Assembleia Legislativa promove palestra alusiva à campanha “Setembro Amarelo”

A Assembleia Legislativa do Maranhão, por intermédio da Diretoria de Medicina Ocupacional e Saúde (DMOS), promoveu, na manhã desta quinta-feira (22), uma palestra alusiva à campanha “Setembro Amarelo”, de prevenção ao suicídio, ministrada pela médica psiquiatra Gabriela Marques e direcionada a servidores da Casa.

“É uma conversa sobre a temática de maneira mais ampla e compreensível, pois se trata de uma questão que requer diversos olhares para se poder diagnosticar”, disse a médica.

A campanha é desenvolvida ao longo do ano, sendo que em setembro as ações preventivas são intensificadas. “O suicídio é um ato deliberativo executado pelo próprio indivíduo de maneira intencional. Os números no Brasil são crescentes: 14 mil casos por ano. Tivemos um agravamento do quadro com a pandemia em razão, dentre outros fatores, das perdas familiares e do isolamento social”, destacou Gabriella Marques.

Casos

Em 2019, o Maranhão registrou 1.397 casos de violência autoprovocada, sendo 418 na capital. No mesmo ano, 335 efetivaram o suicídio. “Não podemos deixar essa temática passar em branco, sobretudo considerando a evolução dos casos de transtorno mental. Infelizmente, eles têm aumentado no Brasil. E no Maranhão não é diferente. Temos que nos manter vigilantes e prevenir”, disse a coordenadora de Enfermagem da DMOS, Kaytyane Vasconcelos.

A servidora Anne Sandra Cândido Andrade, chefe de gabinete do deputado Carlinhos Florêncio (PCdoB), elogiou a iniciativa. “É um tema muito relevante e complexo que, para uma melhor compreensão, exige uma abordagem multidisciplinar”, frisou.

A campanha “Setembro Amarelo”, cujo lema deste ano é “A vida é a melhor escolha”, é realizada no Brasil desde 2015 por iniciativa do Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Gestão de Zé Francisco leva asfalto à rua Frei Henrique de Coimbra que estava abandonada há 15 anos

Para melhorar as condições de tráfego aos moradores da Trizidela a gestão do prefeito Dr. Zé Francisco (PSD) deu início a pavimentação asfáltica da rua Frei Henrique de Coimbra, que estava abandonada há 15 anos. As obras fazem parte do projeto “Prefeitura nos Bairros” que tem como objetivo levar as políticas públicas do município para mais perto dos moradores.

“Há muito tempo essas vias não passavam por nenhuma manutenção e por isso estão bastantes danificadas por conta do período chuvoso e agora estamos intensificando essas frentes de trabalho no município”, explicou o prefeito.

Dona Maria Ângela, que reside há mais de 30 anos na Trizidela, destacou que a rua Frei Henrique de Coimbra é uma das principais vias de acesso ao bairro São Raimundo e que não apresentava nenhuma condição de trafegabilidade. “Nossa Rua tinha mais de 15 anos de abandono, aqui era sofrimento total porque esta é uma das principais vias de acesso ao nosso bairro e estava cheia de buracos, mato e muito lixo, nem a pé dava para andar”, destacou a moradora.

Assessoria de Imprensa

Juizado Cível e Criminal de Codó lança edital para entidades receberem recursos decorrentes de processos

O 2° Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Codó abriu edital assinado pelo juiz Iran Kurban Filho, convocando organizações e entidades públicas ou privadas com finalidade social para participarem da seleção de projetos sociais para receberem recursos financeiros oriundos de prestações pecuniárias, suspensão condicional de processos ou transação penal. As inscrições serão realizadas de 03 a 10 de outubro.

O edital tem como objetivo selecionar projetos apresentados por organizações e entidades públicas ou privadas com finalidade social na área de segurança pública, educação e saúde. Podem participar da seleção entidade pública ou privada que atendam a áreas vitais e de relevante cunho social, desde que estejam instaladas na cidade de Codó.

Os projetos deverão ser entregues na Secretaria Judicial do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Codó.

Confira o edital: EDITAL – VERBAS TCO – JECCRIM CODO 2022

TIMBIRAS – Acusado de matar companheira e ferir filha é condenado a 18 anos de prisão

18 anos e 8 meses de reclusão e mais 3 meses de detenção. Essas foram as penas impostas a Paulo Sérgio Sousa Lima, julgado nesta terça-feira (20) pelo Poder Judiciário da Comarca de Timbiras. Ele foi a júri popular sob acusação de crimes de feminicídio e lesão corporal, tendo como vítimas Josélia Silva Gomes e a criança L.M., companheira e filha. A sessão foi presidida pelo juiz Pablo Carvalho e Moura, titular da unidade judicial, e foi realizada na Câmara de Vereadores de Timbiras, tendo durado quase todo o dia.

Durante a sessão, o Ministério Público manifestou-se pela condenação do acusado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e lesão corporal grave, em relação à ex-companheira e à filha, respectivamente. A defesa sustentou a tese da necessidade de desclassificação da conduta para lesão corporal seguida de morte, por ausência de ‘animus necandi’ (intenção de matar) em relação ao crime que vitimou Josélia. Postulou, ainda, o afastamento das qualificadoras imputadas na pronúncia ao denunciado, em relação a ambos os crimes.

O CASO

A denúncia do caso relata que, no dia 1º de março de 2020, em Riacho dos Vianas, localidade rural de Timbiras, Paulo Sérgio teria matado a companheira com um tiro de espingarda. Na ocasião, ele teria ainda atingido também a filha do casal, que estava nos braços da mãe. O disparo deixou sequelas na criança, como a incapacidade para as ocupações habituais. Segue narrando o inquérito policial que vítima e denunciado viviam juntos há 4 anos, tendo uma filha de um ano e 11 meses.

Relatou que, na data e local mencionados, Paulo Sérgio, sem nenhuma discussão aparente e motivado por ciúmes, disparou contra a própria mulher, que veio a falecer posteriormente em função da gravidade da lesão. Antes de morrer, Josélia teria falado à mãe que Paulo Sérgio estava com ciúmes e, após atirar nela, saiu dizendo “é desse jeito que eu faço”. O denunciado fugiu, levando consigo a arma do crime. Atualmente, ele encontra-se preso.

Por fim, Paulo Sérgio cumprirá a pena em regime, inicialmente, fechado. Além do magistrado, atuou na sessão o promotor de Justiça Carlos Augusto Soares, titular de Codó e respondendo por Timbiras. Na defesa de Paulo Sérgio atuou o advogado Pedro Gustavo Rocha Vilarinho, nomeado pelo juiz.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça