Por Jacinto Júnior – O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: BASE DA DEMOCRACIA

Jacinto Junior

A ciência exata contribuiu e continua a contribuir para a humanidade resolver seus problemas de forma fantástica. E posso citar o caso da proporcionalidade.

O princípio da proporcionalidade é o substrato perfeito para estabelecer o necessário equilíbrio entre forças antagônicas permitindo, dessa forma, confluir soberanamente a existência da Democracia como peça distintiva de todo e qualquer processo político e social. Portanto, esse princípio inspira as mais confiáveis alternativas para a resolutividade dos conflitos.

E o que tem a ver esse argumento com o que pretendo apresentar diante de um fato que, a priori, testificou a necessidade imperiosa de aclarar as assombrosas dúvidas que permearam os neurônios desgastados de alguns desavisados edis quanto a questão democrática? A Democracia se caracteriza por ser um método que impõe limites e limita as decisões tomadas, mesmo a maioria sendo acossada pela minoria; assim, sua existência prática, nos ensina a ter respeito e velar pelo respeito em relação a outrem, mesmo na condição de minoria.   

Utilizo-me desse argumento para esclarecer a finalidade e os espectros determinantes que a proporcionalidade oferece ao processo democrático numa disputa objetiva.

Mas, antes de adentrar no cerne da questão – o princípio da proporcionalidade -, permita-me recobrar um fato recente – ocorrido no último dia 06.11.2018 (terça-feira), durante a sessão ordinária da Casa Legislativa Municipal em que o Presidente autorizou a um membro da comunidade – e, ao mesmo tempo, dirigente do movimento sindical – a fazer uso do Parlatório, para esclarecer a situação dos profissionais da educação no que tange ao salário em atraso; no entanto, sob o protesto de um vereador da base governista, o representante da categoria ficou por alguns minutos impedido de fazer uso da fala; pois, tal vereador invocou o Regimento Interno da Casa para justificar seu argumento contra a participação do membro da comunidade e representante da categoria dos profissionais da educação. Entretanto, o Presidente levantou uma proposta e a colocou em votação para que o Plenário decidisse. E o Plenário da Casa decidiu em favor da fala do membro da comunidade e representante da categoria. O vereador derrotado, imediatamente, se retirou do Plenário num gesto antidemocrático e não prezando pela urbanidade.

E ao tomar ciência desse fato, busquei a figura invocada pelo vereador: Regimento Interno da Casa, e tratei de lê-lo em sua inteireza. Encontrei na Seção III – Dos Precedentes Regimentais. Art. 313, § 1º, que faz referencia à atitude do Presidente. Vejamos o significado desta terminologia em conformidade com o menestrel filólogo Aurélio Buarque de Holanda: Precedente [Do lat. Praecedente] adj. g. 3. Deliberação ou procedimento que serve de critério ou pretexto a prática posteriores semelhantes.

Quando fazemos a interpretação dessa regra rígida, encontramos aquilo que é notório: uma abertura para enquadrar um ato e considera-lo legítimo, amparado no próprio Regime Interno. E, na sequência, pode ser instruído como regra igual para outros episódios análogos. A tomada de decisão do Presidente ganha força de lei e passa a ser então uma jurisprudência. Portanto, a posição tomada pelo Presidente não foi ilegal e menos ainda, extrapolou o conceito de Democracia – não houve quebra de legalidade – ao contrário, fortaleceu ainda mais sua existência como instrumento essencial à vida da coletividade. Ao propor a votação em Plenário da fala do cidadão e representante da categoria dos profissionais da educação, o Presidente demonstrou equilíbrio e sensatez sem ferir o Regimento Interno. A estratégia de provocar o Plenário a uma votação ‘favorável’ ou ‘contrária’ à participação do cidadão e representante da categoria dos profissionais eliminou qualquer tentativa de cunho obsequioso.

Nesse processo é que se apresenta a ideia do Princípio da Proporcionalidade. Ele nos orienta a seguir uma perspectiva variável que condicionará cada um a receber sua parte. Não há desequilíbrio – há uma distribuição combinada – entre as forças oponentes e, sim, uma justaposição entre esses elementos, para mais e/ou para menos cujo resultado culmina com a consolidação daquilo que imaginamos ser a mais importante celebridade no conjunto social: a irretocável Democracia. Por conseguinte, a Democracia é sustentada pelo e no Princípio da Proporcionalidade! E esse princípio precisa ser respeitado por todos indistintamente! Nele, ecoa a moralidade, a ética e, sobremaneira, o espírito da consensualidade e, mais ainda, o da urbanidade.   

