Base governista na Assembleia declara apoio a Orleans Brandão como pré-candidato ao Governo do Maranhão

O cenário político do Maranhão começa a ganhar novos contornos rumo às eleições de 2026. Em movimento articulado nos bastidores, parlamentares que integram a base do governador Carlos Brandão (PSB) na Assembleia Legislativa declararam, de forma unificada, preferência pelo nome de Orleans Brandão (MDB) como pré-candidato ao governo do Estado.

A sinalização pública foi feita durante conversas de articulação entre deputados da base aliada, que destacaram o papel estratégico de Orleans nas ações do atual governo e sua capacidade de diálogo com diferentes segmentos da sociedade. “Orleans representa a continuidade de um projeto que vem dando certo. Tem preparo técnico, sensibilidade política, humildade e conhece o Maranhão de perto”, afirmou a presidente da Casa, Iracema Vale (PSB), uma das parlamentares presentes à reunião.

Embora ainda não haja anúncio oficial de pré-candidatura, o nome de Orleans vem ganhando força entre lideranças do grupo governista, especialmente após sua atuação na articulação de políticas públicas e sua presença cada vez mais ativa nos principais eventos institucionais do estado.

Deputados estaduais avaliam que a escolha pelo nome de Orleans Brandão representaria uma candidatura de consenso dentro da base, unindo o apoio do Palácio dos Leões, o aval da Assembleia Legislativa e o respaldo de importantes lideranças municipais.

O gesto da base na Assembleia também é interpretado como um passo decisivo para a consolidação de um nome com perfil técnico e político, que mantenha a estabilidade da atual gestão e dialogue com o futuro.

A expectativa é que, nos próximos meses, o movimento ganhe adesões públicas de outras lideranças estaduais, fortalecendo o nome de Orleans Brandão como principal aposta do grupo do governador para a sucessão estadual.

Deputado Enos Costa Ferreira destaca atuação da política de combate às drogas no Estado

Dada à passagem do Dia Internacional Contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito de Entorpecentes, no último dia 26 de junho, o deputado estadual Enos Costa Ferreira (Podemos) subiu na tribuna, na sessão plenária de terça-feira (1º), para destacar a importância das ações de combate ao tráfico de drogas e o cuidado aos usuários, com foco na reinserção social e no tratamento humanizado.

“Não é um problema apenas das periferias ou de uma classe específica, mas de toda a sociedade. E destaco aqui os quatro eixos da nossa política sobre drogas e que envolve várias secretarias: a prevenção, o tratamento, a ressocialização e o combate com nossas valorosas forças de segurança”, disse o parlamentar.

No tocante à ressocialização, o deputado ressaltou o trabalho das comunidades terapêuticas (CT´S) no resgate da dignidade de pessoas que sofrem com a dependência química e, também, com a chamada codependência, que se refere ao sofrimento também dos familiares e da sociedade.

“Ressalto e defendo o papel essencial das comunidades terapêuticas que realizam um trabalho digno, voluntário e transformador. Elas acolhem, retiram pessoas das ruas, aproximam-nas de Deus e cultivam a esperança da superação. Coincidentemente, estive nesta Casa, como então secretário de estado de Relações Institucionais (SRI), representando o governo na criação da Frente Parlamentar de Defesa das Comunidades Terapêuticas. Ao conhecer de perto a realidade dessas instituições, assumi o compromisso de fortalecê-las”, frisou o deputado.

Enos Costa Ferreira evidenciou, ainda, a prevenção do uso de drogas, que, inicialmente, se dá nas escolas, nas igrejas, em projetos sociais e, sobretudo, nas famílias. Ele parabenizou o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), desenvolvido pelo Governo do Estado, em parceria com a Polícia Militar e escolas, voltado a crianças, principalmente estudantes do ensino fundamental, que são capacitados com informações e habilidades para a prática de uma vida saudável e livre das drogas.

Adelmo Soares rebate críticas da oposição e pede ao PCdoB que entregue cargos do Governo

O deputado Adelmo Soares (PSB) criticou duramente, na sessão plenária desta terça-feira (1º), a posição do deputado Rodrigo Lago (PCdoB) em criticar o aumento salarial de 20% anunciado pelo governador Carlos Brandão (PSB) aos militares.

