DETONOU! Aluísio Mendes chama Josimar de Maranhãozinho de bandido, ladrão, canalha e quadrilheiro

O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e deputado federal Aluísio Mendes detonou o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR), candidato a deputado federal nestas eleições.

Em discurso no município de Zé Doca, onde a prefeita da cidade (Josinha Cunha) é irmã de Josimar, o ex-secretário chamou Maranhãozinho só de bandido e ladrão.

“Eu sei o que é bandido, quando bati o olho no seu Josimar de Maranhãozinho reconheci ele como um dos maiores bandidos dessa região”, disparou Aluísio.

O deputado federal e candidato à reeleição ainda chamou Josimar de Maranhãozinho de canalha e disse que a população não pode permitir que ele continue mandado na região.

“Nós não podemos deixar que alguém como esse canalha, esse bandido continue fazendo aqui o que tem feito. Por onde ele passa deixa destruição, rouba a merenda, rouba da saúde, rouba da educação, rouba o sonho da população”, esculhambou Mendes.

E não parou por aí: Aluísio ainda chamou Josimar de quadrilheiro e disse que Zé Doca vem sendo comandada por uma gangue. “E a forma de nós darmos uma resposta a essa quadrilha comandada por esse bandido é agora no dia 7 de outubro. Vamos afastar essa quadrilha, essa gangue que tanto mal tem feito para população de Zé Doca”,detonou o ex-secretário.

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Fonte: Eudes Fêlix

Na reta final, Haddad mira eleitor de classe média que pode votar em Bolsonaro

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, vai concentrar esforços na última semana de campanha antes do primeiro turno, nos votos da chamada nova classe média, que ascendeu durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas diz que pode votar em Jair Bolsonaro (PSL).

Haddad entende que ainda há vários riscos neste primeiro turno antes de discutir se vai procurar líderes da oposição para uma concertação no segundo turno. Um desses riscos são os votos da “classe média progressista”, como o PT classifica esse setor, principalmente na região Sudeste. Temendo surpresas, Haddad quer consolidar posições neste eleitorado.

A estratégia de Haddad, revelada pelo blog na semana passada, casa com os números do último Datafolha, de sexta-feira (28), encomendado pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Aos números: Na classe média intermediária(nova classe média, já nem tão nova) Bolsonaro tem 27%, Haddad tem 23% e 15% estão sem candidato.

E, mesmo na média baixa (quase pobres), Bolsonaro tem 27% e Haddad 22%. Por isso, Haddad precisa se voltar para esse setor nesta semana e lembrá-los das conquistas que tiveram com Lula, na avaliação de pesquisadores.

“É o paredão bolsonarista estendendo tentáculos também para nichos petistas”, disse Mauro Paulino, do Datafolha, ao blog neste domingo (30).

Mas o que explica essa intenção de voto? Diz Paulino: “Quando alguém sai da classe D/E e passa para a C, começa a aspirar valores que antes não tinha. Começa a questionar por que não sobe mais. Questiona o governo Dilma, por exemplo. Sente a ameaça maior de cair de volta, do que subir.O petista grato a Lula se irrita com a Dilma”.

Por isso, Haddad esconde Dilma Rousseff na campanha. Durante a disputa, o candidato do PT evita falar da gestão da petista, para não ter que explicar os erros de gestão que levaram o país à atual grave crise econômica.

A própria campanha de Haddad admite nos bastidores que eles não têm como explicar a gestão da aliada. Melhor, então, escondê-la.
Fonte: G1

Considerado preso político, Lula recebe 35º honoris causa na Argentina

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado nesta quinta-feira (27) com seu 35º título de doutor honoris. A cerimônia aconteceu na Universidad Nacional del Comahue, na Argentina, e teve direito a um coral argentino cantando a canção de protesto contra a ditadura “Apesar de você”, composta por Chico Buarque. Além de professores e alunos, cerimônia contou com a presença de ministros provinciais, deputados, ex-deputados argentinos e líderes de movimentos sociais de Brasil e Argentina. O vice-governador da província de Neuquén e autoridades de direitos humanos da argentina enviaram cartas, que foram lidas ao final da cerimônia, que foi transmitida ao vivo pela Radio y Televisión de Neuquén.

