Estudante da UFMA realiza estudo sobre a origem do nome de dez localidades de Paço do Lumiar

PAÇO DO LUMIAR – Você já parou para pensar sobre como foi dado o nome do bairro onde você vive e quais motivos justificaram essa escolha antigamente? À primeira vista, o nome é algo simples, imprescindível para a identificação de um local, mas saiba que ele carrega muita informação sobre o surgimento de uma comunidade, da cultura e da sociedade como um todo. É isso que a estudante Nayane Patricia Silva, do curso de Letras da UFMA, abordou em sua pesquisa de monografia “Estudo toponímico de dez localidades de Paço do Lumiar”.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação da UFMA, Nayara falou sobre o processo de pesquisa conduzida por ela, as contribuições históricas descobertas durante esse período, as metodologias de investigação e projeções futuras de pesquisa. Confira abaixo:

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – Qual o tema principal da sua monografia? Quais foram os critérios que justificam a sua escolha?

NAYARA SILVA – Como moradora da localidade, pude perceber que, até o momento, não dispomos de nenhum estudo que se encarregue da toponímia local. Por isso vislumbramos a pesquisa, como pioneira, para resgatar, preservar e registrar na memória local a motivação de pelo menos dez dos 75 topônimos oficiais. Por meio dessa pesquisa, verificamos que muitos moradores luminenses, especialmente os mais jovens, sabem pouco ou nada sobre a localidade em que vivem. Por essas e outras razões, propusemo-nos o desafio de resgatar alguns fatos históricos, sociais e linguísticos, primordialmente, das localidades investigadas, objetivando contribuir com material bibliográfico e documental sobre a motivação toponomástica das seguintes localidades: Cururuca, Iguaíba, Maracajá, Mercês, Pau Deitado, Tendal, Vila Gaspar, Vila Nossa Senhora da Luz, Vila Pedro Careca e Vila Romualdo.

ASCOM – Quanto tempo durou o processo de pesquisa? Houve pesquisa de campo?

NS – Em relação a toda a pesquisa, desde o projeto ao término, tivemos em torno de mais ou menos oito meses de processo. A pesquisa de campo foi realizada por meio do questionário lexicográfico-toponímico adaptado de Curvelo-Matos. Nosso intuito foi, basicamente, investigar a motivação dada para nomeação das localidades em questão. Para tanto, buscamos moradores que tenham vivido, no mínimo, 15 anos na localidade, ou preferencialmente, que tenham nascido lá. Fizemos entrevistas com esses moradores para obtermos informações acerca da motivação toponímica das localidades investigadas. Pensamos que esse perfil de informante-morador nos ajudaria a ter um detalhamento mais rico e preciso de particularidades das localidades que somente quem mora e/ou trabalha lá há muito tempo poderia nos fornecer, já que conhecem a dinâmica de funcionamento da localidade. O lugar de fala do informante nativo é precioso porque conhece mais do que o viajante ou o passageiro da localidade.

ASCOM – Como foi aplicado o processo de aprofundamento na pesquisa? Quais dados você conseguiu coletar sobre o estudo da toponímia no município de Paço do Lumiar?

NS – Mediante a pesquisa em campo, pudemos coletar informações relevantes para a descoberta das motivações toponímicas das localidades investigadas, além de pesquisar se houve, na microtoponímia luminense, contribuições históricas da língua portuguesa, indígenas e africana na nomeação das dez localidades do município. Os resultados a que chegamos das motivações referentes à nomeação das localidades investigadas, notamos que há uma quantidade expressiva de topônimos de natureza antropocultural em detrimento dos de natureza física. Os denominadores toponímicos priorizaram elementos culturais que resgatam, necessariamente, a religiosidade presente tanto no nome de santas, de templos, quanto de festas e programas sociais; além das homenagens a personalidades locais ou mesmo com cargos políticos, mas, em ambos casos, honraram benfeitores locais que mereceram a honraria, como moradores antigos e, por último, que mantiveram qualificativos ou termos genéricos que lembram o tipo de ocupação da terra.

