Barroso apela contra violência política de gênero no 2° turno

Barroso apela contra violência política de gênero no 2º turno

Presidente do TSE destacou o aumento no número de crimes contra a vida nas Eleições 2020

“A violência física ou moral contra as mulheres pelo simples fato de serem mulheres é inaceitável. Esse tipo de atitude, esse tipo de comportamento é pior do que machismo; é, na verdade, covardia”. A afirmação é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, em mensagem divulgada nas redes sociais nesta terça-feira (24), em que faz um balanço do primeiro turno das Eleições Municipais 2020.

Barroso rechaçou a alta taxa de violência por motivação política, especialmente contra mulheres. Neste ano, houve um aumento no número de vereadoras eleitas, no primeiro turno, e temos mais de 50 mulheres candidatas a prefeitas e vice-prefeitas, no segundo turno. “Precisamos de mais mulheres na política e, portanto, precisamos derrotar essa cultura do atraso, da discriminação, do preconceito e das agressões às mulheres. Mais mulheres na política – Elas podem. O Brasil Precisa”, concluiu Barroso citando o slogan da campanha do TSE por mais mulheres nos espaços de poder, protagonizada pela atriz Camila Pitanga.

O ministro destacou ainda que, apesar de os crimes eleitorais, como boca de urna, compra de votos e transporte ilegal de eleitores, terem diminuído neste ano, os crimes contra a vida – como homicídios e tentativas de homicídio -, e contra a liberdade pessoal (ameaças) a candidatos aumentaram. Para ele, a violência é incompatível com a democracia. “É preciso jogar limpo e civilizadamente. E os órgãos de segurança pública estão vigilantes em relação à atuação do crime organizado”, apontou.

Balanço do primeiro turno

No último dia 15 de novembro, 113 milhões de pessoas compareceram às sessões eleitorais para exercer a cidadania. O nível de abstenção – em torno de 23% -, foi considerado baixo pelo ministro Luís Roberto Barroso, tendo em vista que o pleito aconteceu em meio a uma pandemia.

O presidente do TSE lembrou que, apesar do alto nível de restrições e medidas de segurança sanitária, os eleitores observaram as regras de distanciamento social e de higienização. Barroso destacou também a agilidade na divulgação dos resultados das votações, que ocorreu no mesmo dia da eleição.

Assessoria de Comunicação

TV UFMA e BAND MA formam rede para transmitir debate do 2° turno

A transmissão ao vivo acontece a partir das 22h45

Nessa quarta-feira (25), a TV UFMA, em parceria com a TV BAND Maranhão, transmite o debate do segundo turno das eleições 2020, com os candidatos à prefeitura de São Luís. A transmissão ocorrerá, simultaneamente, entre os canais 15.1 (TV Band Maranhão), 16.1 (TV UFMA) e também na Universidade FM 106,9, a partir das 22h45.

Com a intenção de proporcionar aos eleitores a chance de observar melhor a desenvoltura de seu candidato e conhecer detalhadamente seus planejamentos governamentais, essa será a segunda vez em que a TV UFMA se une à TV BAND Maranhão para a realização de um debate.

Para a coordenadora de jornalismo da TV UFMA, Ameliane Cunha, a parceria entre as duas emissoras tem sido importante, pois acredita que ambas estão contribuindo com a democracia. “Por meio da democracia, pode-se levar até a população informações sobre as propostas dos candidatos e assim ajudar os eleitores no momento de tomarem essa decisão que vai impactar na vida de todos”, afirma.

Segundo a diretora da TV UFMA, Cecília Leite, a emissora é um espaço neutro e apartidário, e a realização desse debate tem por objetivo propiciar à população a oportunidade de conhecer melhor as propostas dos dois candidatos. “É muito importante que a TV UFMA aproxime a Universidade da população para que ela conheça o perfil dos candidatos. Assim, os eleitores terão a chance de conhecer as propostas de cada um e escolher aquele que representa melhor os interesses da cidade”, enfatizou.

Para além dos cuidados técnicos, também foram aplicadas medidas de higienização. Os dois candidatos e o apresentador estarão posicionados em lugares com distanciamento seguro, e o estúdio estará completamente higienizado e com acesso temporariamente limitado, tudo para a garantia da segurança de todos os funcionários da TV e dos demais presentes no ambiente da transmissão.

