Seminário reúne mulheres maranhenses em debate sobre maior participação feminina na política

A Frente Maranhense Mais Mulheres na Política promoveu, nesta sexta-feira (27), um seminário para debater a maior participação feminina nos espaços de poder e tomada de decisões. O evento, conduzido pela senadora Eliziane Gama (Cidadania), líder da bancada feminina no Senado Federal, reuniu dezenas de representantes de entidades da sociedade civil, instituições públicas e pré-candidatas às eleições deste ano.

O seminário foi realizado no auditório Neiva Moreira, na Assembleia Legislativa do Maranhão, com apoio da Procuradoria da Mulher da Casa, da Secretaria de Estado da Mulher (Semu) e da Comissão da Mulher e Advogada da OAB-MA.

No evento, também foi lançada a “Carta Aberta às Maranhenses”, assinada pela comissão científica da Frente Maranhense Mais Mulheres na Política, movimentos sociais e poder público, conclamando-as para participarem do processo eleitoral.

Na ocasião, a senadora Eliziane Gama afirmou que, apesar de a população brasileira ser constituída em mais de 50% por mulheres, a média nacional de participação feminina na política ainda é baixa, sendo em torno de 14%.

“Nós já temos 90 anos de voto feminino no Brasil, mas, ao longo de todos esses anos, não conseguimos alcançar a paridade. Os dados apontam que levaremos, pelo menos, mais 130 anos para termos essa igualdade se não mudarmos a legislação brasileira. Então, esse seminário é exatamente para ter esse entendimento e conscientização de que precisamos trabalhar essa mudança no país”, assinalou a líder da bancada feminina no Senado.

A secretária de Estado da Mulher, Célia Salazar, destacou a importância do encontro para as mulheres maranhenses. “Apesar de sermos a maioria em números de eleitores, a nossa representatividade é muito pequena em todos os espaços. Então, esse seminário abre esse debate, incentiva as mulheres a ingressarem na política e a votarem nas pessoas que têm compromisso com a pauta feminina”, disse.

Palestras

A programação contou com o Painel integrado “Mais Mulheres na Política” e as palestras ‘Mulheres na Política’, ‘Mulheres nas Democracias’ e ‘Mulheres nas Eleições’.

A advogada e pré-candidata a deputada federal, Flávia Alves, disse que o debate é fundamental no sentido de ampliar a representatividade feminina nos espaços de poder e estimular aquelas que pretendem concorrer às eleições deste ano. “A bancada maranhense, atualmente, não conta com nenhuma deputada federal eleita. Então, precisamos participar desse processo para construirmos a eleição de mulheres em cargos representativos”, frisou.

A representante do Fórum Estadual de Organismo de Mulheres, Kariadine Maia, disse que o seminário é importante para esclarecer às mulheres que a participação em partidos políticos vai além do ato de filiação. “Participar de um partido não é apenas ser filiado e, durante a campanha, levantar bandeiras para alguém. Precisamos participar mais das decisões internas do partido, pois lá é que se faz realmente a política”, destacou.

Também presente ao evento, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), disse que é preciso aumentar a presença da mulher nas instituições tanto da esfera federal como da estadual e municipal. “Eventos como esse são fundamentais para mobilizar a sociedade e fazer com que tenhamos esse olhar e a percepção na hora de darmos o nosso voto e decidirmos o destino do nosso país”, declarou.

Agência Assembleia

Assembleia Legislativa inicia treinamento sobre sistema de Planejamento Estratégico

A  Assembleia Legislativa do Maranhão deu início, na tarde desta quinta-feira (26), ao treinamento sobre o sistema Project Builder – Cesta de Projetos – Biênio 2022/2023, que gerenciará o Plano Estratégico 2021/2031, lançado em 24 de maio de 2021, e que visa à adoção de medidas com vistas a dinamizar e integrar as ações da Casa. A capacitação será realizada por intermédio da Assessoria de Planejamento e Assuntos Estratégicos.

