Paulo Marcelo diz que o PT precisa deixar de ser refém de Malafaia e Macedo.
Diante da forte rejeição do eleitorado evangélico, o Partido dos Trabalhadores (PT) vem buscando formas de se infiltrar nas igrejas, incluindo a proposta de criar escolas progressistas de pastores, mas se identificar para atrair os líderes evangélicos.
A ideia foi dada por Paulo Marcelo, ex-conferencista dos Gideões Misisonários da Última Hora e que ficou conhecido como o “Pastor do Lula”. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, ele aparece no Diretório Nacional do PT ensinando como ocupar as igrejas.
Em sua fala, Paulo Marcelo diz que a esquerda precisa deixar de ser refém do pastor Silas Malafaia e do Bispo Edir Macedo e por isso precisa criar escolas progressistas para pastores, mas evitando o usar o nome progressista para não assustar.
Cerca de 1,2 milhão de pretos e pardos vivem em situação de pobreza no Piauí. É o que revela o estudo “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil” divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2011. Esse quantitativo representa mais de 47% da população deste segmento racial no estado.
Ao todo, mais de 44% da população piauiense, cerca de 1,4 milhão de pessoas, sobreviveu com até US$ 5,5 por dia no ano passado, parâmetro usado pelo Banco Mundial para definir a condição de pobreza. Em comparação, brancos apresentaram um indicador com quase um terço deles nessa situação (34,3%), o equivalente a cerca de 225 mil pessoas.
Considerando o mesmo parâmetro, o levantamento ainda mostra que 15% dos piauienses se encontravam em condições de extrema pobreza em 2021. Deste percentual, quase 16% eram pretos e pardos, o equivalente a cerca de 417 mil pessoas. Já as pessoas brancas correspondem a pouco mais de 11%, o equivalente a cerca de 76 mil pessoas.
De acordo com o IBGE, os valores em dólar (US$) referentes à linha de pobreza e de extrema pobreza não podem ser convertidos usando a taxa de câmbio do mercado, mas sim o fator Paridade do Poder de Compra (PPC).
Desocupação é maior entre pretos e pardos
O estudo também mostra que em 2021 a taxa de desocupação da população preta e parda foi cerca de 26% maior do que entre a branca no Piauí.
A taxa média de desocupação no estado no ano passado foi de 13%. Contudo, pretos e pardos tiveram 13,5% de desocupação, enquanto brancos registraram 10,7%.
Pretos e pardos têm menor média de rendimento
Enquanto o rendimento médio real do trabalho da população piauiense foi de R$ 1.409,00 o da população preta e parda ficou em R$ 1.305,00, cerca de 29,3% menos do que a população branca, recebeu um rendimento médio de R$ 1.847,00.
A taxa de formalização na ocupação para a população de cor ou raça preta e parda no estado, em 2021, chegou a 35,17%, quase seis pontos percentuais a menos do que o observado para a população branca, que foi de 40,8%.
Em 2023 o Estatuto do Idoso, aprovado pelo Congresso, completa 20 anos
De acordo com o IBGE, existem mais de 33 milhões de pessoas idosas no Brasil, número que vem crescendo, por conta dos avanços da medicina, que aumentaram a expectativa de vida da população. As pesquisas também indicam que, em 2050, um em cada quatro brasileiros será idoso.
Como forma de homenagear essa parte da população, a Câmara realizou uma sessão solene para celebrar o Dia Internacional da Pessoa Idosa, que acontece todo dia primeiro de outubro, como foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1990.
E, por haver um número tão grande de idosos no Brasil, vários participantes do evento disseram que são necessárias políticas públicas específicas, como defende a deputada Leandre (PSD-PR).
“Nós precisamos ter políticas para as pessoas idosas dentro do campo da saúde, da assistência, da Previdência, da educação, do esporte, do turismo, enfim, em todas essas pastas nós precisamos que a pessoa idosa seja reconhecida”, disse. Para a deputada, “qualquer vida, mesmo que por um fio, tem valor e precisa da nossa assistência, da nossa dedicação, precisa que a gente garanta isso, seja por meio de políticas, de leis, de programas ou de ações”.
Além da própria Constituição, o Brasil possui uma lei específica para detalhar os direitos da população idosa, o chamado Estatuto do Idoso, que foi criado também no dia primeiro de outubro e vai completar 20 anos em 2023.
Mas o presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara, deputado Denis Bezerra (PSB-CE), lembrou que esses direitos são muitas vezes negligenciados, principalmente para as classes mais vulneráveis. Ele citou como exemplo o cenário da pandemia da Covid-19.