Ascom UFMA

Mical Damasceno pede providências à Corregedoria Geral de Justiça sobre prática abusiva de juíza de Coroatá

A deputada estadual Mical Damasceno esteve na tarde dessa terça-feira, 24, na Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão, dialogando com o desembargador Paulo Velten, sobre os atos temerários da Juíza Anelise Nogueira Reginato, titular da Comarca de Coroatá, que supostamente cometeu abuso de autoridade, ao impedir o livre exercício de culto e suas liturgias.

De acordo com a deputada Mical Damasceno, a juíza Anelise Nogueira Reginato, da comarca de Coroatá no Maranhão, mandou a Polícia Militar prender o pastor Natanael Diogo que estava fazendo pregação do evangelho nas ruas da cidade com uma caixinha de som. Além de pastor e missionário local, Natanael é colunista oficial do Jornal Mensageiro da Paz da CPAD, mídia ligada a Assembléia de Deus.

Os evangélicos, principalmente da Assembleia de Deus estão revoltados e espantados com tamanho abuso de autoridade da juíza.

De acordo com pastor e os membros que estavam no local e viram os fatos, Natanael estava com a missionária Rosinha dirigindo o culto em frente o fórum. Para infelicidade do pastor que provou do abuso da magistrada, a juíza mora próximo e solicitou que o som da pequena caixinha de som fosse abaixado.

Segundo contam os fiéis, de imediato o pastor obedeceu a ordem e reduziu o volume do som, mesmo estando dentro do horário permitido por lei. Porém, poucos minutos após, uma viatura de Polícia chegou ao local e os policiais interromperam o culto religioso. Além do pastor Natanael, a missionária Rosinha também foi detida.

Mical Damasceno mais uma vez se posicionou em defesa do exercício livre da prática religiosa. A deputada estadual está sempre ao lado de movimentos cristãos que infelizmente ainda sofrem perseguições no estado do Maranhão.

Assessoria de Comunicação

Roberto Jefferson em entrevista menciona convite feito a Bolsonaro para se filiar ao PTB

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, deu entrevista exclusiva ao Diário do Grande ABC, neste domingo (22), onde reafirmou, o que já havia dito em outros veículos, que a probabilidade de retorno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à sigla “é muito grande” para concorrer à reeleição em 2022.

Roberto também falou sobre a reaproximação com o presidente, e disse que não vê a necessidade de fazer sinalizações das conversas com o Jair Bolsonaro à imprensa e que não pretende ocupar, por agora, nenhum cargo eletivo.

“Entendo que ainda não cumpri o tempo da minha dívida com a sociedade.”, afirmou Roberto.

Acompanhe a entrevista completa dada de forma exclusiva, ao Diário do Grande ABC.

Qual a motivação de ações impetradas pelo PTB na tentativa de reverter coligações firmadas pelo País, que incluíram São Bernardo, Salvador e Fortaleza?

O PTB não pode se coligar com PT, PSB, PSDB e DEM. Concentrei nos lugares de maior importância. São Paulo é a caixa de ressonância, espinha dorsal do País. DEM é do (Rodrigo) Maia (presidente da Câmara Federal), é inimigo do presidente (Jair) Bolsonaro. É o cara que mais conspira contra o presidente. Essas sacudidas mais fortes se dão nesses locais porque são emblemáticos. Temos que marcar posição forte. Adotar linha coerente de discurso, que diga ao brasileiro a posição pela pátria, Deus e vida. É o discurso do Bolsonaro. Somos cristãos. E vamos lutar pelo legado cristão.

O sr. dissolveu o diretório estadual de São Paulo. Qual a análise sobre os rumos da sigla na esfera paulista daqui para frente?

Deixei como provisório, e a qualquer momento posso modificar. A avaliação é que São Paulo está muito mal com esse grupo. Tínhamos 14 deputados estaduais e oito federais. Elegemos dois estaduais, Campos Machado e o Roque (Barbieri). O Douglas (Garcia, ex-PSL) eu que trouxe para o PTB por relação minha, junto aos grupos conservadores. Ele está fazendo mandato espetacular, pregando desobediência civil, essa barbárie do (governador João) Doria (PSDB) de impor vacina, mesmo ainda não comprovada, que, de maneira suspeita, contratou em agosto do ano passado. A Covid chegou em fevereiro, março, com auge em abril. É negócio que precisa ser investigado. A Covid é coisa preparada pela China, por isso tem número 19. Deve ter um, dois, três, 17, 18. É coisa experimental.

