Roberto Rocha esclarece sua saída da liderança do PSDB no Senado

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) manifestou-se em suas redes sociais sobre os motivos que o levaram a solicitar a sua saída da liderança do PSDB no Senado.

O esclarecimento deu-se em razão de especulações surgidas em parte da imprensa maranhense, que atribui a sua saída da liderança ao estreito alinhamento com o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Desmontando a ideia de que a ligação com o presidente afeta, de alguma forma, a atuação parlamentar ou a permanência no partido, Roberto Rocha explicou que seu desligamento foi totalmente voluntário. E que , após as eleições do 1º turno, comuniquei internamente que não gostaria mais de continuar na liderança, em 2021, porque vou me dedicar exclusivamente ao meu estado. Portanto, não terei tempo de acompanhar todos os projetos em tramitação no Senado.

Vai dedicar-se ao tratamento do filho, Paulo Roberto, que luta contra um câncer. Além disso, disse que pretende dar mais atenção ao “seu estado”.

Leia a íntegra da postagem:

“ Incrível como é uma boa parte da imprensa de São Luís do Maranhão. Entre estes, é um vale tudo, e, na maioria das vezes, produzem Fake News. Não se dão ao trabalho sequer de fazer o básico: ouvir as partes. Incrível!!

Sem me ouvir, agora inventaram que vou deixar o PSDB, simplesmente porque já anunciei que não desejo mais continuar na liderança do partido no Senado, função que exerço há anos.

Neste ano, para me dedicar ao tratamento do meu filho, me afastei da liderança. Alguma surpresa nisso?

Eu mesmo, após as eleições do 1º turno, comuniquei internamente que não gostaria mais de continuar na liderança, em 2021, porque vou me dedicar exclusivamente ao meu estado. Portanto, não terei tempo de acompanhar todos os projetos em tramitação no Senado.

Pronto, simples de entender. Mas já inventaram até meu próximo partido, e quem fica com o meu atual.
Um completo desrespeito, principalmente com o público que é bombardeado com notícias falsas.

Alguns são simplesmente assessores de imprensa, não são jornalistas. Mesmo assim, deveriam ter compromisso com a verdade.”

Blog de São Luís diz que Francisco Nagib investigado pela Polícia Federal, pode ser secretário de Flávio Dino

Prefeito Francisco Nagib

Há uma expectativa na reforma administrativa no Governo do Maranhão. Em janeiro, o secretariado do governador Flávio Dino (PCdoB) deve ter alterações. Em Codó, o medo dos eleitores é que o atual prefeito de Codó, Francisco Nagib (PDT), possa ser um auxiliar importante no governo Dino.

Entenda.

Flávio Dino pode ter um investigado da Polícia Federal entre os seus secretários. Nagib pode assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social no lugar do seu correligionário Márcio Honaiser (PDT).

A Polícia Federal investiga o envolvimento do prefeito Francisco Nagib com a empresa ADM Médica LTDA, por possível fraude na realização de contrato entre a Prefeitura de Codó e a referida empresa, no direcionamento de procedimento licitatório no Hospital Geral do Município de Codó.

É disso que a população de Codó, que conhece bem Nagib, tem medo. E Flávio Dino, o que acha disso?

Blog do Werbeth Saraiva 

Presidente do Tribunal de Justiça apresenta projetos de lei à Assembleia Legislativa

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Lourival Serejo, protocolou, nesta quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Maranhão, mensagens que tratam de projetos de lei. Um deles altera a Lei Estadual nº 9.109, de dezembro de 2009, que dispõe sobre custas e emolumentos; o outro altera a redação do artigo 11 da Lei estadual nº 130, da mesma época, por meio da qual foi criado o Fundo Especial das Serventias de Registro Civil de Pessoas Naturais do Estado do Maranhão (FERC). O desembargador foi recebido pelo presidente da ALEMA, deputado Othelino Neto, ocasião em que forneceu detalhes sobre as alterações propostas.

