Evangélica declarada, a cantora Claudia Leitte alterou a letra da música “Caranguejo”, uma das mais famosas de sua carreira, para não saudar Iemanjá. O vídeo viralizou nas redes sociais desde ontem, mas não se sabe quando foi gravado.
Originalmente, a letra da música “Maré tá cheia/ Espera esvaziar/ Joga flores no mar/ Saudando a rainha Iemanjá”. Claudia Leitte, no entanto, cantou “Só louvo meu rei Yeshua” no último verso. Yeshua é o nome de Jesus em hebraico.
Nas redes sociais, o vídeo gerou inúmeras críticas a alteração da letra feita por Claudia Leitte. A cantora já declarou ser neneopentecostal.
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu vista (mais tempo para estudar o caso) e suspendeu o julgamento de um recurso do ex-senador Fernando Collor contra a condenação imposta a ele pelo tribunal pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A corte definiu pena de 8 anos e 10 meses de prisão em regime inicialmente fechado, mas a aplicação da penalidade depende da análise da contestação apresentada por ele e outros réus.
O julgamento do recurso foi iniciado na sexta-feira (9) no plenário virtual, com o voto do ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou os argumentos do político. O regimento do Supremo prevê a devolução do processo para a continuidade da análise em até 90 dias.
“Os embargantes [Collor e demais réus] buscam, na verdade, rediscutir pontos já decididos pela Suprema Corte no julgamento desta ação penal, invocando fundamentos que, a pretexto de buscar sanar omissões, obscuridades ou contradições, revelam mero inconformismo com a conclusão adotada”, afirmou Moraes.
Na ação penal, derivada da Operação Lava Jato, o ex-senador e ex-presidente foi acusado de receber propina de um esquema de corrupção na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Leoni Ramos também foram condenados.
Comprovantes encontrados em poder do doleiro Alberto Youssef, além de depoimentos de delatores, foram usados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como elementos de prova.
De acordo com a denúncia, provas mostraram que, de 2010 a 2014, Collor influenciava o comando e as diretorias da BR Distribuidora, o que levou à assinatura de contratos da estatal com a construtora UTC. Em troca, diz a acusação, o ex-presidente recebeu R$ 20 milhões. O ex-senador e os foram condenados a indenizar os cofres públicos desse valor.
A denúncia contra Collor foi uma das primeiras oferecidas pela Procuradoria no âmbito da Lava Jato, em 2015, mas o julgamento só ocorreu em maio do ano passado, quando havia risco de prescrição. Collor sempre negou todas as acusações.
Entre outros argumentos, a defesa do ex-senador sustentou que a maioria dos ministros se baseou unicamente em premissas “equivocadas” da Procuradoria para considerar existentes e suficientes elementos constantes apenas em declarações de colaboradores.
Afirmou também que as teses defensivas que afastam a idoneidade dos elementos informativos oferecidos pela PGR foram desconsiderados nos votos condenatórios, além de suposto erro material na contagem dos votos dos ministros referentes à dosimetria da pena.
A Procuradoria afirmou que, “além das palavras dos colaboradores, diversos outros elementos materiais e testemunhais de provas foram colacionados e considerados para embasar os motivos fundantes da decisão colegiada proferida nos autos”.
“[O] Voto proferido pelo ministro relator para o acórdão dedicou-se a catalogar e analisar os elementos de prova que convergiam para confirmar o conteúdo das declarações dos colaboradores.”
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gravou vídeo no qual chama apoiadores para um ato na avenida Paulista no próximo dia 25 de fevereiro, um domingo.
No vídeo, Bolsonaro pede aos apoiadores que não levem faixas e cartazes contra ninguém e fala em ato de apoio ao que chama de “estado democrático de direito”. “Nesse evento eu quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses.”
O pedido a apoiadores para que não levem faixas e cartazes é uma estratégia para evitar acirramento com o STF (Supremo Tribunal Federal) e o ministro Alexandre de Moraes, que deve ser o principal alvo do ato e que preside inquéritos que podem levar Bolsonaro a novas condenações.
Em atos anteriores, além de atacar STF e Congresso, os apoiadores bolsonaristas também levaram faixas e cartazes de apoio à implantação de um golpe militar no país, além de enaltecer a ditadura militar (1964-1985).
Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, o ex-presidente poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.
Bolsonaro ainda não foi indiciado por esses delitos, mas as suspeitas sobre esses crimes levaram a Polícia Federal a deflagrar uma operação que mirou seus aliados na última quinta-feira (8).
O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é alvo de diferentes outras investigações no STF. Neste momento, ele está inelegível ao menos até 2030.
Sempre presente em eventos evangélicos, a deputada estadual Mical Damasceno visitou os retiros espirituais de igrejas da capital e foi bem recebida com demonstrações de carinho.
Importante destacar que Mical é forte e influente no segmento evangélico, sempre com atuação em defesa das crianças, da família, dos princípios e valores cristãos.
A parlamentar evangélica publicou um vídeo em suas redes sociais (confira abaixo), onde aparece recebendo o carinho da Igreja Assembleia de Deus Campo Mata Grande durante visita ao retiro da denominação e agradeceu pela receptividade.
“Grata a Deus pelo carinho e receptividade da Igreja Assembleia de Deus Campo Grande“, escreveu.
O senador evangélico Magno Malta expressou forte indignação diante da operação conduzida pela Polícia Federal na semana passada, tendo como alvos o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e destacados generais, incluindo Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército Brasileiro.
Denominada Tempus Veritatis, a operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em resposta a uma solicitação da Polícia Federal. As investigações giram em torno da suspeita de que Bolsonaro e ministros tenham conspirado para um golpe de Estado antes das eleições de 2022.
A base da operação reside em um vídeo de uma reunião ministerial ocorrida em julho de 2022, no qual Bolsonaro pressionava os ministros diante do que considerava, na época, uma fraude eleitoral em andamento.
Durante a reunião, Bolsonaro afirmou: “Nós sabemos que, se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira no Brasil. Agora, alguém tem dúvida que a esquerda, como está indo, vai ganhar as eleições? Não adianta eu ter 80% dos votos. Eles vão ganhar as eleições.”
Magno Malta alega que a operação, que resultou na apreensão do passaporte de Bolsonaro, é uma mera “cortina de fumaça” para desviar a atenção das recentes decisões do ministro Dias Toffoli, do STF, que suspendeu acordos bilionários no âmbito da Operação Lava Jato.
Em declarações à imprensa, o senador evangélico argumentou que Moraes não está em condições de conduzir as investigações sobre o suposto plano golpista, pois ele mesmo seria uma das vítimas. Malta apelou aos demais ministros do Supremo, instando-os a declarar o colega como impedido de julgar esses casos.
O senador afirmou que uma “ditadura do proletariado” já está estabelecida no Brasil e instou a sociedade a pressionar o Senado Federal a agir como agente fiscalizador do Supremo.