A mídia estimula a transexualidade nas crianças, alertam especialistas

Especialistas respeitados na área da psiquiatria, Marco Antonio Coutinho Jorge e Natália Pereira Travassos, deram uma entrevista ao site O Antagonista sobre seu livro “Transexualidade — O Corpo Entre o Sujeito e a Ciência”.

Com currículos extensos, os dois fazem uma análise científica da percepção da sociedade sobre a questão da transgeneridade. Seu alerta é para o perigo da banalização da troca de sexo, afinal trata-se de uma escolha irreversível com profundas consequências físicas e emocionais.

Para os psicanalistas, a mídia exerce grande influência na maneira como o tema “transexualidade” ganhou espaço nos últimos anos.

“A influência midiática é uma faca de dois gumes. Reconhecemos que a propagação da informação é fundamental no combate ao preconceito, mas, ao jogar um foco excessivo sobre a transexualidade, a mídia estimula a avidez de um mercado – médico e farmacêutico – que é altamente promissor, pois fideliza os “pacientes” para o resto de suas vidas”, asseveram.

Jorge e Travassos destacam ainda que hoje em dia, “para tornar-se um “profundo” conhecedor sobre a transexualidade, basta buscar no Google e ali encontrar descrições minuciosas dos procedimentos cirúrgicos de redesignação sexual, assim como se estivéssemos acompanhando o preparo de uma receita de bolo no programa de culinária”.

Uma das ideias mais comumente adotadas em estudos sobre gênero é a busca de “um gene transexual”, que serviria como prova biológica da homossexualidade e da transexualidade. Contudo, os especialistas alertam que essa é uma falácia.

“A própria definição da Organização Mundial de Saúde sobre o conceito de saúde engloba três aspectos: biológico, psíquico e social. Sendo assim, explicar pela via biológica algo do universo humano é deixar de reconhecer que ali há um sujeito e que, enquanto tal, constrói seu próprio enredo. Se fosse assim, não haveria gêmeos univitelinos com orientações sexuais divergentes entre eles”, resumem.

Acrescentam também que “nunca houve qualquer descoberta contundente da genética ligada à orientação sexual nem à transexualidade”, mas que as mídias “abrem enorme espaço para notícias duvidosas desse tipo”.

Outra percepção bastante equivocada, mas que continua ganhando espaço é a ideia de “crianças trans”. Essa é uma percepção equivocada. “Nenhuma criança se define como transgênero, ela recebe essa nomenclatura de um adulto que, na maioria das vezes, são os próprios pais e, posteriormente, especialistas”, asseguram.

Segundo eles, “A homofobia parental parece desempenhar um papel fundamental nesses casos: em especial, ao menor sinal de feminilidade nos meninos, a transexualidade acena como uma solução que pode facilmente desviar a discussão de uma possível homossexualidade”.

 

Fonte: Gospel Prime

STF rejeita denúncia contra Bolsonaro sob acusação de racismo

Por 3 votos a 2, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), que foi acusado do crime de racismo em relação a quilombolas e refugiados.

O julgamento começou no último dia 28 e foi suspenso por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o placar estava empatado em 2 a 2. Nesta terça (11), Moraes trouxe seu voto pela rejeição da acusação.

“Apesar do erro das declarações, não me parece que a conduta teria extrapolado os limites para um discurso de ódio, de incitação ao racismo, de xenofobismo”, afirmou Moraes.

Os ministros Marco Aurélio, relator do processo, e Luiz Fux já tinham votado por rejeitar a denúncia. Do outro lado, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber foram favoráveis ao recebimento da denúncia (em relação somente aos quilombolas) e consequente abertura de ação penal, mas acabaram vencidos. Com informações da Folhapress.

Jair Bolsonaro (PSL)

Fonte:  noticiasaominuto

UFMA recebe mais de 30 medidores para redução do consumo de energia

SÃO LUÍS – A Universidade Federal do Maranhão recebeu, nesta segunda, 10, mais de 30 medidores de energia da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), que serão instalados nos Centros de Ensino. A ação faz parte do Programa UFMA Sustentável, que tem por meta a implementação de práticas de sustentabilidade e racionalização para um consumo de energia mais eficiente e consciente.

Segundo a reitora Nair Portela, a ação resultará na redução do custo com a Cemar, e o Programa no eixo de Eficiência Energética garantirá a diminuição do consumo de energia elétrica em todos os câmpus da Universidade.

“A instalação dos 39 medidores facilitará a avaliação do nosso consumo energético, logo teremos condições de quantificar os gastos junto com a Companhia, uma vez que os valores ultrapassam um milhão de reais na conta de energia por mês. Com a eficiência da ação, poderemos investir em outras ações extremamente necessárias, carentes de atenção e aporte financeiro”, frisou.

Segundo o prefeito de câmpus, Deivid Porto, os medidores serão instalados na próxima semana. “O sistema atual realiza apenas uma única avaliação, indicando o consumo final da UFMA, sem apontar o consumo de cada prédio. Após a instalação dos medidores energéticos, poderemos realizar um diagnóstico sobre o consumo de cada unidade de ensino, planejando ações específicas para os diretores de centro economizar na conta de energia”, ressaltou.

A instalação dos medidores, em conjunto com a substituição de lâmpadas convencionais por modelos LED, proporcionará, de acordo com o vice-reitor, Fernando Carvalho, a redução de, no mínimo, 30% no pagamento da conta de energia da UFMA. “Após a execução das atividades, prevemos uma redução significativa do consumo de energia, na qual poderemos aplicar os recursos remanescentes no ensino, na pesquisa, extensão e inovação”, ressaltou.