De acordo com a mensagem, em que se diz honrado em submeter os projetos de lei à deliberação dos deputados e deputadas da casa, Lourival Serejo explicou que a alteração da Lei nº 9.109/2009 faz-se necessária para compatibilizá-la à Lei nº 10.169/2000, que regula o parágrafo 2º do artigo 236 da Constituição Federal, estabelecendo normas gerais para a fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro, que devem corresponder ao efetivo custo e à adequada e suficiente remuneração dos serviços prestados, bem como regulamentar emolumentos incidentes sobre novos atos praticados pelos cartórios.

O desembargador detalhou que, para essa finalidade, efetivou-se pequena alteração no artigo 3º, objetivando fazer remissão à tabela de emolumentos XVIII. Disse que, no concernente ao serviço extrajudicial, as modificações que se propõem incidem, fundamentalmente, sobre o artigo 13 da Lei nº 9.109/2009, cujos incisos VII e X, receberam nova redação, ensejando a revogação do inciso XI.

As modificações propostas são para especificar, no inciso I do artigo 13, que a isenção é para beneficiário da gratuidade; acrescer ao inciso VII que o requerimento da autoridade policial para instruir inquérito policial (artigo 6º do CPP) se insere no rol de atos isentos do pagamento de emolumentos; excluir do inciso X a palavra estadual, que limitava a isenção apenas para os órgãos estaduais e incluir no mesmo dispositivo a Defensoria Pública; revogar o inciso XI, com redação repetitiva e que, por esse motivo, foi englobado no inciso X; incluir o inciso XIII, que isenta de emolumentos a União, os Estados, os Municípios, os Territórios e o Distrito Federal, suas autarquias e as suas fundações que não explorem atividade econômica, a fim de que os entes públicos possam usufruir da gratuidade dos emolumentos tal qual gozam em relação às custas judiciais disciplinadas no artigo 12 da lei.

A mensagem destaca que alteram-se os valores dos emolumentos e instruções informativas relativos aos registros e averbações sem valor declarado no registro de imóveis e georreferenciamento, bem como valores de certidões eletrônicas e específicas dos cartórios de protesto, notas, registro civil e imóveis, de acordo com o efetivo custo e a adequada e suficiente remuneração dos serviços. Também alteram-se as Tabelas de Protesto de Títulos e Pagamento antes do protesto, para que sejam aplicáveis em todas as suas faixas de valores.

No que se refere à cobrança de custas judiciais, informa que os seguintes itens foram criados: busca de processo em arquivo judicial, independente de pedido de desarquivamento ou expedição de certidão; cópia digital de registros fonográficos e audiovisuais de audiência/sessão; digitalização de documento realizada no âmbito deste Poder Judiciário; transcrição de declaração registrada na gravação eletrônica de audiência/sessão e fornecimento de cópia por meio digital de documento e/ou processo.

FERC

Já em relação ao projeto de lei que altera a redação do artigo 11 da lei que criou o FERC, o presidente do TJMA disse que é sabido de todos que a isenção de emolumentos dos registros de nascimento, óbito, casamento e demais atos pertinentes ao registro civil de pessoas naturais, embora indiscutivelmente legítima para o pleno exercício da cidadania, gera impactos na sustentabilidade financeira dos cartórios de registro civil.

O desembargador pontuou que o cenário econômico atual elevou o índice dos atos gratuitos expedidos pelos registradores, que passaram por dificuldades econômicas, com a consequente redução no nível de qualidade da prestação de serviços.

Lourival Serejo disse que o Fundo Especial das Serventias de Registro Civil de Pessoas Naturais do Estado do Maranhão (FERC) mitigou consideravelmente o aludido deficit financeiro, porém não conseguiu proporcionar uma sustentabilidade econômico-financeira para as unidades de baixa arrecadação, que realizam muitos atos gratuitos de registro civil no Estado.
Nesse panorama – prosseguiu o presidente Lourival Serejo – surgiu a necessidade de adequação do arcabouço normativo para a correção do problema apresentado. Como exemplo, citou a Lei Complementar nº 226/2020, recentemente sancionada, que criou a renda mínima das serventias extrajudiciais com atribuições de registro civil de pessoas naturais.

