Prefeitura de Codó permanece em silêncio sobre contrato milionário com restaurante recém-criado e considerado “fantasma”

A Prefeitura Municipal de Codó, administrada pelo prefeito Chiquinho Oliveira (PT), permanece em silêncio sobre um contrato de quase R$ 10 milhões firmado com o restaurante Life Tour Alimentos e Bebidas.

A gestão municipal contratou a empresa — recém-criada e até então desconhecida — para o fornecimento de lanches e quentinhas. O fato de o estabelecimento ter sido aberto logo após o resultado das eleições municipais levantou suspeitas de irregularidades no uso de recursos públicos.

Após a matéria publicada pelo Blog do Leonardo Alves, baseada em denúncias de opositores do governo municipal, a empresa alterou seu endereço para a Rua Dr. José Avelino de Freitas, nº 40 – Quadra 214 B, Bairro São Sebastião — a poucos metros da casa do prefeito Chiquinho Oliveira. Antes da alteração, o registro do empreendimento constava na Rua Presidente Getúlio Vargas, nº 1078, Bairro São Raimundo/Trizidela.

Tanto a Assessoria de Comunicação quanto a Assessoria Jurídica do Município seguem sem emitir qualquer nota de esclarecimento sobre o caso.

Diante das suspeitas e da falta de transparência, imprensa e população aguardam respostas da prefeitura sobre o contrato milionário firmado com o restaurante considerado fantasma.

Pesquisa revela avanço de Hilton Gonçalo em todas as regiões do Maranhão

A mais recente pesquisa do Instituto Completa, divulgada nesta semana, revela um cenário de ampla competitividade e potencial ascendente do médico e ex-prefeito Hilton Gonçalo no tabuleiro político maranhense. Os números mostram que Hilton lidera em 15 cidades, muitas delas estratégicas tanto pelo peso eleitoral quanto por sua diversidade geográfica, reforçando sua capilaridade e credibilidade junto ao eleitorado.

 

Os resultados expressivos começam por Brejo, onde Hilton alcança 35,3%, ficando muito à frente dos adversários. Em Buriticupu, registra 24%, superando com folga o segundo colocado, que aparece com 16%. Já em Cajapió, atinge 33%, figurando como a melhor marca na linha avaliada.

Nos grandes centros, o desempenho também chama atenção. Em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, Hilton aparece com 20,9%, ultrapassando por pequena margem Roberto Rocha, que marca 20,2%. Em Timon, uma das principais cidades da região Leste, Hilton tem 37%, consolidando liderança expressiva.

Alguns municípios revelam vantagens avassaladoras. Em Mirador, Hilton chega a 63,6%, e em São Raimundo das Mangabeiras, soma 50,7% — resultados que o colocam como um dos nomes mais fortes do cenário estadual.

Outros municípios também destacam o bom desempenho do ex-prefeito:

Passagem Franca – 20,2%

Paulino Neves – 22,2%

Pirapemas – 20,0%

Santa Inês – 15,9%

Santa Luzia – 17,9%

São Domingos do Maranhão – 23,5%

Tuntum – 33,3%

O levantamento evidencia que Hilton Gonçalo não apenas se mantém competitivo, mas se consolida como uma liderança estadual capaz de dialogar com diferentes regiões. Sua presença majoritária em cidades de perfis distintos — do Baixo Parnaíba ao Sul do Maranhão, passando pela Região Tocantina e pelo Médio Mearim — reforça a percepção de que seu nome avança como uma alternativa viável e robusta para disputas futuras.

Com desempenho consistente e lideranças consolidadas, a pesquisa Completa coloca Hilton Gonçalo em posição privilegiada no cenário político do Maranhão, demonstrando não apenas influência local, mas também projeção estadual.

PT vê ofensiva para sabotar governo e quer criação do Ministério da Segurança

A cúpula do PT avalia que o Centrão se aliou à extrema direita no Congresso para sabotar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vê o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como principal interlocutor do projeto “privatista”. Para o partido, Tarcísio está “transformando São Paulo em laboratório da redução radical do papel do Estado, da entrega de bens públicos e de enfrentamento ideológico ao governo federal”.

O diagnóstico consta de uma proposta de resolução política que começará a ser discutida pela Executiva petista nesta sexta-feira, 5, e passará pelo crivo do Diretório Nacional em sua última reunião do ano, no sábado, em Brasília. O texto preliminar, obtido pelo Estadão, foi produzido pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), a tendência de Lula, e ainda pode sofrer mudanças.

Mesmo sem citar o apelido “Centrão”, a proposta de resolução política se refere ao grupo quando aborda a crise dos últimos dias entre o Palácio do Planalto e o Congresso. “A relação entre o Executivo e o Legislativo vive momentos tensos, marcada por contradições profundas e por uma instabilidade produzida deliberadamente pelos setores da extrema direita e conservadores que controlam o Congresso”, diz o documento. Uma emenda sugerida como complemento a esse trecho afirma, ainda, que tais setores “se apropriam do orçamento do Executivo com extorsão e esvaziam o presidencialismo”.

