Policial civil é punido após cobrar R$ 400 para devolver celular roubado à proprietário no Piauí

Foto: Arquivo Cidade Verde

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) suspendeu por 90 dias um policial civil, suspeito de cobrar R$ 400 para “agilizar” a devolução de um celular roubado ao seu real proprietário. O caso aconteceu há pouco mais de dois anos.

Naquela ocasião, o celular havia sido localizado no município de Anapu, no Pará. O policial então teria informado ao marido da vítima que, por ser um local de “difícil acesso”, o valor seria repassado a um agente daquele estado para realizar o traslado até Teresina.

No relatório do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), a comissão avaliou que, com base nas oitivas das testemunhas e documentos, o servidor “agiu violando a dignidade da função policial, exercendo conduta incompatível com a probidade administrativa”.

A irregularidade só foi descoberta após um delegado comunicado ao marido da vítima que esse procedimento não existia. O policial então efetuou a devolução do valor transferido para sua conta bancária, pediu desculpas ao casal e pediu que não denunciassem o caso.

Na decisão, assinada pelo secretário Chico Lucas, destaca-se que a atitude “causou escândalo e concorreu para o comprometimento da função policial, configurando em conduta inadmissível para um profissional de segurança pública”

“Vê-se, diante do arcabouço processual, a gravidade dos fatos, ainda que a vítima tenha recuperado o celular e o policial processado tenha devolvido a quantia, pois se verificou que o referido servidor maculou a imagem a Instituição Polícia Civil, demonstrando uma conduta ímproba na prestação do serviço público”, ressalta o documento.

O Cidadevede.com apurou que o policial já havia recebido advertências e outras punições da Corregedoria de Polícia Civil do Piauí (PC-PI). Com a suspensão, ele deve entregar a arma funcional, insignia e todos os itens de identificação profissional em 24 horas.

Além dos três meses sem receber salário, a nova punição irá constar na ficha profissional do policial e ser considerada como agravante em novos procedimentos administrativos que por ventura sejam instaurados contra ele.

Fonte: Cidade Verde

Projeto de Lei para fomento ao Turismo Rural é aprovado pela Câmara Municipal

O vereador Dr. José Mendes, levou ao plenário importantes Projetos de Leis e Indicações durante 33ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó, realizada na última terça-feira (17), como o Projeto de Lei Nº30, de 17 de julho de 2023, que dispõe sobre a criação da Política Municipal de Fomento ao Turismo Rural no município de Codó.

“Feliz pela aprovação do nosso Projeto, que beneficiará nossos amigos da zona rural. Nosso objetivo é potencializar o turismo rural no município de Codó com várias ações e com propostas para integrar os pequenos produtores rurais, e quem ganha é toda a população codoense”, disse o parlamentar.

Indicação para infraestrutura na zona urbana e rural

Pela Indicação Nº435/2023, o vereador solicitou ao Executivo a recuperação da estrada vicinal na altura inicial do povoado Roncador (sentido da estrada de ferro) até o povoado Fazenda Nova (após o povoado Betânia). Com a Indicação Nº436/2023, solicitou a recuperação da estrada vicinal na altura inicial da estrada de ferro (Riacho São José) até o povoado Roncador.

E pela Indicação Nº437/2023, o edil solicitou a inclusão da Rua Airton Sena, bairro Codó Novo, no Programa Mais Asfalto ou no Programa de Pavimentação de Bloquetes do município de Codó-MA. “Precisamos melhorar as condições em que se encontram as estradas vicinais, a realização dos serviços, nos reparos, que virão como forma de prevenção e recuperação, e assim evitando assim propensos acidentes nas localidades. Na oportunidade também, não podemos deixar de fora a zona urbana, onde solicitamos a pavimentação da Rua Airton Sena, incluindo assim no Programa Mais Asfalto ou no Programa de Pavimentação de Bloquetes”, concluiu o vereador.

 

 

Yglésio diz que crise no sistema de transporte por ferryboat é herança do governo anterior de Flávio Dino

Na sessão plenária desta quarta-feira (18), o deputado Yglésio Moysés (PSB) disse que os problemas recorrentes no sistema de transporte por ferryboat no Maranhão é uma herança do governo anterior. “É uma herança maldita e a gente pede que o governador resolva”, frisou.

Yglésio afirmou que a problemática começou no governo de Flávio Dino. “Ela (a crise) precisa de uma resolução, embora tenha pai, que se chama Flávio Dino de Castro e Costa, pois ele entregou o sistema falido ao seu sucessor. E agora, para você reequipar, são mais de R$ 200 milhões. É coisa que chega, talvez, a meio bilhão de reais”, disse.

Segundo o deputado, o governo anterior “saiu disparando ordens de serviço em um momento em que o Maranhão entrou em crise e, agora, as empresas não recebem e os empresários estão falidos. O pessoal pedia um hospital, abria-se um hospital no outro dia. Parabéns a todos os comunistas que ficaram nesse período ajudando Flávio Dino a entregar uma verdadeira bagunça ao sucessor”.

O parlamentar ressaltou que ao governador Carlos Brandão ficou a missão de resolver todos os problemas herdados de seu antecessor. “Infelizmente, precisa ser assim. Logo, é preciso chamar o presidente da EMAP, para que ele dê uma resposta definitiva. Eu tenho confiança no governador, pois ele é alguém que resolve. Os nomes aos bois foram dados e a solução precisa ser tomada. A Comissão de Obras precisa chamar o presidente da EMAP. O governador e nós temos que cobrar mesmo, pois do jeito que está não dá para ficar”, finalizou.

