Florêncio Neto rebate oposicionistas e apela por fim da “obsessão” em citar o nome do ministro Flávio Dino

O deputado Florêncio Neto (PSB) rebateu oposicionistas e fez um apelo para que o grupo de oposição ao governo reduza o que chamou de “obsessão” em citar o nome do ex-governador e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão. “Um apelo para que a gente diminua essa obsessão de trazer à baila, às discussões, o governador Flávio Dino, que tem o meu extremo respeito”, disse.

O parlamentar peessedebista rebateu o grupo oposicionista quanto à acusação indevida sobre supostos ataques coordenados visando o ex-governador. “Eu vejo o contrário. Da grande maioria da Assembleia, há uma defesa do trabalho desenvolvido pelo governador Flávio Dino no estado do Maranhão, que, a meu ver, foi muito útil em muitos pontos. Claro que, assim como todos os outros governadores, cometeu erros”, disse.

Florêncio Neto observou, ainda, a postura correta do governador Carlos Brandão (PSB) em relação ao antecessor. “Nunca falou um ‘ai’, e eu já vi algumas fotos do gabinete do governador Brandão, onde até hoje está a foto junto com o ex-governador Flávio Dino, num gesto claro de que não existe da parte do Carlos Brandão nenhuma determinação em diminuir ou em demonstrar um legado maior, ou até mesmo de competir, ao contrário”.

O deputado destacou que o governador Brandão, inclusive, fez foi executar a ampliação de iniciativas da gestão de Flávio Dino.

“A expansão feita pelo governador Carlos Brandão de vários programas deixados e criados pelo governador Flávio Dino mostra que ele não se interessa em quem é o ‘pai da criança’, o interessante é prestigiar programas que dão certo e de lançar outros programas para que melhore, porque o desafio de quem sucede é sempre ser melhor do que o antecessor. E essa inclusive é a minha torcida”, finalizou.

Ministério Público abre inquérito para investigar contratos sem licitação do SAAE e da Prefeitura na gestão de Chiquinho Oliveira

Prefeito Chiquinho Oliveira

O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados sem licitação pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e pela Prefeitura de Codó, durante a gestão do prefeito Chiquinho Oliveira.

A investigação está sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça de Codó e foca em quatro procedimentos de inexigibilidade de licitação, todos realizados em 2025: nº 01/2025, 02/2025, 003/2025 e 004/2025. O objetivo é verificar se essas contratações atenderam aos requisitos legais ou se causaram prejuízo ao erário público.

Segundo o Ministério Público, contratações sem licitação são permitidas apenas em hipóteses específicas e precisam estar devidamente justificadas. Quando mal utilizadas, podem configurar atos de improbidade administrativa, o que pode levar a responsabilização dos gestores envolvidos.

O promotor de Justiça Raphael Bruno Aragão Pereira de Oliveira determinou a abertura do inquérito após o encerramento da fase preliminar de apuração. Já foram adotadas medidas como registro no sistema do MPMA, publicação em diário oficial e designação de equipe técnica para acompanhar o caso.

O procedimento agora segue com a coleta de informações e documentos para aprofundar a investigação sobre os gastos realizados pela atual gestão municipal. A depender das conclusões, o caso poderá resultar em ações judiciais ou recomendações administrativas.

Vereadores de seis municípios do Médio Mearim declaram apoio a Dr. Hilton Gonçalo para o Senado

Em um movimento de articulação política no interior do Maranhão, vereadores de Joselândia, Santo Antônio dos Lopes, Lago dos Rodrigues, São Roberto, Pedreiras e Lago dos Rodrigues declararam formalmente apoio à pré-candidatura de Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal. O anúncio oficial foi feito em encontro em São Luís na quinta-feira, 3 de julho.

Dr. Hilton, médico e ex‑prefeito de Santa Rita por quatro mandatos, tem ampliado sua base política por meio de apoios estratégicos de lideranças municipais.

Apoio por município

Joselândia: vereadores locais ressaltaram a necessidade de maior representatividade no Congresso, reconhecendo em Hilton um defensor das causas rurais e de pequenos municípios.

Santo Antônio dos Lopes: o foco foi nas propostas do pré-candidato para o desenvolvimento da Bacia do Parnaíba e valorização da produção local de gás natural.

Lago dos Rodrigues e São Roberto: parlamentares destacaram sua experiência como gestor e compromissos com infraestrutura básica, educação e saúde.

Pedreiras: vereadores reconheceram o histórico de articulação política de Dr. Hilton, especialmente na captação de recursos para regiões fora da Baixada Maranhense.

Durante o encontro, os apoiadores elogiavam o perfil “ficha‑limpa”, a experiência como gestor municipal e o discurso voltado à interiorização do desenvolvimento. Essas lideranças afirmam que Dr. Hilton representa renovação e compromisso regional.

Para Dr. Hilton Gonçalo, as adesões nas cidades do Médio Mearim consolidam sua pré-candidatura como um projeto com capilaridade no interior. Ele destacou a importância da articulação local para questões como transformação do gás natural em produtos regionais e melhoria dos serviços públicos. “Estamos ouvindo cada município. Meu compromisso é transformar isso em conquistas concretas no Senado”, afirmou.

