Adriano quer ampliar Bolsa Atleta para incentivar o esporte maranhense

O deputado Adriano (PV) apresentou emenda ao Projeto de Lei 099/2019, de autoria do Governo do Estado, que institui o programa Bolsa Atleta e visa incentivar o esporte estudantil maranhense, prevendo o auxílio de R$ 500,00 mensais pelo período de um ano. Adriano que ampliar o benefício para R$ 1.000,00 por mês. O PL deveria ter sido votado nesta quinta-feira (4), mas não houve quórum no plenário e a matéria retorna à pauta na próxima sessão.

“Sabemos das necessidades de custeio para o esporte maranhense, por isso estamos de olho na tramitação de projetos de lei como este e vamos continuar lutando contra o governo comunista por maior transparência nos processos para tentar ampliar o debate e aprimorar estas proposições. Graças à estratégia da bancada de Oposição conseguimos obstruir a votação e adiar para a próxima sessão”, declarou Adriano.

A emenda do deputado Adriano ao PL 099/2019 será apreciada em destaque na próxima sessão plenária, marcada para segunda-feira, dia 8. O Bolsa Atleta é auxílio mensal que tem como objetivo custear consultas médicas e aquisição de remédios; compra de passagens, pagamento de hospedagens e alimentação; aquisição de materiais e inscrição em eventos esportivos.

 

Assecom

Medicamento para tratamento de câncer possui cobertura obrigatória

Com o entendimento de que o tratamento de câncer passou a ser de cobertura obrigatória desde o advento da Lei nº 12.880/2013, que deu nova redação à Lei dos Planos de Saúde, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve decisão de primeira instância que deferiu liminar determinando que a Hapvida forneça o medicamento Pazopanibe, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a 30 dias.

O plano de saúde recorreu ao TJMA, alegando que o medicamento é indicado para câncer irressecável ou metastático de primeira linha, o que não é o quadro do beneficiário.

O desembargador Paulo Velten, relator do agravo de instrumento, afirmou que, ao contrário do que sustenta o plano de saúde, o tratamento antineoplásico passou a ser de cobertura obrigatória, incluindo “medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento”.

O relator verificou que o atestado médico juntado aos autos revela que o beneficiário padece de câncer no joelho direito com metástases pulmonares, apresentando quadro de insuficiência respiratória aguda. Logo, entendeu como atendido o requisito da RN 387/2015 da Agência Nacional de Saúde (ANS), o que torna de cobertura obrigatória o fornecimento do medicamento Pazopanibe.

E completou que, ainda que assim não fosse, “o fato de eventual tratamento médico não constar do rol de procedimentos da ANS não significa, per se, que a sua prestação não possa ser exigida pelo segurado, pois, tratando-se de rol exemplificativo, a negativa de cobertura do procedimento médico cuja doença é prevista no contrato firmado implicaria a adoção de interpretação menos favorável ao consumidor”, citação esta extraída de entendimento em julgamento do STJ.

Velten frisou que a decisão, portanto, está correta ao deferir a tutela provisória de urgência requerida pelo agravado na inicial. Por fim, disse que caso a decisão seja revogada ou a demanda julgada improcedente, o agravado deverá indenizar a agravante pelos prejuízos decorrentes da antecipação de tutela, o que deve ser feito, inclusive, nos próprios autos.

Os desembargadores Jaime Ferreira de Araujo e Luiz Gonzaga Filho (convocado para compor quórum) concordaram com o voto do relator, negando provimento ao recurso do plano de saúde.

Desembargador Paulo Velten

Comunicação Social do TJ

Jair comete crime de responsabilidade ao defender Ditadura, diz procuradora

Em entrevista, procuradora regional da República, Eugênia Gonzaga, esclarece que a própria Constituição reconhece os fatos de 31 de março de 1964 como um golpe.

A procuradora regional da República e presidenta da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, Eugênia Gonzaga, não tem dúvida: Bolsonaro comete crime de responsabilidade e improbidade administrativa ao mandar os quartéis celebrarem o dia 31 de março. A data marca o início da ditadura civil-militar (1964-1985) e os 55 anos da destituição do então presidente João Goulart.

