STF confirma direito de recusar transfusão de sangue por religião

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Supremo Tribuna Federal (STF) formou maioria para reafirmar o direito de negar transfusões de sangue por motivos religiosos, rejeitando recurso do Conselho Federal de Medicina, que buscava reverter a decisão favorável ao grupo Testemunhas de Jeová.

O julgamento dos embargos ocorre no plenário virtual, em sessão prevista para durar até as 23h59 desta segunda-feira (18). Votaram por negar o recurso o relator, ministro Gilmar Mendes, e os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça e Dias Toffoli.

A maioria será confirmada caso não haja pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico). A decisão tem repercussão geral, devendo ser observada por todos os tribunais do país.

Em setembro de 2024, o plenário do Supremo decidiu por unanimidade que os cidadãos têm o direito de recusar a realização de procedimentos médicos por motivos religiosos. Esse é o caso, por exemplo, das testemunhas de Jeová, cuja fé não permite as transfusões de sangue.

“A recusa a tratamento de saúde por razões religiosas é condicionada à decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente, inclusive quando veiculada por meio de diretivas antecipadas de vontade”, diz a tese estabelecida na ocasião.

A tese vencedora também estabeleceu a possibilidade da realização de procedimento alternativo, sem a transfusão de sangue, “caso haja viabilidade técnico-científica de sucesso, anuência da equipe médica com a sua realização e decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente”.

A CFM recorreu da decisão alegando haver omissões na medida, pois o Supremo não teria esclarecido o que fazer em cenários nos quais o consentimento esclarecido do paciente não seria possível, ou em casos com risco de morte iminente.

Dois casos concretos serviram de base para a decisão. Um dizia respeito a uma mulher de Maceió que se recusou a fazer uma transfusão para a realização de uma cirurgia cardíaca.

O outro tratava de uma paciente do Amazonas que exigia o custeio pela União de uma cirurgia de artroplastia total em outro estado, em que poderia ser feita sem a transfusão de sangue. o

No voto seguido pela maioria, em que rejeitou o recurso da CFM, o relator Gilmar Mendes escreveu que, ao contrário do argumentado, os pontos de omissão foram levantados e esclarecidos no julgamento.

“Em situações nas quais a vida do paciente esteja em risco, o profissional de saúde deve atuar com zelo, adotando todas as técnicas e procedimentos disponíveis e compatíveis com a crença professada pelo paciente”, reiterou o ministro.

Cidade Verde

 

Polícia Federal investiga Silas Malafaia por ‘golpe’ e pastor reage: “Não tenho medo. Vou botar para quebrar”

A Polícia Federal (PF) incluiu o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC, em um inquérito aberto em maio para apurar supostas ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF), autoridades e agentes públicos. A investigação também apura uma suposta tentativa de buscar sanções internacionais contra o Brasil.

O inquérito envolve ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, as ações teriam o objetivo de atrapalhar o processo no qual Jair Bolsonaro é réu por suposta tentativa de golpe de Estado. Entre os crimes investigados estão coação no curso do processoobstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

No dia 14 de agosto, Malafaia se pronunciou nas redes sociais, classificando a investigação como “perseguição política”. Ele afirmou reconhecer a importância da PF, mas alegou que há setores da corporação “a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”. O pastor reclamou por ter tomado conhecimento da inclusão no inquérito pela imprensa.

Como eu não sou notificado e a Globo sabe antes? Isso é uma vergonha”, questionou.

O pastor ironizou as suspeitas de que teria buscado sanções internacionais contra o Brasil, afirmando não falar inglês nem ter contato com autoridades estrangeiras. Ele negou ter cometido crimes e sustentou que suas manifestações públicas contra Alexandre de Moraes se limitam a questionamentos sobre supostos descumprimentos da lei.

Todas as manifestações que eu coordenei, que eu cito ele, [é tudo] baseado na lei, nos crimes que ele tem cometido, e que grande parte da imprensa encobre. Não tenho medo. Pode vir do jeito que vocês quiserem, pode investigar. Querem calar os opositores”, declarou.

Do exterior, o deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o pastor “não será intimidado”.

Eles estão achando que vão intimidar o pastor Malafaia? Convidar pessoas para irem às ruas virou crime?”, escreveu.

Em outra publicação, o parlamentar citou Moraes:

Estava demorando. Como previmos, Moraes segue dobrando a aposta. Desta vez para cima do pastor Malafaia. Qual crime teria o pastor cometido? Convidado os brasileiros para estarem pacificamente nas ruas se manifestando, só pode ser. O Brasil já virou uma Venezuela”.

No mesmo vídeo, Malafaia comparou a atuação da PF a práticas da “Gestapo do nazismo” e da “KGB da União Soviética”, afirmando que o Brasil está “caminhando para a venezuelização”.

Eu não vou me calar, porque eu não tenho medo de vocês. Isso, para mim, soa como algo em que eu vou me posicionar duramente, baseado na Constituição”, disse.

