Vereadores de seis municípios do Médio Mearim declaram apoio a Dr. Hilton Gonçalo para o Senado

Em um movimento de articulação política no interior do Maranhão, vereadores de Joselândia, Santo Antônio dos Lopes, Lago dos Rodrigues, São Roberto, Pedreiras e Lago dos Rodrigues declararam formalmente apoio à pré-candidatura de Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal. O anúncio oficial foi feito em encontro em São Luís na quinta-feira, 3 de julho.

Dr. Hilton, médico e ex‑prefeito de Santa Rita por quatro mandatos, tem ampliado sua base política por meio de apoios estratégicos de lideranças municipais.

Apoio por município

Joselândia: vereadores locais ressaltaram a necessidade de maior representatividade no Congresso, reconhecendo em Hilton um defensor das causas rurais e de pequenos municípios.

Santo Antônio dos Lopes: o foco foi nas propostas do pré-candidato para o desenvolvimento da Bacia do Parnaíba e valorização da produção local de gás natural.

Lago dos Rodrigues e São Roberto: parlamentares destacaram sua experiência como gestor e compromissos com infraestrutura básica, educação e saúde.

Pedreiras: vereadores reconheceram o histórico de articulação política de Dr. Hilton, especialmente na captação de recursos para regiões fora da Baixada Maranhense.

Durante o encontro, os apoiadores elogiavam o perfil “ficha‑limpa”, a experiência como gestor municipal e o discurso voltado à interiorização do desenvolvimento. Essas lideranças afirmam que Dr. Hilton representa renovação e compromisso regional.

Para Dr. Hilton Gonçalo, as adesões nas cidades do Médio Mearim consolidam sua pré-candidatura como um projeto com capilaridade no interior. Ele destacou a importância da articulação local para questões como transformação do gás natural em produtos regionais e melhoria dos serviços públicos. “Estamos ouvindo cada município. Meu compromisso é transformar isso em conquistas concretas no Senado”, afirmou.

A estratégia de apoio segue padrão já adotado em outras regiões do Maranhão, como Alto Turi e Baixada, onde vereadores e ex‑prefeitos manifestaram adesão em maio e junho. Esse crescimento de apoios fortalece a candidatura de Dr. Hilton dentro do campo municipalista e desenvolvimentista.

Ministério Público instaura inquérito para investigar contratos sem licitação nas gestões de Zé Francisco e Chiquinho Oliveira

As gestões do ex-prefeito Zé Francisco (PSDB) e do atual prefeito Chiquinho Oliveira (PT) estão oficialmente na mira do Ministério Público do Maranhão. Um inquérito civil foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Codó para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados sem licitação — as chamadas inexigibilidades — no período de 2023 a 2025. O procedimento foi formalizado no último dia 3 de julho e publicado no Diário Eletrônico do MP.

A investigação teve início a partir de uma denúncia recebida pela Ouvidoria do Ministério Público, registrada sob o número SIMP 001074-509/2025. Após análise preliminar, o promotor Raphaell Bruno Aragão decidiu converter a denúncia em inquérito civil, com o objetivo de apurar se houve lesão aos cofres públicos com contratações diretas indevidas. Segundo o Ministério Público, as inexigibilidades são exceções à regra da licitação e só podem ser usadas em casos muito específicos previstos em lei. Quando mal utilizadas, podem indicar favorecimento, ausência de concorrência e prejuízo ao erário, caracterizando ato de improbidade administrativa.

A investigação atinge duas administrações municipais e abre caminho para uma devassa em contratos que somam milhões. Em 2023, quem assinava os contratos era o então prefeito Zé Francisco. Já em 2025, o atual prefeito Chiquinho Oliveira responde pela continuidade da prática, que agora será minuciosamente analisada pela Promotoria. O MP quer saber quais empresas foram beneficiadas, quais servidores estavam envolvidos nas contratações e se houve conluio ou fraude nos processos de inexigibilidade. Se forem comprovadas as irregularidades, os responsáveis podem ser processados por improbidade administrativa, com penas que vão desde a suspensão dos direitos políticos até a devolução integral dos valores aos cofres públicos.

Augusto Serra e Chiquinho Oliveira se contradizem e perdem credibilidade

Augusto Serra e Chiquinho Oliveira

O ex-secretário municipal de Cultura, Augusto Serra, divulgou um vídeo nas redes sociais criticando o prefeito de Codó, Chiquinho Oliveira (PT), por declarar apoio a Magno do PT, candidato à presidência do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores.

