Ministério Público recebe instituição filantrópica para discutir atendimentos médicos especializados

O Ministério Público do Maranhão recebeu o Instituto Misericordiae Vultus nesta segunda-feira, 7, para discutir articulação institucional a fim de promover a oferta de serviços médicos especializados na Região Tocantina e outros municípios. O procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, reuniu-se com a diretoria da instituição na sede das Promotorias de Justiça de Imperatriz.

Na reunião, o médico otorrinolaringologista Áureo Cangussu, presidente do Instituto Misericordiae Vultus, apresentou o projeto que já é desenvolvido desde 2016 em Imperatriz e que atende pessoas de baixa renda. Com o primeiro ambulatório de saúde inclusiva e medicina restaurativa do Maranhão, o IMV oferta tratamentos e procedimentos cirúrgicos para deformidades congênitas ou adquiridas em pacientes de altíssimo risco e fragilidade social em Imperatriz e municípios do entorno.

Deformidades incapacitantes, tais como escolioses, pé torto congênito e artrose, estão entre as patologias incluídas no sistema de atendimento do Instituto. A advogada sanitarista e responsável técnica pelo projeto, Clenir Avanza, explica que já existe recurso do SUS para tratamento destas patologias, mas que não são utilizadas por diversas questões.

O procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, disse que o Ministério Público do Maranhão tem total interesse em articular parcerias para que as verbas destinadas a este tipo de tratamento sejam utilizadas e já agendou reuniões na Procuradoria-Geral de Justiça para discutir os trâmites dos processos, tanto com a gestão estadual quanto municipais.

“A causa do Ministério Público é atender à sociedade. Nós sabemos que grande parte da população precisa destes serviços e vamos unir esforços para que tanto o estado quanto os municípios consigam gerir os recursos destinados a estes tratamentos para garantirmos um direito assegurado pela Constituição Federal, que é a saúde”, ressalta o chefe do MPMA.

O diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais (Secinst), promotor de justiça José Márcio Maia Alves, explica que a demanda faz parte da plataforma de gestão do Ministério Público, de atendimento às pessoas que precisam de serviços que garantam direitos assegurados pela Lei, incluindo a realização de cirurgias e tratamentos especializados.

“Nós vamos começar as tratativas com o governo do estado para que possamos viabilizar a prestação de serviços com instituições já habilitadas para esse trabalho com efetividade, inclusive com acompanhamento do Centro de Apoio Operacional da Saúde, do Ministério Público, com o intuito de assegurar atendimento à população de Imperatriz e demais municípios, mas também de monitorá-los”, destaca o diretor da Secinst.

O presidente do Instituto Misericordiae Vultus, Áureo Cangussu, agradeceu o apoio do MPMA e revelou que o projeto começou por conta da necessidade das pessoas da região que precisavam de tratamento e não podiam pagar.

“Agradecemos todo o apoio que já nos foi dado pelo Ministério Público e gostaríamos de ressaltar que tudo isso está sendo feito em prol das pessoas que não têm recurso. É injusto que uma família se desloque para outro estado em busca de uma cirurgia reparativa de pés tortos de uma criança, por exemplo, enquanto temos uma estrutura montada pronta para atender a estes pacientes. Nós só queremos dar a nossa contribuição à sociedade”, afirma Áureo Cangussu.

Também participaram da reunião a promotora de justiça criminal e integrante do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Raquel Duarte Sales; a promotora de justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Probidade Administrativa, Nahyma Ribeiro Abas, e a promotora de justiça de Açailândia, Glauce Malheiros, também integrante do Caop Probidade.

Da diretoria do Instituto Misericordiae Vultus participaram o vice-presidente do IMV, Filipe Guerra; e o diretor clínico, André Pagotto.

Redação e fotos: Iane Carolina (CCOM-MPMA)

Projeto de Weverton Rocha poderá beneficiar Codó e mais 44 municípios com acesso aos recursos da Sudene

Um Projeto de Lei (2.492/2019) apresentado pelo senador Weverton (PDT) poderá incluir Codó e mais 44 municípios do Maranhão na região do Semiárido e área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A proposta do senador maranhense será avaliada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e do Turismo no retorno dos trabalhos legislativos.

Segundo o senador Weverton, a inclusão das cidades do Maranhão na região vai reparar um “equívoco histórico”. A proposta ganhou parecer favorável do senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da matéria.

“Durante anos, o estado foi excluído de políticas públicas voltadas para o Semiárido, como combate à desertificação, recuperação de áreas degradadas, convivência com a seca e geração de emprego e renda, entre outras políticas de inclusão social e econômica. Isso deixou desassistido dessas políticas um contingente populacional de 1,3 milhão de pessoas”, afirma.