Adelmo Soares disse que o PCdoB, partido de Rodrigo Lago, deveria entregar os cargos que tem no governo. “O PCdoB deve sair definitivamente do Governo. É incoerente atacar a gestão atual em toda sessão e continuar se beneficiando dela, inclusive, com uma secretaria de Governo”, afirmou o deputado ao rebater criticas de Rodrigo Lago que disse não ser nada o aumento de 20% concedido aos militares.

“Brandão é tão bom que permite uma secretaria ao PCdoB, mesmo esse partido atacando o seu governo todo dia. Esse, sim, é um governador republicano, pois se fosse outro jamais permitiria. Mas o governador segue na tranquilidade e trabalhando todos os dias em favor do povo maranhense”, frisou

Incoerência

De acordo com Adelmo Soares, o governador Carlos Brandão não pode corrigir tantos anos de erros em apenas três anos e que 20% de aumento no salário dos militares é, sim, um aumento considerável.

“A oposição tenta atribuir ao governador responsabilidade de tudo o que acontece de ruim no Maranhão. É preciso lembrar que Brandão tem apenas três anos de mandato e não poderia corrigir tantos anos de erros em apenas três anos de mandato. A oposição precisa deixar de ser incoerente e parar de jogar para a plateia”, finalizou.

Força-tarefa prende devedores de pensão alimentícia

Dezesseis devedores de pensão alimentícia foram presos durante operação realizada pela Central de Mandados da Comarca da Ilha São Luís (CENMAN). Os oficiais de Justiça, com o apoio da Polícia Militar e outras instituições do sistema de Justiça, cumpriram 71 mandados de prisão expedidos pelas Varas de Família da Capital e de unidades judiciárias de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. A força-tarefa resultou em mais de R$ 150 mil em valores pagos de débitos alimentares.

O resultado da força-tarefa foi apresentado pelo secretário da Central de Mandados, Charles Pimentel, nesta terça-feira (1/7), em reunião com os integrantes da operação, no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau). Realizada na semana passada (até sábado), a ação contou com cinco oficiais de justiça no cumprimento dos mandados, policiais militares dos 13 batalhões da Polícia Militar, secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária (SSP e SEAP), Diretoria de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e Corregedoria Geral de Justiça (CGJ/MA).

O juiz coordenador da CEMAN, Fernando Jorge Pereira, explicou que a proposta é realizar novas operações semelhantes ao logo do ano. O magistrado disse que essa foi uma experiência piloto de cumprimento coletivo de mandados de prisão civil referente ao pagamento de pensão alimentícia em atraso, envolvendo instituições públicas do sistema de justiça.

Conforme os dados apresentados na reunião, dos 71 mandados de prisão 21 executados não foram encontrados porque mudaram de residência e o novo endereço não foi informado no processo judicial; outros 29 estavam ausentes no momento em que os oficiais de justiça chegaram para efetuar a prisão; três fugiram durante a abordagem e em outros dois casos o endereço constava insuficiente. Os mandados de prisão estão em aberto e os devedores não localizados durante a operação podem ser presos a qualquer momento. Os executados que mudaram de residência terão os endereços atualizados no processo.

Ainda, segundo as informações da CENMAN, um dos executados foi encontrado, em um arraial de São Luís, pelo sistema de reconhecimento facial e preso por porte ilegal de arma e, durante a prisão, verificou-se que havia também um mandado contra ele por débito de pensão alimentícia. Depois de encaminhado para a unidade prisional, o devedor pagou a dívida de cerca de R$ 25 mil. Além das 16 prisões efetuadas na Comarca da Ilha, outro devedor foi preso pela polícia na cidade de Icatu e transferido para a capital.

O subsecretário da SEAP, Fredson Maciel, disse que dos executados presos nove já pagaram o débito e sete continuam na prisão porque não quitaram a dívida. Segundo dados da CENMAN, houve um devedor não encontrado pela força-tarefa que durante a operação pagou cerca de R$ 20 mil de pensão para evitar ser preso e outro pagou R$ 12 mil; dois presos pagaram um débito de R$ 19 mil e R$ 12 mil cada um. O juiz Fernando Jorge Pereira destacou que foram pagos mais de R$ 150 mil de débitos alimentares.

