Chiquinho Oliveira vai gastar quase R$ 2 milhões com bandas de fora no Carnaval de Codó e artistas locais sofrem com desvalorização

O Diário Oficial do Município de Codó, publicado na segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, revelou uma sequência de extratos de contratos e termos de ratificação que confirmam um gasto público de quase R$ 2 milhões com a contratação de artistas de fora da cidade para o Carnaval de Codó 2026.

As publicações estão concentradas na edição Vol. 06, nº 0588, e envolvem contratos firmados pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, todos fundamentados na inexigibilidade de licitação, com base no art. 74, inciso II, da Lei nº 14.133/2021, dispositivo utilizado para a contratação direta de artistas consagrados pela crítica ou pela opinião pública.

Extratos contratuais publicados

De acordo com os extratos divulgados no Diário Oficial, a Prefeitura de Codó firmou os seguintes contratos:

• Contrato nº 069/2026 – Show do artista Ricardo Chaves, no valor de R$ 300.000,00;

• Contrato nº 070/2026 – Show da banda Oh Polêmico, no valor de R$ 350.000,00;

• Contrato nº 071/2026 – Show da banda O Kannalha, no valor de R$ 350.000,00;

• Contrato nº 072/2026 – Show da banda Kiko Chicabana, no valor de R$ 550.000,00;

• Contrato nº 073/2026 – Show da banda Saiddy Bamba, no valor de R$ 250.000,00.

Enquanto a Prefeitura concentra quase R$ 2 milhões em atrações externas, os artistas da própria cidade não receberão nenhum valor sequer próximo dessas quantias milionárias. A cultura local aparece apenas de forma marginal, com cachês simbólicos ou participação secundária, sem qualquer política consistente de valorização.

Para os artistas de Codó, resta aceitar migalhas e ainda agradecer publicamente, repetindo o velho discurso de submissão política “obrigado, meu prefeito, isso é um pai” como se o recurso público fosse favor pessoal, e não dinheiro do contribuinte.

Professor é preso no Piauí suspeito de abusar de mais de 200 crianças no Maranhão

Foto: Polícia Cívil

Um professor, cuja identidade não foi divulgada, foi preso na manhã desta quarta-feira (21), na cidade de União, por suspeita de abusar sexualmente de 244 crianças e adolescentes em Tuntum, no Maranhão.

Segundo o delegado Wlisses, da 13ª Delegacia Regional de Presidente Dutra (MA), o professor teria praticado “atos libidinosos” dentro da sala de aula. Os abusos teriam sido cometidos entre 2023 e maio de 2025.

“A investigação ainda está em fase inicial. Houve requisições de perícia com as crianças, e as investigações estão sob responsabilidade dos delegados competentes. Esse suspeito chegou a ser preso em maio do ano passado e foi posto em liberdade em outubro. No entanto, surgiram novos fatos e novas vítimas, por isso foi instaurado um novo inquérito”, informou o delegado.

Ele explicou que durante a ação foi cumprido um mandado de prisão preventiva do suspeito.

“Foi solicitada a prisão preventiva, que foi deferida pelo juiz, devido a esses fatos novos e também pelo fato de ele continuar mantendo contato com as vítimas da situação anterior”, disse.

O crime continua sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.

Rayne Venancio

Grupos políticos opostos apoiam pré-candidatura de Orleans Brandão em Passagem Franca

Os dois principais grupos políticos de Passagem Franca, liderados pelo prefeito Chicão da Parabólica e pelo ex-prefeito Marlon Torres, apoiam a pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado nas eleições deste ano. As duas alas reconhecem a liderança do governador Carlos Brandão e a força da parceria que tem levado desenvolvimento ao município e a toda a região do Médio Sertão.

“Nosso objetivo é um só: trabalhar por Passagem Franca. Orleans nos ouve e conhece nossas necessidades, sempre empenhado em buscar soluções junto ao governo municipalista que tem obras em todos os municípios. Só temos a agradecer por nos ajudar a superar todas as dificuldades e transformar nossa cidade em um canteiro de obras”, afirmou o prefeito Chicão da Parabólica.

Antes de participar da Cavalgada do Vaqueiro, Orleans Brandão esteve em um encontro político na residência do ex-prefeito Marlon Torres, com o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, o pré-candidato a deputado estadual Paulo Casé e dezenas de lideranças locais. Em seguida foi recebido em almoço na casa do deputado estadual Arnaldo Melo, com a presença do prefeito Chicão da Parabólica e seu grupo político.