O presidente do TJMA lembrou que a proposição está inserida no mesmo contexto, buscando fomentar mecanismos que visem a garantia do equilíbrio econômico-financeiro das Serventias de Registro Civil de Pessoas Naturais do Estado do Maranhão, agregando excelência e qualidade à prestação dos serviços oferecidos à população, através do pagamento de suplementação financeira à renda da unidade.

De modo específico, diz que propõe-se o reajuste do valor da compensação financeira por atos isentos para o patamar de até 75% do valor da tabela de emolumentos.

Por fim, o desembargador ressaltou que a adequação proposta é medida que tende a contribuir sobremaneira para a redução dos marcadores de sub-registro, um desafio que carece de enfrentamento no Maranhão.

Também participaram do encontro na ALEMA, o deputado estadual Rafael Leitoa, o diretor-geral do TJMA, Mário Lobão; e o secretário-geral da Mesa Diretora da Assembleia, Bráulio Martins.

Servidores da Secretaria de Estado de Juventude realizam roda de conversa sobre racismo institucional

Roda de conversa teve como foco a construção histórica do racismo e como está enraizado na sociedade brasileira (Foto: Divulgação)

“Olhar para a diversidade” esse foi o tema da roda de conversa realizada pelos servidores da Secretaria de Estado da Juventude (Seejuv) na última quinta-feira (11) sobre a temática do racismo institucional. A atividade também ocorreu em outros órgãos do Governo do Estado e compõe as atividades da Campanha de Combate ao Racismo Institucional – Juventude Viva.

O momento teve a metodologia do espelho e da escuta, que apresentou o perfil racial dos servidores da secretaria e debateu sobre as questões raciais no âmbito institucional. Os dados mostram que 64,29% dos servidores da Seejuv, que responderam um senso simplificado, se autodeclaram negros e destes 55% estão em cargos de chefia ou de liderança. Estes dados colocam a Secretaria da Juventude como um dos órgãos estaduais com mais negros entre os servidores.

“A Seejuv realizou uma importante oficina de combate ao racismo institucional, trazendo ao debate questões importantes sobre os negros dentro dos espaços de poder, seus desafios em estarem à frente desses espaços, hoje eu lidero uma equipe que em sua maioria é de pessoas negras dentro do Governo do Estado representando quase 65% das pessoas que compõe a equipe, isso tem muita representatividade e também tem tudo haver com a nossa militância e colaboração com esse processo”, enfatizou a secretária de Estado da Juventude, Tatiana Pereira.

Diálogo sobre a construção histórica do racismo e como está enraizado na estrutura da sociedade brasileira, construção de políticas afirmativas e empoderamento negro foram os destaques do bate-papo sobre o racismo institucional, mediado por Débora Melo e Juliana Costa, servidoras da Seejuv e que fazem parte de movimentos negros e de combate ao racismo destacando o papel social de cada pessoa, de cada servidor, no combate ao racismo e na mudança estrutural da sociedade no destaque à equidade racial.

“A gente buscou trazer para dentro das secretarias que os servidores repensem a forma como a gente constitui as nossas próprias relações dentro do nosso espaço de trabalho. A forma como nós vemos as pessoas negras nos nossos trabalhos, a forma como nós tratamos essas pessoas, para que a gente pense de forma crítica que tipo de cargos essas pessoas negras estão ocupando e se questionar de forma pessoal, que pode gerar um debate coletivo, sobre que tipo de sociedade nós temos construído para pessoas pretas e que oportunidades pessoas pretas têm acessado”, destacou a servidora Débora Melo.

Ascom SEEJUV