O Conselho Superior da Univerdidad Nacional del Comahue se reuniu pela manhã em sessão extraordinária e o reitor, Gustavo Crisafulli, realizou a leitura da porposta, aprovada por unanimidade. A decana da Faculdade de Humanidades, professora Beatriz Gentile, integrante do tribunal encarregado de determinar os avais para a propuesta, leu a decisão da comissão. Rafael Valim, advogado de Lula, entregou uma carta do ex-presidente , que desde ontem já é doutor honoris causa pela universidade argentina.

Na carta, Lula denuncia o golpe contra a vontade do povo e encerra com um agradecimento: “Não tenham dúvida alguma de que a atitude corajosa dessa valorosa instituição, a par de me deixar profundamente grato e sensibilizado, é um grande alento para a luta que neste momento o povo brasileiro trava para derrotar aqueles que querem subjugar seus legítimos interesses. Sinto não estar presente para abraçar a todos e agradecer a vossa generosidade”.

Professor de direito constitucional e juiz federal suplente na Argentina, Pablo Angel Gutiérrez Colantuono postou em suas redes sociais uma mensagem  na qual explica a decisão:

Nossa Universidad Nacional del Comahue deixou um pouco mais livre a Lula, doutor honoris causa.

Hoje foi um dia de muita emoção. Muitas pessoas me perguntaram por que. Outras me dizem que não se pode conceder tal reconhecimento a uma pessoa condenada por corrupção, outras que estão convencidas e apóiam a decisão de nossa Universidade. Agora talvez seja a hora de explicar um pouco mais a razão pela qual pedimos e ajudamos a concretizar essa decisão da nossa Universidade. Eu dizia que hoje é um dia de muita emoção porque hoje se concretiza uma caminhada coletiva na qual agregamos muitas vozes para fazer o que está a nosso alcance.

No meu caso, tive a possibilidade de ler arquivos judiciais, material da mídia, pude ouvir políticos, organizações sociais, juristas, entre outras vozes que se manifestaram sobre o caso Lula. Eu li sentenças brasileiras e decisões internacionais. Eu vi Lula, falei com ele, pude olhar nos olhos dele. Tudo isso e mais formou a convicção do erro histórico que está sendo cometido; a história vai provar isso a tempo.

Ele é um preso político, foi condenado e excluído da disputa eleitoral por uma decisão “judiciária” sem qualquer prova — entre outras ilegalidades que podem ser observadas. Ele é prisioneiro daqueles que não concordam em garantir acesso, igualdade e liberdade em nosso Brasil. Da prisão, Lula aumenta dia a dia seu poder político, multiplica-se cada vez mais em outros “Lulas” em liberdade, reivindicando uma verdadeira democracia no Brasil. 

Como professor de direito, muitas vezes me perguntei que “direito” estamos ensinando, que idéia de poder judicial passamos, enquanto insistimos num olhar que vê nesse poder político uma espécie de monopólio da justiça, que é um valor essencial de nossas democracias. A decisão de Lula — sim, decisão — de cumprir a ordem ilegítima de prisão após um processo atormentado por ilegalidades — e não resistir democraticamente a essa ordem antidemocrática — foi uma decisão pessoal de conteúdo político profundo. O tempo vai responder e explicar isso.

Fica maior sua figura de “mito”: para a prisão vão negros, trabalhadores, indígenas, entre outros, num sistema seletivo. Lula é um deles; é quem dá visibilidade àquele silencioso povo brasileiro que sofreu exclusão e dominação por múltiplas formas de colonização cultural de um povo. Lula “libertou” o povo brasileiro. É este mesmo povo que agora libera Lula das paredes da injustiça de um poder judiciário que ninguém acredita ter feito “justiça”.

Hoje nossa Universidade deixou Lula um pouco mais livre dessa prisão. Você pode não estar de acordo com o que eu compartilho aqui e te respeito como peço seu respeito. Peço somente um favor, que você se permita perguntar: Pode ser que tudo isso tenha sido um absurdo legal e político? Pode ser que existem presos políticos na democracia? Pode ser que aconteçam golpes de Estado modernos gerados dentro da própria democracia? Pessoalmente, tenho certeza suficiente para dizer que me dói todos os dias saber que, enquanto escrevo e penso sobre o Brasil, Lula está preso por uma decisão política que violou tudo pelo qual lutamos em nossas faculdades de direitos: Respeito pelo devido processo legal. 

Deixo aqui link para a cerimônia:

Documento oficial com a solicitação aprovada pelo conselho universitário:

 

Fonte: institutolula