
O médico Pedro Neres, protocolou uma representação junto ao Ministério Público na 1ª Promotoria de Justiça de Codó solicitando a apuração de uma possível relação entre a Prefeitura de Codó e a empresa Irmãos Oliveira Comunicação LTDA (FC TV e FC FM).
Na denúncia, o médico levanta suspeitas de que a emissora, apesar de ser uma empresa privada com fins lucrativos, possa estar sendo utilizada para promover diretamente a imagem do prefeito Chiquinho Oliveira.
Segundo o documento enviado ao Blog do Leonardo Alves, há indícios de que conteúdos divulgados pela FC TV apresentam caráter de promoção pessoal, o que pode violar princípios constitucionais da administração pública.
Pedro Neres questiona ainda se há destinação de recursos públicos municipais para custear essas divulgações. A preocupação central da representação é saber se existe algum tipo de contrato, convênio ou repasse financeiro entre o município e a empresa de comunicação, especialmente diante da ausência de transparência quanto à origem dos recursos utilizados nas publicações.
Outro ponto destacado na denúncia é o possível conflito de interesses, já que a empresa pertence à família do atual gestor municipal, sendo administrada por seu filho Carlos de Oliveira Júnior. Para o denunciante, caso seja confirmada a utilização de recursos públicos, ainda que de forma indireta, para promoção pessoal do prefeito, a situação pode configurar ato de improbidade administrativa.
A representação também aponta que as divulgações não seguem um padrão institucional, sem uso de logomarca oficial da prefeitura, mas com elementos que reforçam a imagem pessoal do gestor. Além disso, menciona a frequência das inserções durante a programação da FC TV, o que, segundo o documento, pode indicar uma estratégia contínua de promoção.
Diante dos fatos, Pedro Neres solicitou que o Ministério Público instaure procedimento investigatório para apurar a existência de vínculo entre a Prefeitura de Codó e a FC TV. Ele também requer que tanto a empresa quanto o município sejam notificados a apresentar documentos como contratos, notas fiscais, empenhos e comprovantes de pagamento.
Por fim, o médico pede que, caso sejam confirmadas irregularidades, sejam adotadas as medidas legais cabíveis, incluindo eventual ação por improbidade administrativa e responsabilização dos envolvidos.






