Luis Henrique Lula assume na Assembleia com licença de Zé Inácio

Luiz Henrique Lula faz o juramento no ato de posse, durante a sessão plenária remota desta terça-feira

O suplente de deputado estadual Luiz Henrique Lula da Silva (PT) tomou posse na Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta terça-feira (15), em substituição ao titular da vaga, deputado Zé Inácio Lula (PT), que pediu afastamento para tratamento médico. O ato de posse aconteceu durante a sessão plenária remota presidida pelo deputado Othelino Neto (PCdoB).

O presidente da Assembleia Legislativa saudou o novo parlamentar, desejando que exerça o mandato da forma eloquente como exerce a militância política há algumas décadas, a fim de que possa continuar contribuindo para o povo do Maranhão.
“Sinta-se acolhido por mim e pelos demais colegas deputados e, claro, esta Presidência está à disposição para que Vossa Excelência consiga exercer o mandato da melhor forma possível”, disse Othelino Neto.

Os deputados Adelmo Soares (PCdoB) e Rafael Leitoa (PDT) também deram boas-vindas ao parlamentar, desejando êxito no mandato. “Estamos à disposição naquilo que for possível para ajudá-lo a desempenhar seu trabalho nesta Casa, que eu tenho certeza que será muito bem exercido”, disse Leitoa.

Trajetória politica

Em seu pronunciamento, Luiz Henrique Lula da Silva fez uma breve apresentação da sua trajetória de vida, ressaltando sua origem humilde como filho de trabalhadora doméstica e pedreiro, tendo como avó uma sertaneja fugida da seca.

O parlamentar destacou sua militância política de 32 anos no Partido dos Trabalhadores, nas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica e nos movimentos estudantis na década de 80.  “Quero render, também, minha homenagem à origem da minha militância política, a cidade de Pedreiras, lá onde tudo começou e é de lá que eu saí da condição de dirigente filiado e, agora, estou na direção nacional do PT”.

Luiz Henrique Lula destacou que é um deputado inserido na base do governo Flávio Dino. “Um governo que tem feito mudanças profundas na realidade do Estado. Flávio Dino é um governante que tem identidade para aquilo que pensamos, para o que fazemos, com aquilo que lutamos”.

O deputado finalizou seu pronunciamento agradecendo à sua família, à coordenação da sua campanha, à militância do PT, aos quase 19 mil maranhenses que confiaram a ele os seus votos e à Assembleia Legislativa, por propiciar-lhe espaço de fala e de debate sobre os problemas do Maranhão.

Agência Assembleia

Ministério Público alerta sobre violência contra idosos

No dia 15 de junho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída, em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. O objetivo é combater este tipo de prática e garantir um envelhecimento saudável para este segmento.

De acordo com o Estatuto do Idoso, a violência é caracterizada por “qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico”. As principais formas de violência são a violência psicológica, abuso financeiro e econômico e violência física.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza como “ações ou omissões cometidas uma vez ou muitas vezes, prejudicando a integridade física e emocional da pessoa idosa, impedindo o desempenho de seu papel social. A violência acontece como uma quebra de expectativa positiva por parte das pessoas que a cercam, sobretudo dos filhos, dos cônjuges, dos parentes, dos cuidadores, da comunidade e da sociedade em geral”.

De janeiro de 2020 a junho de 2021, o Ministério Público pediu 326 medidas protetivas de urgência para pessoas da terceira idade, com base no Estatuto do Idoso, em todo o Maranhão. Destas, 152 foram na comarca de São Luís e 174 no interior do estado. No mesmo período, foram registradas 35 medidas protetivas (Lei Maria da Penha): 16 na capital e 19 no interior maranhense.

O promotor de justiça de Defesa do Idoso de São Luís, José Augusto Cutrim Gomes, destacou que o Ministério Público tem duas Promotorias de Justiça especializadas na temática na capital e a instituição realiza um trabalho na área cível e criminal, além de atuar junto à Rede de Proteção à Pessoa Idosa, com objetivo de combater e diminuir essa violência. “Outro caminho é o de conscientizar o próprio idoso do que é a violência, assim como, através do poder público, instituir políticas que possam fazer com que esse idoso sinta-se dono da sua vida”, explicou.

O titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Idoso afirmou que, neste ano, já foram recebidas, na capital, mais de 600 Notícias de Fato, nas quais são denunciadas, em tese, violência contra o idoso. Na maioria dos casos, os agressores são filhos, netos e vizinhos.

