupa e comida”

No fim da tarde desta quinta (2), visitaram o abrigo representantes da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social, e da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. Eles conversaram sobre o futuro dos estrangeiros.

“A gente prestou as orientações devidas, até para que eles possam ter contato com as leis brasileiras e evitar a exposição de crianças e adolescentes em situação de rua, o que vai colocá-las em perigo e até vexatória. O objetivo é que, em médio e longo prazo, caso eles decidam ficar no Maranhão, a gente consiga incluí-los na rede pública de educação e prestar a assistência devida a eles e discutir a interiorização”, disse Jonata Galvão, secretário adjunto de Direitos Humanos do Maranhão.

G1

Grupo Carvalho promove 4ª edição do “Mostre seu talento” com colaboradores do programa jovem aprendiz

O Grupo Carvalho realizou, na manhã de sexta-feira (03),a 4ª edição do “Mostre seu talento” com cerca de 200 adolescentes participantes do programa jovem aprendiz. Foram cerca de 10 apresentações de dança, teatro,poesia e música.

O ganhador faturou R$300,00 como prêmio e é colaborador da unidade Planalto Uruguai. Mauro Sérgio, de 18 anos, fez apresentação de dança ao som de brega funk. Ele fala com orgulho da experiência com o Grupo Carvalho.“Foi o meu primeiro emprego e fiz muitas novas amizades. Aprendi muito principalmente porque pude auxiliar em diversos setores: padaria, frigorífico, frutaria,dentre outros. Só tenho a agradecer!”, afirma.

De acordo com a coordenadora de RH da rede de supermercados,Ana Sybelly, o evento marca o fim do período de contrato com os jovens. “O contrato deles de 1 ano e 3 meses está encerrando. No entanto, eles foram avaliados pelos gerentes durante esse período e têm chances de serem contratados”, explica. Outros 200 jovens aprendizes, ainda de acordo com ela, já foram selecionados e iniciarão no grupo a partir do dia 15 de maio.

 

Grupo Carvalho

Deputado Wellington se reúne com aprovados no concurso de Olho d’Água das Cunhãs

O deputado estadual Wellington do Curso recebeu, em seu gabinete, a visita de representantes dos aprovados no concurso da Prefeitura de Olho D’Água das Cunhãs, a 287 km de São Luís. A prova foi realizada em julho de 2018, mas até o momento nenhum dos 256 aprovados tomou posse dos cargos. Essa é a situação de professores, nutricionistas, advogados e outros profissionais que foram aprovados, mas até o momento não ocuparam os cargos.

Após ouvir os relatos dos aprovados no concurso, o deputado Wellington encaminhou ofício cobrando esclarecimentos da Prefeitura sobre a real situação do certame.

“São 256 aprovados no concurso de Olho d’Água das Cunhãs que aguardam um posicionamento por parte do Município. O concurso foi suspenso em janeiro e, até agora, os concursados aguardam um posicionamento. Já encaminhamos ofício à Prefeitura e aguardamos uma resposta por parte do Município”disse Wellington.