“Hoje temos um governador municipalista, que apoia os prefeitos, ouve as lideranças políticas, trabalha por todos os municípios e faz o Maranhão crescer, da Baixada Maranhense à Região Tocantina, passando pelo Médio Sertão. Por isso estamos aqui, abrindo as portas da nossa casa com nosso grupo político, para dizer ao Orleans Brandão que conte conosco nessa caminhada”, declarou Marlon Torres.

Orleans Brandão definiu o apoio dos grupos adversários como gesto de grandeza, de quem quer o melhor para Passagem Franca. Ao lembrar dos muitos investimentos estaduais no município, ele destacou a parceria dos deputados Pedro Lucas e Arnaldo Melo, que estão em alas opostas na cidade, mas integram o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão.

“Temos um governador que trabalha por todo o Maranhão e esse trabalho precisa continuar. Hoje sou pré-candidato com a certeza de que nada vence o trabalho: já reduzimos a extrema pobreza, batemos recordes na economia, fizemos grandes investimentos em áreas prioritárias como infraestrutura, saúde e educação. Vocês nos dão combustível para continuar trabalhando mais e mais, para o Maranhão avançar ainda mais”, finalizou Orleans Brandão.

Pedro Neres sai na frente de vereadores de oposição e denuncia restaurante considerado “fantasma” que recebeu mais de R$ 9 milhões da Prefeitura de Codó

O médico Pedro Neres, filho do ex-prefeito de Codó Dr. Zé Francisco, tomou a iniciativa de denunciar uma empresa considerada “fantasma” que firmou contrato milionário com a Prefeitura Municipal de Codó para fornecimento de lanches, no valor de R$ 9.376.747,22 (nove milhões, trezentos e setenta e seis mil, setecentos e quarenta e sete reais e vinte e dois centavos).

Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Wanderson da Trizidela, que recentemente declarou-se independente, mas que, no fundo, integra o chamado blocão de oposição, sugeriu que a bancada apresentasse denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) para apuração de possíveis irregularidades no contrato firmado com a empresa LIFE TOUR ALIMENTOS E BEBIDAS LTDA.

Em denúncia formalizada em arquivo PDF de 11 páginas, Pedro Neres afirma que a empresa, descrita como recém-criada, desconhecida e com mudança recente de endereço, tem como sócio-administrador Erverson Roniel Santos Araújo, que também atuaria como funcionário da empresa AGNES CONVENIÊNCIA. Esta, por sua vez, teria como proprietária a nora do prefeito Chiquinho Oliveira.

O denunciante destaca ainda matérias publicadas pelo Blog do Leonardo Alves, baseadas em denúncias formuladas por opositores do governo municipal, que classificam a contratação como suspeita por envolver empresa desconhecida, recém-constituída e apontada como possível empresa de fachada.

Entre os diversos pedidos formulados, Pedro Neres requer a instauração de inquérito civil público para apuração minuciosa das supostas irregularidades, bem como a requisição de informações e documentos à Receita Federal, com o objetivo de obter o histórico completo do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da empresa contratada.

Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades do Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduzirá um estudo com o lenacapavir, novo medicamento de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), em sete cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O objetivo é que os resultados respaldem a avaliação para incorporar o remédio ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, o medicamento é disponibilizado nas formas injetável (que será usada nos estudos) e em comprimidos. A droga atua em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV, daí seu potencial preventivo.

Intitulado ImPrEP LEN Brasil, o estudo é voltado para homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idade entre 16 e 30 anos.

As doses foram disponibilizadas pela Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, e o início das aplicações depende da chegada ao Brasil de agulhas específicas para a administração do fármaco.

Vendido sob o nome comercial Sunlenca, o lenacapavir integra uma classe de antirretrovirais considerada inovadora. O medicamento é indicado a pessoas a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, e que apresentem teste negativo para HIV antes do início do tratamento.

Custo é barreira
Apesar do potencial preventivo, o lenacapavir tem preço elevado, o que pode representar um obstáculo ao acesso. Estudo publicado na revista The Lancet estima que o custo real de produção poderia variar entre US$ 25 e US$ 46 por pessoa ao ano, enquanto o preço anual do tratamento nos Estados Unidos pode ultrapassar US$ 28 mil por paciente (cerca de R$ 150.640, na cotação atual)

Segundo a Anvisa, o medicamento ainda passará pela definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual oferta pelo SUS depende de avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), além de aprovação do Ministério da Saúde.

Questionada sobre a previsão de preços para o Brasil, a Gilead Sciences informou ao Estadão que o valor comercial do medicamento ainda não foi definido e que comparações com preços praticados em outros países não refletem o processo brasileiro.

Sobre a expectativa de incorporação ao SUS, a farmacêutica afirmou que os processos seguem fluxos e prazos próprios, motivo pelo qual não há estimativa de data para uma eventual inclusão no sistema público de saúde.

Estadão Conteúdo