Por falta de respirador, idosa de 73 anos morre em Itapecuru Mirim

A idosa Raimunda Nonata da Silva de 73 anos de idade deu entrada no Hospital Regional Adélia Matos Fonseca no sábado (23), às 17h, em Itapecuru Mirim, apresentando sintomas da Covid 19: sem paladar, sem olfato, com febre, dores no corpo e com falta de ar.

De acordo com familiares e testemunhas, Raimunda Nonata morreu por falta de um respirador e o hospital estava sem energia elétrica.

Os familiares presenciaram a morte da idosa e estão indignados.

Em videoconferência, Reitor Natalino Salgado outorga grau a 57 formandos do Câmpus de Chapadinha

CHAPADINHA – “Que durante esse período, que parece tão sombrio, possamos refletir sobre a vida, a existência, e a gratidão. Que sejamos gratos pela nossa saúde, família e por nossos amigos”: foi em tom de agradecimento que Francisco Freitas Júnior, o orador oficial da Colação de Grau dos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas e Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) do Câmpus de Chapadinha, iniciou seu discurso. Ele e mais 56 formandos receberam a outorga de grau do reitor da Universidade Federal do Maranhão, Natalino Salgado, na tarde desta sexta-feira, 22, por meio de videoconferência.

A cerimônia foi realizada conforme a Portaria 212/2020 que dispõe sobre o trabalho remoto na Universidade. Na ocasião, o professor do curso de Ciências Biológicas, Alécio Matos, representando os docentes, ressaltou a singularidade desta colação.

“Não imaginava assistir a formatura de vocês desta forma. Mas afirmo que apesar da distância física a alegria me contagia por saber a importância deste momento tão esperado por vocês. Recordo-me que eram apenas jovens aprovados no Enem em busca de uma profissão e cheios de dúvidas. Hoje, vejo profissionais centrados com o olhar firme e positivo para o futuro. A UFMA entrega, agora, cidadãos qualificados para impactar de forma positiva e muito produtiva a sociedade”, disse.

Francisco Júnior, o orador da turma, ainda clamou por mais respeito, igualdade de gêneros e espírito de luta por dias melhores. “Hoje, nos tornamos profissionais e temos participação fundamental enquanto sociedade. Que possamos nos fazer ouvir, mesmo com o autoritarismo crescente em nosso país, e que não aceitemos nenhum tipo de preconceito, principalmente, o machismo e a homofobia, tão presentes na nossa área de atuação”, ressaltou.

Ao fim do discurso, o estudante fez uma homenagem póstuma a estudante Andiara Leão. “Não podemos deixar de lembrar a nossa querida amiga de Zootecnia, Andiara Leão, que iniciou esta caminhada conosco. Que possamos levá-la em nossos corações e fazê-la presente nesta colação de grau, que também seria dela”, recordou.

Segundo o reitor Natalino Salgado, é preciso ter esperança e continuar a jornada mesmo diante das adversidades. “O mundo está em ebulição, fronteiras geográficas e temporais foram questionadas de modo rápido e ouso dizer, duradouro. Mas é esse novo mundo que aguarda também vocês. O conhecimento adquirido nestes anos de graduação agirá como guia condutor neste mundo marcado por novas formas de relações afetivas e profissionais, de comunicação mediada pelos meios virtuais e situações cheias de ineditismo. Mas ouso assegurar que nenhum destes acessórios substitui o fator humano numa rica troca de experiências e aprendizado mútuos. A pesquisa não pode prescindir de homens e mulheres que se dedicam a encontrar respostas e a ciência requer discípulos comprometidos”, finalizou.

Nelson Teich recusa convite para ser conselheiro do Ministério da Saúde

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich recusou o convite para ser conselheiro do atual titular da pasta, o general Eduardo Pazuello. Ele argumentou que não seria coerente aceitar o posto pouco depois de ter deixado o ministério.

“Agradeço ao ministro interino Eduardo Pazuello pelo convite para ser conselheiro do Ministério da Saúde, mas não seria coerente ter deixado o cargo de Ministro da Saúde na semana passada e aceitar a posição de Conselheiro na semana seguinte”, escreveu Teich nas suas redes sociais.

