Ex-vereador e atual secretário de Juventude Valdeci Calixto se promove por meio das inscrições do programa Trabalho Jovem

O ex-vereador e atual secretário municipal de Juventude de Codó, Valdeci Calixto, vem utilizando as inscrições do Programa Trabalho Jovem como forma de promoção pessoal, ao divulgar links oficiais do programa em seu perfil particular nas redes sociais.

Nesta quinta-feira (19), o secretário publicou em seu Instagram pessoal um link direcionando jovens para as inscrições do programa, ação que gera questionamentos sobre o uso de um programa do governo estadual para fortalecer sua imagem individual. A divulgação poderia ter sido feita exclusivamente pelos canais institucionais, como o site oficial da Prefeitura de Codó ou pelas redes sociais oficiais da Secretaria Municipal de Juventude.

Ao centralizar a divulgação em seu perfil pessoal, o secretário acaba associando diretamente um programa governamental à sua figura política, prática que não condiz com os princípios da impessoalidade que devem nortear a administração pública.

O comportamento de Valdeci Calixto já foi alvo de questionamentos anteriores feitos por Leonardo Alves, ex-presidente do Conselho Municipal da Juventude, no Ministério Público Estadual na 3ª Promotoria de Justiça de Codó que tem atribuições na defesa da infância e da juventude.

Enquanto o programa Trabalho Jovem do Governo do Maranhão tem como objetivo ampliar oportunidades e garantir acesso democrático às políticas públicas, Valdeci Calixto usa as inscrições como vitrine pessoal, ignorando os limites entre divulgação institucional e promoção individual dentro da gestão municipal do prefeito Chiquinho Oliveira.

Prefeitura de Codó fecha contrato de quase R$ 1 milhão com empresa GLADYSTON O REIS (ONE SERVIÇOS) para serviços de natureza intelectual e rede corporativa de hosts

A Prefeitura de Codó homologou uma licitação no valor de R$ 853.089,00 para a contratação de serviços de serviço técnico especializado de natureza singular e predominantemente intelectual, destinados a implementação, configuração, suporte e monitoramento avançado da segurança da infraestrutura de rede corporativa e dos hosts das Secretarias Municipais de Saúde, Casa Civil, Segurança Pública e Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar.

O contrato é resultado do Pregão Eletrônico nº 005/2026, que teve adjudicação e homologação em favor da empresa GLADSTON DE O REIS LTDA, inscrita no CNPJ 13.161.694/001-90.

O objeto da contratação envolve serviços de natureza singular e predominantemente intelectual, destinados à implementação, configuração, suporte técnico e monitoramento avançado da segurança da infraestrutura da rede corporativa e dos sistemas da Prefeitura Municipal de Codó.

De acordo com a publicação oficial, a empresa será responsável por garantir a gestão técnica e o reforço da segurança digital dos dispositivos e da rede institucional, considerada estratégica para o funcionamento dos serviços públicos municipais.

A homologação do certame foi publicada no Diário Oficial do Município de Codó na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, e o ato administrativo foi assinado pelos secretários William Campos Santos Silva, titular da Secretaria Municipal de Saúde; Rosa Maria Vasconcelos, secretária de Assistência Social; e João de Deus Lima Sousa, secretário da Casa Civil.

 

Relator do Tribunal de Contas da União afirma que ex-prefeito Nagib permaneceu omisso, o que ensejou sua condenação

Francisco Nagib

O voto de Antônio Anastasia, relator no Tribunal de Contas da União (TCU), trouxe um ponto central que fundamentou a condenação do ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib Buzar de Oliveira. Segundo o entendimento do ministro-relator, o gestor permaneceu omisso diante de irregularidades, conduta que, de acordo com a decisão, ensejou sua condenação.

Conforme consta no acórdão publicado em 12 de novembro de 2025, o ex-prefeito chegou a ingressar com recurso junto à Corte de Contas, na tentativa de anular ou reverter a decisão que o responsabilizou pela falta de prestação de contas, no âmbito do programa Novos Estabelecimentos. No entanto, embora o recurso tenha sido conhecido, ele foi aceito apenas com afastamento de multa, mantendo-se, no mérito, a condenação já imposta.

O relator foi enfático ao votar pela irregularidade das contas, com multa. Considerando, porém, que a multa aplicada pelo acórdão recorrido teve por fundamento o art. 57 da Lei Orgânica do TCU, que trata de multa no caso de dano ao erário, mas considerando que o dano não mais existe, é preciso convolar o fundamento da multa para o art. 58, inciso I, da mesma lei. Reduzo, porém, o seu valor para R$ 5.000,00, por não mais haver o dano ao erário. ”, votou o relator.