O PT menciona, em seguida, como as atribuições de Lula vêm sendo pouco a pouco desidratadas. “A cena de 26 e 27 de novembro simboliza essa crise: em um dia comemorávamos a sanção da isenção do Imposto de Renda (para quem ganha até R$ 5 mil), uma conquista histórica para milhões de trabalhadores e trabalhadoras e, no dia seguinte, amargávamos a derrota com a derrubada dos vetos presidenciais no chamado ‘PL da Devastação’, aprovado à revelia do diálogo federativo, da ciência e da proteção ambiental”, destaca o texto.

O embate do Palácio do Planalto com o Congresso atingiu o ápice depois que Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que queria a nomeação do colega Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No documento, o PT também assinala que a disputa por cadeiras do Senado, em 2026, deve ser tratada como prioridade, “uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. Para superar a atual correlação de forças desfavorável no Congresso, o comando do partido sustenta que todos precisam sair a campo, “particularmente o presidente Lula e seus ministros”, com o objetivo de conquistar votos e aumentar a bancada petista.

Embora não diga que Tarcísio será o principal adversário de Lula em 2026, o texto do PT não deixa dúvidas sobre isso. A primeira versão afirma que Tarcísio aparece como “principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista, de inspiração fascista”. Diz, ainda, que ele está entre os governadores que “vêm atuando para sabotar políticas do governo Lula, criando obstáculos à ação federativa em áreas estratégicas como segurança pública, infraestrutura, educação e políticas sociais”.

Diante de um cenário eleitoral em que o PT se prepara para enfrentar “tentativas de desestabilização e manipulação digital de larga escala”, além de avanço do crime organizado, a defesa da criação de um ministério exclusivo para a segurança pública volta à tona. “O Brasil precisa de um Ministério da Segurança Pública e de uma política nacional articulada, com foco em inteligência, combate aos paraísos financeiros do crime organizado, e proteção das comunidades”, constata um dos trechos da proposta de resolução.

Desde o início do governo, em 2023, o Ministério da Justiça também inclui a segurança pública. Pesquisas indicam, no entanto, que o tema é hoje a principal preocupação dos eleitores e agora o PT admite que o assunto se tornou “uma questão nacional incontornável”.

Ao participar de audiência da Comissão Especial da Câmara, nesta terça-feira, 2, Tarcísio disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança proposta pelo governo Lula é “cosmética” e defendeu a redução da maioridade penal.

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na avaliação do PT, “recoloca a direita em xeque” e “abre disputas internas por hegemonia”. O partido observa, porém, que apesar da crise, o bolsonarismo “segue articulado”, mobilizando “setores importantes da política nacional”.

Ainda nesta sexta-feira, o PT promoverá um ato de lançamento de seu 8º Congresso Nacional, que será realizado de 23 a 26 de abril de 2026 com a tarefa de discutir diretrizes do partido e tática eleitoral.

Como mostrou o Estadão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu vai coordenar o novo programa do PT, que também tratará do período pós-Lula. O documento servirá de base para a plataforma eleitoral do presidente, que terá bandeiras como justiça tributária, fim da jornada de trabalho 6 por 1 e tarifa zero.

Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro confirma candidatura a presidente da República em 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta sexta-feira (5) que foi o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições do ano que vem. A informação já tinha sido adiantada ao SBT News pelo presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.

“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação. Eu não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo”, escreveu nas redes sociais.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro fez, ainda, uma análise sobre o atual cenário do Brasil. Ele falou em pautas como segurança, impostos e citou as fraudes contra aposentados e pensionistas, reveladas no começo do ano.

“O nosso país vive dias difíceis, em que muitos se sentem abandonados, aposentados são roubados pelo próprio governo, narco-terroristas dominam cidades e exploram trabalhadores, estatais voltaram a ser saqueadas, novos impostos não param de ser criados ou aumentados, nossas crianças não têm expectativas de futuro. Ninguém aguenta mais”, pontuou.

Flávio continuou a postagem falando sobre fé e garantindo estar pronto para o que chamou de “missão”. “Eu creio em um Deus que não abandona nossa nação. Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada”, escreveu o senador.

Aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram que a notícia de que ele seria o escolhido de Bolsonaro para a corrida presidencial em 2026 foi recebida na terça-feira (2), durante a visita que o senador fez ao pai na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o ex-presidente está preso. De lá para cá, o senador avisou a interlocutores sobre a benção do pai.

Mais cedo, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, também se manifestou nas redes sociais e escreveu que a legenda vai apoiar o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Quem o presidente Jair Bolsonaro escolher, todos nós vamos abraçar e fazer a campanha”, escreveu.

