Presidente da Juventude do PSDB confere denúncia no Planalto Vinhais e pede conscientização da população sobre descarte regular de lixo

O presidente estadual da Juventude do PSDB, Arthur Viegas, esteve no Planalto Vinhais para conferir uma denúncia sobre lixo jogado na área. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jovem tucano criticou a gestão municipal por falhas nos serviços públicos e ressaltou a importância da conscientização da população no que diz respeito ao descarte regular do lixo.

Prefeitura de Codó faz novos aditivos milionários para distribuidora de gasolina de São Paulo acusada de lavagem de dinheiro ultrapassando mais de R$ 21 milhões

A Prefeitura Municipal de Codó administrada pelo petista Francisco Carlos de Oliveira (Chiquinho Oliveira) fez novos aditivos contratuais milionários para empresa REDE SOL FUET DISTRIBUIDORA, localizada no interior de São Paulo/Ribeirão Preto sem filial no Maranhão e investigada por envolvimento em esquema ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e acusada de lavagem de dinheiro. Os novos aditivos aumentam o valor total dos contratos para R$ 21.339.564,00 (vinte e um milhões, trezentos e trinta e nove mil, quinhentos e sessenta e quatro reais).

Os aditivos de contratos com a distribuidora de gasolina foram publicados no Diário Oficial do Município de Codó na edição desta sexta-feira (23/01/2026) e incluem alterações nos contratos firmados no início do ano de 2025. Os extratos de aditivos prorrogam para mais 12 (doze) meses o abastecimento de combustíveis visando atender a Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Infraestrutura e Secretaria de Assistência Social no valor de R$ 8. 641.485,00 (oito milhões, seiscentos e quarenta e um mil, quatrocentos e oitenta e cinco reais).

Os contratos iniciais da Prefeitura de Codó com a distribuidora de gasolina eram R$ 12.698 oficializados em 24 de janeiro e 13 de fevereiro de 2025 para o fornecimento de combustíveis para a Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Infraestrutura, Secretaria de Assistência Social e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

A Rede Sol Fuel Distribuidora foi um dos alvos centrais da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo, Polícia Federal e Receita Federal. A empresa beneficiada com contratos milionários na Prefeitura de Codó é investigada por suposta ligação com o crime organizado (PCC) e participação em uma fraude bilionária no setor de combustíveis, envolvendo lavagem de dinheiro e crimes tributários.

Considerando que a empresa não tem estrutura física no Maranhão, fica o questionamento: Como a distribuidora de São Paulo entrega e armazena combustível para atender as demandas da Prefeitura de Codó?

PEGADA SEM LIMITE: Prefeito Chiquinho Oliveira manda R$ 600 mil dos cofres públicos a escritório de advocacia de São Luís, R$ 50 mil por mês

A Prefeitura de Codó ratificou a Inexigibilidade de Licitação nº 007/2026, autorizando a contratação de um um escritório de advocacia sediado em São Luís/MA, no valor global de R$ 600 mil, recursos que sairão diretamente dos cofres públicos municipais.

O contrato prevê o pagamento de R$ 50 mil mensais, pelo período de 12 meses, para a prestação de serviços de assessoria e consultoria em licitações e contratos administrativos, suporte técnico contínuo e adequação à legislação vigente, atendendo às demandas da Casa Civil, Segurança Pública e Desenvolvimento Econômico.

A empresa contratada é Carvalho e Nunes Advocacia, inscrita no CNPJ nº 58.484.183/0001-48, com sede no bairro Renascença, em São Luís. A contratação foi autorizada pelo prefeito Chiquinho Oliveira com fundamento nos artigos 72, inciso VIII, e 74, inciso III, alínea “c”, da Lei Federal nº 14.133/2021.

Este contrato, no entanto, não é um caso isolado. Ele se soma a uma sequência de contratações de escritórios de advocacia de São Luís realizadas pela atual gestão, mesmo com o Município de Codó possuindo Procuradoria própria estruturada, composta por servidores efetivos e comissionados, cuja função institucional é justamente prestar assessoria e consultoria jurídica à Administração Pública.

MAIS DENÚNCIAS: Ministério Público instaura procedimento para investigar violação de direitos das pessoas surdas na “gestão empresarial” do prefeito Chiquinho Oliveira

Prefeito Chiquinho Oliveira

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), através da 2ª Promotoria de Justiça de Codó, instaurou um procedimento administrativo para investigar a “gestão empresarial” do prefeito Chiquinho Oliveira por descumprimento de obrigações legais em relação à inclusão das pessoas com deficiência auditiva.

