DIVERGÊNCIA: Fux vota para absolver Bolsonaro e réus da acusação de organização criminosa

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou durante seu voto desta quarta-feira (10) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) não demonstrou na denúncia que a trama golpista configura uma organização criminosa armada.

Segundo o ministro, a acusação descreve um concurso de pessoas para o cometimento de um suposto crime. Fux ainda vai analisar o mérito sobre a acusação de golpe de Estado.

“A denúncia não narrou em qualquer a trecho um horizonte de espaço temporal definido, isso não está na denúncia. Absolutamente não foi isso que se narrou na inicial acusatória. Não narrou a permanência e estabilidade da organização”, disse.

Dessa forma, Fux absolve todos os oito réus da trama golpista do crime de organização criminosa. Resta a análise dos demais quatro crimes: golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado do patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Fux abriu seu voto no julgamento da trama golpista com um discurso de que não cabe ao tribunal realizar juízo político e se alinhou a críticas sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes na relatoria do processo.

Fux destacou ponto a ponto as principais queixas apresentadas pelas defesas no processo sobre a trama golpista e apresentou suas posições divergentes a Moraes de forma enfática.

“Não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Ao revés, compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”, afirmou.

Fux disse que a análise do processo “exige objetividade, rigor técnico e minimalismo interpretativo, a fim de não se confundir o papel do julgador com o do agente político”.

Em sua introdução ao voto, Fux fez citações para defender a ampla defesa, as garantias constitucionais e a distância que a corte constitucional deve ter de questões políticas. Disse também que o tribunal não pode ser movido por clamor popular e defendeu a independência do juiz criminal.

“É exatamente imbuído dessas considerações filosóficas que me guiam nas mais de quatro décadas de judicatura que passo a analisar as provas, começando pelas preliminares, como um juiz de primeira instância”, disse.

Logo nos primeiros minutos de sua fala, o ministro indicou uma posição mais rígida com a acusação. Ele disse que o juiz precisa ter certeza para condenar os réus e “humildades para absolver quando houver dúvida”.

“Os fatos para serem considerados crimes devem encaixar-se na letra da lei penal como uma luva se encaixa na mão”, completou Fux.

A declaração foi dada durante voto do ministro no quarto dia de julgamento de Bolsonaro e outros sete réus pela trama golpista de 2022.

O Supremo está a um voto de ter maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado e outros sete réus denunciados pela formação de um núcleo central de uma trama para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Os ministros Moraes e Flávio Dino votaram na terça-feira (9) para condenar os oito réus em julgamento por todos os crimes pelos quais são acusados: abolição do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Dino apontou que pode aplicar penas mais leves aos ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e ao ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, por entender que houve menor participação dos três.

Ao longo da tramitação do caso no STF, Fux foi um ponto fora da curva com relação à unidade dos ministros da Primeira Turma em torno da condução de Alexandre de Moraes.

Na terça, ele anunciou que divergiria de Moraes em menos de cinco minutos de sessão, em consonância com o que já tem feito nos últimos meses. No recebimento da denúncia, o ministro também foi o único a ser contra a condução do julgamento pelo STF e também pela Primeira Turma, defendendo que o caso fosse à primeira instância.

Em plenário, Fux também já afirmou ser contra a ideia de punir a tentativa de golpe como um crime consumado. Para ele, é preciso diferenciar os atos preparatórios da execução do crime. “Tenho absoluta certeza que, se fosse em tempos pretéritos, jamais se caracterizaria a tentativa como crime consumado. Não tenho a menor dúvida disso”, disse o ministro em março.

Se Fux votar pela condenação dos réus por algum dos crimes, estará formada maioria entre os cinco ministros da turma. Cármen Lúcia será a próxima ministra a se manifestar. Depois dela, restará o ministro Cristiano Zanin.

Não compete ao STF fazer juízo político, diz Fux

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta quarta-feira (10) que não cabe ao tribunal realizar um juízo político sobre o que é bom ou ruim, mas apenas analisar a constitucionalidade dos atos questionados.

“Não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Ao revés, compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal.”, disse o ministro.