A gravidade disso é muito grande, porque não estamos falando de uma coisa em que há dúvida jurídica sobre a legalidade. A própria Constituição de 1988 admitiu que 1964 foi um golpe, e se não quiser usar esse termo pode usar ‘quebra da legalidade’, porque havia um presidente eleito e sem razões para ele ser derrubado. Uma derrubada que não seguiu nenhum processo, as forças contrárias simplesmente assumiram o poder”, afirma Eugênia Gonzaga, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual.

Em contraposição ao discurso de Bolsonaro, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos e o grupo Tortura Nunca Mais promovem neste domingo (31) a “1ª Caminhada do Silêncio”, em homenagem às vítimas da Ditadura. Também são homenageadas as vítimas da violência cotidiana causada pelo Estado brasileiro. O ato acontece a partir das 16h, na Praça da Paz, no parque Ibirapuera, e por volta das 18h segue em caminhada até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, localizado próximo ao portão 10 do parque.

Segundo Eugênia Gonzaga, a proposta da caminhada surgiu com o grupo Tortura Nunca Mais, da Bahia, e já havia sido bem recebida por parentes de mortos e desaparecidos políticos e militantes em direitos humanos antes mesmo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) recomendar as Forças Armadas a comemorarem a data do golpe de 1964. Após as recentes declarações do presidente, o ato ganhou força.

Essa semana, o comandante do Exército, general Edson Leal Pujo, disse à imprensa que as Forças Armadas não se arrependem do golpe de 1964. Para Eugênia Gonzaga, os militares até hoje justificam a destituição de João Goulart em razão de terem supostamente salvado o país do “perigo comunista”.

“A gente sabe muito bem que esse ‘perigo vermelho’ foi superestimado”, pondera a presidenta da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos. Assim como outros países, diz Eugênia, o governo de João Goulart apenas tentava promover reformas sociais, inclusive previstas na Constituição em vigor à época, que era a de 1946.

Com a eleição de Bolsonaro – defensor da tese de que o regime que durante 21 anos matou, perseguiu e desapareceu com seus opositores não foi uma ditadura –, membros das Forças Armadas da ativa e da reserva têm se sentido mais à vontade para negar o golpe e suas consequências. Uma narrativa que, às vezes, procura fazer crer que os problemas do regime começou apenas depois do Ato Institucional nº 5 (o AI-5), em dezembro de 1968, que fechou o Congresso e decretou a censura da imprensa.

Para Eugênia Gonzaga, nem mesmo esse discurso se sustenta. Como exemplo, a procuradora lembra o assassinato do estudante Edson Luís de Lima Souto, em março de 1968, antes da promulgação do AI-5. Com apenas 18 anos, Edson foi morto com um tiro no peito disparado por um policial militar que invadiu o Restaurante Central dos Estudantes, conhecido como Calabouço, no Rio de Janeiro, onde estudantes faziam uma manifestação exigindo melhorias na estrutura do restaurante.

“A morte do Edson prova que não existe essa história de que a ditadura recrudesceu apenas depois do AI-5. Ela já adotava uma postura extremamente violenta em relação a estudantes, a pessoas jovens sem armas, sem grau de periculosidade diante dos agentes do Estado”, afirma a procuradora.

 

Rede Brasil Atual

Promotores e procuradores vão a Curitiba demonstrar solidariedade a Lula

O procurador aposentado do MPRJ, Afrânio Silva Jardim, e o jornalista Juca Kfouri visitam o presidente nesta quinta-feira, 04

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quinta-feira (4) a visita do procurador aposentado de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Afrânio Silva Jardim. Também visita Lulanesta quinta-feira o jornalista Juca Kfouri.

Afrânio Jardim representará um grupo de promotores e procuradores de Justiça que estarão na Vigília Lula Livre em manifestação de solidariedade a Lula e contra a perseguição judicial que encarcerou o ex-presidente.

Há duas semanas, Lula recebeu apoio também de um grupo de juízes federais e desembargadores que estiveram na Vigília pela libertação do ex-presidente.

O ex-presidente tem direito a receber dois amigos por semana, pelo período de uma hora. A visita ocorre sempre às quintas.

Neste domingo (7), a prisão sem provas de Lula completa um ano. Manifestações estão previstas para ocorrer nas capitais de todo o país.

 

Lula.com.br