Piauí chega a 217 casos do novo coronavírus; 11 são crianças

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) confirmou, nesta quarta-feira (22), mais 11 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Três delas são crianças do Sul do Piauí. 

Os testes positivos são de duas crianças de Floriano, de 2 e 7 anos, e uma criança de São Raimundo Nonato, de 9 anos de idade. 

Com isso, chega a 11 o número de crianças infectadas pelo coronavírus – 5% do total, segundo a Sesapi. Entre elas estão duas em Luís Correia, uma em Parnaíba, outra em União, e um bebê de 4 meses de Teresina. Houve um óbito de Pedro II, Norte do Estado – a vítima tinha 13 anos.  

anos.  

Boas notícias

Após cinco dias seguidos com óbitos, nenhuma morte foi registrada nesta quarta-feira (22). Até agora, faleceram 15 pessoas em sete municípios: Teresina (7), Parnaíba e Piracuruca (2), São José do Divino, Pedro II, Picos e Bom Princípio do Piauí (1). 

Nesta quarta, também não houve caso confirmado em novas cidades – há registro de pacientes em 29 municípios. 

Foram registrados dois novos casos em Floriano, dois em São Raimundo Nonato, um em Esperantina e seis em Teresina. 

Cidade Verde

Hoje a nossa homenagem vai para uma advogada guerreira e corajosa

Hoje a nossa homenagem vai para a Dra. Samantha Thaylor pelo seu aniversário.

                         Dra. Samantha Thaylor

Parabéns Dra Samantha, que esta data se repita por muitos anos e que todos os seus sonhos se tornem realidade. Que você possa continuar firme e corajosa na luta diária pela justiça.

São os votos do Blog do Leonardo Alves

Ministério Público pede que candidatos do Maranhão não usem a Covid-19 para se promover

O Ministério Público do Maranhão expediu Recomendação aos municípios de João Lisboa, Buritirana e Senador La Rocque para que não ocorra o uso promocional, propaganda eleitoral ou enaltecimento em favor de candidato na execução dos programas sociais e de distribuição gratuita de bens, valores e benefícios em virtude do surto de Covid-19.

O documento foi assinado no último dia 16 pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça de João Lisboa, Fabio Henrique Meirelles Mendes. O promotor de justiça recomenda que na execução dos programas sociais e de distribuição gratuita de bens, valores e benefícios, não seja utilizado fundamento subjetivo e pessoal, mas critério objetivo e impessoal de avaliação.

O membro esclarece ainda que não pode haver qualquer enaltecimento em favor de candidato, pré-candidato ou partido político, ainda que de forma subliminar, bem como essas ações não sejam realizadas por entidades nominalmente vinculadas a candidatos ou pré- candidatos ou por eles mantidas.

O representante do Ministério Público também estabelece que deve ser comunicado ao MPMA qualquer produto ou serviço, com descrição do local a ser executada a atividade, dos programas sociais e de distribuição gratuita de bens, valores e benefícios.

A comunicação deve ser realizada com antecedência mínima de dois dias, salvo comprovada impossibilidade, quando deverá ser comunicado ao Ministério Público Eleitoral em no máximo um dia após o ocorrido.

O documento leva em conta a Lei Eleitoral 9.504/1997, que veda, em ano de eleições, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública. A legislação veda igualmente a distribuição de bens, valores e benefícios por entidades nominalmente vinculadas a candidatos ou por eles mantidas.

A execução de programas para o surto por Covid-19 se deve a uma exceção na Lei que autoriza esse tipo de orçamento para casos de calamidade pública, estado de emergência ou de programas sociais autorizados em legislação. Nestes casos, o Ministério Público poderá acompanhar a execução financeira e administrativa.

“A Recomendação atenta para o quadro de vulnerabilidade evidente de toda a sociedade, de natureza social, epidemiológica e econômica pela contaminação do Covid-19, no que concerne à sua repercussão na seara eleitoral e busca preservar o equilíbrio na disputa política, tentando garantir a lisura do processo eleitoral”, ressalta o promotor de justiça Fábio Meirelles.

Aqueles que infringirem os termos da Recomendação, agentes públicos ou não, estão sujeitos à pena pecuniária de R$ 5.320,50 a R$ 106.410,00 e à cassação de registro ou de diploma do candidato beneficiado, além de inelegibilidade por abuso de poder ou por prática de conduta vedada, nos termos da Lei nº 9.504/1997 e da Lei Complementar nº 64/90.

Expansão do auxílio emergencial segue para sanção presidencial

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (22) o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto do Senado (PL 873/2020) que amplia o alcance do auxílio emergencial a ser concedido a trabalhadores informais prejudicados pela pandemia de coronavírus (veja tabela no fim da matéria). O texto recebeu voto favorável de 80 senadores (o que representa unanimidade, porque o presidente da sessão não vota) e segue agora para a sanção presidencial.

O relator do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), aceitou vários pontos do substitutivo, mas também recuperou dispositivos da versão original do Senado que haviam sido rejeitadas pela Câmara. O projeto se refere à Lei 13.892, promulgada no início de abril, que instituiu pagamento mensal de R$ 600,00 para trabalhadores informais e desempregados durante o período da pandemia.