O consultor de Atendimento Corporativo Cemar, Jorgemiro Junior, frisou que o capital intelectual da Universidade foi fundamental para o sucesso do projeto.

“Junto com os professores da UFMA, Wener Teixeira e Flávio Pires, tivemos a ideia de verificar o consumo de cada unidade da UFMA, para podermos descobrir quais pontos do câmpus consomem mais energia e em quais horários, para, assim, planejar ações efetivas na racionalização elétrica. A Cemar abraçou o projeto e contatou fabricantes de medidores para fornecer equipamentos gratuitos. Já a Universidade ofereceu capital intelectual nos quais foram desenvolvidos softwares que oportunizam a captação dos dados por meio de aplicativos”, explicou.

 

Fonte: UFMA

Aluna denuncia que foi expulsa de sala por usar colares de umbanda; polícia investiga

Uma estudante de 15 anos registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa e Proteção dos Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias contra um professor de Matemática da escola municipal Professor Ofélio Leitão no bairro Esplanada, zona Sul de Teresina.  A jovem  denuncia que foi expulsa da sala de aula por estar usando guias, colares de contas utilizados por adeptos da umbanda.

”Eu estava no intervalo quando meus fios de conta apareceram por baixo do uniforme. Um amigo meu olhou e ficou pegando. Eu falei: ’Não pode pegar porque minhas guias contém energias espirituais’. O professor que estava perto olhou e falou: ‘Não toca nela que ela está cheia de macumba’, e meus colegas já ficaram olhando torto. Na hora fiquei bem constrangida e não consegui falar nada. Na entrada da sala eu já estava bem envergonhada e fiquei meio triste na aula de cabeça baixa. Foi quando ele falou: “Saia da minha sala, você parece que está dormindo”, ele disse. Eu falei que não e ele insistiu: ‘saia não quero saber, vaza, caia fora”. Eu ainda disse que ele precisava respeitar os alunos, e ele respondeu: ‘não vou respeitar ninguém e se você quiser me processar pode processar, já tenho 12 processos nas costas, mais um não vai me fazer falta’”, descreve a jovem.

Abalada, a jovem informa que chegou a procurar a diretoria da escola que a orientou apenas a “procurar pelos seus direitos”, disse. A jovem usa sete colares de contar, que segundo os preceitos da religião, devem ser usados 24h após o batismo.

Dificuldades para registrar

A advogada da jovem, Sabrina Rafaela, alerta também para a dificuldade que a adolescente encontrou para registrar a denúncia de preconceito. Orientadas pela OAB, elas procuraram a Delegacia de Proteção a Criança e o Adolescente, mas começaram lá as resistências quanto a competência. “Fomos a DPCA porque ela é menor, tem 15 anos, lá tivemos uma resistência porquê a competência seria da Delegacia de Direitos Humanos, chegamos aqui e tivemos outra resistência sobre a competência. Ficamos aqui um tempo e no final das contas o delegado optou por registrar o boletim de ocorrência que será enviado para a corregedoria, que irá declinar quem é a delegacia competente para poder realmente começar a investigação” pontuou a advogada.

Jovem já tentou suicídio

Batizada há cerca de uma semana, Laysa descreve que a religião (umbanda) tem a ajudado a superar a depressão e os problemas que sofria em consequência da doença. Ela lamenta que ainda exista preconceito contra práticas religiosas e afirma que só se sente feliz em sua prática religiosa. “Eu tentei me suicidar e não estava muito bem. Eu tinha depressão por conta dos meus problemas e minha mãe me ajudou e me levou. Na religião eu me encontrei e é lá que sou feliz e me encontrei. Sou muito feliz emuito grata ao meu pai de santo e aos guias espirituais”, completa.

Preconceito constante

O pai de santo que comanda o terreiro frequentado pela jovem, afirma que pelo menos outras 100 pessoas frequentam o seu espaço, a grande maioria adolescentes como Laysa. Segundo ele, casos de preconceito contra adeptos da religião se tornaram comuns.

“É bem comum. Já houveram casos em ônibus, em vários ambientes, mas são casos isolados. Nossa equipe sempre procura se informar com advogados para tomar as providências. Sempre vamos procurar informações para tomar medidas cabíveis. Daqui há dois dias ela vai se deparar na mesma escola, com o mesmo professor e é uma situação constrangedora, ninguém sabe o que uma pessoa dessa pode fazer movido por intolerância. Vamos lutar a família toda e dar o apoio psicológico, moral e da família e amigos”, pontuou Pai Bruno de Ogum

Quarta-feira a jovem retornará as aulas com o mesmo professor, e ela afirma que senão se sente intimidada pelo problema. “Eu vou firme e forte, vou agir naturalmente e apenas me retirar se for o caso”, concluiu.

Semec se posiciona

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) se posicionou através de nota onde se declara contra qualquer tipo de preconceito e declara que vai acompanhar o caso. Leia a nota na íntegra

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) está acompanhando o caso ocorrido na Escola Municipal Ofélio Leitão e deixa claro que repudia toda forma de preconceito ou intolerância religiosa. O professor afirma que a aluna não foi retirada de sala de aula pelo fato de usar um acessório religioso, mas por estar dormindo durante a aula. A Semec destaca ainda que possui uma gerência específica para dialogar com gestores, professores, alunos e famílias sobre os mais diversos temas sociais, a fim de buscar entendimento sobre as diferentes formas de expressão do indivíduo. 

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com