O treinamento é voltado aos diretores da Assembleia, que assumirão o comando do sistema, conforme explica Rafaela Lago, assessora-chefe de Planejamento de Assuntos Estratégicos da Alema.

“O Plano Estratégico entrou em sua fase de execução após várias etapas. A partir de agora, os diretores são protagonistas do nosso planejamento. Passamos pelas fases de diagnóstico, prognóstico e, agora, entramos na capacitação”, frisou Rafaela Lago.

Na concepção de Aristides Lobão, consultor-geral da Assembleia, o treinamento é essencial para a execução do Plano Estratégico. “A ferramenta norteará as ações da Casa nos próximos anos”, disse.

“Todo projeto tem suas fases de concepção, idealização, até a execução. É o que aconteceu com o nosso Plano Estratégico, inspirado pelo presidente Othelino Neto. Hoje, estamos sendo capacitados para executá-lo e isso nos coloca na dianteira quando o assunto é planejar o futuro”, acrescentou Antino Noleto, diretor-geral adjunto da Alema.

Para Eduardo Pinheiro, diretor de Recursos Humanos, o Plano Estratégico é de fundamental importância porque representa um grande avanço na gestão da Casa. “A partir de agora, trabalharemos utilizando uma mesma linguagem. Isso representa um avanço do ponto de vista administrativo, legislativo e com relação aos demais setores da Assembleia”, afirmou.

Em Brasília, secretário Tiago Fernandes participa de discussões sobre vigilância da ‘varíola do macaco’

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão participou das discussões sobre a vigilância dos estados para o vírus Monkeypox, conhecido popularmente como ‘varíola do macaco’. Durante a 5ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), na quarta-feira (25), secretários e representantes do Ministério da Saúde discutiram as estratégias para notificação dos casos suspeitos.

Embora o Brasil, até o momento, não apresente casos, os secretários antecipam as medidas locais de vigilância. “Nosso Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde no Maranhão, CIEVS, e o Lacen têm participado das reuniões para garantir a devida orientação aos municípios maranhenses sobre a identificação do caso suspeito, isolamento e a coleta de amostras para confirmação ou descarte de casos, mas, primeiramente, descartando outras suspeitas, como a varicela”, informou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

A responsável da Sala de Situação sobre a Monkeypox do Ministério da Saúde, Patrícia Gonçalves Carvalho, comunicou a articulação junto à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para aquisição de testes e vacinas para bloqueio do vírus. “Há duas vacinas no mercado internacional que o Ministério da Saúde deseja adquirir, mas precisam da aprovação da Anvisa. Também pedimos ajuda a OPAS para aquisição de testes, que devem ser distribuídos nas próximas semanas para os estados”, indicou.

A preocupação do presidente do Conass, Nésio Fernandes, é com a atual falta de conhecimento social sobre o vírus. “São mais de 15 países com casos confirmados e continua a se espalhar. Precisamos que a sociedade tenha clareza para identificar sinais e sintomas, buscar a rede de saúde e que seja bem orientado sobre as medidas para evitar a transmissão”, enfatizou.

Inicialmente, as amostras de casos suspeitos de Monkeypox do Brasil serão submetidas a investigação no laboratório referência da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Caso suspeito

A Sala de Situação sobre a Monkeypox definiu como caso suspeito pessoas de qualquer idade que apresentem início súbito de febre, adenomegalia (inchaço das glândulas do pescoço) e erupção cutânea aguda inexplicável. Além destes, outros sinais e sintomas são dor nas costas, fraqueza ou fadiga física e dor de cabeça.

Para não confundir com outras doenças, devem ser excluídas as suspeitas para varicela, herpes zoster, sarampo, zika, dengue, chinkungunya, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo, glanuloma inguinal, molusco contagioso (poxvírus) e reação alérgica.

Situação epidemiológica no mundo

De acordo com o Ministério da Saúde, 16 países somam mais de 100 casos confirmados, cuja transmissão se dá através de fluídos corporais, gotículas ou materiais contaminados. O uso de máscaras e a lavagem das mãos contribuem para a prevenção.