A Casa Legislativa Municipal é um clássico exemplo dessa definição objetiva. A fração de toda e qualquer agremiação partidária, tem direito a um assento nas diversas Comissões Permanentes discriminadas pelo Regimento Interno, tal fato, reflete o caráter democrático existente entre as forças antagônicas com o propósito de construir o belo na adversidade. Essa lição já deveria ter sido apreendida por aqueles que transitam os corredores da Casa Legislativa Municipal. Do mesmo modo, deveriam respeitar as decisões tomadas pela maioria ante as proposições submetidas à deliberação em Plenário.

A Casa Legislativa Municipal carece dotar uma nova estratégia para retomar sua credibilidade diante da opinião pública, caso contrário, a renovação em 2020 será total. O que vem se caracterizando como parte defensável – pelos vereadores da situação – de um governo politicamente incorreto, surge como se fosse uma ideia serena e absolutamente aceita pela comunidade com natural submissão. Ora, essa concepção não consegue mais sobreviver no limiar do novo conceito de homem público comprometido com o desenvolvimento social de nossa cidade.

Por fim, entendemos que o Princípio da Proporcionalidade deve ser o fiel da balança para equalizar as diferenças e restabelecer a ordem naquilo que é fundamental: respeitar as decisões tomadas democraticamente. A simetria entre a proporcionalidade e a Democracia é semelhante ao conceito de participação social e apropriação da luta pelos setores articulados; uma unidade condicionando a existência da outra. Assim, tem de ser o exercício democrático em sua profunda proporcionalidade.    

Definida a grande atração do Dia do Evangélico em Codó

O Conselho de Pastores de Codó, que é presidido pelo Pastor Carlos, definiu a grande atração da 9ª edição do Dia do Evangélico. A festa vai contar com a apresentação da Banda Som & Louvor, que promete atrair um grande número de pessoas ao evento deste ano. O show acontece no dia 29 de novembro e encerra Semana da Cultura Evangélica no município.

A Banda Som & Louvor é uma das mais queridas do meio gospel e tem público garantido em todos os shows que realiza, seja pago ou gratuito. Foi uma excelente escolha do Conselho de Pastores de Codó.

Semana da Cultura Evangélica

De autoria do vereador Expedito Carneiro, a lei que estabelece a Semana da Cultura Evangélica é destinada a promover a cultura evangélica, com grande festival entre ministérios de música, dança e teatro das congregações de toda cidade.

O Dia do Evangélico foi criado no ano de 2010 pelo então prefeito Zito Rolim. A data já recebeu grandes nomes da música gospel nos palcos de Codó. Desde sua primeira edição, já passaram pelo palco do chamado Corredor da Benção grandes nomes como Davi Sacer, Priscilla Alcântara, Milla Karvalho, Davi Sacer, Nívea Soares, Grupo Trazendo a Arca, Ludmila Ferber e Marquinhos Gomes.

Marco Silva

Quem está aniversariando hoje é o Analista de Sistemas HAROILDO CARIMAN

O aniversariante desta quinta-feira (15), é nosso amigo Haroildo Cariman, Analista de Sistemas formado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão (FACEMA), responsável pela Empresa HOST DOMINUS que cuida do Blog do Leonardo Alves.

Que nunca lhe falte motivos para sorrir e que a sua vida seja carregada de felicidades e que Deus te ilumine, te guie e te proteja em todos os dias da sua vida.

Haroildo Cariman

Mestranda da UFMA é a primeira maranhense a participar de Conferência da ONU, no Egito

SÃO LUÍS – A estudante do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) da UFMA, Brenda Izidio, participará da Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas (COP 14) sobre a Convenção de Diversidade Biológica (CDB), que ocorrerá entre os dias 17 e 29 de novembro, na cidade de Sharm El Sheikh, no Egito.

Referência para o Maranhão

A bióloga e mestranda de 25 anos será a primeira maranhense a participar dessa Conferência da ONU e embarcará como parte da delegação da associação de jovens Engajamundo e da organização Global Youth Biodiversity Network.