Segundo Serra, a decisão do prefeito foi equivocada, já que Chiquinho teria sido apoiado por todos os três grupos que hoje disputam a direção partidária. Ele ainda acusa o gestor de utilizar a máquina pública para favorecer o candidato Magno — o que, se comprovado, seria grave.

Contudo, o que chamou a atenção do blogueiro Leonardo Alves e de boa parte da opinião pública foi o tom da crítica, marcado por um ego inflado e por uma falta de autocrítica por parte de Augusto Serra. A incoerência é visível: ele condena o apoio do prefeito a um candidato do partido, mas esquece que, recentemente, protagonizou episódio semelhante — e ainda mais questionável.

Augusto Serra presidiu a Comissão Eleitoral responsável por escolher as entidades civis para composição do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e mesmo assim decidiu se candidatar à presidência do próprio Conselho. Um claro conflito de interesses. A função de presidir a comissão exigia isenção, mas Serra usou a posição para, supostamente, preparar o terreno para sua própria candidatura — o que, no mínimo, é antiético.

Além disso, pesam sobre sua condução denúncias de irregularidades no processo, em conjunto com sua aliada Zila Moura. Assim, ao criticar o prefeito por falta de imparcialidade, Augusto Serra ignora que ele mesmo falhou gravemente no quesito.

Mas o prefeito Chiquinho Oliveira também não escapa das contradições. Ao invés de exercer um papel de unidade e equilíbrio dentro do partido que dirige o município, preferiu tomar partido em uma disputa interna, ignorando que foi eleito com o apoio dos três grupos agora em conflito. Seu gesto acirra ainda mais a divisão interna no PT local e deixa claro que sua prioridade não é o diálogo, mas sim fortalecer seu grupo político dentro da legenda.

Além disso, pairam suspeitas sobre o uso da estrutura da prefeitura para favorecer um dos candidatos, o que exigiria uma resposta clara e transparente da gestão — algo que até agora não ocorreu.

Chiquinho perde a oportunidade de exercer a liderança institucional e agir com a responsabilidade que o cargo exige. Ao escolher um lado no momento em que deveria construir pontes, o prefeito contribui para aprofundar a disputa interna em vez de pacificar o partido.

No fim das contas, tanto Augusto Serra quanto Chiquinho Oliveira escorregam no discurso da coerência. Um prega neutralidade enquanto se beneficia do processo que conduzia; o outro defende a democracia interna do partido, mas tenta influenciar diretamente sua condução. Os dois perdem credibilidade com ações que geram questionamentos.

Ministério Público notifica Roberto Cobel para regularizar contratos da Câmara e evitar ação por improbidade administrativa

Roberto Cobel – Presidente da Câmara Municipal de Codó

O Ministério Público do Maranhão notificou o presidente da Câmara Municipal de Codó, vereador Roberto Cobel, para que regularize urgentemente os procedimentos de contratação da Casa Legislativa, sob pena de responder por improbidade administrativa. A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Codó e publicada no Diário Eletrônico do MP nesta quinta-feira (04).

Segundo o documento assinado pelo promotor Raphaell Bruno Aragão, a Câmara está operando fora dos padrões exigidos pela nova Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021), que está em vigor desde 2023. De forma clara e direta, o MP aponta falhas estruturais graves: falta de planejamento nas contratações, ausência de fiscais nomeados oficialmente, carência de capacitação técnica dos servidores e inexistência de controle interno efetivo.

O Ministério Público estabeleceu um prazo de 90 dias para que Roberto Cobel cumpra as exigências da nova legislação. Se nada for feito dentro desse período, o MP poderá ajuizar ação civil pública por improbidade, o que pode resultar em suspensão dos direitos políticos, multa, perda da função pública e proibição de contratar com o poder público.

A situação veio à tona após a instauração de um procedimento interno no MP (SIMP nº 001599-259/2025), que revelou que a Câmara vem realizando contratos sem seguir as regras básicas impostas pela legislação federal. A recomendação, além de notificar formalmente o presidente da Câmara, será usada como base para possível responsabilização futura.

 

Ministério Público participa da 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa em Codó

O Ministério Público do Maranhão participou, nesta quinta-feira, 3, da 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada no auditório do campus da Universidade Federal do Maranhão em Codó. O evento foi promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.

Na ocasião, o promotor de justiça Weskley Pereira de Morais, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Codó, abordou o tema “Envelhecimento multicultural e democracia: urgência por equidade, direitos e participação”.

O evento abordou a importância de garantir a equidade, os direitos e a participação plena das pessoas idosas na sociedade, em um contexto de envelhecimento multicultural.

Evento foi realizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa

Redação: CCOM-MPMA