Acusado de abusar da própria filha é condenado a 24 anos de prisão em Alto Alegre do Pindaré

Um homem acusado de prática de crime de estupro, que teve como vítima a própria filha, foi condenado à pena de 24 anos e 9 meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. A sentença criminal, da 2ª Vara de Santa Luzia, foi proferida pela juíza Ivna Cristina Melo, na última quarta-feira (26). Conforme informações da unidade judicial, a menina, filha do réu, tem apenas 15 anos de idade e o crime foi descoberto após um desabafo da adolescente, que se abriu com uma amiga. Diante das declarações, a amiga da menor a levou até o Conselho Tutelar. Lá, a menina conseguiu narrar os fatos ocorridos com ela, somente, através de uma carta, haja vista o trauma que sofreu nos últimos meses.

Narrou a denúncia, oferecida pelo Ministério Público, que no dia 22 de setembro de 2022, em Alto Alegre do Pindaré, o denunciado constrangeu, mediante violência e grave ameaça, a própria filha a manter conjunção carnal. “Imputa-se ao acusado a conduta típica descrita no artigo 213, c/c artigo 226, inciso II, na forma do artigo 69, todos do Código Penal, consistente nos crimes de estupro qualificado por ser a vítima menor de dezoito anos e maior de catorze, com causa de aumento por ser o agente pai da vítima, em concurso material”, destacou a peça acusatória.

“No que concerne a materialidade nos crimes de estupro, destaca-se que se dá pela obtenção dos meios probatórios indispensáveis, tais como o exame de corpo de delito, previsto no artigo 158 do Código de Processo Penal, a prova testemunhal, que pode de fato suprir a falta do exame, o exame psíquico e, por fim, o depoimento da vítima (…) No caso em comento, a materialidade resta devidamente comprovada pelo exame de conjunção carnal, que atesta ter havido conjunção carnal que possa ser relacionada ao delito em apuração”, fundamentou a juíza na sentença.

RIQUEZA DE DETALHES

A Justiça verificou que as declarações e testemunhos colhidos durante a fase instrutória se mostraram harmônicos entre si. “Vale salientar a riqueza de detalhes das declarações, não entrando, a vítima e testemunhas, em qualquer contradição com as provas coligidas aos autos, o que, por si só, já conduz a um decreto condenatório (…) Em relação à autoria delitiva, portanto, verifica-se restar comprovada diante do depoimento da vítima e das testemunhas ouvidas em juízo (…) Destaca-se que a vítima confirmou, tanto na delegacia como em juízo, os atos libidinosos cometidos pelo acusado”, ressaltou a magistrada.

A menina disse, na carta, ter sido abusada por seu pai, ora acusado, desde que tinha 14 anos. Ela explicou que vivia com o acusado, sua mãe e seus irmãos, informando que sua mãe saia durante a madrugada para trabalhar, momento em que geralmente ocorriam os abusos. Contou, ainda, ter sido ameaçada, caso contasse a alguém os fatos ocorridos. Além da pena imposta, a Justiça suspendeu o poder familiar do acusado sobre a vítima. Ele não poderá recorrer em liberdade.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

Audiência pública na Assembleia Legislativa debate violência nas escolas

Por iniciativa do deputado Ricardo Arruda (MDB), presidente da Comissão de Educação, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Maranhão, foi realizada, nesta quarta-feira (27), audiência pública sobre o tema “Enfrentamento da violência nas escolas”, reunindo autoridades e técnicos da Educação, além de dirigentes sindicais.

A audiência contou com a participação do secretário de Estado da Segurança Pública, Maurício Martins; do subsecretário de Estado da Educação, Anderson Lindoso, que representou o secretário Felipe Camarão; Gastão Vieira, ex-ministro do Turismo e atual assessor para a área de Educação da Fundação Getúlio Vargas; Soraya Raquel, presidente do Conselho Estadual de Educação; Rodrigo Guará, presidente da Associação de Pais e Alunos do Maranhão (ASPA); Fábio Orlan, representante do Sinproessema; Erisson Lindoso, presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas; Thiago Prado, secretário adjunto de Juventude, e o coronel Emerson Bezerra, comandante geral da Polícia Militar.

Participaram como palestrantes Gastão Vieira, a jornalista e neurocientista Fátima Moraes e Fabiana Canavieira, professora do Departamento de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Presentes também os deputados Daniela (PSB), Dr. Yglésio (PSB), Cláudia Coutinho (PDT), Leandro Bello (Podemos), Neto Evangelista (União Brasil) e Júlio Mendonça (PC do B).

Neto Evangelista destacou que a Assembleia tomou a correta iniciativa de trazer para o debate público um assunto que vem dominando o noticiário no mundo inteiro.

Dr. Yglésio mostrou gráficos estatísticos sobre o problema nos Estados Unidos e afirmou que esse é um tema que tem que sair da pauta da disputa política e ideológica. “Os pais devem tomar conta de seus filhos e não tentar colocar tal encargo sob a responsabilidade das escolas e dos professores. Há aí um viés que deve ser considerado, que é o do bullying e das redes sociais, que estão viciando as crianças e os adolescentes”, afirmou.

Para Júlio Mendonça, esse é um assunto de prioridade para toda sociedade e a Assembleia Legislativa saiu na frente, iniciando os debates e em busca de solução.

O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, lembrou da chacina de Santa Catarina e disse que o que houve foi terrorismo digital.