“Quando assumi o MS, o objetivo era trazer um modelo de gestão mais técnica, que aumentasse a eficiência do Sistema e melhorasse o nível de saúde da sociedade. Ser mais técnico não significa apenas uma condução médica mais técnica. Isso seria tratar o problema de forma simplista”, continuou o ex-ministro.

“Uma condução técnica do Sistema de Saúde significa uma gestão onde estratégia, planejamento, metas e ações são baseadas em informações amplas e precisas, acompanhadas continuadamente através de indicadores”, concluiu Teich, desejando boa sorte ao sucessor.

Teich deixou o Ministério da Saúde após ter sido pressionado por Jair Bolsonaro a fazer mudanças no protocolo de uso da cloroquina no tratamento para o coronavírus. O presidente queria que fosse ampliado o protocolo também para contaminados com sintomas leves, o que Teich se recusou a fazer.

Estudos científicos têm mostrado que a cloroquina não tem eficácia contra o coronavírus e seu uso pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.

Com a saída de Teich, o Ministério da Saúde fez as modificações no protocolo exigidas pelo presidente.

 

Cidade Verde

“Tudo vai acontecer de acordo com a soberana vontade do Senhor”, lembra pastor

A pandemia do novo coronavírus tem gerado um cenário de exceção em todo o mundo. No Brasil, decisões tomadas atabalhoadamente, repressão da população e guerra política entre os poderes da República tem suscitado muitos questionamentos.

Para entender alguns deles, o Gospel Prime conversou com Alex Esteves da Rocha Sousa, pastor na Assembleia de Deus em Salvador (BA), teólogo e analista de Direito do Ministério Público Federal (MPF).

Para o pastor, “é preciso reconhecer que se trata de uma pandemia de proporções mundiais, a primeira com essas características na era pós-moderna, e que, por isso, não há um protocolo definido nem soluções prontas oferecidas por governos, organizações internacionais ou cientistas”.

Ele defende que, pelas informações dispostas, é necessário adotar medidas que ajudem no achatamento da curva, mas lembra as dificuldades que tais ações trazem, prejudicando a economia e a normalidade do cotidiano. Salienta, contudo, que o mais importante nesse momento é a preservação da vida.

“Por mais que governadores e prefeitos cometam erros – e percebemos que há exageros e insegurança jurídica –, é preciso admitir que o presidente da República, que poderia assumir o comando, minimizou o problema desde o início e demonstrou grande fraqueza num momento crítico”, critica.

Esteves não acredita que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha “amordaçado o governo federal”, como muitos dizem, apenas “reconheceu que governadores e prefeitos também têm responsabilidade de atuar quanto à saúde pública, o que não é um absurdo à luz da Constituição”.

Problema mundial

Questionado sobre a subserviência do país às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o pastor afirma que “problemas mundiais, resolvem-se mundialmente”.

“A covid-19 tem deixado claro que não adianta um país como a Nova Zelândia agir com eficácia se o Brasil anda atabalhoadamente”, afirma.

“O Brasil deve observar as recomendações da OMS porque ele mesmo se obrigou pelo direito internacional, mas, por outro lado, penso que, como se trata de uma situação excepcionalíssima, os países precisam usar de sua soberania para atender às suas peculiaridades”, salienta.

Totalitarismo?

Para o pastor, “ainda que haja lamentáveis exageros”, as decisões governamentais erradas devem ser encaradas levando em conta “momentos de extrema excepcionalidade”.

“Quem sabe quais as medidas estritamente necessárias, adequadas, razoáveis e proporcionais para o enfrentamento de um quadro como esse? Alguém tem a solução? Se, com a quarentena, estamos com mais 20 mil mortos em nosso país, o que não seria se dispensássemos as medidas de distanciamento social?”, questiona.

Igreja e a liberdade

“Em tempos de pandemia, guerra ou qualquer calamidade, é certo que as liberdades individuais sofrem restrições, e não há liberdades absolutas”, afirma.

O analista propõe que “as situações devem ser analisadas em suas peculiaridades”. “Não são apenas as igrejas que sofrem restrições, mas o comércio, as escolas, os profissionais liberais, enfim, a sociedade”, cita.

O teólogo afirma que “as igrejas devem observar as normas baixadas pelas autoridades constituídas, haja vista o que aprendemos a partir de textos como Rm 13.1-7”.