A estratégia de apoio segue padrão já adotado em outras regiões do Maranhão, como Alto Turi e Baixada, onde vereadores e ex‑prefeitos manifestaram adesão em maio e junho. Esse crescimento de apoios fortalece a candidatura de Dr. Hilton dentro do campo municipalista e desenvolvimentista.

Ministério Público instaura inquérito para investigar contratos sem licitação nas gestões de Zé Francisco e Chiquinho Oliveira

As gestões do ex-prefeito Zé Francisco (PSDB) e do atual prefeito Chiquinho Oliveira (PT) estão oficialmente na mira do Ministério Público do Maranhão. Um inquérito civil foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Codó para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados sem licitação — as chamadas inexigibilidades — no período de 2023 a 2025. O procedimento foi formalizado no último dia 3 de julho e publicado no Diário Eletrônico do MP.

A investigação teve início a partir de uma denúncia recebida pela Ouvidoria do Ministério Público, registrada sob o número SIMP 001074-509/2025. Após análise preliminar, o promotor Raphaell Bruno Aragão decidiu converter a denúncia em inquérito civil, com o objetivo de apurar se houve lesão aos cofres públicos com contratações diretas indevidas. Segundo o Ministério Público, as inexigibilidades são exceções à regra da licitação e só podem ser usadas em casos muito específicos previstos em lei. Quando mal utilizadas, podem indicar favorecimento, ausência de concorrência e prejuízo ao erário, caracterizando ato de improbidade administrativa.

A investigação atinge duas administrações municipais e abre caminho para uma devassa em contratos que somam milhões. Em 2023, quem assinava os contratos era o então prefeito Zé Francisco. Já em 2025, o atual prefeito Chiquinho Oliveira responde pela continuidade da prática, que agora será minuciosamente analisada pela Promotoria. O MP quer saber quais empresas foram beneficiadas, quais servidores estavam envolvidos nas contratações e se houve conluio ou fraude nos processos de inexigibilidade. Se forem comprovadas as irregularidades, os responsáveis podem ser processados por improbidade administrativa, com penas que vão desde a suspensão dos direitos políticos até a devolução integral dos valores aos cofres públicos.

Augusto Serra e Chiquinho Oliveira se contradizem e perdem credibilidade

Augusto Serra e Chiquinho Oliveira

O ex-secretário municipal de Cultura, Augusto Serra, divulgou um vídeo nas redes sociais criticando o prefeito de Codó, Chiquinho Oliveira (PT), por declarar apoio a Magno do PT, candidato à presidência do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores.

Segundo Serra, a decisão do prefeito foi equivocada, já que Chiquinho teria sido apoiado por todos os três grupos que hoje disputam a direção partidária. Ele ainda acusa o gestor de utilizar a máquina pública para favorecer o candidato Magno — o que, se comprovado, seria grave.

Contudo, o que chamou a atenção do blogueiro Leonardo Alves e de boa parte da opinião pública foi o tom da crítica, marcado por um ego inflado e por uma falta de autocrítica por parte de Augusto Serra. A incoerência é visível: ele condena o apoio do prefeito a um candidato do partido, mas esquece que, recentemente, protagonizou episódio semelhante — e ainda mais questionável.

Augusto Serra presidiu a Comissão Eleitoral responsável por escolher as entidades civis para composição do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e mesmo assim decidiu se candidatar à presidência do próprio Conselho. Um claro conflito de interesses. A função de presidir a comissão exigia isenção, mas Serra usou a posição para, supostamente, preparar o terreno para sua própria candidatura — o que, no mínimo, é antiético.

Além disso, pesam sobre sua condução denúncias de irregularidades no processo, em conjunto com sua aliada Zila Moura. Assim, ao criticar o prefeito por falta de imparcialidade, Augusto Serra ignora que ele mesmo falhou gravemente no quesito.

Mas o prefeito Chiquinho Oliveira também não escapa das contradições. Ao invés de exercer um papel de unidade e equilíbrio dentro do partido que dirige o município, preferiu tomar partido em uma disputa interna, ignorando que foi eleito com o apoio dos três grupos agora em conflito. Seu gesto acirra ainda mais a divisão interna no PT local e deixa claro que sua prioridade não é o diálogo, mas sim fortalecer seu grupo político dentro da legenda.

Além disso, pairam suspeitas sobre o uso da estrutura da prefeitura para favorecer um dos candidatos, o que exigiria uma resposta clara e transparente da gestão — algo que até agora não ocorreu.

Chiquinho perde a oportunidade de exercer a liderança institucional e agir com a responsabilidade que o cargo exige. Ao escolher um lado no momento em que deveria construir pontes, o prefeito contribui para aprofundar a disputa interna em vez de pacificar o partido.

No fim das contas, tanto Augusto Serra quanto Chiquinho Oliveira escorregam no discurso da coerência. Um prega neutralidade enquanto se beneficia do processo que conduzia; o outro defende a democracia interna do partido, mas tenta influenciar diretamente sua condução. Os dois perdem credibilidade com ações que geram questionamentos.