Importante ressaltar que o recorrente não apresentou justificativas para a omissão, muito embora tenha permanecido no cargo até 31/12/2020 e tenha sido notificado pelo FNDE em 30/04/2019 (peça 7). Mesmo após ser devidamente citado pelo Tribunal em 29/7/2022 (peça 31), permaneceu omisso, o que ensejou sua condenação em 27/6/2023. ”, afirmou o relator Antônio Anastasia.

A decisão tem repercussão direta no futuro político de Francisco Nagib. Caso seu nome permaneça na lista de gestores condenados pelo TCU, ele ficará impedido de disputar eleições, conforme prevê a legislação eleitoral e a interpretação adotada pela Justiça Eleitoral com base em decisões de tribunais de contas.

Vereador Raimundo Leonel Magalhães ainda não se conformou após perder o comando da UPA de Codó

Vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho

O vereador comunista Raimundo Leonel Magalhães segue demonstrando inconformismo após perder a influência e o controle político sobre a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Codó, unidade que, por mais de dez anos, esteve sob sua órbita política.

Durante esse período, a direção da UPA era exercida por indicação do próprio parlamentar, tendo sua esposa Rossana Magna, ocupado o cargo de diretora, o que sempre foi alvo de críticas. Com as mudanças promovidas na gestão estadual e a reestruturação administrativa na saúde, o comando da unidade foi alterado.

Com isso, Pedro Neres, filho do ex-prefeito de Codó, Dr. Zé Francisco, assumiu a direção da UPA. Desde então, a unidade e sua atual gestão vêm sendo alvo de críticas recorrentes e ataques que, possivelmente, podem estar diretamente ligados à dificuldade do vereador em aceitar a perda da unidade da rede estadual de saúde, que conta com aproximadamente 300 empregos.

A suspeita é de que um radialista do Piauí que responde a diversos processos estaria sendo usado por migalhas para tentar descredibilizar a direção administrativa da unidade que tem como diretor Pedro Neres e fragilizar a imagem do Governo do Estado no município, demonstrando inconformismo político do vereador por ter perdido o comando da unidade de saúde.

Vereador Raimundo Leonel Magalhães é denunciado ao Ministério Público por deixar seu gabinete fechado em horário de expediente

O vereador Raimundo Leonel foi denunciado ao Ministério Público do Maranhão após deixar seu gabinete fechado em plena segunda-feira, durante o horário regular de expediente, na Câmara Municipal de Codó.

A denúncia foi formalizada pelo jornalista Leonardo Alves, que esteve na sede do Legislativo para solicitar informações de interesse público. No local, constatou que o gabinete do parlamentar estava com a porta fechada, sem atendimento à população ou à imprensa, apesar de se tratar de dia e horário de funcionamento normal.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o jornalista questionou a ineficiência da assessoria do vereador, ressaltando que o gabinete deveria estar em pleno funcionamento para atender as demandas da população e dos veículos de comunicação.

Posteriormente, durante sessão legislativa, o vereador Raimundo Leonel justificou o fechamento do gabinete alegando que sua equipe estaria envolvida nos preparativos para a inauguração no povoado São Benedito dos Colocados. A explicação, no entanto, não convenceu o denunciante.

Segundo Leonardo Alves, a justificativa apresentada gera ainda mais questionamentos e demonstra desconhecimento sobre a separação dos poderes e a atuação dos órgãos públicos. Leonardo Alves destaca que os assessores do vereador são pagos com recursos públicos do Poder Legislativo e, portanto, não deveriam organizar ou executar atividades que são de responsabilidade da Prefeitura.

“Cada órgão deve atuar dentro de suas competências e responsabilidades legais”, afirmou o jornalista, acrescentando que a situação evidencia possível desvio de função e afronta aos princípios da administração pública.

O vereador Raimundo Leonel Magalhães ingressou com uma ação judicial contra o jornalista Leonardo juntamente com seus assessores,  em razão da publicação sobre o fechamento do seu gabinete em plena segunda-feira e em horário de expediente. Em contrapartida, Leonardo também protocolou uma denúncia contra o vereador e seus assessores, requerendo a apuração rigorosa dos fatos e a verificação de eventual abuso de poder e a responsabilização dos envolvidos. O jornalista destacou ao Ministério Público em outra denúncia que a iniciativa do parlamentar e de seus assessores configura tentativa de intimidação e afronta direta à liberdade de imprensa, principio assegurado pela Constituição Federal.