SEM TRANSPARÊNCIA: Câmara Municipal de Codó encerrou ano legislativo de 2025 e não divulgou balanço das ações parlamentares de vereadores

A Câmara Municipal de Codó encerrou o ano legislativo de 2025 sem divulgar o balanço das ações parlamentares, impedindo que os cidadãos codoenses tenham acesso a informações detalhadas sobre o trabalho desenvolvido pelos vereadores.

No site oficial da Casa Legislativa consta apenas uma publicação datada de 15/12/2025, que destaca o primeiro ano de gestão do presidente Roberto Cobel. Contudo, não foi disponibilizado um relatório quantitativo e detalhado das atividades parlamentares realizadas pelos vereadores ao longo de 2025.

A imprensa e a população de Codó não tiveram acesso a dados essenciais, como a quantidade de Indicações, Projetos de Lei, Requerimentos, Projetos de Decretos Legislativos e demais proposições apresentadas, aprovadas ou rejeitadas durante o ano legislativo.

Cabe à imprensa o direito e o dever de questionar a Câmara Municipal de Codó acerca da ausência de transparência quanto à divulgação dos projetos aprovados e rejeitados pelos vereadores em 2025.

A falta de divulgação das ações parlamentares também evidencia fragilidades na atuação da Assessoria de Comunicação da Casa Legislativa, que se manteve ausente na cobertura e divulgação do trabalho dos parlamentares ao longo do ano, deixando de cumprir seu papel institucional de promover a transparência e o diálogo com a imprensa e a sociedade.

Diretor-geral da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa avalia trabalhos parlamentares

Em entrevista ao programa Diário da Manhã de quarta-feira (31), o diretor-geral da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema), Bráulio Martins, avaliou positivamente os trabalhos parlamentares desenvolvidos no Palácio Manuel Beckman ao longo de 2025. Foram mais de 5 mil proposições apreciadas pelos deputados, o que mostra que a Casa vem trabalhando diuturnamente para atender a todos os anseios da sociedade maranhense.

Na avaliação do diretor, o ano de 2025 foi extremamente intenso na Assembleia. Prova disso está na duração das sessões ordinárias, pois muitas se estenderam além do tempo habitual, evidenciando a abundância de pautas a serem deliberadas pelos deputados.

“Então foi um momento muito intenso, muito debate, muita discussão. O parlamento é isso, é opinião de um lado, opinião de outro, contraditório. E a gente só tem a elogiar o trabalho dos deputados estaduais que discutiram, debateram e trabalharam muito pelo Maranhão nesse ano de 2025”, disse o Bráulio Martins.

Balanço

Ao longo de 2025, sob a gestão da presidente do parlamento estadual, deputada Iracema Vale (PSB), foram realizadas 120 sessões ordinárias, 15 extraordinárias, 73 solenes e duas sessões especiais. Todas elas tiveram como diretrizes a transparência, organização administrativa e eficiência legislativa.

O ano de 2025 ficou marcado pela alta quantidade de proposições apresentadas entre Projetos de Lei Ordinária (559); Indicações (4.017); Requerimentos (652); Moções (22); Projetos de Resolução Legislativa (158); Proposta de Emenda Constitucional (3); Projetos de Decreto Legislativo (3); e Projetos de Lei Complementar de iniciativa parlamentar (1).

A Assembleia também analisou proposições de outros poderes e órgãos. Entre elas destacam-se matérias de autoria do Poder Executivo como Medidas Provisórias (63); Projetos de Lei Ordinária (40); e Projetos de Lei Complementar (4). Também foram analisadas matérias do Poder Judiciário como Projetos de Lei Ordinária (5) e Projetos de Lei Complementar (4).

O ano de 2025 terminou com a análise de dois Projetos de Lei Complementar da Defensoria Pública do Estado (DPE); seis Projetos de Lei Ordinária do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA); e um Projeto de Lei Complementar do Ministério Público (MPMA).

“Esses números têm um incremento em relação ao ano anterior, ano de 2024, de mais ou menos 20%, o que demonstra a efetiva participação dos deputados no trabalho do Legislativo”, pontuou Bráulio Martins.

O programa Diário da Manhã desta quarta-feira (31) foi apresentado pelo jornalista Ronald Segundo e vai ao ar em transmissão simultânea e ao vivo, de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal do Youtube.

Assista ao programa na íntegra:

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula, por meio das redes sociais.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

Agência Brasil

Trump diz que EUA vão administrar Venezuela até “transição segura”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3), na primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Nicolás Maduro, que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.

“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, disse o norte-americano.

De acordo com Trump, os Estados Unidos “estão lá agora”.

“O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível”, disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

Trump destacou o que classificou como uma das “demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas da capacidade e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”, que teria neutralizado completamente as defesas venezuelanas. Disse também que nenhum equipamento militar estadunidense foi sequer atingido e nenhum homem morto ou ferido na operação.

“Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro no meio da noite. Estava escuro. As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal”, afirmou.

“Mas ele foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, ambos agora enfrentando a Justiça americana. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton, por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos”, afirmou.

Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

Petróleo
O presidente dos EUA, que justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas, também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.

“Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país”, disse.

“E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será.”

Agência Brasil

Vice-presidente da Venezuela exige dos EUA prova de vida de Maduro

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, exigiu na manhã deste sábado (03) provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, cujo paradeiro é desconhecido após os ataques dos Estados Unidos.

Rodriguez denunciou o bombardeio militar norte-americana na capital e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, que resultou na morte de civis.

Segundo a vice-presidente, o presidente Maduro já havia alertado a população sobre um possível ataque dessa natureza, que afetaria civis em diversas partes do país. Em resposta à situação, a defesa nacional foi acionada seguindo as instruções do presidente.

“O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), o povo venezuelano organizado em milícias e agências de segurança cidadã, em perfeita integração policial, militar e cívico-militar, receberam instruções para defender a pátria”, afirmou Rodriguez.

A vice-presidente enfatizou que ninguém violará o legado histórico de Simón Bolívar nem o direito da Venezuela à independência, ao seu futuro e a ser uma nação livre, sem tutela externa. “Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar.”

Rodriguez lembrou que a Venezuela tem consistentemente caracterizado essas manobras como parte de uma estratégia para desestabilizar a região e minar sua soberania nacional, denunciando o que considera uma tentativa de intervenção armada para impor uma mudança de regime favorável aos interesses imperialistas.

A Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e organizações como a Coalizão Resposta condenaram o que chamam de “crime contra a paz” e uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas, apelando à solidariedade internacional e à mobilização global contra o que consideram uma guerra colonial pelo petróleo venezuelano.

Agência Brasil