Câmara Municipal de Codó fica em silêncio após denúncias sobre funcionários fantasmas e nepotismo

Nos últimos dias, o Blog do Leonardo Alves divulgou denúncias recebidas por meio de diferentes fontes que apontam possíveis irregularidades na folha de pagamento da Câmara Municipal de Codó, incluindo suspeitas de funcionários fantasmas e casos de nepotismo dentro da estrutura do Legislativo.

As informações foram encaminhadas ao blog por pessoas que demonstraram indignação com a situação. Entre os materiais recebidos, está uma lista com diversos nomes que, segundo os denunciantes, estão vinculados à folha de pagamento da Câmara, mesmo exercendo atividades profissionais em outros locais no mesmo horário de funcionamento do Legislativo, que ocorre no turno da manhã.

Após a divulgação das informações e da verificação inicial realizada pelo blog, a expectativa era de que houvesse algum posicionamento oficial por parte da Câmara Municipal. No entanto, até o momento, não houve qualquer manifestação sobre o assunto.

Durante a sessão nesta terça-feira (10), o assunto não foi abordado pelos vereadores. Nem o presidente da Casa, nem integrantes da Mesa Diretora, tampouco qualquer parlamentar utilizou a tribuna para prestar esclarecimentos à população ou comentar as denúncias.

Além do silêncio em plenário, também não foi divulgada qualquer nota oficial de esclarecimento por parte da Câmara Municipal sobre as acusações.

O Blog do Leonardo Alves continuará acompanhando o caso e permanece aberto para que a Câmara Municipal de Codó, seus vereadores ou a Mesa Diretora se manifestem oficialmente sobre as denúncias.

Vereador Domingos Reis repreende ataque à fé de Pastor Max e propõe regra de decoro para evitar “ringue de insultos” na Câmara

Durante sessão na Câmara Municipal nesta terça-feira (10), o vereador Domingos Reis criticou a postura do colega Raimundo Leonel após um episódio envolvendo o vereador Pastor Max. Segundo ele, o parlamentar foi alvo de ataques e ridicularização por causa de sua fé e por ser pastor evangélico.

Em pronunciamento, Domingos Reis afirmou que presenciou, na sessão anterior, uma situação que considera incompatível com o ambiente de uma Casa Legislativa. De acordo com ele, o colega Pastor Max foi exposto a críticas relacionadas à sua religião, algo que classificou como inadmissível.

Diante do episódio, Domingos Reis sugeriu à Câmara que incluísse em seu regimento interno um capítulo específico sobre decoro parlamentar, com regras claras de comportamento entre os vereadores. Para ele, a medida é necessária para evitar que o ambiente do Legislativo seja tomado por ataques pessoais.

“Se não houver limites, a Câmara Municipal vai virar um verdadeiro ringue de insultos”, afirmou.

 

Raimundo Leonel ataca Pastor Max por ser evangélico e pode ser denunciado ao Ministério Público por quebra de decoro parlamentar e intolerância religiosa

Vereador Raimundo Leonel e vereador Pastor Max

O vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho cometeu possível crime de intolerância religiosa durante sessões da Câmara Municipal realizada nos dias 03/03/2026 e 10/03/2026 ao direcionar críticas ao colega de parlamento, o vereador e Pastor Max.

Durante discursos em duas sessões legislativas, Raimundo Leonel fez declarações que atingiram aspectos relacionados à fé e à religião do parlamentar. O ataque de Raimundo Leonel gerou mais indignação por ocorrer em meio a um momento delicado na vida pessoal do vereador Pastor Max, que enfrenta problemas de saúde.

Diante da situação, há a possibilidade de que a situação seja levada ao Ministério Público para tomada de providências, uma vez que manifestações consideradas ofensivas à crença ou religião podem configurar intolerância religiosa, situação que deve ser investigada pelas autoridades competentes.

Ainda durante a sessão desta terça-feira (10/03/2026), o vereador Domingos Reis condenou a postura do colega Raimundo Leonel após o episódio envolvendo o vereador pastor Max, que foi ridicularizado por causa de sua fé, pelo fato de ser evangélico e pastor.

Além da responsabilização criminal, a denúncia pode ser analisada sob a ótica do decoro parlamentar, princípio que exige dos agentes públicos comportamento compatível com a dignidade do cargo e respeito aos colegas de parlamento.

A PIPOCA ESFRIOU: Vereador Raimundo Magalhães chegou a comemorar aprovação do “Campo da Pegada” comendo pipoca durante feira literária

A mudança de nome do tradicional Campo do Tiro de Guerra, em Codó, para “Campo da Pegada” voltou a gerar repercussão após o Ministério Público ingressar com uma ação civil pública pedindo a suspensão da lei que alterou a denominação do tradicional campo esportivo.

No ano passado, o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, autor da proposta, chegou a comemorar a aprovação do projeto publicando um vídeo em suas redes sociais enquanto comia pipoca durante feira literária.

A comemoração foi registrada nas redes sociais do vereador. Na publicação, o parlamentar governista demonstrava satisfação com a aprovação da proposta que renomeou o tradicional campo do Tiro de guerra para “Campo da Pegada”.

Após repercussão de denúncia do Blog do Leonardo Alves, Ministério Público pede urgência para retirar “Campo da Pegada” do tradicional Campo do Tiro de Guerra

Denúncia publicada pelo Blog do Leonardo Alves em 23 de outubro de 2025 acabou desencadeando uma série de desdobramentos e levou o Ministério Público a ingressar com uma ação civil pública pedindo a suspensão da lei que denominou o tradicional Campo do Tiro de Guerra como “Campo da Pegada”.

A situação começou após o jornalista Leonardo Alves visitar o local e publicar uma matéria nas redes sociais criticando a mudança de denominação do tradicional campo esportivo. Na publicação, o blog destacou a pintura e a identificação visual instalada no campo com a expressão “Campo da Pegada”, o que gerou repercussão.

Depois da repercussão da matéria, o médico Pedro Neres decidiu levar o caso ao Ministério Público alegando que o Projeto de Lei nº 19/2025 configura ato de improbidade administrativa dolosa, ao denominar o Campo do Tiro de Guerra para “Campo da Pegada”, expressão utilizada como slogan político do atual prefeito.

O prefeito Chiquinho Oliveira chegou a vetar o projeto de lei de autoria do vereador líder do governo na Câmara, Raimundo Leonel, que alterou o nome do tradicional Campo do Tiro de Guerra para “Campo da Pegada” após críticas do Blog do Leonardo Alves e de denúncia de Pedro Neres ao Ministério Público. A proposta de mudança do nome do campo gerou grande repercussão negativa contra o prefeito e o vereador autor da proposta.

O Ministério Público por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Codó, ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência para suspender os efeitos Lei Municipal nº 19 de 2025, originada do Projeto de Lei nº 19 de 2025, de autoria do vereador Raimundo Leonel.

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça determine a suspensão imediata da lei e a imposição de obrigação ao Município de Codó para retirar toda a pintura e identificação visual contendo a expressão “Campo da Pegada” do logradouro público.

O pedido estabelece o prazo de 15 dias para que o município realize a retirada da pintura e da identificação visual. Em caso de descumprimento, o Ministério Público requer a aplicação de multa diária de R$ 5 mil, valor que deverá ser revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O caso agora aguarda decisão do Poder Judiciário sobre o pedido de urgência feito pelo Ministério Público.