Os topônimos de natureza física resgatam tanto elementos da fauna quanto da flora, muito importantes para os ocupantes e denominadores da terra, por causa de sua relação de respeito, proteção e subsistência da terra: assim temos a memorização toponímica de animais felinos, como o gato maracajá, e aquáticos, assim como o peixe cururuca, e também de árvores frondosas e centenárias, como Iguaíba e Pau Deitado, respectivamente. De uma forma ou de outra, tanto elementos socioculturais quanto físico-ambientais foram amplamente considerados pelos nomeadores das localidades luminenses porque importava memorizá-los para as gerações presente e futura.

ASCOM – Quais contribuições históricas foram detectadas na formação denominativa das localidades luminenses ao fim da pesquisa?

NS – No que se tange às contribuições históricas das línguas portuguesa, indígenas e africana na nomeação das localidades, de origem etimológica indígena encontramos os seguintes topônimos: Cururuca, Iguaíba e Maracajá; de origem portuguesa temos Tendal e todos os nomes de santos do hagiológico romano; já os topônimos de origem afrodescendente, por via de regra, foram improdutivos, pois eram poucos. Dessa forma, podemos afirmar que, na microtoponímia luminense, é significativa a presença da língua indígena, mesmo que o quantitativo não seja tão expressivo como os da língua portuguesa, digo, como da língua dos exploradores. Isso se deve em grande parte por causa da Lei Pombalina, que proibia o uso da Língua Geral, nativa, e porque a língua do dominante se sobrepôs à dos dominados.

ASCOM – O que a pesquisa contribuiu para a sua formação pessoal e acadêmica?

NS – Contribuiu muito para ambas. Sou moradora do município de Paço do Lumiar, e saber mais sobre o local em que vivo e poder levar esse conhecimento para aqueles que não conhecem, especialmente os mais jovens, que sabem pouco ou nada sobre a localidade que habitam. Por essas e outras razões, eu me propus o desafio de resgatar alguns fatos históricos, sociais e linguísticos, primordialmente, das localidades investigadas, objetivando contribuir com material bibliográfico e documental sobre a motivação toponomástica.

ASCOM – Você pretende realizar outras pesquisas utilizando o estudo toponímico?

NS – Sim, quero continuar com o estudo dos topônimos lumineses. Ainda temos muitas localidades a serem desbravadas: o que foi apresentado foi somente uma das pesquisas que ainda estão por vir dos 75 topônimos oficiais de um dos municípios mais antigos da região metropolitana de São Luís: Paço do Lumiar.

 

portais.ufma

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Garoto de 15 anos abusa sexualmente de sobrinha de 4 anos na zona rural de Codó

O adolescente de apenas 15 anos de idade continua numa cela da 4ª Delegacia Regional de Codó. O delegado que preside o inquérito contou à imprensa que ele  foi flagrado quando tocava nas partes íntimas da criança, sua sobrinha.

Quem viu a cena criminosa acontecendo foi a própria mãe da criança de 4 anos de idade. Ao ver a filha sendo tocada pelo próprio tio correu até o posto da Polícia Militar , instalado no povoado KM 17 onde tudo aconteceu, e os policiais, a partir desse fato fizeram a apreensão do menor.

O adolescente, dizendo-se arrependido,  confessou que abusou da sobrinha  pelo menos duas vezes. Disse o delegado que um exame já realizado não constatou a conjunção carnal, o que agora é irrelevante para a aplicação da lei de estupro de vulnerável.

A Justiça ainda está decidindo se entrega o adolescente aos cuidados dos pais ou o interna pelo período máximo de 45 dias numa unidade de ressocialização em São Luís. VEJA ZILMAR SANTA FALANDO SOBRE O CASO AO JORNALISTA SENA FREITAS (FCTV)

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