Em Teresina, Marina Silva prega liberdade religiosa e diz que País está dividido

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou na tarde deste domingo (24), durante visita a Teresina, a importância do estado laico e defendeu a liberdade religiosa. Segundo a ministra, o País está dividido entre os que defendem a vacinação dos filhos e os antivacinas.

“Acho que estamos vivendo um momento especial. O momento em que o Brasil, infelizmente, está dividido. Dividido porque tem uma parte que acha que quando ganha tem que governar só para os que votaram nele. Isso não é bom para o país e não é bom para a cidade. Dividido entre aqueles que dizem que a gente deve vacinar os filhos e os que não devem vacinar os filhos. A gente sabe que a vacina é importante para a saúde pública”, disse Marina Silva que veio a Teresina participar de aniversário de uma igreja evangélica na vila Irmã Dulce.

A ministra também participou do lançamento da pré-candidatura a vereador de Erick Riccely, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piauí, pela Rede Sustentabilidade.

Ao falar aos presentes, a ministra, que foi eleita como uma das mulheres mais influentes do mundo, condenou a intolerância religiosa.

“Temos que ter um País plural, um país que respeita a sua diversidade cultural e social. Sou cristã, evangélica, da Assembleia de Deus, mas aprendi a respeitar a diversidade religiosa, porque o estado brasileiro é laico… graças a instituição do estado laico, que eu digo que é uma benção para quem crer e para quem não crer, porque nele que tenho a liberdade de ter a religião que eu tenho e que outras pessoas podem ter a religião que tem. Como diz a Bíblia não é com força e nem violência, é pelo espirito. Não é a gente que vai determinar se a pessoa vai ser católico, crente, espirita. Não são as leis civis que vão nos obrigar a fazer isso”, disse ao participar de evento no bairro Todos os Santos.

Nem todo mundo vai ser do mesmo clube

“Queremos uma Teresina unida, um Brasil unido. Unido em torno de que? Nem todo mundo vai ser do mesmo partido, nem todo mundo vai ser do mesmo clube, a gente é diverso, a gente pode ter diferença, o que a gente não pode é negar a ciência, o que a gente não pode é querer estragar a nossa democracia… O capitão pode ser presidente, porque na ditatura quem era o presidente era os generais, com base na hierarquia, vocês já viram o capitão passar na frente do tenente? Não passa. Só a democracia permite que um capitão seja eleito presidente e não um general. Estado laico é uma benção”, disse Marina Silva sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro que é conhecido como “capitão”.

Yala Sena

JUSTIÇA – Quem é a professora de 71 anos condenada a 14 anos pelo STF que livrou Lula

A professora aposentada Iraci Nagoshi, de 71 anos, destacou-se nesta semana devido à sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do tumulto ocorrido em 8 de janeiro. Junto com outros 14 réus, Iraci foi considerada culpada e receberá uma sentença de 14 anos de prisão, apesar de sua idade avançada.

Cabe lembrar que Iraci foi condenada pela mesma corte que livrou o petista Luiz Inácio Lula da Silva, bem como diversos corruptos da prisão, mesmo após terem sido condenado em todas as instâncias do Judiciário

Iraci foi detida no interior do Palácio do Planalto durante os distúrbios na Praça dos Três Poderes naquele dia, onde se refugiou das bombas de efeito moral. Sua defesa afirma que ela não cometeu vandalismo.

Residente de São Caetano do Sul (SP), Iraci é ex-professora de português e diretora aposentada. Ela ficou oito meses detida na Colmeia e desde agosto utiliza uma tornozeleira eletrônica.

Antes dos acontecimentos de 8 de janeiro, Iraci viajou a Brasília com um grupo de pessoas, acreditando que a manifestação seria pacífica.

Durante sua prisão, Iraci enfrentou condições difíceis na prisão, compartilhando uma cela pequena com mais de dez pessoas e tendo que lidar com banhos frios e alimentação inadequada.

Além de sua idade avançada, Iraci sofre de transtornos passivos, diabetes, hipertireoidismo e dislipidemia. Após conseguir liberdade condicional, ela teve uma paralisia facial que exigiu tratamento.

Em março deste ano, a defesa de Iraci comemorou a autorização do STF para remover a tornozeleira, permitindo que ela fizesse uma cirurgia delicada após sofrer uma queda e quebrar o fêmur esquerdo. No entanto, horas depois, o STF condenou Iraci a 14 anos de prisão por cinco crimes relacionados ao tumulto de janeiro.

