DE NOVO: Blogueira volta ao CEC, reafirma denúncia e reportagem de Jair Ribeiro contrapõe sobre falta de medicamentos controlados em Codó

A blogueira Ramyria Santiago voltou ao Centro de Especialidades Clínicas (CEC), localizado no prédio do antigo PAM após denúncia feita por ela sobre uma suposta falta de medicamentos controlados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O repórter Jair Ribeiro esteve no CEC na tarde desta quarta-feira (29) para constatar a dinâmica da distribuição dos medicamentos e conversou com a farmacêutica Viviane Santos. Confira mais uma entrevista contrapondo denúncia de Ramyria Santiago:

Defesa Civil inicia monitoramento sobre elevação do nível do Rio Itapecuru em Codó

A defesa civil de Codó, em parceria com a Secretária de Meio Ambiente deu início na manhã desta quarta – feira (29), aos trabalhos preventivos para minimizar possíveis efeitos causados pelas cheias do Rio Itapecuru.

Segundo o Comandante José Fernandes não há motivos para pânico dos codoenses, que o volume das águas está sendo monitorado e a situação está controlada, porém, a população deve se manter alerta em função das atuais condições climáticas.

“Já temos no nosso planejamento todo o mapeamento das áreas de riscos, viemos fazer uma visita de prevenção e continuaremos a fazer todos os dias, é necessárias essas vistorias para deixar nossa população em alerta para possíveis cheias e evitar transtornos”, explicou o comandante.

O trabalho da prefeitura de e Defesa Civil são preventivos e consiste, também, no mapeamento das áreas de risco, monitoramento do nível do rio e orientações às famílias em caso de remanejamento.

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Docente da UFMA Campus de Codó tem pesquisa sobre código linguístico publicada em revista internacional

O docente do departamento de História e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História Social dos Sertões (NEPHSertões), da Universidade Federal do Maranhão, câmpus de Codó, Antônio Alexandre Isidio Cardoso, teve o artigo “A língua geral dos fugitivos: o nheengatu e a escravidão na Amazônia do século XIX”, que fala sobre o código linguístico nheengatu estruturado pelos jesuítas para facilitar a catequese na Amazônia portuguesa no período colonial, publicado na revista francesa Brésil(s).

O artigo tem por objetivo discutir alguns aspectos dos usos dessa linguagem entre populações subalternizadas, especialmente escravos fugitivos no século XIX.

“O artigo vai examinar um pouco a constituição desse idioma, como uma língua da camada trabalhadora que existia na região Amazônica do Estado Grão-Pará e Maranhão, e a maneira como esse idioma entrou no século XIX fazendo parte do vocabulário das populações escravizadas em geral, especialmente os fugitivos”, explicou.

Antônio Cardoso pontuou que a língua nheengatu ainda é falada em algumas regiões da Amazônia. “O nheengatu é uma língua de contato que ganhou muitas aldeias, e várias comunidades ainda falam a língua geral, como na região do Alto Rio Negro, no Noroeste Amazônico. Inclusive várias palavras da língua são utilizadas no nosso vocabulário corrente”, completou.

De acordo com o pesquisador, o artigo ajuda a entender o passado da língua nheengatu entre as populações indígenas, africanas e seus descendentes e proporciona sua visibilidade, uma vez que ela ainda é pouco estudada, mesmo com a obrigatoriedade prevista em lei sobre o ensino da história indígena e afro-brasileira.

“Fico feliz porque esse foi um reconhecimento muito importante, não apenas a título pessoal, mas também coletivo. É um trabalho com poucas referências que ganha muita visibilidade, de forma que a Universidade também ganha esse reconhecimento, tendo em vista que, entre as universidades do Norte e Nordeste, a UFMA é a única com um pesquisador presente com publicação”, relatou.

Sobre a revista Brésil(s)

A Revista Brésil(s) é uma revista francesa e em francês sobre o Brasil. Editada pelo Centro de Pesquisa sobre o Brasil Colonial e Contemporâneo (CRBC/EHESS), ela é publicada pelas edições da Casa das Ciências do Homem, que também publica os Cadernos do Brasil Contemporâneo.

Brésil(s) é uma publicação semestral, aberta a todas as disciplinas, e tem por objetivo fazer conhecer uma pluralidade de temas, notadamente por meio de uma visão comparativa. Ela busca colocar o Brasil, sua história, sua sociedade, seus espaços em perspectivas mais largas do debate teórico e das pesquisas empíricas capazes de renovar as análises e percepções. Cada número traz um dossiê temático e artigos inéditos.

Por: Kelle Dias
Produção: Marcos Paulo Albuquerque
Revisão: Jáder Cavalcante