Conselho Universitário do Maranhão debate sobre o Marco Estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação

Na manhã dessa sexta-feira, 4, foi realizada uma reunião ordinária com os membros do Conselho Universitário do Maranhão, convocada pelo respectivo vice-presidente e secretário-executivo da Instituição, além do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Davi Telles. O encontro on-line, em que foi discutida a construção interinstitucional do Marco Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, contou com a presença do Reitor Natalino Salgado; do reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Gustavo Costa; do reitor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Roberto Brandão; da reitora da Uemasul, Elizabeth Fernandes; da reitora do Ceuma, Cristina Nitz da Cruz; do diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), João Batista Bottentuit Junior; e de representantes discentes e docentes das demais instituições que compõem o Conselho.

A reunião dá sequência a um trabalho de aproximadamente 60 dias solicitado pelo governador Flávio Dino para a formação do Marco Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. A partir de hoje, as instituições terão de 10 a 12 dias para formular análises e contribuições ao documento, e está prevista, no dia 18 deste mês, uma reunião com as comunidades acadêmicas das instituições membras do Conselho. A proposta será apresentada em outubro ao governador, e então, caso aprovada, será encaminhada como projeto de lei para votação na Assembleia Legislativa do Maranhão.

A primeira versão do Marco Estadual traz capítulos em que consta o estímulo à construção de ambientes especializados e cooperativos de inovação, à participação das instituições científicas e tecnológicas no processo de inovação, à inovação dentro das empresas, ao inventor independente, às invenções inovadoras, aos fundos de investimento em ciência, tecnologia e inovação e ao Fundo Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Todos nós, da Secti, estamos à disposição para esclarecermos dúvidas e recebermos contribuições que se estenderão para os próximos 12 dias, então é importante que, neste momento, possamos ouvi-los de maneira ampla”, declarou Telles.

 O reitor Natalino Salgado elogiou a iniciativa e destacou que a efetivação da lei será de suma relevância para o desenvolvimento do estado em várias frentes. “A construção interinstitucional desse Marco Estadual é fundamental, pois nosso país carece disso, de colocar em prática a ciência e o conhecimento que se desenvolve no âmbito das universidades, nessa relação com a indústria, para que possa atender a esse desenvolvimento e chegar às comunidades. O debate tem sido construtivo, e a minha equipe vai se debruçar e dar as contribuições que possam ajudar, estamos juntos, falando em nome da nossa Universidade”, reforçou.

 O pró-reitor da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (Ageufma), Fernando Carvalho, expressou a satisfação pelo momento de união entre as instituições em prol do Marco Estadual e o desejo de que o documento possa ter uma abrangência ainda maior. “Eu entendo que o Marco Estadual tem que ser debatido amplamente, de forma a atender a todas as instituições, empresas, ao governo e a outras instituições que puderem contribuir com a questão inovação em nosso estado”, pontuou.

O reitor da UEMA acha de grande relevância fixar a ciência, tecnologia e inovação como sendo uma política de estado, essencial para o desenvolvimento social e econômico do Maranhão. “Peço que todos nós entremos nessa mesma frequência, que é a introdução de novos conceitos e novos arranjos institucionais que, efetivamente, nossa legislação ainda não contemplava, o conjunto de conceitos e novidades introduzido pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, com novos paradigmas para a criação de um ambiente mais dinâmico de inovação no país”, disse Gustavo Costa.

 Na visão da reitora da Uemasul, a inovação e o empreendedorismo nas instituições de ensino superior têm que ser consolidados, com melhor formação nessas áreas. “Precisamos trabalhar nosso corpo discente e docente a serem empreendedores, porque do nada não se pode querer que se crie um núcleo que comece a praticar de imediato a inovação, e a aprovação de uma lei vai nos dar esse arcabouço jurídico muito importante”, analisou Elizabeth Fernandes.

Ascom

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