SBT News

A PEGADA É ESSA: Promotor de Justiça denuncia Chiquinho Oliveira por irregularidades em 13 licitações da Prefeitura de Codó

O Ministério Público do Estado do Maranhão encaminhou ao Tribunal de Contas do Estado uma representação extensa e tecnicamente fundamentada na qual denuncia possíveis irregularidades em treze procedimentos licitatórios realizados pela gestão do prefeito Chiquinho Oliveira em Codó. O documento oficial, assinado pelo promotor Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca, reúne análises jurídicas, referências à Constituição Federal, à Lei 8.625, à Lei 14.133 de 2021 e ao processo SEI 19.13.0374.0007384/2025, detalhando falhas que comprometem a transparência e o controle dos gastos públicos. Para o MP, a ausência de documentos essenciais, a falta de publicidade e a inconsistência das justificativas administrativas demonstram que o Município não conseguiu comprovar a regularidade dos certames, levantando suspeitas sobre a lisura das contratações e a possível ocorrência de dano ao erário.

A denúncia surgiu a partir da Notícia de Fato 0017032592025 na qual foram descritas falhas que, segundo o MP, ultrapassam meros erros formais e podem revelar problemas estruturais na condução das licitações de Codó. Entre elas estão a ausência de divulgação obrigatória no Portal Nacional de Contratações Públicas, inversão de fases sem justificativa prevista em edital, omissão de valores estimados, falta de cotas para micro e pequenas empresas e uso de plataforma eletrônica instável. A Prefeitura alegou que enfrenta dificuldades na adaptação à nova Lei de Licitações, mas o Ministério Público concluiu que tais justificativas não afastam indícios de falhas sistemáticas na gestão contratual.

A representação detalha um a um os treze procedimentos começando pela Concorrência Eletrônica 0102025 destinada à recuperação de estradas vicinais vinculada a contrato de repasse federal. O MP encontrou deficiências na publicidade, ausência de documentos essenciais e inexistência de contrato anexado. O Pregão Eletrônico 032025 que deveria selecionar empresas para fornecer mão de obra terceirizada a diversas secretarias foi realizado em plataforma própria instável e não teve contrato apresentado comprometendo a capacidade de fiscalização. Da mesma forma o Pregão 072025 referente à locação e operação de caminhões e máquinas pesadas não possui documentos básicos suficientes para análise de regularidade ou vantajosidade.

Também entram na lista o Pregão 0152025 responsável pela aquisição de brinquedos educativos para o Desenvolvimento Social que não apresenta justificativa de preços e sequer disponibiliza contrato e o Pregão 0172025 que deveria adquirir fardamentos escolares igualmente sem contrato e sem comprovação da lisura da fase interna. Esses certames segundo o MP evidenciam falhas recorrentes como ausência de estimativas de preço, falta de documentos pré contratuais e possível descumprimento da Lei de Acesso à Informação. Para o promotor a repetição dessas lacunas pode indicar uma prática administrativa que compromete a integridade das contratações públicas especialmente aquelas executadas em larga escala.

Entre todos os processos o único contrato efetivamente encontrado é o Contrato 0072025 resultante da Inexigibilidade 042025 firmado com a empresa Carvalho e Nunes Advocacia para consultoria em licitações e contratos administrativos. O MP ressalta que a inexigibilidade exige comprovação inequívoca de notória especialização documento que não foi apresentado pelo Município. Outro ponto sensível é o apostilamento ao Contrato 0012025 citado pela Prefeitura mas cujo contrato original não foi enviado impossibilitando qualquer verificação. As adesões às atas de Pastos Bons São Bernardo Peritoró e São José de Ribamar todas sem documentos reforçam suspeitas de possíveis contratações por carona sem justificativa técnica prática que a Lei 14133 de 2021 restringe e exige fundamentação específica.

Para o Ministério Público a ausência de documentos em doze dos treze procedimentos impede aferir se houve vantajosidade compatibilidade de preços com o mercado ou observância da legislação federal estadual e municipal. O órgão solicita ao TCE que realize auditoria técnico contábil completa com verificação de economicidade pesquisa de preços estudos técnicos preliminares aderência normativa e eventual prejuízo ao erário. Caso sejam confirmadas irregularidades o MP pede aplicação de sanções imputação de débitos e responsabilização administrativa dos gestores. A Promotoria reforça que apenas uma análise especializada poderá revelar se houve superfaturamento danos financeiros ou práticas administrativas irregulares no interior do Município.

Fora a atuação oficial merece destaque o trabalho investigativo do Blog do Leonardo Alves que realizou um acompanhamento minucioso de cada etapa verificando documentos extraídos do processo conferindo detalhes de cada licitação e avaliando tecnicamente a denúncia. O blog desempenhou um papel fundamental ao oferecer à população um panorama claro responsável e fundamentado sobre as suspeitas levantadas tornando se peça importante no controle social das contas públicas.

Com postura criteriosa e jornalismo investigativo consistente o Blog do Leonardo Alves contribuiu para elevar o nível de transparência em Codó e ampliar o debate sobre a correta aplicação dos recursos municipais.