“Trata-se de missão que exige objetividade, rigor técnico e minimalismo interpretativo, a fim de não se confundir o papel do julgador com o do agente político”, completou
A declaração foi dada durante voto do ministro no julgamento de Bolsonaro e outros sete réus pela trama golpista de 2022.

O Supremo está a um voto de ter maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado e outros sete réus denunciados pela formação de um núcleo central de uma trama para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.

 

Votos pela condenação

Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram na terça-feira (9) para condenar os oito réus em julgamento por todos os crimes pelos quais são acusados: abolição do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Dino apontou que pode aplicar penas mais leves aos ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e ao ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, por entender que houve menor participação dos três.

Ao longo da tramitação do caso no STF, Fux foi um ponto fora da curva com relação à unidade dos ministros da Primeira Turma em torno da condução de Alexandre de Moraes.

Na terça, ele anunciou que divergiria de Moraes em menos de cinco minutos de sessão, em consonância com o que já tem feito nos últimos meses. No recebimento da denúncia, o ministro também foi o único a ser contra a condução do julgamento pelo STF e também pela Primeira Turma, defendendo que o caso fosse à primeira instância.

Em plenário, Fux também já afirmou ser contra a ideia de punir a tentativa de golpe como um crime consumado. Para ele, é preciso diferenciar os atos preparatórios da execução do crime. “Tenho absoluta certeza que, se fosse em tempos pretéritos, jamais se caracterizaria a tentativa como crime consumado. Não tenho a menor dúvida disso”, disse o ministro em março.

Se Fux votar pela condenação dos réus por algum dos crimes, estará formada maioria entre os cinco ministros da turma. Cármen Lúcia será a próxima ministra a se manifestar. Depois dela, restará o ministro Cristiano Zanin.

Por Folhapress/Cezar Feitosa, Ana Pompeu e José Marques

CCJ dá parecer favorável a Medida Provisória que cria o programa Tempo de Semear

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa do Maranhão, em reunião nesta terça-feira (9), analisou mais de 20 proposições, entre as quais a Medida Provisória 499/2025, de autoria do Poder Executivo, que cria o programa Tempo de Semear. Com relatoria do deputado Ricardo Arruda (MDB), a MP recebeu parecer favorável dos demais parlamentares e segue para ser examinada no plenário da Casa.

O programa Tempo de Semear tem por finalidade o aumento e a otimização da produção agrícola no Maranhão e visa, ainda, o aprimoramento das políticas públicas de subsídio voltadas aos agricultores do estado, desburocratizando o procedimento de aquisição de sementes e insumos para garantir maior eficiência com redução de custos no processo de distribuição e obtenção desses produtos.

Segundo a Mensagem enviada à Assembleia Legislativa pelo Poder Executivo, a criação do programa também se justifica pela necessidade de racionalizar e otimizar a aplicação dos recursos públicos. “Ao transferir o poder de escolha para o agricultor, reduz-se o risco de desperdício de insumos não adequados às necessidades específicas, o que, além de fortalecer a autonomia do produtor, potencializa os resultados das políticas de fomento agrícola”, diz o texto.

Proposições

Para o presidente da CCJ, deputado Florêncio Neto (PSB), a reunião foi bastante produtiva, com pareceres favoráveis a diversas matérias. Sobre a MP 499/2025, o parlamentar destacou sua relevância para o homem do campo.

Este é um projeto que deseja mudar e melhorar muito a agricultura familiar no Maranhão, estimulando a produção e conferindo créditos para a aquisição de sementes e também de equipamentos que possam ajudar o dia a dia do produtor rural do Maranhão”, destacou Florêncio Neto.

Já o relator da matéria, deputado Ricardo Arruda, frisou que o programa é importante, pois favorece ainda mais a agricultura familiar. “Incentiva nossos pequenos produtores a desenvolver a partir de investimentos no nosso setor primário, base da cadeia produtiva que gera renda. Este programa vai fixar o homem no campo e permitir que possa viver com dignidade, autonomia financeira e mantendo a sua produção em condições adequadas”.

Participaram da reunião da CCJ os deputados Ariston (PSB), João Batista Segundo (PL), Júlio Mendonça (PCdoB) e Neto Evangelista (União Brasil). O vereador do município de Pinheiro, Erasmo Leite, também acompanhou a reunião.