Ronda nas Escolas

O subsecretário de Educação, Anderson Lindoso, enfatizou que a política adotada pelo governador Carlos Brandão contra violência nas escolas alcança seus objetivos. Ela consiste na ampliação do programa ‘Ronda nas Escolas’ e no fortalecimento das guardas municipais. “No Maranhão, no governo Brandão, o objetivo é transformar a escola num local, de paz e de cultura”, afirmou.

Gastão Vieira destacou ter de haver uma política de choque contra a violência nas escolas, um trabalho preventivo que fortaleça o ensino e modifique esse panorama. Sugeriu, inclusive, a criação de sistemas pelo qual se evite a propagação e incentivo à violência pelas redes sociais.

Fátima Ribeiro fez um amplo relato da questão da neurociência e afirmou que a violência está nas pessoas e não nas escolas. Por sua vez, a professora Fabiana Canavieira afirmou que há estudos científicos que apontam que esse tipo de crise deve ser e combatido no começo para evitar violência nas escolas e contra as escolas. Destacou haver duas tipificações, sendo a primeira contra pessoas e a segunda contra o patrimônio público.

Ministério Público intima presidente da Câmara e vereador Leonel Filho acusado de homofobia por fala contra blogueiro e comunidade LGBTQIA+

Vereador Leonel Filho faz declaração homofóbica na Câmara Municipal de Codó

O Ministério Público Estadual através da 2ª Promotoria de Justiça de Codó determinou na última quarta-feira (26), abertura de instauração de Procedimento de Investigação Criminal (PIC), requisitando ao presidente da Câmara Municipal que encaminhe cópia integral da gravação da sessão realizada no dia 02 de agosto de 2022, data em que o vereador Leonel Filho se expressou de maneira homofóbica contra blogueiro que ele acredita ser gay, ofendendo também todas as pessoas integrantes à comunidade LGBTQI+, onde afirmou que alguns gays são “verdadeiros satanás”.

Além de notificar o presidente do Legislativo, o MP determinou notificação do vereador investigado para, querendo, apresentar manifestação escrita, no prazo de 10 (dez) dias e notificação da Aliança Nacional LGBTI+, autora da representação, informando as últimas demandas adotadas no órgão ministerial.

A 1ª Promotoria de Justiça compreendendo tratar-se de matéria que afeta a promoção e defesa dos DIREITOS HUMANOS da parcela da população LGBTQI+, encaminhou a denúncia à 2ª Promotoria de Justiça para a tomada de providências.

A representação contra o vereador Leonel Filho, acusado de crime de homofobia foi feita pela Aliança Nacional LGBTI+ no dia 04 de agosto de 2022 após tomar conhecimento do fato.

É importante destacar que em 04 de outubro a Câmara Municipal de Codó encaminhou oficio á 1ª Promotoria de Justiça, apresentando manifestação a respeito dos fatos denunciados através da Aliança Nacional LGBT+. O MP segue investigando o caso. Segundo especialistas em Direitos Humanos, mesmo tendo o privilégio de imunidade no exercício do mandato, o vereador pode e deve ser responsabilizado por suas declarações homofóbicas.

Mical Damasceno derruba lei que obriga afixação de placas contra LGBTfobia em estabelecimentos comerciais

A Assembleia Legislativa atendeu solicitação da deputada estadual Mical Damasceno (PSD) e decidiu derrubar nesta quarta-feira (26), veto integral do governador Carlos Brandão ao projeto que veta a instalação de placas informando sobre a proibição da prática de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero em estabelecimentos comerciais.

Autora da proposição que pediu a revogação da lei nº 11.287/2022, Mical Damasceno postou um vídeo nas redes sociais comemorando a derrubada do veto integral do Executivo.

Desembargadora Nelma Sarney é homenageada no aniversário da Academia de Polícia Militar

A convite do comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Emerson Bezerra da Silva, do diretor de ensino da PMMA, coronel Raimundo Salgado Freire Júnior, e do comandante da Academia de Polícia Militar “Gonçalves Dias”, tenente-coronel Everaldo dos Santos Pereira Mendes, a desembargadora Nelma Sarney foi homenageada na manhã desta quarta-feira (26/4), na solenidade de Formatura Militar alusiva ao 30º aniversário da Academia de Polícia Militar “Gonçalves Dias” (APMGD).

A desembargadora Nelma Sarney foi professora da turma pioneira que marcou o início pedagógico na Academia de Polícia Militar “Gonçalves Dias” (APMGD), com 30 cadetes selecionados em um concurso público. A primeira turma formada pela APMGD, leva o nome “Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa.

A solenidade de aniversário da APMGD, foi promovida pela Polícia Militar do Maranhão (PMMA) no Quartel do Comando Geral, localizado no bairro Calhau.

APMGD

Criada pela Lei Estadual nº 5.657 de 26 de abril de 1993, a APMGD é o órgão responsável pela formação e especialização do oficialato da PMMA, tendo formado, ao longo de seus 30 anos de fundação, mais de 800 oficiais.

Entre os cursos que a Academia disponibiliza, destaque para o Curso de Formação de Oficiais (CFO), realizado em convênio com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); e o Curso de Especialização em Gestão da Segurança Pública (CEGESP), em parceria com a Universidade Federal o Maranhão (UFMA).

Atualmente encontram-se em formação nessa instituição mais de 154 cadetes, alunos oficiais que em breve integrarão o corpo de oficiais da PMMA.

Agência TJMA de Notícias