“Pesquisa da Fiocruz mostrou que em 2020, quando não havia ainda vacina disponível no País, 75% dos óbitos pela doença foram de pessoas com 60 anos ou mais; entre essas, a maior proporção ocorreu em cenários de maior vulnerabilidade social. A violência contra a pessoa idosa também chamou atenção no período da pandemia. No serviço disque 100 foi identificado o aumento de 81% nos casos de agressão e abuso em que as vítimas eram maiores de 60 anos”, disse.
Baixa renda
Outro problema foi destacado pela deputada Leandre: famílias com baixa renda não conseguem contratar cuidadores para auxiliar na rotina do idoso, e, por isso, um familiar acaba cumprindo essa função, que muitas vezes recai sobre as mulheres, ou então o idoso é levado relativamente cedo para um asilo.
Para a deputada Geovânia de Sá (PSDB-SC), novas políticas públicas para a população idosa são necessárias, não só para retribuir as contribuições dessas pessoas para a sociedade, mas também para preparar um ambiente melhor para todos os brasileiros, já que o envelhecimento faz parte do ciclo de vida do ser humano.
O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) falou sobre a importância de combater o preconceito contra a pessoa idosa.
“Temos que mudar o pensamento e a cultura do abandono e do desprezo do idoso. Precisamos ressignificar o envelhecimento não mais como o fim, mas o renascimento do ser humano. Com o aumento da expectativa de vida e o avanço da ciência vemos os nossos idosos cada vez mais produtivos e queremos que eles estejam felizes”, observou.
Com o objetivo de orientar novas políticas públicas, o deputado Denis Bezerra pediu a aprovação de uma proposta (PDC 863/17) que valida, no Brasil, a Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos dos Idosos, celebrada em 2015 nos Estados Unidos.
Reportagem – Amanda Aragão
Edição – Roberto Seabra
A energia elétrica é um dos elementos essenciais do cotidiano. É através dela que se torna possível realizar atividades desde as mais simples, como carregar o celular, que é um instrumento de trabalho e entretenimento tão presente na população, até atividades mais complexas, como o funcionamento de aparelhos para a manutenção da vida, que garantem a sobrevivência de algumas pessoas. Desse modo, é indispensável reconhecer a necessidade de investimentos que favoreçam esse setor, tais quais melhorias nos sistemas operacionais e tecnologias inovadoras capazes de garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia elétrica.
Pensando nisso, no Maranhão, a Equatorial, concessionária que atende mais de 2 milhões e meio de clientes em todos os municípios do estado, tem investido em inovações tecnológicas capazes de fornecer soluções mais práticas e seguras para as equipes de manutenção de redes de alta tensão, uma delas é o uso de drones. Os drones são ferramentas que revolucionaram diversos setores de serviços e da engenharia, eles favorecem estudos ambientais, aprimoram pesquisas de campo e até possibilitam maior segurança dos profissionais. No setor elétrico, o propósito desse equipamento é ser uma “câmera melhorada”, que proporciona a capacidade de observar a rede elétrica em diferentes ângulos e distâncias, facilitando a obtenção de evidências de possíveis problemas, além de oferecer maior praticidade, qualidade e alcance.
Para Carlos César Silva, Executivo de Manutenção de Alta Tensão da Equatorial Maranhão, essa tecnologia é capaz de evitar falhas no fornecimento de energia elétrica de forma mais precisa e sem expor os profissionais eletricistas a riscos. “O uso de drones traz maior eficiência nas atividades de inspeção minuciosa de linhas de distribuição de alta tensão, o que permite que possamos identificar e corrigir defeitos antes mesmo que evoluam para uma falta que poderia causar desligamento simultâneo de milhares de clientes. Além disso, outro benefício é que com o drone, o profissional não precisar escalar estruturas de difícil acesso, de forma que o mesmo não se expõe a riscos de choques ou de arco elétrico. Assim, a atividade é realizada de forma mais segura. ”, enfatizou Carlos.
Já, Francisco Martins, um dos técnicos que opera os drones, ressalta que esses equipamentos vieram para somar e facilitar o trabalho. “Os drones são de grande importância para o nosso trabalho, pois o uso da tecnologia facilitou a realização das inspeções nas linhas de subtransmissão e de transmissão. Trouxe diversos ganhos, como tempo de qualidade e eficiência em nossas inspeções, pois torna mais fácil a realização dessas atividades em locais onde tínhamos grande dificuldade de acesso às estruturas. ”, destacou Francisco.