O presidente da Associação dos Surdos de Codó (ASCO) encaminhou um ofício ao MP noticiando a falta de acessibilidade em libras nas palestras e demais eventos realizados pela comunidade e poder público e relatando de que a presença de apenas um intérprete compromete a qualidade da interpretação em eventos longos, violando os direitos da comunidade surda.

Diante da denúncia da entidade, o Ministério Público instaurou procedimento para investigar a denúncia e tomar as providências cabíveis para garantir os direitos das pessoas com deficiência auditiva.

A portaria de instauração do procedimento foi publicada nesta sexta-feira (23) no Diário Eletrônico do Ministério Público (DEMP/MA) e assinada pelo titular da 2ª Promotoria de Justiça, Weskley Pereira de Morais.

Pedido do Ministério Público para intervenção em Turilândia é aprovado por unanimidade pelo Tribunal de Justiça

SÃO LUÍS – A Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) aprovou, nesta sexta-feira (23), por unanimidade, o pedido de intervenção estadual proposto pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) no Município de Turilândia. A medida excepcional é um desdobramento direto das revelações da Operação Tântalo II, desencadeadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco/MPMA), que desarticulou um esquema milionário de corrupção na administração municipal.

Devido aos fatos, foram presos o prefeito, a vice-prefeita, a primeira dama, além de auxiliares da administração e de todos os 11 vereadores do município.

A decisão do TJMA prevê que o governador do estado nomeie, em até 15 dias, um interventor para chefiar o Município de Turilândia pelo prazo de 180 dias, podendo ser prorrogável por igual período.

A intervenção estadual no município é uma medida excepcional prevista na Constituição Federal, que autoriza o Estado a intervir temporariamente na autonomia municipal. Ocorre em situações nas quais o Tribunal de Justiça acolhe medida proposta pelo Ministério Público.

Intervenção foi julgada pela Seção de Direito Público
A SESSÃO

Dirigida pelo desembargador Jamil Gedeon Neto, a sessão de julgamento híbrida (presencial e por videoconferência) começou com a sustentação oral do procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, que apresentou as argumentações em favor da intervenção em Turilândia. O chefe do MPMA declarou que a solicitação surge em um momento de desarranjo da administração pública que não pode ser corrigido pelas vias normais de controle externo.

“Infelizmente, estamos diante de um quadro de anomalia institucional. A administração pública municipal de Turilândia, incluindo os poderes Executivo e Legislativo, foi tomada por uma organização criminosa desde o ano de 2021”, destacou.

Danilo de Castro acrescentou que o pedido de intervenção visa afastar definitivamente a influência do grupo investigado pela operação do MPMA e garantir que a prefeitura volte a funcionar sob os princípios da legalidade e transparência.

O procurador-geral de justiça ponderou, ainda, que não poderia ser mantida a situação que levou o presidente da Câmara a responder provisoriamente pela gestão municipal. “Manter o vereador preso, que também integra a organização criminosa, no cargo seria incongruente e ilegal. Essa anormalidade precisa ser corrigida”, argumentou.

Relator do caso, o desembargador Gervásio Santos Júnior acolheu integralmente a manifestação do Ministério Público. “A recomposição da gestão é dificultada porque os agentes responsáveis pela administração e fiscalização estão diretamente envolvidos nas irregularidades investigadas. A solução provisória é inviável, pois o presidente da Casa Legislativa também está em prisão domiciliar pelas mesmas irregularidades. A intervenção é crucial para que a análise dos dados administrativos e contratos seja conduzida por autoridade alheia ao contexto fático, evitando que os responsáveis pela correção sejam os envolvidos no esquema”.

Gervásio Santos – relator
PGJ e integrantes da Seção de Direito Público
Em seguida, todos os demais integrantes da Seção de Direito Público votaram favoravelmente pela intervenção. Manifestaram-se nesse sentido os desembargadores Sebastião Bonfim, Cleones Cunha, Josemar Lopes Santos, Tyrone José Silva, Angela Salazar e Jamil Gedeon, além dos juízes Rommel Cruz Viegas e Joscelmo Sousa Gomes, que atuaram como membros substitutos da Seção de Direito Público.

SOLIDARIEDADE

Durante o julgamento, membros da Seção de Direito Público apresentaram manifestações de solidariedade e apoio ao trabalho do Ministério Público do Maranhão no combate à corrupção no Município de Turilândia. O procurador-geral de justiça foi saudado pelos desembargadores Jamil Gedeon, Sebastião Bonfim, Ângela Salazar, bem como pelos juízes Rommel Viegas e Joscelmo Sousa Gomes.

Redação e fotos: CCOM-MPMA