Historiador Marcus Baccega aborda guerra entre grupo Hamas e Israel

Estudioso falou sobre a origem do conflito, os impactos, o papel das nações e explicou por que a luta ocorre entre um grupo e um país

A guerra entre o grupo Hamas e Israel, que choca o mundo deixando milhares de mortos, foi abordada no programa ‘Café com Notícias’ desta quarta-feira (18), na TV Assembleia. O historiador e professor Marcus Baccega falou sobre a origem do conflito, os impactos, o papel das nações e explicou por que a luta ocorre entre um grupo e um país.

“Não se trata de uma revolta popular que conte com o apoio de todo o povo palestino e, ao mesmo tempo. Então, é um ataque do Hamas, sediado na Faixa de Gaza”, resumiu o professor, que também é bacharel em Direito e pós-doutor em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Marcus Baccega ressaltou que o entendimento sobre a origem do conflito exige um exercício de historiador. “Tudo começa no ano 70 D.C., quando, na gestão compartilhada dos imperadores romanos Tito e Vespasiano, temos a destruição do Templo de Jerusalém, a Revolta do Forte de Massada e essa grande diáspora judaica pelo Império Romano como um todo e que gerou essa situação em que, durante séculos, os hebreus não tivessem um território indexado à sua comunidade política”, detalhou.

E complementou: “Quando retornam, no final do século XIX e, sobretudo, com a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, eles encontram na Palestina, evidentemente, novos habitantes árabes. E, desde então, esse conflito, tem se intensificado”.

De acordo com o professor, quando Israel se proclamou um Estado soberano, em 14 de maio de 1948, chamado Dia da Independência, países árabes invadiram seu território no dia seguinte com um exército coletivo da Siria, Egito, Jordânia e Líbano.

O Hamas, segundo relatou o estudioso, surge nessa luta histórica dos palestinos de ter seu território de volta em relação a essa penetração judaica que ocorre desde os fins do século XIX. “Como Israel tem, intermitentemente, desobedecido as resoluções da ONU por uma paz e uma solução de dois Estados na Palestina, essas guerras, esses ataques, são ininterruptos desde então”, ressaltou.

Ajuda humanitária

O sofrimento dos civis e uma resolução para amenizar os efeitos da guerra na população também foram comentados pelo professor. “Criar um corredor humanitário vai depender de uma solução em que o Egito, diplomaticamente, abra a Faixa de Rafah, que é um corredor de escoamento para os palestinos e de recepção de ajuda humanitária”, observou.

O papel do Brasil no conflito estrangeiro foi outro ponto destacado pelo professor durante a entrevista. “Presidindo agora, temporariamente, o Conselho de Segurança, o Brasil possa pautar na ONU um estatuto de defesa humanitária para os palestinos. Precisamos ter muita esperança que o Brasil desempenhe esse papel de ator internacional”, assinalou Marcus Baccega.

Com apresentação da jornalista Elda Borges, o ‘Café com Notícias’ é exibido de segunda a sexta-feira, às 9h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

UFMA proporciona observação de eclipse para centenas de maranhenses

O Maranhão foi um dos estados que pode observar o fenômeno por completo

No último sábado, 14, os maranhenses ficaram de olho no céu para não perder nenhum detalhe do histórico eclipse solar anular. Em São Luís, Grajaú e Balsas, a UFMA proporcionou a observação do fenômeno com a disponibilização gratuita de óculos especiais para a população das cidades.

Em São Luís, por meio do Espaço da Ciência e do Firmamento – Planetário da UFMA, o ponto de observação foi montado na Praça Maria Aragão. Segundo o professor Antônio José Silva Oliveira, coordenador do Planetário, mais de18 mil pessoas puderam observar o espetáculo. Quem não esteve na Praça Maria Aragão pode acompanhar o eclipse pelo canal do Planetário na internet.

“A experiência foi muito positiva em especial para crianças, jovens, estudantes de ensino médio e professores. Um evento para ficar na história do Brasil e do Maranhão. No Maranhão, por meio do @ilhadacienciaplanetarioufma, chegamos a 2 mil visualizações.”, relatou o professor Oliveira.

Em Grajaú, a população pode contar transporte para o ponto de observação instalado no Câmpus da UFMA na cidade. Por meio do projeto de extensão Astronomia no Sertão, centenas grajauenses e turistas puderam observar o fenômeno raro. Além da parte científica, as pessoas puderam acompanhar uma programação cultural com cantores locais, realizada em parceria com a secretaria de cultura municipal.

Segundo a professora Daniely Gaspar, coordenadora do projeto de extensão Astronomia no Sertão, essa é uma forma de atrair mais pessoas para os estudos da ciência. “O evento de observação do eclipse foi sem dúvida o maior evento realizado na UFMA Grajaú. Acredito que eventos como esses são importantes para atrair os jovens à ciência e para divulgar a Universidade na comunidade. Tivemos uma grande e boa repercussão, e com o projeto desenvolvido em parceria UFMA e Ifma Grajaú estamos fazendo de Grajaú uma cidade conhecida pela Astronomia. Pois tivemos muitas pessoas de fora que vieram ver o fenômeno conosco”, pontuou a coordenadora.

Em Balsas, o tempo nublado e a chuva atrapalharam a observação das pessoas, que foram ao Campus da UFMA de Balsas, para acompanhar o eclipse solar anular. A visualização do fenômeno ocorreria depois da realização do III Congresso de Ciência e Tecnologia de Balsas – MA (III ConC&T – Balsas), que teve na programação o simpósio “Uma Aliança no Céu de Balsas/MA”, com palestras voltadas para a temática da astronomia.

Segundo o professor Antônio José Silva Oliveira, a próxima vez que o Maranhão deverá ser contemplado com um eclipse dessa magnitude será em 2048.