Brasil perde para Bolívia na altitude e faz pior campanha nas Eliminatórias

Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil perdeu por 1 a 0 para a Bolívia na noite desta terça-feira (9), na altitude de El Alto, a 4100m. A partida encerrou a participação brasileira nas Eliminatórias com a sua pior campanha.

O gol foi marcado por Miguelito, cobrando pênalti. O resultado classificou a Bolívia para a repescagem da Copa.

Ancelotti mandou a campo uma equipe que repetiu apenas Alisson e Bruno Guimarães. Foram nove mudanças em relação ao time que venceu o Chile.

Com o resultado, o Brasil terminou as Eliminatórias apenas na quinta colocação. A seleção entrou na rodada em segundo, mas perdeu posições diante das vitórias de Equador e Colômbia, além do empate do Uruguai.

A seleção brasileira segue sua preparação em outubro, quando viaja para a Ásia para amistosos. O Brasil enfrenta a Coreia do Sul e o Japão nos dias 10 e 14, respectivamente.

Como era esperado, a seleção sofreu pela altitude de 4100 metros de El Alto. Com nove mudanças no time titular, a equipe não conseguiu criar. Samuel Lino e Richarlison foram dois dos que aparentaram sentir mais os efeitos da altura.

A Bolívia tratou de chutar bastante a gol de média distância, apostando na diferença de velocidade da bola, mas nenhum chute foi particularmente perigoso e Alisson não teve problemas.

O pênalti em lance bobo de Bruno Guimarães acabou sendo decisivo para um jogo de poucas chances claras de gol.

No fim do jogo, os brasileiros reclaram de diversas bolas furadas e muita demora na reposição por parte dos gandulas. Enquanto a seleção estava no ataque, por vezes uma segunda bola apareceu no gramado.

Por UOLFOLHAPRESS – IGOR SIQUEIRA

Assembleia Legislativa faz um minuto de silêncio em memória do vereador Manoel Rodrigues

A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) realizou, na manhã desta terça-feira (9), durante a sessão plenária, um minuto de silêncio em homenagem à memória do vereador Manoel Rodrigues (MDB), do município de Alto Alegre do Maranhão, que faleceu na segunda-feira (8). O pedido partiu dos deputados Arnaldo Melo (PP), Rodrigo Lago (PCdoB) e Florêncio Neto (PSB).

Cinco vezes vereador, chegando inclusive a exercer a presidência da Câmara de Alto Alegre do Maranhão por quatro vezes, Manoel Rodrigues deixa um legado exemplar de compromisso com o bem-estar da sociedade. “Um homem cadeirante que muito contribuiu com aquele município durante cinco mandatos legislativos e marcou história naquela sociedade”, destacou o deputado Arnaldo Melo.

A opinião foi compartilhada pelo deputado Rodrigo Lago, que lembrou dos problemas de saúde enfrentados pelo parlamentar. “O vereador Manoel Rodrigues era um grande amigo. Enfrentou um problema no coração, acreditou estar recuperado, mas nos deixou, na segunda-feira, após um novo problema, ao qual acabou não resistindo”, disse o deputado.

Vereadores da situação vão seguir nota da prefeitura e defender contrato com empresa ligada ao PCC

Vereador Raimundo Leonel

Na sessão da Câmara desta terça-feira (09), o líder do governo, vereador Raimundo Leonel/Leonel Filho, deve seguir a nota divulgada pelo prefeito Chiquinho Oliveira (PT) e defender a regularidade do contrato firmado com a empresa Rede Sol Fuel Distribuidora S/A – investigada na Operação Carbono, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Polícia Federal.

A Prefeitura de Codó e a Câmara Municipal celebraram contratos com a empresa, que não possui sede no Maranhão e é alvo de denúncias por suposta ligação com o PCC. O caso ganhou grande repercussão no estado, ampliando a pressão política sobre a gestão municipal.

Já os vereadores de oposição tendem a se posicionar contra o contrato, alegando que o mesmo está cercado de inúmeras suspeitas de irregularidades e precisa ser devidamente esclarecido.

Diante da gravidade da denúncia, que envolve recursos públicos e possível atuação do crime organizado, cresce a expectativa de que o Ministério Público intervenha no caso para apurar responsabilidades e adotar as medidas cabíveis.