“Satanás evidentemente aproveita-se das fragilidades e da conturbação social, mas não se pode pensar de forma ensimesmada”, ensina. “É momento de as igrejas exercitarem a ‘voz profética’ que alguns tanto propalam”, completa.

“Se cremos que Deus controla todas as coisas, e Ele controla mesmo, tudo vai acontecer de acordo com a soberana vontade do Senhor, queiramos ou não”, conclui.

Gospel Prime

Aprovado projeto de Othelino que multa propagadores de fake news sobre pandemia no Maranhão

O plenário aprovou, durante a 6ª Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, realizada nesta segunda-feira (18), o Projeto de Lei 134/20, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), que prevê a aplicação de multa a quem divulgar fake news sobre pandemia, endemias e epidemias no Maranhão.

O chefe do Legislativo frisou que o PL não deve ser confundido com censura à opinião. “Inclusive, no texto da lei está expresso que se estiver sendo emitida opinião não se caracterizará como fake news, mas é preciso combater essa prática desumana, que faz com que pessoas possam perder suas vidas e recursos públicos sejam desperdiçados. A partir desta lei, quem produzir e divulgar fakes, comprovadamente, será multado, independente das legislações específicas na área criminal”, esclareceu Othelino.

De acordo com o projeto, que recebeu emenda do deputado Dr. Yglésio (PROS), o propagador de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio ou mídias sociais estará sujeito à multa, que pode variar entre R$ 1.200 e R$ 10 mil, dependendo do grau de prejuízo causado à sociedade. Em caso de reincidência, a punição poderá dobrar e, de arrependimento voluntário e eficaz reparação da informação inverídica, publicizada pelo próprio autor, a multa poderá ser reduzida à metade.

“Chegamos ao entendimento para aumentar essa multa e, também, até para garantir que a pessoa seja estimulada a desfazer o mal entendido, colocamos um dispositivo que reduz a multa caso a pessoa faça a devida reparação da fake news propagada”, explicou Yglésio.

O projeto prevê ainda que todo o recurso oriundo das multas será destinado ao combate às pandemias, endemias e epidemias no Estado do Maranhão.

Vale ressaltar que, sempre que o cidadão ou cidadã divulgar uma informação, deixando claro que se trata de uma opinião pessoal, o ato não será considerado como fake news.

Apoio

Aprovado por unanimidade na sessão remota, o projeto de lei recebeu o apoio da maioria dos parlamentares. A deputada estadual Daniella Tema (DEM) parabenizou o presidente Othelino pela sensibilidade e cuidado com a liberdade de expressão.

 “Tendo em vista que temos acompanhado um cenário de grande quantidade de fakes news, um problema devastador que tem causado pânico e medo na população, sou favorável ao projeto. Congratulo o presidente por se atentar aos detalhes, afirmando que qualquer cidadão tenha o direito de expressar sua opinião, o que é um direito fundamental”, avaliou Tema.

“Sou a favor do projeto e parabenizo pela iniciativa. As fake news têm tomado conta do estado, ainda mais em tempos de pandemia. Temos visto, também, muitos deputados sendo vítimas dessas falsas notícias. Todos que fazem essa prática devem ser punidos”, afirmou o deputado Fernando Pessoa (Solidariedade).

No mesmo sentindo, o deputado Marcos Caldas (PTB) se manifestou. “A punição é necessária para que as pessoas repensem antes de espalhar notícias falsas. É preciso ter respeito à honra e credibilidade daqueles que podem ser prejudicados. Um dia a justiça é feita”, frisou.

O deputado Professor Marco Aurélio (PCdoB) enfatizou como as fake news podem atrapalhar no combate à pandemia. “O projeto chega em um momento oportuno, no qual as pessoas têm que se preocupar, além do distanciamento social, com a má intenção. As notícias falsas confundem as pessoas e atrapalham aqueles que estão trabalhando para amenizar a crise sanitária”, avaliou.

Parlamentar de oposição, Wellington do Curso (PSDB) também elogiou a iniciativa. “Parabenizo pela iniciativa e sugiro que o projeto seja ampliado para além desta época de pandemia”, ressaltou.

 

Agência Assembleia