
O médico Pedro Neres protocolou denúncia explosiva contra o prefeito de Codó, Francisco Carlos de Oliveira (Chiquinho Oliveira), acusando-o de improbidade administrativa dolosa. Desde que assumiu a cadeira em janeiro de 2025, o gestor esconde a todo custo a lista de servidores contratados e comissionados, mantendo em sigilo a parte mais sensível da folha de pagamento municipal.
Não se trata de esquecimento nem de falha técnica. É dolo puro e simples: o prefeito já foi notificado pelo Ministério Público e pelo TCE/MA, mas insiste em descumprir a lei, alimentando ainda mais as suspeitas de que há funcionários fantasmas, nepotismo desenfreado e uma folha de pagamento inflada artificialmente. Quem esconde, teme mostrar — e nesse caso, o silêncio fala mais alto que qualquer justificativa oficial.
O Tribunal de Contas do Estado já cravou: a despesa de pessoal em Codó alcançou 50,38% da Receita Corrente Líquida, ultrapassando o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (48,60%). Mesmo diante da grave situação, Chiquinho Oliveira segue indiferente, como se estivesse acima da lei, enquanto a população amarga os reflexos de uma prefeitura com a máquina entupida de servidores sem transparência.
Agora, a bomba está nas mãos do Ministério Público Estadual, que poderá transformar a denúncia em um processo por improbidade administrativa, colocando de vez o prefeito contra a parede. Se confirmadas as suspeitas, Codó pode estar diante de um dos maiores escândalos de folha de pagamento já registrados no município — e Chiquinho terá que explicar por que tanto esforço para esconder o que deveria ser público.