O pastor classificou o inquérito como “farsa de pseudogolpe” e fez um apelo a parlamentares e ministros do STF:

Está aí, Supremo Tribunal Federal. Está aí, senadores e deputados. Quem vai parar isso? Que país é esse? Que democracia é essa? É uma vergonha o que estamos assistindo. E se preparem, porque eu vou botar para quebrar. Vocês não me calam. Não tenho medo de prisão. E não tenho medo de investigação política, de pura perseguição. É o que eu tenho a declarar por enquanto”.

GOSPEL PRIME

‘Mais Saúde’ – Psiquiatra Ruy Palhano fala sobre a importância dos cuidados com a saúde mental desde a infância

Neste domingo (17), o programa ‘Mais Saúde’, apresentado pelo jornalista Ismael Gama e exibido pela TV Assembleia, recebeu o médico psiquiatra Ruy Palhano para falar sobre a importância da saúde mental desde a infância. O programa, também, mostrou uma reportagem sobre a inauguração de leitos de UTI e cirúrgicos no Hospital de Oncologia de São Luís e o quadro Vacina, Sim, com os locais de aplicação da vacina contra a gripe.

Houve, ainda, uma reportagem especial sobre a campanha Agosto Dourado que chama a atenção para a importância da amamentação e doação de leite materno; no quadro Fala, Doutora da semana, os cuidados que os pais devem ter com a saúde bucal das crianças quando do uso de aparelhos ortodônticos; e o projeto Doutores Palhaços da Graça, em São Luís, que transforma a rotina de crianças internadas em hospitais.

Saúde mental

Na última parte do Programa ‘Mais Saúde’, foi exibida a Entrevista da semana, com o médico psiquiatra Ruy Palhano, que disse que houve incremento nos casos de doenças mentais e reforçou a importância de cuidados com a saúde mental desde a infância.

“Houve um incremento dos transtornos psiquiátricos na população brasileira e no mundo. Todas as doenças humanas em geral e, em especial, as mentais têm uma epidemiologia, uma frequência na população em geral. No Maranhão, os dois grandes transtornos psiquiátricos são depressão, o segundo casos no mundo, e o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), hoje somos os maiores no mundo. É cuidar na infância para que os casos não explodam na fase adulta”, alertou.

A entrevista completa e as reportagens no programa ‘Mais Saúde’, que é apresentado pelo jornalista Ismael Gama e vai ao ar todos os domingos, às 9h, pela TV Assembleia (canal 9.2, TV aberta; canal 309.2, Sky; e canal 17, Maxx TV).

Deputada Mical Damasceno rebate Felipe Camarão: “Pare de mentir rapaz. Você é uma vergonha para o Maranhão”

A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) rebateu as declarações do vice-governador Felipe Camarão (PT) sobre uma decisão do Tribunal de Justiça relacionada a ataques misóginos e sexistas que ela sofreu no mês de maio.

Nas redes sociais, a parlamentar afirmou com veemência que Camarão tenta transformar uma questão meramente processual em inocência e questionou processos de autoria do vice-governador que tramitam em segredo de justiça.

“Pare de mentir rapaz. Você é uma vergonha para o Maranhão”, disparou a deputada contra o acusado de ataques misóginos e sexistas.

Confira o vídeo publicado por Mical Damasceno nas redes sociais:

Ministério Público deve ajuizar Ação Civil Pública contra Chiquinho Oliveira por não divulgar lista de servidores comissionados e contratados

Prefeito Chiquinho Oliveira

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Codó deve ajuizar Ação Civil Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito Francisco Carlos de Oliveira (Chiquinho Oliveira), por não divulgar a lista dos servidores comissionados e contratados no Portal da Transparência.

Desde janeiro de 2025 o Blog do Leonardo Alves vem questionando a ausência da lista de servidores com suas remunerações no Portal da Transparência e a até o momento a Prefeitura não se manifestou publicamente sobre os questionamentos levantados pelo blog optando por esconder as informações dos servidores em documento público para que os codoenses não tomem conhecimento.

Tramita no Ministério Público um procedimento instaurado pelo promotor de Justiça, Rapahaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, contra o prefeito Chiquinho Oliveira, por irregularidades no Portal da Transparência fundamentado na Lei de Acesso à Informação – Lei nº 12.527/2011 e na Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº 101/2000, que estabelecem a obrigatoriedade da divulgação de dados públicos de forma acessível e atualizada.

O representante do Ministério Público constatou diversas irregularidades no Portal da Transparência e mesmo sendo notificado para corrigir irregularidades, o prefeito por meio da Secretaria de Administração se omite em publicar a lista de servidores no portal.

A omissão de Chiquinho Oliveira em não publicar as informações de interesse público gera suspeita de favorecimento de funcionários fantasma e concessão de gratificações irregulares na Prefeitura Municipal de Codó.

O prefeito segue desrespeitando a lei, não justifica a omissão de informações públicas e mantém a lista de servidores escondida sem dar publicidade à população afrontando os princípios da legalidade e da publicidade.

Caso o Ministério Público ajuíze Ação Civil Pública, pode haver consequências legais para o prefeito Chiquinho, incluindo o secretário de Administração, Daniel Silveira.