Musicoterapeuta do CEC é demitido por Chiquinho Oliveira após cobrar melhores condições de trabalho e crianças com TEA ficam sem terapia

No Centro de Especialidades Clínicas (CEC) de Codó, a demissão do musicoterapeuta Magno Freitas gerou revolta entre as mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo denúncias, Magno foi demitido após cobrar melhorias nas condições de trabalho e o fornecimento de equipamentos adequados pela gestão Chiquinho Oliveira, além se recusar a continuar utilizando seu próprio material pessoal para atender os pacientes.

Magno, que enfrentava uma rotina difícil devido à falta de infraestrutura e condições adequadas para realizar seu trabalho, foi desligado da equipe sem receber o pagamento prometido. As mães que acompanhavam o tratamento das crianças denunciam que a demissão prejudicou diretamente o atendimento, deixando muitas crianças com TEA sem acesso à musicoterapia, uma das terapias fundamentais para seu desenvolvimento.

De acordo com fontes próximas ao CEC, a demissão de Magno é vista como um ato de perseguição política, já que ele havia cobrado insistentemente por melhores condições de trabalho. A situação está gerando indignação e insegurança entre as famílias, que temem pela continuidade do atendimento das crianças com TEA.

Desativação do IML de Codó viola direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual

A desativação do Instituto Médico Legal (IML) de Codó desde 31 de dezembro de 2024 tem causado sérios prejuízos à população, especialmente às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Desde que a gestão do prefeito Chiquinho Oliveira decidiu demitir todos os profissionais que atuavam no órgão há 12 anos, o município ficou sem um serviço essencial para a realização de exames periciais em vítimas de crimes sexuais e agressões físicas.

O IML desempenha um papel crucial na coleta de provas para investigações criminais, garantindo a materialidade dos delitos e auxiliando na responsabilização dos agressores. Sem essa estrutura em Codó, as vítimas são forçadas a enfrentar um verdadeiro calvário: além da dor e do trauma do abuso, precisam se deslocar até Timon, a 167 km de distância, para realizar exames de lesão corporal, conjunção carnal e ato libidinoso, entre outros procedimentos.

Essa situação não apenas agrava o sofrimento psicológico das vítimas, mas também viola diversos direitos fundamentais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 4º, estabelece que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. Ao obrigar crianças e adolescentes vítimas de violência a percorrer longas distâncias para acessar um serviço essencial, a administração municipal fere diretamente esse princípio da prioridade absoluta.

Além disso, o artigo 227 da Constituição Federal determina que é dever do Estado “colocar a salvo crianças e adolescentes de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. A desativação do IML de Codó representa uma clara omissão do poder público e uma afronta a esse mandamento constitucional, expondo as vítimas a mais sofrimento e dificultando o acesso à Justiça.

A situação também configura uma violação aos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, da ONU, que exige dos Estados medidas eficazes para prevenir e punir a violência contra crianças e adolescentes.

Além do impacto psicológico e da revitimização das crianças e adolescentes, o fechamento do IML impõe um ônus financeiro às famílias, que precisam arcar com os custos de deslocamento até Timon. Muitas delas, em situação de vulnerabilidade social, sequer têm condições de bancar essas despesas, o que pode comprometer a realização dos exames e, consequentemente, a punição dos agressores.

A pergunta que fica é: até quando Codó será negligenciada nesse aspecto tão sensível? Até quando as vítimas de violência serão obrigadas a percorrer longas distâncias e enfrentar ainda mais sofrimento para ter seus direitos garantidos? O prefeito Chiquinho Oliveira deve prestar esclarecimentos à população e, mais do que isso, providenciar imediatamente uma solução para esse grave problema.

Deputado Júnior Cascaria vai destinar R$ 2 milhões para o Hospital Regional de Pedreiras

O deputado estadual Júnior Cascaria (Podemos) anunciou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (12), que irá destinar uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões para o Hospital Regional de Pedreiras. O recurso será utilizado para a aquisição de uma ambulância nova e para a realização de mutirões ortopédicos e de catarata, visando reduzir a fila de espera por esses procedimentos na região.

O parlamentar destacou que a iniciativa faz parte de um compromisso firmado com o governador Carlos Brandão (PSB), beneficiando diretamente a cidade de Pedreiras e a região do Médio Mearim.