A notícia da sentença foi mantida em segredo da professora até que sua cirurgia fosse concluída. Quando ela finalmente soube da condenação, sua família relata que ela já esperava por esse desfecho, dada a situação de outros presos.

GOSPEL PRIME

Polícia Federal prende três suspeitos de mandar matar Marielle Franco; deputado é um dos alvos

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã deste domingo (24), três suspeitos de mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL). A operação Murder Inc. resultou nas prisões do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), de Domingos Brazão, irmão dele e conselheiro do Tribunal de Contas do estado, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ.

Anderson Gomes, motorista da vereadora, também foi assassinado no crime, cometido em 14 de março de 2018.

A força-tarefa de hoje ainda cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro.

A operação contou com participação da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do estado.

*Aguarde mais informações

PORTAL CIDADE VERDE

Mauro Cid diz que foi coagido a mentir e detona Alexandre de Moraes

Em áudios relevados pela Veja, o ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, acusa a Polícia Federal (PF) de coação para que o ministro Alexandre de Moraes confirme a narrativa de golpe de Estado no Brasil.

Cid direciona suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é relator das ações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, em Brasília. Moraes também está encarregado dos controversos inquéritos das milícias digitais e das fake news.

“Eles [investigadores] queriam que eu falasse coisas que eu não sei, que não aconteceram”, afirma Cid em uma das gravações. Segundo a Veja, trata-se de uma conversa entre o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e um amigo, que durou aproximadamente uma hora. A conversa teria sido registrada na semana passada, após o sétimo depoimento de Cid à PF, que se estendeu por cerca de nove horas.

“Você pode falar o que quiser. Eles não aceitavam e discutiam. E discutiam que a minha versão não era a verdadeira, que não podia ter sido assim, que eu estava mentindo”, declara Cid em um dos trechos do áudio.

Além disso, o militar alega que os investigadores já possuem uma “narrativa pronta” sobre o caso. Além das acusações de atos golpistas, Cid menciona a investigação sobre a suposta falsificação no cartão de vacinação de Bolsonaro – o que resultou nos indiciamentos do próprio Cid, do ex-presidente e de outras 15 pessoas.

“Eles estão com a narrativa pronta. Eles não queriam saber a verdade, eles queriam apenas que eu confirmasse a narrativa deles. Entendeu? É isso que eles queriam”, acrescentou. “E todas as vezes eles falavam: ‘Olha, mas a sua colaboração. Olha, a sua colaboração está muito boa’. Ele [o delegado] até falou: ‘Vacina, por exemplo, você vai ser indiciado por nove negócios de vacina, nove tentativas de falsificação de vacina. Vai ser indiciado por associação criminosa e mais um termo lá’. Ele falou assim: ‘Só nessa brincadeira são 30 anos para você’”, relatou Mauro Cid.

GOSPEL PRIME

Servidora do Tribunal de Justiça é presa por fraudes e desvios financeiros de contas públicas

A Polícia Civil do Maranhão, deu cumprimento, na última quinta-feira(21), a um mandado de prisão preventiva contra uma servidora do Tribunal de Justiça do Maranhão(TJ-MA), investigada por eventuais liberações irregulares de alvarás de pagamento. A investigação e a prisão foram coordenadas pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais(SEIC).

Consta na investigação que, a investigada bloqueou quantias que podem aproximar-se de um milhão de reais em contas públicas do Estado do Maranhão, transferindo-as para uma advogada que é pessoa do seu círculo íntimo e que não faz parte e nem procuradora nos referidos processos. Em depoimentos, outros servidores confirmaram que alvarás judiciais foram expedidos em processos que estavam arquivados.

Já em seu depoimento, a servidora acompanhada de um advogado, negou-se a prestar esclarecimentos.

Após os procedimentos, liberadas as investigadas e testemunhas, o delegado que atendeu o caso, representou pela prisão preventiva da servidora e da advogada beneficiada pelos alvarás ilegais, o que foi atendido pelo Plantão Judicial.

Na quinta(21), a servidora investigada foi localizada e presa na residência da sua genitora, sendo conduzida à SEIC para as formalidades legais e apresentada à justiça para ser conduzida ao sistema penitenciário.

A Polícia Civil continua as diligências para efetuar o cumprimento do mandado de prisão emitido em desfavor da advogada que levantou os valores dos alvarás.

ASCOM – Polícia Civil