“É a primeira vez que uma jovem maranhense participará dessa reunião, o que é importante, porque, além de levar a representatividade como mulher, jovem, cientista formada pela educação pública e cidadã maranhense, também poderá levar posicionamentos relevantes para incidir nas discussões a favor da manutenção e proteção da natureza, como terei oportunidade de criar rede de contatos e parcerias com atores globais que fazem parte da luta por um desenvolvimento sustentável no planeta”, frisou Brenda.

Com financiamento da organização internacional de jovens “Global Youth Biodiversity Network” em parceria com a ONG Engajamundo, das quais faz parte, Brenda representará o Brasil com outros dois participantes de São Paulo (SP) e de Santarém (PA), compondo a delegação brasileira na juventude global da Conferência.

“Como coordenadora do grupo de trabalho sobre biodiversidade do Engajamundo, tenho trabalhado conjuntamente na formação e na capacitação de jovens em comunidades brasileiras para que eles possam incidir politicamente em espaços de tomada de decisões políticas de nível local a internacional, exatamente o que pretendemos fazer durante a Conferência”, contou.

Segundo a estudante, é importante que o jovem tenha representatividade em discussões como essas, pois a participação efetiva nesses processos impacta diretamente a vida de todos.

“Participar de uma Conferência da ONU, além de ser um grande sonho, é também uma realização de tentar contribuir com embasamento científico e político para as negociações e tomadas de decisão, que comumente são realizadas a portas fechadas, e a que a sociedade em geral não tem acesso”, relatou.

Determinada, Brenda Izidio revelou que os conhecimentos adquiridos na UFMA, tanto na graduação em Ciências Biológicas quanto na pós-graduação, a deixaram mais segura para estar na COP 14.

“Ter-me formado bióloga e estar fazendo o mestrado em Biodiversidade e Conservação na UFMA me deu possibilidade de ter embasamento para tratar sobre as políticas que dizem respeito à diversidade biológica e sua conservação”, disse.

A influência do curso de Mestrado em Biodiversidade e Conservação

O Curso de Mestrado em Biodiversidade e Conservação da UFMA foi recomendado pela CAPES em 2004 sendo avaliado com o “conceito 3”, reconhecendo a produção científica do corpo docente e discente, a estrutura curricular do curso, a infraestrutura de pesquisa da instituição, entre outros fatores.

Com dezoito professores na grade curricular, o mestrado atua com três linhas de pesquisas: Biologia de Populações e Comunidades de Áreas de Transição; Diversidade Animal e Vegetal de Áreas de Transição; e Ecotoxicologia e Bioprospecção. A coordenadora do PPGBC, Alana Aguiar, ressalta que o Programa tem sido um diferencial para os mestrandos que querem prosseguir nos estudos, buscando MBA ou equivalente e doutorados, além de serem bem-colocados no mercado de trabalho.

“O Programa reúne um grupo multidisciplinar de docentes pesquisadores dedicados às temáticas intrínsecas à diversidade biológica e conservação das espécies. Com a alta qualidade dos professores e difusão dos conhecimentos em sala de aula, todos os estudantes saem do PPGBC bem-colocados no mercado de trabalho, atendendo, principalmente à área do ensino, sendo aprovados em concursos públicos nos cargos de professores do ensino básico ao superior e, ainda, habilitados para consultoria em empresas privadas”, ressaltou Alana.

A mestranda Brenda Izidio faz parte do grupo de pesquisa “Laboratório de Estudos Botânicos” (LEB), formado por alunos da graduação e da pós-graduação sob a orientação do professor Eduardo Almeida, no qual o trabalho com as linhas de taxonomia e ecologia botânica tem levado os pesquisadores a considerar o papel do cientista enquanto influenciador nas negociações e decisões políticas sobre a conservação da biodiversidade, uma preocupação que também se reflete dentro do PPGBC.

“A minha expectativa é que, ao final do mestrado, eu possa ser uma especialista em biodiversidade e, junto com a experiência adquirida nessa conferência da ONU e no meu trabalho no Engajamundo, eu possa atuar mais fortemente no Maranhão para que tenhamos mais políticas que levem em conta a importância de se conservar nossa flora e fauna”, finalizou Brenda.

Portal UFMA