“Esse investimento será fundamental para melhorar o atendimento da população e garantir mais agilidade nos procedimentos de saúde”, afirmou Cascaria.

Com a nova ambulância, a expectativa é que o transporte de pacientes seja aprimorado, garantindo mais segurança e eficiência no atendimento. Já os mutirões ortopédicos e de catarata deverão atender a centenas de pessoas que aguardam cirurgias, proporcionando mais qualidade de vida à população.

A medida reforça o compromisso do deputado com a saúde pública e o desenvolvimento da região.

Prefeito Chiquinho Oliveira planeja salas multisseriadas em Codó, reduzindo empregos e comprometendo a educação

Secretário de Educação, Ricardo Torres e prefeito Chiquinho Oliveira
O prefeito de Codó, Chiquinho Oliveira planeja adotar salas multisseriadas na rede municipal de ensino, uma medida que não apenas prejudica a qualidade do ensino, mas também reduz vagas de emprego para professores, vigias e zeladoras, afetando diretamente a geração de renda na cidade. A decisão segue os passos de seu filho, o deputado Francisco Nagib, que implantou esse modelo quando esteve à frente da prefeitura.
As salas multisseriadas agrupam alunos de diferentes séries em uma única turma, com apenas um professor responsável por atender estudantes de níveis distintos ao mesmo tempo. Essa prática, além de ser um retrocesso educacional, compromete ainda mais o ensino, especialmente no atual contexto em que há um número crescente de alunos com autismo e outras necessidades especiais. Sem suporte adequado, esses estudantes podem ser ainda mais prejudicados.
Redução de empregos e sobrecarga para professores
A proposta de Chiquinho Oliveira é vista como uma forma de cortar gastos na educação às custas da qualidade do ensino e da geração de empregos. Ao invés de contratar mais professores para suprir a demanda, a prefeitura aposta em um modelo que sobrecarrega os docentes e prejudica o aprendizado dos alunos.
Educadores e especialistas alertam que salas multisseriadas não são adequadas para a realidade de Codó, onde muitas escolas já enfrentam dificuldades estruturais. Além disso, reduzir a quantidade de professores e funcionários agrava o desemprego no município, afetando diversas famílias que dependem dessas oportunidades de trabalho.
A população cobra da gestão municipal uma solução que priorize a educação de qualidade e a valorização dos profissionais da área, ao invés de medidas que representem retrocesso e prejuízos para a comunidade escolar e para a economia local.
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Pais denunciam que escolas de Codó estão mandando alunos com autismo para casa por falta de auxiliares

Pais de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão revoltados com a situação nas escolas municipais de Codó. Segundo denúncias, várias unidades de ensino estão mandando as crianças com autismo de volta para casa, alegando a falta de auxiliares de sala, profissionais essenciais para garantir o acompanhamento e a inclusão desses estudantes no ambiente escolar.

A ausência desses profissionais tem causado transtornos para as famílias, que se veem sem alternativa para garantir a educação de seus filhos. “Meu filho precisa do suporte de um auxiliar, e sem isso ele não consegue acompanhar as atividades. Hoje, simplesmente me ligaram da escola pedindo para ir buscá-lo porque não tinham ninguém para ajudá-lo”, relata uma mãe indignada.

A situação escancara a falta de planejamento e compromisso da gestão municipal com a educação inclusiva. Segundo a legislação brasileira, alunos com deficiência têm direito ao acompanhamento de profissionais especializados para garantir o aprendizado em condições adequadas. No entanto, em Codó, a falta de contratação desses auxiliares está deixando diversas crianças sem aula, comprometendo o direito básico à educação.

Os pais cobram um posicionamento imediato da Secretaria de Educação e da Prefeitura de Codó para resolver o problema. “Se não tem auxiliar, então a gestão precisa contratar. Não dá para simplesmente mandar as crianças para casa e fingir que está tudo bem”, desabafa outro responsável.

Enquanto a prefeitura não toma providências, alunos com autismo seguem sendo impedidos de frequentar a escola, e os pais continuam enfrentando dificuldades para garantir que seus filhos recebam a educação a que têm direito.