Atenção
O drone traz uma série de vantagens aos trabalhos de operação e manutenção que antes seriam impossíveis em situações envolvendo os serviços comuns dos funcionários de campo, pois técnicos podem operar os aparelhos remotamente e verificar as condições das linhas de transmissão e distribuição em até 5 km de alcance. O processo, desta forma, é otimizado, com menor gasto de recursos e maior celeridade para soluções de ocorrências ou verificações periódicas.
CGJ-MA firmará parceria de regularização fundiária em 65 municípios
A Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA) firmará parceria institucional para formalizar a implantação do “Programa de Regularização Fundiária” em benefício de moradores de 65 municípios maranhenses, no dia 29 de novembro, a partir das 8 h, no auditório do Fórum do Calhau.
O objetivo do projeto da Corregedoria do Poder Judiciário é garantir a inclusão social das populações beneficiadas, com acesso legal à terra, à moradia e à produção, por meio da regularização fundiária com a participação das comunidades envolvidas.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Froz Sobrinho, assinará um “Termo de Cooperação Técnica” com representantes de órgãos do Governo do Estado, com adesão de prefeitos municipais e cartorários de registro de imóveis, com o objetivo de executar amplo programa de governança de terras, como política pública de desenvolvimento humano, social e econômico, a fim de garantir o Direito à Moradia às populações a serem beneficiadas pelo projeto.
ASSINATURA DO TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
Participarão da parceria o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), a Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), a Secretaria de Estado de Programas Estratégicos (SEPE); o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC); o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA); a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), cartórios de registro de imóveis e prefeituras municipais.
Deverão assinar o Termo de Cooperação Técnica, além do corregedor, o presidente do TJMA, desembargador Paulo Velten; o diretor da ESMAM, desembargador José Jorge Figueiredo dos Anjos; o secretário de estado de programas estratégicos, José Reinaldo Tavares; o presidente do IMESC, Dionatan Silva Carvalho; o presidente do ITERMA, Anderson Pires Ferreira, o presidente da FAMEM, Erlanio Furtado Xavier, os prefeitos municipais e os oficiais de registro de imóveis.
PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
A parceria entre as instituições terá como diretrizes promover a organização territorial dos municípios, com definição de suas áreas e limites com os municípios vizinhos, bem como estudo organizacional das áreas escolhidas para a primeira regularização; capacitar agentes políticos e servidores públicos; formatar legislação municipal para normatizar os procedimentos e abrir matrículas de imóveis inseridos no processo de regularização fundiária.
Como parte das atividades previstas na parceria, a ESMAM ministrará o “Curso de Regularização Fundiária” para os agentes públicos e servidores municipais. Ao final dos trabalhos, será realizada a solenidade oficial de entrega dos títulos de regularização fundiária aos moradores beneficiados, acompanhados das certidões de registro expedidas pelos cartórios de registro de imóveis.
O Termo de Cooperação terá vigência de 60 meses e será fiscalizado pelos juízes do Núcleo de Regularização Fundiária Urbana e Rural e de Terras Públicas, da CGJ-MA, Douglas Lima, coordenador e Ticiany Maciel Palácio, membro.
MUNICÍPIOS QUE ADERIRAM AO PROJETO DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA:
Açailândia
Alto Parnaíba
Anajatuba
Anapurus
Apicum-Açu
Axixá
Bacurituba
Barreirinhas
Bela Vista
Bom Jardim
Buriti Bravo
Buriticupu
Campestre do Maranhão
Cantanhede
Carolina
Chapadinha
Codó
Davinópolis
Formosa da Serra Negra
Governador Edison Lobão
Governador Newton Bello
Governador Nunes Freire
Humberto de Campos
Itapecuru-Mirim
Joselândia
Lima Campos
Maracaçumé
Mata Roma
Milagres do Maranhão
Monção
Monção
Montes Altos
Nova Colinas
Paraibano
Paulino Neves
Paulo Ramos
Pindaré-Mirim
Pirapemas
Raposa
Ribamar Fiquene
Santa Filomena
Santa Helena
Santa Luzia
Santa Quitéria
São Benedito do Rio Preto
São Domingos do Azeitão
São Félix de Balsas
São Francisco do Brejão
São Francisco do Maranhão
São João do Caru
São João do Paraíso
São Luís
São Mateus do Maranhão
São Pedro dos Crentes
São Vicente Férrer
Senador La Rocque
Serrano do Maranhão
Sítio Novo
Tasso Fragoso
Timbiras
Timon
Tuntum
Turilândia
Vargem Grande
Viana
Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça