Vereador Dr. José Mendes fala sobre PL do preço dos combustíveis e da Audiência Pública sobre a localidade São Benedito dos Colocados

Em entrevista a Mídia Digital, durante a 40ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó, o vereador Dr. Mendes falou sobre suas proposições e Projetos de Lei, como o que irá tratar sobre os preços dos combustíveis no município de Codó e sobre as discussões a respeito da questão de terras na comunidade São Benedito dos Colocados.

De acordo com o parlamentar, a Câmara irá realizar uma Audiência Pública para discutir, junto com a comunidade e o poder público sobre as demandas da comunidade São Benedito dos Colocados, na zona rural de Codó.

“Mais uma vez estamos aqui em mais uma sessão, levando nossas Indicações, proposições, requerimentos e projetos de lei. E na sessão desta terça-feira foram colocados cinco projetos de lei, dois de autoria do Poder Executivo e três de autoria do Poder Legislativo, sendo que um é de nossa autoria, onde trata da questão dos preços dos combustíveis no município de Codó. E também participamos das discussões com relação à problemáticas do povoado São Benedito dos Colocados, e a Câmara, em comum acordo, irá realizar uma Audiência Pública para tratar deste assunto”, explicou o vereador

Câmara Federal aprova uso de linguagem simples em órgãos públicos e proíbe “todes”

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui uma política nacional de linguagem simples, com procedimentos a serem adotados pelos órgãos e entidades da administração pública em suas comunicações com a população. A matéria será enviada ao Senado.

O projeto considera linguagem simples o conjunto de técnicas para transmitir informações de maneira clara e objetiva, permitindo ao leitor encontrar facilmente o que procura, compreender o que encontrou e usar a informação. Para isso devem ser usadas palavras, estrutura e leiaute da mensagem que facilitem essa obtenção de informação.

Nos casos em que a comunicação se destinar a comunidade indígena, o texto recomenda publicar uma versão no idioma do destinatário.

De igual forma, sempre que possível, os documentos oficiais dos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta deverão ter uma versão em linguagem simples além da versão original.

A autora do projeto afirmou que o objetivo é uma linguagem acessível que amplie o controle social da população sobre os atos do governo.

“O contrário de comunicação simples é uma comunicação difícil. O que está se propondo é que o poder público emita seus comunicados de forma transparente e para que as pessoas possam compreender, sem cerceamento ao uso da língua, os impactos das decisões na vida das pessoas”, afirmou deputada Erika Kokay (PT-DF) autora do projeto de Lei aprovado.

Técnicas

Além do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), a administração pública deverá obedecer técnicas de linguagem simples na redação de textos destinados ao cidadão. O texto lista 10 técnicas, tais como:

– redigir frases curtas e em ordem direta;

– organizar o texto para que as informações mais importantes apareçam primeiro;

– desenvolver uma ideia por parágrafo;

– usar sinônimos de termos técnicos e de jargões ou explicá-los no próprio texto;

– evitar palavras estrangeiras que não sejam de uso corrente;

– organizar o texto de forma esquemática quando couber, com o uso de listas, tabelas e gráficos.

“O objetivo do projeto é garantir que a comunicação do poder público, de maneira geral, seja de fácil entendimento pela população e tenha uma preocupação especial com as pessoas com deficiência intelectual”, disse o relator.

Linguagem de gênero

Por meio de um destaque, o Plenário aprovou emenda do deputado Junio Amaral, que incluiu entre essas técnicas não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, como “todes”, usado comumente para se referir a pessoas que não se identificam com o gênero masculino ou feminino.

Como deve acontecer

Pelo texto, os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta dos três poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deverão definir, depois de 90 dias da publicação da futura lei, um encarregado pelo tratamento da informação em linguagem simples.

Ele terá as atribuições de fazer o treinamento dos comunicadores do órgão sobre as técnicas da linguagem simples e supervisionar a aplicação da futura lei em seu órgão. Suas informações de contato deverão ser divulgadas preferencialmente no site do órgão.

Municípios com menos de 50 mil habitantes não precisarão seguir a lei se isso implicar aumento de despesas e a regulamentação caberá aos poderes de cada ente da federação.

De autoria da deputada Erika Kokay (PT-DF), o Projeto de Lei 6256/19 foi aprovado na forma do substitutivo do deputado Pedro Campos (PSB-PE).

Objetivos e princípios

Quanto aos objetivos da política nacional, o projeto pretende reduzir a necessidade de intermediários nas comunicações entre os poderes públicos e a população; reduzir os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão.

Outros objetivos são facilitar a compreensão das comunicações públicas para pessoas com deficiência intelectual; promover a transparência ativa e o acesso à informação pública de forma clara; e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população.

Em relação aos princípios, destacam-se o foco no cidadão e a facilitação de seu acesso aos serviços públicos; a transparência; assim como a facilitação de sua participação no controle social.

Críticas

O texto, no entanto, foi alvo de críticas do deputado Prof. Paulo Fernando (Republicanos-DF), para quem a nova regra vai rebaixar a língua portuguesa. “O que estamos fazendo hoje é um desserviço ao Brasil”, lamentou. Ele acusou o texto de evitar sinônimos e empobrecer a redação oficial. O deputado Domingos Sávio (PL-MG) acusou o texto de restringir a capacidade de comunicação do poder público. “A língua fica diminuída, o que para mim é um atentado contra a língua portuguesa”, disse.

As críticas foram rebatidas pelo relator. “Não estamos fazendo poesia, ou qualquer reforma da língua. O objetivo é que as pessoas entendam o que está sendo dito pelo Judiciário, pelo Legislativo e pelo Executivo”, contrapôs Pedro Campos.

O deputado Helder Salomão (PT-ES) também defendeu a medida. “Adotar a linguagem simples é assumir que a linguagem tem que cumprir a sua função social”, afirmou.

Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), a proposta foi aperfeiçoada pelo Plenário. “É preciso ter atenção para não engessar documentos oficiais e também para não acabar criando uma indústria de cursinhos para as novas normas e entrar no campo da mercantilização, que também não é adequada”, alertou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Comissão aprova pena de até 20 anos para quem vender remédio com finalidade de provocar aborto

Nikolas Ferreira, relator da proposta na Comissão de Comunicação

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece a pena de até 20 anos para a venda de remédios com a finalidade de provocar aborto.

Atualmente, o Código Penal estabelece a pena de reclusão de 10 a 15 anos para quem falsifica, corrompe ou altera medicamentos.

A proposta também estabelece multa para quem fizer propaganda desses medicamentos em dez vezes o mínimo previsto para infrações sanitárias. Atualmente, pela Lei de Infrações Sanitárias a menor multa para infrações leves é de R$ 2 mil. Assim, a multa para propaganda de abortivos seria de R$ 20 mil.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ao Projeto de Lei 3415/19. O relator manteve a versão original, mas optou por incorporar medidas previstas nos projetos apensados que tratavam do mesmo tema (PL 1004/23, PL 1229/23 e PL 349/23).

Uma das alterações foi para substituir o termo “remédios abortivos”, presente no texto original, por “remédios com a finalidade de provocar abortos”. “Evita-se, desta forma, incertezas acerca da penalização de propagandas de medicamentos que não são abortivos, mas que podem provocar aborto em caráter acidental”, justificou o relator.

Outra mudança foi para estender a penalidade ao comércio ou qualquer tipo de negociação por meio eletrônico de produtos com a finalidade de provocar aborto, ficando as redes sociais e as plataformas de comércio eletrônico obrigadas a proibir esse tipo de crime.

Tramitação

A proposta ainda será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Emanuelle Brasil

Edição – Geórgia Moraes

Prefeitura de Codó realizará 4ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional

A Prefeitura de Codó, sob a administração do prefeito Dr. Zé Francisco, realizará a 4ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. O evento, que terá como tema “Erradicar a fome e garantir direitos com Comida de Verdade, Democracia e Equidade”, busca reunir esforços e ideias para enfrentar os desafios relacionados à segurança alimentar na região.

Com o Tema “Gente é para brilhar e não para morrer de fome”, a conferência destaca a importância de garantir o acesso a alimentos de qualidade, promovendo a dignidade e os direitos fundamentais dos cidadãos. A iniciativa visa criar um espaço de diálogo e reflexão sobre políticas públicas que possam fortalecer a segurança alimentar e nutricional no município.

O evento está programado para ocorrer nesta quarta-feira, 6 de dezembro, das 8h às 16h, no Auditório da Escola Remy Archer.

O prefeito Dr. Zé Francisco convida toda a população a participar ativamente dessa importante iniciativa, reforçando o compromisso com o bem-estar e a qualidade de vida dos codoenses.

CNM ensina gestores e servidores municipais a solicitar e aplicar recursos da Lei Nacional Aldir Blanc

Orientações sobre todas as etapas para solicitar e aplicar recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab) foram compartilhadas com os Municípios na edição dos Seminários Técnicos da CNM desta segunda-feira, 4 de dezembro. Em três módulos, especialistas da entidade e participante do Ministério da Cultura esclareceram as regras, como os recursos podem ser usados e como solicitá-los na plataforma TransfereGov.

Ao abrir a capacitação, a analista técnica da área de Cultura da CNM Ana Maltez relembrou que, em cinco anos, serão cerca de R$ 3 bilhões transferidos aos Estados e Municípios, sendo 50% para cada. Do valor recebido, 5% – até o limite de R$ 6 milhões –, poderão ser aplicados para permitir a operacionalizar a execução da verba. “A gente sabe que tem uma certa dificuldade de atuação na área da cultura e de saber como fazer. Esse percentual é justamente para facilitar a vida do Município”, explicou.

Os 5% podem ser utilizados, por exemplo, para atividades de formação (oficinas, minicursos), consultorias, suporte ao acompanhamento e monitoramento dos processos, implementação e fortalecimento dos elementos do Sistema Nacional de Cultura e sistemas e plataformas digitais de mapeamento, monitoramento, cadastro e inscrição de propostas.

Fases

Os Municípios devem cumprir seis fases, da inscrição no TransfereGov e envio do plano de ação ao início da execução. Os planos devem conter os dados básicos e a lista de metas e ações. O prazo de envio é de 31 de outubro de 2023 a 11 de dezembro de 2023.

Depois que o governo federal aprova o plano de ação e transfere os recursos, os Municípios têm 180 dias para adequação orçamentária. Em seguida, vem a etapa de escuta da sociedade civil para elaboração do Plano Anual de Aplicação dos Recursos (Paar), documento que detalha as metas e ações e que deverá ser publicado no Diário Oficial do Município.

Consultora da CNM na área da Cultura, Christiane Ramírez explicou como os recursos podem ser aplicados e regras que devem ser seguidas. “Não façam editais excludentes, é importante ouvir a comunidade”, alertou. “Democratizar é pensar também em mobilidade [para os eventos], em usar diversos espaços, trazer vida para as praças”, sugeriu.

A Pnab estimula ações afirmativas e determina que devem ser assegurados mecanismos de estímulo à participação e ao protagonismo de mulheres, negros, indígenas, provos tradicionais, quilombolas e povos nômades, pessoas do segmento LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e outras minorias.

Transferegov

Convidado pela CNM para falar sobre o preenchimento da plataforma TransfereGov, o diretor de Assistência Técnica a Estados, Distrito Federal e Municípios na Secretaria dos Comitês de Cultura do Ministério da Cultura, Thiago Rocha Leandro, reforçou que há muitas opções para uso da verba. “É uma política estruturante. Pode ter edital, mas também restauro, equipamento de espaços públicos. Por exemplo, se tem um teatro, um museu no Município, a verba pode ser usada para reforma.”

Quanto a adesão e envio na plataforma, ele afirmou que está tudo simplificado. “O plano de ação já vem pré-preenchido, tem apenas de distribuir nas metas”, pontuou.

Para facilitar ainda mais o entendimento de gestores e servidores municipais, um passo a passo para cadastrar o plano de ação no Transferegov foi explicado pela analista da de Transferências Voluntárias da CNM Alessandra Ferreira.

Os Seminários Técnicos da CNM são gratuitos para Municípios filiados e em dia com a CNM. A capacitação ocorre 100% on-line. A programação e as inscrições ficam disponíveis no site oficial.

Da Agência CNM de Notícias