A versão do Senado havia sido aprovada no início de abril, como complemento à criação do auxílio emergencial, contendo as emendas dos senadores ao projeto original. Após as intervenções da Câmara, o texto final contém uma lista maior de categorias profissionais às quais será concedido o benefício; autoriza que dois membros de uma mesma família recebam o auxílio; proíbe a retenção do valor pelos bancos para o pagamento de dívidas; e retoma a expansão da base do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Também foi confirmada a inclusão no programa das mães adolescentes, que antes não o receberiam porque o auxílio é destinado aos maiores de 18 anos.

Mudanças aceitas

No substitutivo, os deputados especificaram que as instituições financeiras públicas federais poderão contratar fintechs (bancos virtuais) para a operacionalizar o pagamento. O texto do Senado já previa o pagamento por casas lotéricas, Correios e fintechs, mas não previa a contratação dessas últimas pelos bancos públicos federais.

O texto da Câmara veda ainda que instituições financeiras responsáveis pelo pagamento efetuem descontos a pretexto de recompor saldos negativos ou saldar dívidas preexistentes dos beneficiários. Ou seja, se alguém estiver devendo ao banco, o auxílio não poderá ser automaticamente retirado para cobrir a dívida.

O senador Esperidião Amin afirmou que o substitutivo deixou mais clara a possibilidade de dois membros de uma mesma família receberem o auxílio emergencial. O texto do Senado previa que o recebimento do Bolsa Família não exclui o direito ao auxílio emergencial e que cada família poderá receber até duas cotas de auxílio emergencial ou uma cota do auxílio e um Bolsa Família.

Retorno ao original

Outras sugestões feitas pelos deputados não foram recepcionadas por Amin. É o caso de um dispositivo que incluía, entre os trabalhadores aptos a receber o auxílio emergencial, trabalhadores rurais e domésticos com carteira assinada. Apesar de manifestar solidariedade a essas categorias, Amin manteve-as fora do texto, defendendo a necessidade de não desvirtuar o programa – que se destina aos informais.

Também saiu do texto uma mudança que isentava o beneficiário de pagar Imposto de Renda sobre o auxílio recebido caso ele apresente rendimentos, em 2020, acima da primeira faixa de isenção (R$ 28,6 mil). O relator explicou que o pagamento do imposto havia sido negociado com o Ministério da Economia em troca do fim da exigência de que os beneficiários do auxílio tivessem recebido rendimentos tributáveis abaixo da faixa de isenção em 2018.

Uma terceira mudança da Câmara foi rejeitada após debate no Plenário, a partir de destaques dos senadores Alvaro Dias (Podemos-PR) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). O projeto do Senado proíbe a interrupção do pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios sociais durante a pandemia exceto em caso de morte do beneficiário. A Câmara permitiu essa interrupção também em caso de irregularidade comprovada em perícia. Alvaro e Mara argumentaram que isso obrigaria aposentados e pessoas com deficiência a saírem de casa para encarar filas e aglomerações em postos do INSS. Esperidião Amin havia mantido a alteração, explicando que contava com o “bom senso” do órgão para não convocar perícias durante a pandemia, mas decidiu acatar os destaques dos colegas.

Já trechos retirados pelos deputados foram recuperados, fazendo com que valesse a versão original do Senado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e já com as modificações inseridas pelo relator, Esperidião Amin. Um desses trechos foi o que aplica de imediato o novo critério de renda familiar per capita máxima para recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que passa de 25% do salário mínimo para 50%.

Esse texto mantém o valor previsto na Lei 13.891, de 2020, após derrubada de veto presidencial pelo Congresso Nacional. A questão está suspensa judicialmente após medida cautelar impetrada pelo governo federal, mas Esperidião Amin afirma que manterá a palavra do Congresso sobre o tema.

Quanto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o relator também reintroduziu a possibilidade de suspender os contratos somente para os estudantes que estavam em dia antes da vigência do estado de calamidade pública, conforme previsto no texto do Senado e retirado pela Câmara.

Agência Senado

Governador anuncia aluguel de 200 novos leitos para tratamento de Covid-19

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (21) o governador Flávio Dino anunciou novas ações para combater a propagação do coronavírus na Ilha de São Luís, região que concentra maior número de casos confirmados no Maranhão.

A rede estadual de saúde mais do que dobrou a oferta de leitos para os casos de coronavírus. Porém, a procura por leitos de internação clínicos e de UTI tem sido tão grande nos últimos dias que o governador Flávio Dino anunciou hoje o aluguel de mais um hospital privado, onde serão ofertados 200 novos leitos para pacientes com COVID-19.

“Estamos vendo o esgotamento crescente na rede privada e na rede pública. Por isso mesmo, ainda hoje, as nossas equipes estão  mobilizadas para montar os equipamentos e contratar  profissionais de saúde para este hospital alugado pelo Governo do Estado”, disse Flávio Dino.  Com o novo anúncio, o Maranhão contará com dois hospitais privados alugados pelo Executivo Estadual para garantir maior quantidade de leitos aos pacientes com coronavírus.

Além dessas medidas, o governador determinou a locação de um hospital campanha na Ilha de São Luís. “Vivemos um processo continuado, em que dia a dia adequamos a super demanda à capacidade de oferta da rede estadual. Por isso reafirmamos a importância de medidas preventivas: se protejam, protejam suas  famílias, usem máscaras caseiras, evitem aglomerações. As medidas preventivas são fundamentais nesse momento. Juntos vamos vencer esse grande desafio que os sistemas de saúde do mundo inteiro estão atravessando”, concluiu o governador.

Ascom