A proposta não gera novas despesas, possibilitando somente a redistribuição dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) entre os municípios da lista. O Semiárido brasileiro abrange uma área de 982,5 mil quilômetros quadrados, onde predominam temperaturas médias anuais elevadas e regime pluviométrico irregular.

A umidade relativa do ar fica em torno de 50%.

Municípios que serão incluídos:

Afonso Cunha, Água Doce do Maranhão, Aldeias Altas, Anapurus, Barão do Grajaú, Barreirinhas, Belágua, Benedito Leite, Brejo, Buriti, Buriti Bravo, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Colinas, Duque Bacelar, Humberto de Campos, Lagoa do Mato, Loreto, Magalhães de Almeida, Mata Roma, Matões, Milagres do Maranhão, Morros, Nina Rodrigues, Paraibano, Parnarama, Passagem Franca, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santa Quitéria do Maranhão, Santana do Maranhão, Santo Amaro do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, São Bernardo, São Francisco do Maranhão, São João do Soter, São João dos Patos, Sucupira do Riachão, Timbiras, Tuntum, Tutoia, Urbano Santos e Vargem Grande.

Ministro da Educação assina Portaria do novo valor do Piso Salarial dos Professores

Em evento no Palácio do Planalto, Milton Ribeiro lançou dois editais com a oferta de 168 mil vagas em cursos de graduação e pós-graduação para formação de professores

Na manhã desta sexta-feira (4),  no Palácio do Planalto, em Brasília, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, assinou, juntamente com o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, a Portaria que estabelece o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica (PSPN).

“Decidimos pelos 33% que é uma maneira que temos para valorizar os 1,7 milhão de professores do ensino básico no Brasil, que de forma direta estão envolvidos com 38 milhões de alunos, mais uma realização entre tantas.” destacou o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, durante a cerimônia.

Segundo a Secretaria de Educação Básica (SEB), do Ministério da Educação (MEC), 1.726.099 docentes serão beneficiados em todo o país. Essa é a maior correção salarial concedida à classe desde o surgimento da Lei do Piso em 2008.  Em 2022, o novo piso da categoria será de R$ 3.845,63.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que a valorização dos professores vai muito além do reconhecimento por meio de melhores salários, é preciso reconhecer que o aperfeiçoamento do docente é fundamental. “A educação básica é o alicerce para que alguém possa ter uma vida acadêmica equilibrada, por isso estamos lançando, por meio da Capes, dois editais com mais de 160 mil vagas para formação de professores da educação básica.”, anunciou o ministro.

A PORTARIA

Para o diretor de Formação Docente e Valorização de Profissionais da Educação, Renato de Oliveira Brito, da SEB, a assinatura dessa Portaria simboliza o reconhecimento da classe que será protagonista na recuperação da aprendizagem dos estudantes com o retorno às aulas presenciais. “Começar 2022 concedendo esse reajuste mostra o quanto os profissionais do magistério são fundamentais para o fortalecimento da educação brasileira no contexto atual”, declara o diretor.

OS EDITAIS

Segundo a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Queda de Toledo, o lançamento dos dois editais reforça que a educação é um projeto de Estado. “O apoio a esta política de acesso à alta formação para os professores garante a democratização não só da educação, mas dos responsáveis por ela, os professores.”, ressalta Toledo.

Sobre a UAB – Serão abertas 156 mil vagas para a UAB. As 137 Instituições públicas de ensino superior integrantes do Sistema UAB devem apresentar suas propostas para a promoção dos cursos. 91 mil vagas serão para graduação, em cursos de licenciatura, 39 mil para especialização de professores em exercício, e 6.120 para parceria com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC). Outras 20 mil vagas serão destinadas a agentes públicos municipais, estaduais e federais para projetos de desenvolvimento da economia local/regional.

Criado em 2006, o Sistema UAB leva a universidade pública a locais distantes e isolados do País por meio da modalidade Educação a Distância (EaD).

Sobre o Parfor – O Parfor ofertará, em 2022 e 2023, 12 mil vagas para educadores em exercício na rede pública de ensino, em cursos de licenciatura nas áreas de conhecimento em que atuam. O edital selecionará as propostas das Instituições de Ensino Superior (IES), públicas e privadas sem fins lucrativos, para a oferta das vagas. Os cursos terão duração máxima de cinco anos. Cada IES deverá propor a abertura de pelo menos 40 vagas por curso. E fica garantido a cada unidade da Federação, caso tenha a proposta aprovada, o mínimo de 120 vagas.

Criado em 2009, o Parfor é voltado a professores que não têm formação específica na área em que atuam em sala de aula.

Assessoria de Comunicação Social do MEC