Quando se deu gatilho de movimento bolsonarista no PTB?

Desde a última eleição (de 2018). O único partido que declarou apoio em segundo turno ao Messias Bolsonaro foi o PTB. Nós entendemos que ele pratica à frente do governo, na área de costumes, especialmente, o programa do PTB. Em favor da família, contra o aborto, contra a liberação das drogas, erotização das crianças, apassivamento do homem, virilização da mulher. Isso está no estatuto do PTB, está lá, antes da eleição do Bolsonaro: em abril de 2018, especificamente, quando fizemos a convenção para fazer mudanças. Foi feito evento para reescrever estatuto. Mudar aquele mapa do Brasil, em preto, vermelho e branco. Hoje é vela buja, que dá diretriz do vento ao barco. O vento é hálito de Deus. Escolhemos símbolo novo na cor verde, amarela, azul e branca. Chega de preto e vermelho. Primeiro fizemos pesquisa, grande debate interno. Deu que PTB é partido conservador.

Essa ideia, na sua visão, retornaria às raízes da fundação do PTB, na década de 1940?

Desde 1945. Tanto é fato que (ex-senador Alberto) Pasqualini diz que o PTB nasce como alternativa aos partidos comunistas e socialistas. Não precisa ser defensor do trabalhador sendo comunista. Desde quando comunista defende trabalhador? O chinês é escravocrata. Por que o mundo caminhou para lá com capital? Lá não tem definição de horário de trabalho, férias, 13º, aposentadoria. Isso quem banca é a família. O trabalhador atua 12, 14, 16 horas por dia. Se reclamar, é bala. É escravidão com opressão à própria opinião, à palavra. Nem religião pode ter. É nova revolução cultural. Quando se faz um partido autoritário, destrói valores de pátria, território, sensação de propriedade, relação com a terra. Quando partido único, opressor, destroi a nação e sentimento de pátria, cai o Estado. Assume o partido. É o Soviete Supremo. O partido diz o que é direito, errado. Como está fazendo o Supremo (no Brasil). Eles julgam pela capa, pelo tombo, não pelo conteúdo do processo. É assim no mundo comunista. O Supremo está dando exemplo disso. Se o acusado é Roberto Jefferson, é um tipo de interpretação à norma objetiva. A Constituição não se permite interpretar, ela é concreta. Se é outro, interpreta de outra forma. É pela capa. O PTB entrou com ação no STF na tentativa de impedir eventual vacinação compulsória contra a Covid. Qual a sua avaliação sobre a constitucionalidade dessa decisão?   O PTB é o único partido que está buscando defender a população. A doutora Nise Yamaguchi é parecerista técnica da ação. É inconstitucional impor vacina. Tuberculose, hepatite, tétano, tifo, Influenza, toma quem quer. Não é imperativo. Esperamos coisa séria, não molecagem. Não confio em produto chinês. Não confio em chinês, que é trapaceiro, vilão. Negócio com chinês vai levar prejuízo sempre. Não confio em produto chinês: é quinquilharia, coisa vagabunda. Pedimos audiência pública para que ela e o doutor Anthony Wong, que é especialista em imunologia do (Hospital Albert) Einstein, possam falar aos ministros e dizer que a interação pode ser mortal, tanto a de Influenza como a de hepatite com Covid. Estamos sendo usados como ratos de laboratório.

Essas posturas particulares têm sido entendidas como aceno ao presidente Bolsonaro. Há diálogo avançado para filiação dele ao partido?

Já venho conversando com o presidente. Não preciso mais fazer aceno. Isso é afirmação ao povo, da conduta ideológica do PTB, muito mais que precisa crer que nós mudamos. Com relação ao ingresso do Bolsonaro, chance é muito grande. Tanto ele quanto ministros do governo. Qual o pedido do PTB ao presidente? Que ele volte. O que o PTB quer do governo? O presidente. Não permito que indiquem, em nome do partido, nem ministério, empresa, autarquia poderosa. Não quero o acessório. Quero o principal. Se aceito o acessório, perco o principal ou ao menos enfraqueço a possibilidade do principal. O que é o principal então? É a candidatura do Bolsonaro à reeleição pelo PTB em 2022.

Como o sr. avalia o cenário à Presidência para 2022?

Bolsonaro ganha no primeiro turno. Não tem adversário. O Doria acabou. Todo mundo viu que ele é lobista de chinês. Hoje tem vários tuítes, várias mensagens mostrando contratos de venda das empresas paulistas aos chineses. Esquece que ele não vence eleição de presidente. Está estigmatizado. (O ex-presidente) Lula é zero de chance. Vão anular as condenações? Não tem cabimento. Não creio que ele tenha chance de disputar a eleição.

O que o sr. pensa do ex-juiz Sergio Moro?

Ele é Macunaíma, o herói sem caráter, personagem da literatura brasileira.

Mas o sr. deu crédito à Lava Jato desde o início..   Eu acredito na operação. As provas são contundentes. Tem confissão dos empresários. Tanto do Marcelo Odebrecht, do pai dele (Emílio), do pessoal da OAS. Tem volume grande de provas coletadas.

O que levou o sr. então a ter essa avaliação do Moro?

Quis fazer política. Renunciar carreira de juiz, com toda segurança que tem, foi negócio horrível. Ele era juiz federal importante. Ele renuncia, jogou fora tudo que construiu na magistratura para ser político. Ser ministro da Justiça é cargo político. Após isso, saiu atirando no presidente, mostrando que não tinha nenhum compromisso com o governo. O compromisso é só com a biografia, currículo dele. Qual era sua relação com Bolsonaro na época de Câmara Federal, uma vez que o sr. tinha influência e ele era considerado do baixo clero lá dentro?

Melhor possível, homem de caráter, simples, honesto. Foi meu liderado por dois anos. Nunca me pediu solicitação daquelas que sabemos que o deputado está pedindo para levar dinheiro. Eram 40 deputados liderados, à época. Tem deputado que chegava com pedido e eu olhava para a pauta e fazia a leitura: ‘Interesse de empreiteira’. Bolsonaro só me pedia aposentado, pensionista, aposentado militar, militar da ativa, PM, polícia federal, civil, rodoviária, penitenciária.

Por que ele saiu do PTB?

Porque o PTB votou com o PT aquele redutor, o fator previdenciário. Foi erro do PTB. Ele me falou: ‘Roberto, eu não fico no PTB’. Foi contra o PTB. Fator previdenciário reduz aposentadoria de quem chega a 35 anos de contribuição, mas não tem idade. Essa foi a razão da saída. O que vou falar de homem desse? É sério, correto, humilde. Se olhar o sapato, era coturno horroroso, terno da Renner, de R$ 300 ‘pilas’. Camisa de tergal, gravata daquela que compra no camelô, que já vem com nó e que só pendura. Cara simples.

O sr. pensa em concorrer a cargo eletivo a curto prazo?

Não tenho essa intenção. Quero presidir um grande partido, construir o PTB. Não quero concorrer a cargo eletivo. Entendo que ainda não cumpri o tempo da minha dívida com a sociedade. Errei, fiz acordo com o PT na eleição, recebi recursos de caixa dois. Fui absolvido, tempo de prisão foram dois anos. Fiz as pazes com Deus, que me salvou de três recidivas com câncer, operações. Mas acho que falta tempo para poder me reconciliar com a sociedade brasileira. E qual a maneira? Essa, como falava Jeremias na Bíblia. Com franqueza, verdade, sem medo de nada, enfrentando todos dos poderosos, com toga ou sem toga, peitando. Dizendo o que é verdade. Lembrando os limites. Essa missão que escolhi como propósito da minha vida para fazer as pazes com a sociedade.   Depois de passado período do escândalo conhecido como Mensalão, o sr. fala em processo de maturação até para não ser candidato. Como viu a condenação do STF no caso? Foi justa, irretorquível, indiscutível. Só que entendo que podia ser testemunha. Porque a lei retroagiu para me acusar de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, coisas que não fiz. Recebi dinheiro de campanha. Financiamento por caixa dois. Sabia que era delito administrativo e eleitoral, mas não criminal. Foi interpretação que não afetou só a mim. Porque era lei nova, e foi aplicada penalmente e retroativamente. A Constituição diz que a lei penal não retroage para punir, só retroage para beneficiar. Mas tudo bem. Não poderia ficar impune, sozinho, sair livre daquilo tudo tendo feito estrago que fiz no PT e na esquerda nacional. Ia sobrar para mim.

Agência Trabalhista de Notícias – PTB