A operação, de acordo com o magistrado, beneficiou mais de 80 crianças e adolescentes e alguns jovens que ainda cursam universidade e têm direito à pensão (alimentandos). O juiz parabenizou os oficiais de justiça pelo trabalho que começava todos os dias por volta das 5h da manhã; agradeceu à Polícia Militar e à Diretoria de Segurança Institucional do TJMA pelo suporte dado à força-tarefa com policiais e viaturas. Ele ressaltou, ainda, que o apoio da SEAP foi fundamental para o cumprimento dos mandados de prisão. Os presos foram levados para a Central de Custódia (Outeiro da Cruz) e UPR de Paço do Lumiar.

Participaram da reunião nesta terça-feira (1/7), no Fórum Des. Sarney Costa, também o representante da Diretoria de Segurança Institucional do TJMA, coronel Eduardo Pinheiro; os oficiais da força-tarefa; e os secretários judiciais das Varas de Família da capital.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

Ricardo Arruda repercute declarações do secretário Rubens Pereira sobre rompimento entre Carlos Brandão e Flávio Dino

Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), nesta terça-feira (1º), o deputado estadual Ricardo Arruda (MDB) repercutiu as recentes declarações do titular da Secretaria de Estado de Articulação Política (Secap), Rubens Pereira, sobre os motivos que levaram ao rompimento entre o governador Carlos Brandão (PSB) e o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Arruda relatou que, segundo Rubens Pereira, o motivo da separação entre os grupos se deu após um impasse sobre a formação da chapa majoritária para a disputa do Governo do Estado em 2026.

“Eu não tenho por que duvidar da veracidade da afirmação do secretário Rubens Pereira”, afirmou Ricardo Arruda, ressaltando ainda que, quando o então governador Flávio Dino estava no comando do Executivo Estadual, não houve questionamentos em relação às suas indicações para governador e vice nas eleições de 2022.

“Alguém questionou a então liderança do governador nesse processo? Foi assim com Flávio Dino e por que não seria dessa mesma forma com Carlos Brandão? Um governo igualmente bem avaliado e que vem tendo a aprovação da população maranhense”, pontuou Arruda.

O parlamentar lembrou, inclusive, que nas eleições de 2022, quando Flávio Dino indicou Felipe Camarão como vice na chapa, o próprio Rubens Pereira acatou a decisão do governador. “Não poderia ser diferente. ‘Rubão’ pertence ao grupo político e seguiu a orientação maior da principal liderança do grupo político naquele momento, que era o governador Flávio Dino”, salientou.

Ricardo Arruda classificou esse episódio como uma indisposição para o diálogo por parte do grupo ligado ao ex-governador Flávio Dino e disse ainda ser uma “tentativa de enquadrar o principal líder do processo político no estado, que é o governador Carlos Brandão”.

Mesa Diretora

O parlamentar lembrou ainda da eleição para a presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em novembro do ano passado, que terminou com a vitória da deputada Iracema Vale (PSB), e das judicializações promovidas pelo candidato derrotado, o deputado Othelino Neto (Solidariedade), que, na avaliação de Ricardo Arruda, foram feitas para criar obstáculos ao Governo do Estado.

“As judicializações enfraquecem o parlamento. A função da oposição é essa, criar embaraços e obstáculos ao governo. Mas por que os demais deputados que faziam parte da base do governo acompanharam esse entendimento?”, questionou Ricardo Arruda, ao se dirigir ao grupo de parlamentares que manifestaram apoio ao deputado Othelino Neto durante o processo na Alema.

Incoerência

Ao finalizar o seu pronunciamento, Ricardo Arruda criticou Felipe Camarão pelo fato do vice-governador subir ao palanque de pessoas que são adversárias políticas do governador Carlos Brandão, pontuando que se trata de um posicionamento incoerente.

“Como é que eu sou vice-governador, faço parte de um projeto político e vou subir no palanque de um adversário do governador? Não acho que seja uma postura que aproxima, mas que distancia”, afirmou o deputado, ressaltando ainda que o governador Carlos Brandão tentou, de todas as formas, promover o diálogo e evitar o rompimento do grupo.

“O governador tem se notabilizado pela capacidade de diálogo. Tem sido assim com a classe política, tem sido assim com esse parlamento e, também, com relação à condução da sua sucessão. Infelizmente, ele não tem encontrado reciprocidade nesse posicionamento”, finalizou.