O trabalho de investigação é feito pelo MPMA e conta, além do olhar jurídico, com uma equipe multiprofissional, formada por assistentes sociais e psicólogos, que realizam visitas e audiências até chegar à conclusão se realmente a violência foi constatada.

“Se você tiver conhecimento de algum ato ou fato que possa desconfiar que determinado idoso está sendo vítima de qualquer espécie de violência, seja física, financeira, psicológica ou institucional, denuncie para que as autoridades possam tomar as providências. É importante acabar com essa chaga social e trabalhar para que nosso envelhecimento seja ativo, o idoso seja autônomo, independente e dono da sua própria vida”, alertou Cutrim.

As denúncias podem ser feitas para as autoridades policiais, Ministério Público, Conselho Municipal do Idoso, Conselho Estadual do Idoso e Conselho Nacional do Idoso. Outra forma de denunciar é pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos).

Redação: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)

Deputado Leonardo Sá solicita implantação da ‘Casa do Idoso’ em todo o Maranhão

Nesta terça-feira (15), Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, o médico e deputado estadual Dr. Leonardo Sá (PL) solicitou a implantação da ‘Casa do Idoso’ em todo o Maranhão, via Lei 11.075/2019, sancionada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e fruto do Projeto de Lei 196/2019, de sua autoria.

Em tempos de pandemia, conforme o parlamentar, a data ganha ainda mais relevância devido ao aumento das denúncias de crimes contra pessoas fragilizadas, que sofrem negligência, abandono, abuso, violência física e psicológica, muitas das vezes em virtude de estarem acompanhadas por pessoas não capacitadas para cuidarem delas nesta fase da vida.

A ‘Casa do Idoso’, que já é lei em todo o estado, prevê um ambiente em que pessoas da terceira idade possam ficar durante o dia, com acompanhamento médico e podendo realizar atividades voltadas para seu bem-estar, enquanto seus tutores trabalham. À noite, elas retornam aos seus lares para o convívio com seus familiares.

Pelo fato de os idosos fazerem parte do grupo de risco, as ações em prol da ‘Casa do Idoso’ foram adiadas, em virtude do distanciamento social. Assim que as atividades em sociedade voltarem ao normal, o governo poderá iniciar o projeto e delimitar as condições de funcionamento, para minimizar a violência doméstica contra a pessoa idosa.

“A ‘Casa do Idoso’, fruto de nosso projeto de lei, surgiu da necessidade de proporcionar uma qualidade de vida melhor a pessoas dessa faixa-etária. Com a pandemia e o isolamento social deste grupo de risco, este projeto foi adiado. Lembrando que é de suma importância minimizar a violência contra a pessoa idosa. Durante o período, elas teriam o auxílio dos profissionais de saúde e fariam atividades apropriadas para suas idades. Ao final do dia, retornariam aos seus lares, para o convívio com os familiares. Espero que, em breve, isto seja uma realidade em todo o nosso estado”, declarou o parlamentar.

Ascom

Em decorrência da pandemia, cidadão deve tirar o primeiro título eleitoral pela internet

Devido à pandemia de Covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral fez algumas alterações no processo de alistamento para o primeiro título eleitoral que passou a ser totalmente digital, como forma preventiva de disseminação do vírus. A solicitação deve ser feita por meio do sistema TítuloNet.

Para tanto, basta acessar o sistema, selecionar a opção “não tenho” na guia “Título de eleitor” e preencher todos os campos indicados com dados pessoais, como nome completo, e-mail, número do RG e local de nascimento. Além dessas informações, é preciso anexar pelo menos quatro fotografias ao requerimento para comprovação da identidade. Por fim, é necessário juntar um comprovante de residência.

Vale lembrar que, segundo o artigo 14 da Constituição Federal, o voto é facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos, mas passa a ser obrigatório a partir dos 18 anos. Por isso, os jovens que já tiverem idade para participar de uma eleição, também devem solicitar a primeira via do documento pela internet. Além disso, homens com idade entre 18 e 45 anos devem enviar ainda o comprovante de quitação com o serviço militar. As imagens devem estar totalmente legíveis. Caso contrário, a solicitação pode ser negada pela Justiça Eleitoral.

O pedido de emissão do documento poderá ser acompanhado pela internet. Após o processamento dos dados, caso não haja pendências, pode-se baixar o aplicativo e-Título no celular e, assim, utilizar a versão digital do documento, dispensando o título em papel.

Com informações do Notícias TSE