Professor da UFMA explica processo de migração de rádios AM para FM

O radialista e professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Carlos Benalves, explicou, em entrevista ao ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM), nesta sexta-feira (12), a demora no processo de migração das rádios de Amplitude Modulada (AM) para a Frequência Modulada (FM), principalmente no Maranhão. A mudança deveria ter sido concluída no final do ano passado.

O especialista disse, no bate-papo com o jornalista e apresentador Ronald Segundo, que o processo de migração dessas emissoras para Frequência Modulada começou há 10 anos, com um decreto que definiu as regras para a “extinção do serviço de radiodifusão sonora em ondas médias de caráter local” – ou seja, das transmissões em AM – até 31 de dezembro de 2023. Ele reforçou, ainda, que quem já deu entrada nos processos deve sacramentar a migração nas próximas semanas ou meses, a exemplo da Rádio Timbira, do Governo do Estado.

“O rádio AM é muito tradicional, o ouvinte tem uma relação de proximidade, e, por ter mais de 100 anos e ser a primeira grande mídia de massa, foi moldando os nossos hábitos. Agora, é uma mudança cultural, a AM focava na voz falada e no jornalismo, com a FM ficando mais na música, por questão de mercado. Pesquisas mostram que a FM tem menos espaço para voz e, agora, quem era da AM concorrerá em outro mercado, por isso tem reduzido o espaço de jornalismo, mas o rádio é a mídia mais adaptável”, destacou.

Outro ponto levantado pelo professor é que o acesso à internet ainda é muito ruim ou não existe, até mesmo das grandes cidades, limitando a veiculação das programações nas mídias digitais.

“Na internet, o acesso ainda é muito limitado, muito precário, principalmente nas cidades pequenas ou até mesmo nas cidades grandes. Mas o rádio, por ser essa a mídia mais adaptável, vai superar o fechamento de mercado de trabalho por conta da inteligência artificial, novas funções vão aparecer”, observou.

Vereador Delegado Rômulo faz desabafo em sessão da Câmara: “Não posso ficar sem mandato aqui em Codó”

O vereador Delegado Rômulo, agora filiado ao PSDB, fez uma fala na sessão da Câmara nesta terça-feira (09), mostrando indignação com presidentes de partidos da base do prefeito Zé Francisco.

O parlamentar revelou que ele e o vereador Domingos Reis estavam com dificuldades para encontrar partido que os acolhessem para disputar as eleições municipais, sendo rejeitados inicialmente pelo PMN de Teonilo da Garra e PRD de Jorge Pitombeira.

O vereador Rômulo iniciou sua fala parabenizando Dedé do Zé Garimpeiro por uma indicação e pediu um parêntese para fazer um reconhecimento público ao gesto do prefeito Zé Francisco e disse que está se recuperando de abalo psicológico.

Em Codó tem partido que conta com apenas 01 (um) vereador para concorrer às eleições, não favorecendo outros candidatos com mandatos, sendo esse um dos principais motivos de indignação do parlamentar.

Veja o desabafo do Vereador Delegado Rômulo:

Argemiro Filho é o novo secretário de Juventude, Cultura e Igualdade Racial do governo Zé Francisco

Foto: Blog do Leonardo Alves

Depois do pedido de descompatibilização do medalhista olímpico José Carlos Moreira, o prefeito Zé Francisco decidiu nomear o ex-presidente da Câmara Municipal de Codó, Argemiro Filho, para comandar a Secretaria de Juventude, Cultura e Igualdade Racial durante 09 (nove) meses.

Argemiro assume a SEJUCIR nesta quarta-feira (10).

Argemiro foi vereador de Codó por 05 (cinco) mandatos consecutivos e ex-secretário de Desporto e Lazer no governo Zito Rolim.

Vereador Dr. José Mendes indica reformas para a histórica Praça Elias Araújo e para logradouros públicos de Codó

O vereador Dr. José Mendes apresentou e teve aprovadas três importantes Indicações para área da infraestrutura durante a 8ª Sessão da Câmara Municipal, abrangendo melhorias nos bairros do Centro, Santo Antônio e Codó Novo, beneficiando ruas e espaços públicos na cidade.

Por meio da Indicação Nº 76/2024, o vereador Dr. Mendes (PRD) solicitou ao Prefeito Municipal de Codó a construção de um canal de escoamento no entorno de toda a lagoa do Bairro Santo Antônio. Com a Indicação Nº 77/2024, solicitou ao Executivo Municipal a inclusão da Rua Viana, entre os trechos da Rua Padre Cícero até a Rua Deputado Sebastião Murad, Bairro Codó Novo, no Programa Mais Asfalto ou no Programa de Pavimentação de Bloquetes do Município

E pela Indicação Nº 78/2024 solicitou a reforma da Praça Elias Araújo, que fica em frente à Escola Santa Filomena (Colégio Convento), Bairro Centro. “São proposições e indicações para obras importantes e extremamente necessárias para Codó. São vias que precisam de melhorias urgentes e reformas de espaços para nossa sociedade, como a histórica Praça Elias Araújo, em frente a Escola Convento das Irmãs, um cartão postal de Codó”, justificou o vereador.

Lula assina Medida Provisória para reduzir conta de luz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (9) uma MP (medida provisória) com o objetivo de cortar as tarifas de luz no país.

O preço da energia é uma das principais preocupações do mandatário em meio à queda de popularidade identificada em pesquisas de opinião.

O texto tem como objetivo central permitir a antecipação de recursos que seriam pagos pela Eletrobras, privatizada em 2022, e direcioná-los à redução de valores da conta de luz.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, são R$ 11 bilhões a serem securitizados e até 5% de redução nas tarifas.

O montante vai quitar prestações de dois empréstimos feitos pelo setor elétrico em momentos de crise, a Conta Covid (que cobriu perdas com a queda no consumo na pandemia) e a Conta Escassez Hídrica (que bancou térmicas durante a seca de 2022). Sem a antecipação, esses pagamentos pesariam no bolso do consumidor.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirma que a gestão de Jair Bolsonaro (PL) foi responsável pelos empréstimos, que, segundo ele, têm juros altos e encarecem a conta paga por empresas e famílias.

“Foi uma bomba de efeito retardado que estourou no meu colo. No colo do consumidor”, disse em entrevista à Folha de S.Paulo.

Nesta terça, o ministro aproveitou para reforçar as críticas à gestão Bolsonaro.

“Vamos corrigir um erro grotesco do governo anterior. Alguém achou uma ótima ideia fazer negócios com juros elevadíssimos e jogar o boleto no colo dos brasileiros e brasileiras mais pobres e da classe média, que são os consumidores regulados”, afirmou.

“Mas eles não contavam que o presidente Lula seria novamente eleito pela nossa gente e chegamos aqui para corrigir mais esse erro do desgoverno anterior”, disse o titular da pasta, que ainda afirmou que os gestores anteriores não pensavam no povo, “mas somente em narrativas de rede social”.

A autorização para a securitização dos recursos da Eletrobras é para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade privada que tem como tarefa a comercialização de energia no sistema interligado nacional.

Em um segundo ponto, a MP também prorroga prazos de projetos de geração de energia eólica, solar e de biomassa ao cronograma de implantação das linhas de transmissão leiloadas pelo atual governo para escoamento para o centro de carga.

De acordo com o ministério, a ação foi necessária porque o governo anterior não fez os leilões, o que estaria inviabilizando os investimentos estimados em R$ 165 bilhões, além de 400 mil empregos.

E, em um terceiro ponto, a MP autoriza o redirecionamento de recursos a serem pagos pela Eletrobras em investimentos hídricos e redução de custos de geração ao corte de tarifas. O objetivo era, principalmente, atender o estado do Amapá -que, segundo o ministério, poderia ter um aumento de quase 50% nas contas de luz caso nada fosse feito.

Esse ponto da MP passou por negociações de última hora. Conforme noticiou a Folha de S.Paulo, o governo passou a preparar mudanças para atender a interesses do Congresso.

O artigo original havia sido idealizado após um acordo entre Lula, o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O objetivo era justamente atender à demanda do Amapá, onde a conta de luz é a mais cara do país e ainda teria um reajuste de 44% -aumento que está suspenso.

A pedido de parlamentares, no entanto, o governo passou a estudar a supressão de dispositivos que autorizam o uso de dinheiro originalmente destinado à revitalização de rios e bacias hidrográficas para ajudar a reduzir a tarifa de energia elétrica nas áreas beneficiadas por essas verbas.

O impasse com os parlamentares surgiu porque o governo também previu na MP uma autorização para usar, no abatimento das tarifas, investimentos inicialmente carimbados para outras duas áreas de interesse dos congressistas: a revitalização do rio São Francisco e das bacias hidrográficas na área dos reservatórios da usina de Furnas.

Segundo participantes das negociações, a mudança desagradou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é mineiro e já atuou em defesa da preservação de verbas para a região de Furnas em outros momentos.

Ainda que os artigos fossem autorizativos, fazendo com que o uso do dinheiro dependesse de aprovação de comitês, Pacheco transmitiu ao governo a mensagem de que a MP seria mal recebida no Senado se permitisse a redução dos recursos carimbados para investimentos.

A mensagem foi transmitida por Pacheco numa reunião com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) na segunda-feira (8).

Diante da insatisfação manifestada por Pacheco e com o objetivo de evitar a derrota em votações no Senado, o governo passou a discutir um meio-termo. A ideia surgida foi manter a possibilidade de abater a tarifa de energia elétrica com os recursos dos investimentos destinados à redução estrutural de custos de geração de energia na Amazônia Legal -trecho que beneficia o Amapá.

Já as autorizações para a redistribuição dos recursos destinados a outras áreas, como revitalizações do São Francisco e de Furnas, devem sair do texto segundo técnicos do governo.

Os investimentos nessas regiões foram uma exigência do Congresso Nacional para aprovar a privatização da Eletrobras em 2021, durante o governo Bolsonaro, e estão entre os “jabutis” incluídos na lei para ampliar sua aceitação política. Vem daí a sensibilidade de qualquer alteração nesses temas.

O investimento obrigatório a ser realizado pelas concessionárias de energia, segundo a lei aprovada pelo Congresso em 2021, é de R$ 3,5 bilhões para a bacia dos rios São Francisco e Parnaíba e de R$ 2,3 bilhões para a região de Furnas. Os valores serão pagos ao longo de dez anos e devem ser corrigidos pela inflação.

A Câmara também tem interesse na manutenção desses investimentos. A cúpula da Casa, no entanto, ainda manifesta resistência à MP. Deputados argumentam que, ao contrário de Pacheco, não foram procurados pelo governo para discutir o texto.

Além disso, o grupo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), costuma se posicionar contra alterações na legislação sobre a privatização da Eletrobras.

Esses parlamentares tomaram a linha de frente da aprovação da medida no governo Bolsonaro, atuando também na inclusão de dispositivos que atendem aos seus redutos políticos.

Folhapress